Poemas Góticos
Serei como um girassol de costas pra escuridão.
Não haverá problemas ou sombra que venha destruir a esperança que tinha ido embora mas voltou fazer morada em meu coração.
Deus é maravilhoso
Simplesmente confie mais !
A minha ansiedade não é apenas um sentimento passageiro…
Ela é como uma sombra que me segue, mesmo nos dias mais claros.
Às vezes, não sei nem explicar o motivo, mas ela está lá —
como uma tempestade silenciosa, destruindo tudo dentro de mim.
Passei pelo deserto. Lá encontrei uma árvore que me acolhia e me dava sombra e frutos. Mas o sol implacável do deserto a matou. Então tive de encarar o próprio sol queimando dentro de mim. Enfrentei o drama, atravessei a dor.
Mais adiante, encontrei um oásis. Nesse oásis havia outra árvore: oferecia sombra, frutos, água fresca e ventos suaves. Parecia abrigo, parecia salvação. Mas também ele ruiu. A árvore secou, as folhas caíram, a água se turvou e os ventos se tornaram tempestade.
Foi então que tomei consciência: o oásis só existia porque eu o havia criado. Era fruto de uma ilusão, uma repetição inventada para confortar a minha mente. Eu precisava acreditar que havia sempre um refúgio à minha espera.
Compreendi, enfim, que o que tornava aquele lugar especial não era o lugar era eu. Pois o deserto continuava inóspito. E, ainda assim, era dentro de mim que nasciam as sombras, os frutos e a esperança.
A cada passo abraço tua sombra
Passos sutis da tua presença
Cativa movimentos dos gestos
Delicadeza dos mares calmos
Calmaria vi nos teus olhos
Sensações de manhã singular.
Kaike Machado
"As árvores meditam no
Inverno.
Graças a isto florescem na
Primavera
Dão sombra no
Verão e
se desnudam no vento do
Outono.
Amamos as flores,
mas arrancamos.
Amamos as árvores,
mas cortamos.
E ainda não entendemos o
medo que algumas pessoas
sentem quando escutam:
Eu te amo " ❤
"Na sombra de ninguém devemos viver;
Na própria sombra não devemos ficar;
Faça-se a luz;
Que ilumine a escuridão;
Caminhemos agora;
Rumo a liberdade;
Fugindo da solidão!"
"O Abraço No Ar"
Ela apareceu feito sombra bonita,
num tempo em que o mundo me olhava torto. Tinha olhos que pareciam saber de mim sem perguntar nada.
E um silêncio que gritava mais que qualquer voz.
Não disse muito,
mas eu entendi tudo.
Ou talvez…
entendi o que eu precisava sentir.
Ela era a garota da tela, era o mistério da minha solidão. Vestia o preto que eu sentia por dentro. E sumiu sem dizer adeus,
como se fosse um sonho tímido
que teve vergonha de durar.
Desde então,
me pego perguntando
Será que lembra de mim?
Será que doeu nela também?
Será que… ainda existe?
Mas a verdade é
ela vive em mim,
não como pessoa,
mas como marca.
A marca de um tempo onde amar era mais imaginação que presença.
A marca de um encontro que não aconteceu inteiro, mas foi inteiro mesmo assim.
Ela foi o retrato da minha fome de ser visto.
Foi poema não escrito, canção sem refrão,
abraço que só existiu no ar.
Hoje, eu olho pra trás…
e não odeio.
Não esqueço.
Não apago.
Mas também não me perco mais.
Porque ela foi passagem.
E eu sou caminho.
ECLIPSE
Até mesmo a Lua cheia
Ao invocar às virtudes
Sombra terrena golpeia
Fazendo que a cena mude
Mas o Sol em sua odisseia
Continua em Plenitude.
(Alfredo Bochi Brum)
A CALIGRAFIA DO ESQUECIMENTO
Sobre nós, nem mesmo a minha sombra que rasteja no chão sabe os versos que contávamos para o silêncio; e nem mesmo os lugares que guardamos na memória carregam lembranças sobre nós.
Um dia fomos presença em nosso pequeno instante, e fomos o próprio presente do instante. E, mesmo que eterno, o tempo leva tudo ao esquecimento.
