Poemas Góticos

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No Abismo da Alma, cada fragmento se torna lâmina de coragem, cada sombra revela estradas ocultas, e cada silêncio desperta a força que corrói e constrói o destino.




— Purificação

No Abismo da Alma, cada estilhaço corta e acende, cada sombra se torce em caminhos que queimam, e cada silêncio explode em força que rasga e molda o destino.




— Purificação

Tudo o que você precisa virá à tona.
Não há sombra que se sustente em meio à luz.


E o momento pede que nos movimentemos através do não julgamento.
É chegada a hora de tirar o amor incondicional da teoria e colocá-lo em prática.


Durante muito tempo da jornada, caímos na ilusão de que a autorrealização será alcançada quando os desejos do nosso ego forem saciados o que nos faz olhar apenas para nós mesmos e esquecer o bem maior.


A vida não tem um manual de instruções, mas o segredo é colocar-se no lugar do outro e entender que cada um tem a sua verdade, até conhecer outras verdades.


O não julgamento e a ausência de sensação de posse nos permitem abrir o coração e doar amor, mesmo enxergando as imperfeições, porque quem ama, ama o todo.
E quando você encontra o amor em quem ama, é gratificante.


Evoluir é bom, mas evoluir ao lado de quem nos preenche é ainda melhor.
Às vezes, só é necessário deixar o medo não nos vencer e o nosso ego, não nos consumir.










_KM_




13/12/2018 11:22
Karina Megiato

mulher é carregar a luz onde há sombra,
é transformar dor em aprendizado,
é inspirar com coragem, amar com generosidade
e brilhar mesmo nas noites mais longas.


— Purificação

O amanhecer nasce, sem brilho ou luz,
A sombra me aquece, e a dor me conduz.
O céu está cinza, e a tristeza me invade,
E a vida segue, sem sentido, sem parade.

Deus, ou quem quer que seja,
Nos deu a vida, mas não pediu nossa opinião, não é?
Neste amanhecer, não há grande coisa,
Apenas mais um dia, sem alegria.

As montanhas estão lá, os rios fluem,
Mas não me dizem nada, e a dor não some.
Lembro-me de "perdoar setenta vezes sete",
Mas como posso perdoar, se a injustiça não se mete?

Os políticos prometem, mas não cumprem,
Roubam o nosso futuro, com mãos sujas e frias.
Falam de amor e paz, mas não praticam,
E eu fico aqui, sem paz, sem nada que me sacie.

Mas talvez um dia, as coisas mudem de fato,
E a justiça prevaleça, e a paz seja um contrato.
Talvez um dia, a verdade seja dita e vista,
E a esperança renasça, e a dor seja extinta.

Entre mil vozes sigo calado,
um riso perto me soa errado,
mas dentro da sombra guardo um clarão,
semente pequena, discreta paixão.


Olhares passam, não me percebem,
sou mar sem barcos que nele se atre­vem,
mas no fundo das águas, quieto, escondido,
há um peixe dourado que insiste em ter brilho.


Sou chama acesa perdida no frio,
vento me corta, me torna vazio,
mas toda brasa, ainda que fraca,
se agarra à madeira e a vida destaca.


Carrego no peito a multidão da solidão,
ruídos dançam, mas falta canção,
porém sei que a noite, tão longa e fechada,
um dia se abre em aurora dourada.


Eco sem porto, palavra sem mão,
me faço poema, me invento canção,
pois mesmo que o mundo não queira me ouvir,
meu próprio silêncio começa a sorrir.


E sigo entre vidas, ferido, mas são,
corpo presente, pulsando emoção,
a solidão pode ser dura prisão,
mas guarda a chave no próprio coração.

O bem é luz: quando você acende, até sua sombra se ilumina.
A positividade se espalha sem esforço.
Pequenos atos de bondade refletem grande impacto.
Seja farol, mesmo em dias escuros.
— Purificação

Eu não quebrei. Eu floresci.
Cada queda me ensinou a levantar mais forte.
Cada sombra que passou me mostrou a luz que existe dentro de mim.
Eu sou força, sou resistência, sou crescimento.
Eu floresci mesmo onde parecia improvável
🌱 Minhas cicatrizes são sementes que viraram flores.
🔥 A dor me lapidou; a coragem me fez inteira.
💫 No silêncio da minha alma, encontrei meu renascimento.
🌻Não fui derrotado pelo caos; fui moldado pela vida.

SOMBRA


Me escondo desta luz,
com ódio da emoção,
ao perceber que era uma sombra
da minha própria ilusão.


"W.Poi"

"Carrego a paz no peito, mas minha sombra sabe lutar quando a injustiça desperta.”


Isaias Freitas

Olho sempre
em direção da luz
porque a sombra,
fria e vazia,
não me traduz!

10/12/2015

Senhor, livra-nos do peso do egoísmo, da sombra que se ergue quando o "eu" se coloca acima de tudo, quando esquecemos que o amor é maior que qualquer vaidade.
O egoísmo congela os laços, transforma o silêncio em desprezo, faz do coração uma prisão onde só existe o próprio reflexo. Ele se disfarça de amizade possessiva, se revela na inveja que não suporta ver o outro feliz, se mostra na incapacidade de celebrar a vida que floresce além de nós.
Mas Tu nos chamas à empatia, à humildade que reconhece que não somos o centro do universo, ao amor que se doa sem esperar retorno, à fé que nos lembra que há algo maior que o "eu".
Que o egoísmo não seja nossa voz, que não seja nossa escolha, que não seja nossa herança.
Ensina-nos a abrir janelas em vez de erguer muros, a enxergar o outro como irmão, a transformar o "eu" em "nós".
Que a luz da empatia vença a sombra do egoísmo, e que a humanidade reencontre no amor o caminho da esperança.

