Poemas Góticos

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Lava mais branco

O meu coração
é uma Brastemp 12 kg.
Lava, limpa e centrifuga
tristeza.

Somos responsáveis pelos vínculos que criamos ao longo da vida. Cativar... Criar laços! Infelizmente, algumas vezes abandonamos o nosso amigo, companheiro ou quem quer que tenhamos conquistado e simplesmente o esquecemos... Como se em nenhum momento houvéssemos cativado. Triste realidade...
E deixamos de perceber o quanto é maravilhoso sentir-se querido, necessário... É fantástico ouvir um: Eu preciso de você! Quanta coragem...
Seria reconfortante poder ver as pessoas expressando seus sentimentos sem medos ou travas. Sem a tal vergonha de falar o que sente por aquela pessoa que conquistou seu afeto e respeito. Sim, seria tão mais simples se a gente falasse o quanto amamos...
A razão de tal frieza é que não chegamos a compreender o essencial que é invisível aos olhos... Não entendemos o quão fundamental é ter perto de nós alguém que diga que estará conosco aconteça o que acontecer... Mesmo se errarmos, mesmo se falharmos... Não abrirá mão da gente.
Tenho certeza que se pudéssemos ter esse compromisso com quem cativamos pela vida, certamente todos seríamos um pouco mais saudáveis emocionalmente.

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...”

⁠Lembre-se de que assim
Como você não consegue
Falar o que sente pra ela
Pode ser que ela também
Esteja na mesma situação
Que você. Então lembre que
Você pode estar desistindo
Da pessoa que talvez não
Queria desistir de você.

Póstumas ruínas de mim mesmo

Outrora senti-me bem,
agora não há conforto,
Emerge uma Ágora dentro de mim,
Uma reunião conflitante,
Caótica
Confusa e anárquica,
Onde o único lesado sou eu.
Ao olhar para trás,
Sinto-me amordaçado,
Sensação de impotência,
Uma corda em meu pescoço?
Ah, não, é apenas a angústia corroendo-me lenta e sadicamente
Enquanto submerjo em prantos falhos que de nada valherá,
Cada segundo me vejo mais distante de mim ou de quem já fui,
perdoe-me pela lamúria
Eu precisava disso

Então já é de madrugada
onde é frio e ninguém fala nada
é a hora que eu penso fecho meus olhos e sinto o vento
tão escuro que eu quase não vejo nada
mas nem preciso pois de madrugada sou eu meus pensamentos e mais nada
a madrugada é so minha e vocês nunca vão saber de nada

Imagine que cada coisa boa, acerto, e desafios vencidos na vida, sejam representados por uma joia. Sim, joias valiosas, lindas e raras para cada acerto... Nós andamos pelo caminho da vida e com o tempo, nessa jornada as pequenas joias se tornam parte de você. Invisíveis para os outros, pequenas, imperceptíveis. Ao nos olharem não as enxergam. Isso porque já se acostumaram a vê-las e não se importam mais. Tonaram-se banais.
Agora imagine cada erro, tombo, vacilo e desanimo de prosseguir adiante, representados por uma enorme e pesada cruz, esfera, esfera esta com espinhos, afiados, pontiagudos e enferrujados que fere cada vez mais sua pele, coração e alma. Esfera esta, que você carrega nas costas. Mas não por que quer carregar, e sim porque os mesmo que não conseguem mais aquelas joias, aquelas de quando você acerta, estes colocam essa esfera enorme em suas costas. E essa esfera nunca vai ser um dia como as joias, para os outros, pequena, imperceptível. Eles sim, vão sempre enxergá-la, mesmo que eles também carreguem joias e esfera como a sua. Eles sempre vão esquecer suas joias e lembrar-se da sua esfera espinhenta e que te machuca mais que qualquer um possa imaginar.
É assim que funciona a vida. Nada de bom que você faça vai superar aquele microscópio erro, mesmo que ele tenha sido reparado. Eles vão sempre te julgar. Mas aí você olha em volta e vê que todos nós temos esferas como estas. Todos nós estamos sofrendo do mesmo mal. E para você não carregar mais esta esfera, cabe a você não aceita-la mais. Olhe para frente no seu caminho e esqueça todos que não te joias e sim esferas. Desta forma com o tempo a esfera deixa de ser sua e as joias voltam a brilhar.

