Poemas Góticos

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BR MORTE 153

Na imensa e negra passarela
Desfila a senhora da escuridão
Escolhendo a cada cratera
Aqueles que ficam, aqueles que vão...

Aqueles que em seu corpo trafegam
Levam na alma o medo
Pois suas crateras revelam
Ceifas de vidas tão cedo...

Caminho frio da incerteza
Margens do descaso cruel
Onde paira a fúnebre tristeza
Derramando lágrimas de fel...

Imensa lâmina opaca
Unindo o sul e o norte
Espalhando corpos e sucatas
BR caminho da morte...

Gigantesca vergonha Nacional
BR da insensatez
Caminho torvo e mortal
BR morte 153.

⁠Eu sou forte, eu venci a morte, eu fiquei em pé quando tentaram contra mim.
Eu sou forte, superei o medo de atravessar as fronteiras e o de morrer nas trincheiras, onde tentaram me sepultar.
Eu sou tão forte que reeguida da dor, olhei para as minhas marcas e agradeci por ser quem sou.
Eu sou forte, desconsiderei as traições, as covardias e tive a ousadia de recomeçar.
Eu sou forte, sei que tudo posso, e portanto, como rainha do meu próprio reino para mim mesma decreto: terás da vida o melhor, alcançarás o mais alto lugar e sentirás o amor fluir e florir tua vida.
Nildinha Freitas

⁠O primeiro dia após a morte
É vago, vácuo, vazio e ócio.
Pois a insatisfação, a tristeza, a dor e o esmorecimento promove a prostração.
0 primeiro dia após a morte
É também o primeiro passo à depressão.
A nostalgia e a angústia causam o dissabor
E incitam a consternação.
A amargura é fruto do
padecimento
Do luto, do infortúnio
E da mortificação.
O primeiro dia após a morte
É sim, um dia de aflição
Da pena , do pesar e da inquietação.
O primeiro dia após a morte !
É dia da infinidade sem fim;
É sempiterno.

04032018

Provavelmente o pior da morte, não é ela propriamente dita. O pesadelo não reside mais no corpo. Mas ainda é dominante ao espírito. É surreal a posição daquele que desencarnou e agora está na esfera da observância, sem nenhum poder de intervenção, sobre as ações que lhe contraria.

150626

OPS:
Here, teacher ( a morte )! Tic tac, tic tac. Recobrei a consciência. Ainda há tempo? Sniff, snif, snif.
Devias ter vivido, o presente. Passaste todo o tempo preso às memórias. Vivestes intensamente a mercê das expectativas e da esperança.

040726

Eu vi a morte uma vez.
Quando eu tive meu primeiro sonho.
Era escuro, frio, cercado de árvores.
Mas eu seguia o caminho, descalça.
Até que eu vi ela, brilhante, quente, familiar.
A morte é uma mulher.
De manto e véu branco.
Ela é alta, sem rosto, e me tirou da escuridão.
Me levou pra um quintal com a grama vibrante.
E uma casa branca de madeira.
A casa onde eu cresci, a casa a qual pertenço.
Eu vi a morte uma vez.
Ela era linda.

UMA CARTA PARA A MORTE


Tenho medo de olhar em teus olhos, mas tenho vontade de sentir o teu beijo frio e o teu abraço gelado, me envolve com tua mortalha, me leva daqui, quero derramar minhas tristezas em teus braços. A vida me fez te desejar, sinto que nasci para morrer, parece que fui feito pra você, quero ir ao mais profundo do abissal, onde ninguém possa me encontrar. Deixa eu lavar tua veste com minhas lágrimas, canta pra mim uma música triste, então deitarei em teu colo e dormirei e não mais acordarei.


Autor: Raone Fonseca

"" Quero teu ouro
essência plena
como lembranças de um fogo
que nunca a morte temeu
enquanto luz
levará ao passado
lembrado nas cinzas...
de algo maior
que um dia sem querer
se perdeu

Às vezes penso que a morte é invejosa...
Leva consigo tudo aquilo que é bom na vida e guarda só para si.
Espero eu, que quando puder sentir o seu abraço, devolva tudo que me levou.
E preencha novamente o vazio que deixou.

Intimidade da morte
É engraçado como eu e a morte somos próximos. Ela me avisa que vai tirar alguém de mim, como se isso fosse fazer doer menos, mas ela não me explica por que isso tem que acontecer.


Ela chega sem pedir licença, senta ao meu lado em silêncio e me encara como quem já conhece todas as minhas fraquezas. Às vezes diz quando, às vezes dá um aperto no coração, mas nunca diz como. Apenas deixa a sensação de que algo está prestes a mudar para sempre.


O curioso é que mesmo odiando sua presença, eu aprendi a reconhecer seus passos. Antes de cada despedida, existe um silêncio diferente, um peso no peito que nenhuma palavra consegue aliviar. E eu fico tentando negociar com o inevitável, como se o universo aceitasse barganhas feitas com lágrimas.


A morte sempre leva alguém, mas nunca leva apenas uma pessoa. Ela também arranca pedaços de quem fica. Rouba risadas que ainda não aconteceram, conversas que nunca serão terminadas, abraços que estavam guardados para outro dia qualquer.


E ainda assim, a vida insiste em continuar. O sol nasce como se nada tivesse acontecido, as pessoas seguem seus caminhos, o relógio não atrasa por causa da nossa dor. Talvez seja essa a parte mais cruel... descobrir que o mundo não para quando o nosso desaba.