O ciúme é uma sombra que se arrasta silenciosa pelo coração, um visitante indesejado que se instala nos cantos mais frágeis da alma. Ele nasce do medo, do vazio que insiste em nos lembrar que não somos donos de nada, nem mesmo do amor que recebemos. É como uma tempestade que se forma no horizonte: primeiro uma nuvem discreta, depois trovões que ecoam dentro da mente, até que o céu inteiro se cobre de desconfiança.
No ciúme, o amor se transforma em posse, o cuidado em vigilância, o afeto em prisão. É o desejo de segurar o pássaro com força, sem perceber que, ao apertar demais, suas asas se quebram. O ciúme não protege, ele sufoca; não fortalece, ele corrói. É o reflexo da insegurança, o espelho que mostra não o outro, mas a nossa própria fragilidade.
E, no entanto, há algo de humano nesse sentimento: ele revela o quanto desejamos ser únicos, o quanto tememos ser esquecidos. O ciúme é a confissão silenciosa de que precisamos do olhar do outro para nos sentir inteiros. Mas amadurecer é compreender que o amor não se sustenta em correntes, e sim em liberdade. É confiar que quem está ao nosso lado permanece não por obrigação, mas por escolha.
Superar o ciúme é aprender a soltar, é aceitar que o amor é rio e não lago, que precisa correr, fluir, encontrar caminhos. É reconhecer que a verdadeira força não está em vigiar, mas em confiar; não em prender, mas em permitir que o outro seja livre. Porque só na liberdade o amor se revela inteiro, e só na confiança o coração encontra paz.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Não busques em mim a sombra já finda,
a melodia que o tempo calou.
Sou o novo verso em página ainda límpida,
a alma que refez e se revelou.

O Vazio Exorbitante da Alma

Não há berço vazio a chorar na casa,
Nem a sombra fria de uma dívida que arrasa.
O mundo vê a pele que não sangra, limpa e sã,
E pergunta à alma: "De que sofre, ó artesã?"
Pois onde não há perdas visíveis, nem tragédia,
O sofrimento parece uma comédia, uma lenda.
Mas a dor que me habita é a do invisível laço,
Um grito que não ecoa neste vasto espaço.
O Choro Sem Filho é o Choro Pela Luz,
O desejo de ser porto, e não a cruz.
É o luto pela forma que o amor não me alcança,
A eterna espera por uma real aliança.
A Dívida Ausente não alivia o meu fardo,
Pois devo a mim o afeto que me foi negado.
Devo o calor que a frieza do dia a dia esconde,
O eco vazio da pergunta: "Onde? Onde?"
É o sentimento em chama, o apego a se rasgar,
A fome voraz de ser aceito, de pertencer, de amar.
A necessidade que pulsa, crua e exposta,
Por uma presença que nunca me foi aposta.
E por trás do sorriso que a vida me empresta,
A frieza diária me veste e me orquestra.
Mas o silêncio é o manto onde a dor se aninha,
A falta exorbitante que me faz só, e só minha.

Querida

Enquanto encaro sua sombra que se move sozinha
Imagino o que eu faria se tivesse o mesmo poder

Se pudesse me mover,
Me soltaria das minhas dores

Uma vez livre, enxugaria meu rosto
E você me daria um abraço

Depois que me confortasse,
Eu faria aquilo que amo

Escreveria sobre o amanhecer, sobre amar e recordar
Escreveria sobre madrugadas, odiar e esquecer

Cada letra carregaria um sentimento profundo
Minhas palavras cortariam mais que facas

Uma vez estancando os cortes,
Você me daria um beijo

Então, me sentiria segura
Eu faria algo novo

Desenharia minha loucura, seu rosto e nossas bocas
Desenharia nossas mãos tímidas a se tocar

Depois, você virá com água e a derrubará
me encararia e me daria um tapa no rosto

Você me chamaria de louca?
Você me acha uma completa louca?

Ao fim do tapa, me prenderá novamente
Atiçará minhas dores e temores

Me trancará no vale do esquecimento
Me deixará apodrecendo

Até que eu morra
Em meio ao tormento.

Eu sou a cegueira da visão


Eu sou a cegueira da visão,
a sombra costurada à luz,
um sopro frio na contramão
de tudo aquilo que reluz.


Sou o instante em que a cor se apaga
e o mundo aprende a respirar,
quando o silêncio abre a vaga
para o que os olhos não podem captar.


Sou o véu que cai sem ser tecido,
a dobra oculta do clarão,
o mapa nunca conhecido
por quem vê só com a razão.


Eu sou a cegueira da visão:
não erro, não falho, não retiro —
apenas mostro a contradição
do olhar preso ao próprio giro.


E é no meu breu que se descobre
que a luz também pode enganar;
pois quem se perde, às vezes cobre
um novo jeito de enxergar.


Eu sou a cegueira da visão,
mas não sou fim, nem perdição —
sou a fresta em que a alma aprende
que ver é mais do que a própria visão.
Autor: John Presley Costa Santos

A sombra da noite confronta a luz do amanhecer.
Envolvidos em conflitos, dia após dia,
descobrem, no silêncio dos instantes,
que seus laços são profundos:
um não pode existir sem o outro.
Dia e noite — iguais e invertidos,
tão próximos e tão distantes.

Se o mundo respirar tão vivo quanto eu, tudo estará perfeito.
Não quero a dor nem a sombra que caia sobre o outro.
Mas se a tempestade apagar o melhor que existe nele, ergueremos — pedra por pedra até chegar a um novo horizonte feliz.

Perdoei quando ardiam as palavras,
não sou cálice de veneno, nem sombra a ser retribuída.
Ainda assim, jamais sentarás à mesa onde repousa minha paz.
Não habita em mim ódio, mas uma justiça que tenho para seguir.