⁠Ontem, por muito querer, reli nossas conversas...
Hoje, várias vezes, me lembrei de te esquecer.
Amanhã certamente não terei mais tanta pressa...
Em outra vida (quem sabe?) talvez cê consiga me entender.

⁠⁠O rio corria incessantemente, mas parecia secar vagarosamente. Gota por gota, pude sentir se esvaindo de mim. Não somente indo para longe, mas sugando tudo de mim e me deixando com sede e totalmente vazio. Já não tinha mais forças para correr em busca de suas águas e já não podia mais sentir a brisa no meu rosto. O Sol castigava dia após dia e a estiagem se prolongou até hoje e quem sabe até amanhã ou depois.
Meu universo que havia se tornando um pouco azul, voltou a ser acinzentado, agora com traços negros de solidão, algumas texturas vermelhas de traumas, e vários tons de ingratidão.
Meu corpo inerte e sem forças jogado pela imensidão do universo, como um astro desgovernado, perdido no vazio, vagando sem rumo

⁠Então choveu abundantemente, choveu como nunca antes. E submerso afundei lentamente, até não restar mais ar em meus pulmões...
Sem nem ao menos me debater, ou tentar de alguma forma lutar contra a correnteza, me deixei levar pela maré e absorvi todo aquele caos.
Era o azul das águas, era o profundo do mar, era o abismo, era a escuridão...

⁠Tirei a carteira de motorista semana passada
Como sempre falávamos
Porque você estava tão empolgado por mim
Para enfim dirigir até a sua casa
Mas hoje eu dirigi pelos subúrbios
Chorando, porque você não estava por perto

Senhor,
Dai-me discernimento nos piores e melhores momentos da minha vida,
Pois nos piores estou desnorteada, e posso cometer loucuras; nos alegres é quando estou demasiadamente feliz, posso esquecer do que realmente é essencial... Quero de ti o poder de pensar em momentos exaltados para que jamais fuja do teu caminho.
Amém!

Silêncio
Sinto a tristeza
Nesse deserto
Às vezes bate uma falta
Quem sabe melancolia
Mas é preciso adaptar
As mudanças e conduzir o caminho
De um vasto silêncio e suas direções solitárias

Inserida por kaike_machado_1

Resgatando o pessimismo dos poetas como, Augusto dos Anjos a Antero de Quental e Cruz e Sousa, confronto as telas do nosso tempo.
Submerso no reels, no hype e no status, onde reina um otimismo forçado de "brilho, sou, posso... e você?", a vida real se impõe. Porque no fundo, fora do mundo "filtrogênico" e citando Clóvis de Barros, o que sobra é dor e sofrimento.

Solidão gótica...
Na minha dor a morte... Doce opinião.
Relato desatino minha vida... Bela aparição.
Selado nos últimos anos... Sempre despedida.
Valores que deixei no frio... Coração vadio.
Por causa da tristeza atroz... Vida morta.
Andar nos caminhos escuros... Angustia solitária.
Fundo de poço sem fundo... Mundo em mágoas.
Acordar ou dormir sem vontade... Valor vazio.
Sensações atroz sobretudo o auge... Abismos.
Chorar minhas lágrimas secas... Desespero.
Mais uma tarde ou outro dia... Angustiante.
Terror profundo pura solidão... Amargo coração.

Era uma vez um menino que sonhava em versos
E descobriu que o mundo é um moinho,
Moendo sonhos em chão de giz,
Transformando flores em espinhos.

Aprendeu que ser sensível demais
É carregar uma cruz de vidro,
Que a vida corta quando toca,
E que o amor pode ser um vício.