Talvez um dia eu entenda por que algumas histórias terminem, talvez eu nunca entenda. Mas até lá, vou carregar comigo a saudade de quem partiu e o privilégio de ter vivido momentos que nem a morte foi capaz de apagar. Porque ela pode levar corpos, vozes e presenças, mas nunca conseguirá apagar o amor que ficou.


E sem perceber, a cada despedida ela volta a me visitar... Já não somos mais estranhos.
Entre perdas, silêncios e saudades, eu e a morte vamos nos tornando íntimos, não porque eu a aceite, mas porque ela insiste em fazer parte da minha história.

"Sobre a morte e a vida, Jalison Santos disse:


A morte traz paz, a dor é o preço de quem vive!"

A morte não é o fim! Nem o descanso eterno.


Não devemos esperar a morte, para dizer algo bom ou importante sobre alguém que amamos.


Não deixa a vida apagar as oportunidades de dizer a alguém o quanto ela é especial, ou pode fazer falta na sua vida.


Não se deixe levar pelas mágoas passadas ou rancor que pode acontecer nos caminhos.
uma raiva suprimida é o caminho mais escuro que se pode andar na vida cegando tudo de bom que se pode ver ao lado de uma pessoa importante.


Não perca suas noites de sono alimentando um fraco sentimento dentro de você chamado orgulho.
O orgulho precedi a queda dos duro de coração.


Saiba perdoar! por que só as puras intenções de fato irá curar seu coração.


Ainda não é chegado o fim!
Mesmo a morte não será obstáculo nem impecilio de dizer que nos veremos né uma outra estrada da vida.
Minha fé me leva a certeza que um dia nós veremos, e renasceremos para a vida eterna.


QUANDO SEU AMOR É VERDADEIRAMENTE MOSTRADO, ELE NÃO É DESPERDIÇADO.
(RONAN HELIO DE SOUZA)

"Já dizia Jalison Santos:


Não temer a morte é não temer a Deus."

"Nenhuma riqueza é capaz de te salvar da morte."


— Jalison Santos

Chamamos de irmã a morte,
embora dela fujamos sem cessar.
Ela não nos rouba a esperança;
apenas a conduz para além do olhar.

É dura para quem fica,
silêncio que rasga o peito e faz chorar.
Mas, para quem parte em Deus,
é a porta por onde a Vida vem abraçar.

A morte fere os vivos,
não porque vença o amor,
mas porque o amor sente a ausência.

E, ainda assim, nossa irmã
leva o peregrino ao encontro
da Vida que jamais terá fim.

O meu quarto tem cheiro da morte.
A minha janela reflete a escuridão
A minha cama vazia me ensina o que é a solidão.

Deus é a própria morte.

Metaforicamente, Deus é, na verdade, a própria morte...

Por que Deus é a morte?

A morte é onipresente, onipotente, onisciente; ou seja, está em todo lugar, é invisível, imortal, presente, eterna, é o nada — e, por ser o nada, conhece tudo; é o fim — e, por ser o fim, conhece todo o início.

A morte é justiça e, por ser justa, não tem pobre nem rico, nem inferior nem superior; tanto humano como inseto, sem exceção, cedo ou tarde, todos são condenados, todos morrem.

A morte é a reflexão mais profunda; é o que nos faz pensar, agir, mudar; é o que nos incentiva a viver, a fazer, a compartilhar e a deixar.

A morte é encontro; é para onde todos caminham, independentemente dos infinitos caminhos — o destino é o mesmo para todos; é onde todas as almas se encontram, na morte.

A morte é amor; é onde nos sacrificamos pelo próximo; é onde deixamos o legado, a ideia, o propósito; é o que fazemos pela nossa família, amigos, sociedade, natureza; é o que servimos e deixamos para o mundo antes de morrer.

A morte é o pai, é a mãe de todas as coisas; é o que veio antes de tudo existir; é o que veio antes do “bem e do mal”, do “paraíso e do inferno”, da “luz e da escuridão”; é o que veio antes do “nascimento”, da “vida”, do “Big Bang”, do “universo”; é o que veio antes de tudo existir, porque já existia e estava lá; é o que chamam de “vácuo”, “nada”, “inexistência” — é a morte, o próprio Deus.

O nascimento é o surgimento da existência, e a morte é o fim dessa existência.


A vida é um loop eterno entre esses dois lados.


O nascimento e a morte são duas ilusões, pois o que prevalece e é eterno é a vida. A vida nada mais é do que uma consequência constante entre o nascimento e a morte.


O fim é o início, e o início é o fim. Nascemos para morrer, e nascemos da morte. A vida é eterna.

A vida não acaba com a sua morte, ela continua.


Você não tem apenas 80 anos, você tem bilhões de anos, porque a vida é algo que transcende o tempo e o espaço.


Eu morro, mas continuo aqui. Estou sempre aqui, porque não sou apenas um corpo, uma matéria. Sou a vida que habita dentro deste corpo e dentro de bilhões de outros corpos. A vida é uma força contínua, e enquanto houver vida, ela continuará. Eu sou a vida se multiplicando, se renovando, se transformando em diferentes corpos ao longo do planeta e do universo.


A vida é um fluxo eterno, e eu sou uma parte desse fluxo que nunca se acaba.

A morte nos ensina a verdadeira igualdade; ninguém é rico diante dela.

Ela nos lembra que, no fim, ninguém leva nada.

A morte nos mostra que ninguém é melhor que ninguém.

Ela nos ensina que ninguém é perfeito.

E, acima de tudo, a morte nos revela a igualdade fundamental: ela vem para todos, sem exceção.