Pediu socorro nas madrugadas,
Quando o silêncio pesava mais,
E percebeu que nunca seria suficiente
Para ninguém, nem para si jamais.

O tempo passou como lágrimas na chuva,
Transbordando em noites sem dormir,
Até que aprendeu a deixar fugir
Tudo o que um dia quis construir.

No final, restou apenas paciência
Para os adeus que ninguém escutou,
E a certeza de que algumas dores
São grandes demais para quem as guardou.

Você não sabe o peso que carrego,
Nem eu sei mais onde encontrar
O que perdi no meio do caminho
Entre o querer e o desistir de amar.

Na câmara dos deputados
A ladroeira "desembestou".
É ladrão vazando pelo ladrão
Tão enganando o Senhor
Não é ladrão de galinha
Eles andam de gravatinha
E só tem ladrão doutor.

O Delubio, companheiro
É outro falso amigo
Saia logo de perto dele
Pois ocê corre perigo
Tão roubando o pais
E o povo vivendo infeliz
Debaixo do seu umbigo.

É tanta sem-vergonhice
Que tem CPI de montão
Tem CPI até dos Correios
E uma CPI do Mensalão
CPI da própria CPI
Acho que tá faltando aí
A CPI DO CUECÃO.

E o planalto parece até
Um grande queijo suíço
Onde ratos comem dinheiro
E nos reais dão sumiço
E depois na TV Senado
Faz o povo de abestado
Realizando seus feitiços.

Zé Dirceu enganou
Todos que nele confiava
Foi ele quem inventou
Este mensalão e pagava
Todo deputado ladrão
Roubando assim a Nação
E ninguém desconfiava.

E nós Brasileiros Arretados
Diante de nossa televisão
Vendo cobra engolindo cobra
(O pedaço podre desta nação)
E nos jornais agora só se fala
Dos malas carregando em malas
Os furtos, frutos da corrupção.

TRECHO DO CORDEL “ A CPI do Cuecão” autor: Vaumirtes Freire
www. meuscordeis.blogspot.com

Inserida por vaumirtes

Essa necessidade de sorrir,
essa necessidade de fingir,
essa necessidade de ser
quebrada e remontada por
carência de ser aceita
onde não sou...
⁠

Inserida por sueli_santos_4

A melancolia compõe-se de oscilações morais, das quais a primeira atinge a desesperação e a última o prazer; na mocidade é o crepúsculo matutino, na velhice o da tarde.

Inserida por gtrevisol

No silêncio da noite , me encontro sem sono, sozinha , com fones tocando uma melancólia semelhante ao conserto de André rieu do ano de 2012, virando de um lado para o outro procuro uma posição confortável , mas parece em vão.
Presto atenção nos acordez do violino seguido pelo leve sopro de uma flauta. Viajo para longe, em seus olhos verdes , para ser específica, o pensamento me parece impuro como alguem que namora pode pensar em seu ex na madrugada ?! Balanço a cabeça em negação tentando uma nova posição na cama ... Com o dedo indicador alcanço meus lábios dançando sobre os mesmos no ritmo da música, fecho os olhos e é como se sua boca estivesse ali junto a minha, seus lábios de avelã sobre os meus.... Por alguns segundos imagino seu rosto, cabelos loiros, aparência alegre, sorridente, feliz !
Abro os olhos e me questiono oq deve estar fazendo nesse momento ! Dormindo ? Ou qm sabe acordado pensando em nós também ?
Torço pela segunda opção afinal, sente minha falta não é mesmo ? Teria se irritado tanto pela noticia do meu namoro se n se importace ?!
Estou me iludindo sozinha dnv , passo a mão sobre o rosto , sera que vou lhe amar até o inferno congelar ?

A chuva traz o silêncio.
Minha alma se acalma,
os sentimentos se aguçam.
Na melancolia, chega também o entusiasmo,
e o alento me compensa
com momentos tão bons.


O pingo na telha…
e um coração em paz.


Otávio Mariano.