Somos dois abismos no profundo de nossas memórias, memórias perdidas entre o real e as imaginações. Se um dia fui o herói nas tuas lendas ou o vilão na sombra das tuas lembranças, tudo o que posso esperar é a ausência de nunca saber.
Sou a sobreposição da verdade que jamais compartilharemos. Em nossos pensamentos, os versos que contávamos se vão em direção ao esquecimento — a caligrafia apagando o que um dia fomos.
Então, o último conto, um eco que retorna ao silêncio; e assim, restando em nós apenas a lenda, a verdade que jamais saberemos um do outro.
Teus olhos são um segredo
que o tempo não desvenda,
um véu de sombra e luz
onde a alma fica suspensa.
De longe, são abismos,
noite sem lua ou estrelas,
mas de perto, claridade
que a meu poema inspira.
Não são negros, nem azuis,
nem cor que o mundo nomeia,
parece-me verdes em tons
que não existe em lugar nenhum.
Têm a cor do que se perde
e nunca mais se encontra,
são ecos de um silêncio.
Se a mágoa fosse visível,
teria esse olhar profundo,
um mar de ausência e desejo,
um céu sem chão, sem fundo.
E assim, entre sombras e luzes,
teus olhos me confundem:
ora são fogo, ora frio,
ora lembrança, ora esquecimento.
Mas se a mágoa tivesse cor,
seria da cor do teu olhar, amor
um mistério que não se decifra,
um verso que não tem fim.
E eu seria o vento que te envolve,
a sombra que te segue descalça,
o nome que te escapa dos lábios,
quando a noite se faz mais densa.
E eu sou o rio que não se cansa,
a margem que te espera quieta,
o segredo que guardas no peito,
mas que nunca confessas.
E eu seria o aroma da terra,
após a chuva que te refresca,
o brilho que se perde no espelho,
quando te olhas e não te enxergas.
E eu não sou a luz nem a escuridão,
só o crepúsculo que te confunde,
"Você sente o que eu não digo?"
Mesmo quando te calas.
E eu seria o eco da tua voz,
a falta que não se explica,
o abraço que nunca se desfaz,
mesmo quando te afastas.
E eu não sou o sonho nem o despertar,
só o instante que te suspende:
"Você lembra do que fomos?"
Mesmo quando não respondes.
O homem que um dia foi muralha, hoje treme.
Meu pai, que já foi tempestade, agora é sombra do trovão.
Antes, sua voz era lei, sua presença, temor.
Erguia-se como torre inabalável, inquestionável.
Confrontava os frágeis, dominava os que dele dependiam.
Era força bruta, autoridade sem pausa,
um império de si mesmo.
Mas o tempo, esse escultor silencioso,
foi desgastando as pedras da sua rigidez.
Hoje o vejo com medo.
Não mais o medo que impunha,
mas o medo que sente.
Medo do fim, do esquecimento, da fragilidade que ele tanto desprezou.
E mesmo assim, a arrogância permanece.
Como armadura velha que ele se recusa a tirar,
como se admitir fraqueza fosse morrer antes da hora.
A prepotência não o deixou ou talvez ele nunca quis deixá-la.
Porque abrir mão do orgulho seria admitir que o tempo venceu.
E ele, que nunca soube perder,
prefere se agarrar ao que resta da sua antiga coroa.
Mas eu vejo.
Vejo o homem por trás do mito.
E, apesar de tudo, ainda é meu pai.
Mesmo que hoje ele não seja mais o gigante que um dia foi.
By Evans Araújo
Filho, algumas pessoas avistam uma árvore com interesse.
Aproximam-se buscando sombra para o cansaço, alimentam-se do fruto, recuperam as forças…
e, assim que se sentem bem, atiram o caroço contra ela.
Observe a vida dessas pessoas.
Elas não avançam, apenas transitam.
Vivem de árvore em árvore, de ajuda em ajuda, de relacionamento em relacionamento.
São incapazes de reconhecer a própria inutilidade, porque fogem do confronto.
Preferem culpar pessoas, culpar contextos, culpar circunstâncias.
Agora, observe a árvore.
Ela permanece firme, mesmo ferida.
Continua frutífera, mesmo rejeitada.
E segue grata, porque sabe quem é
independente de quem se alimenta dela.
A Paraíba está quente
De João Pessoa até Patos
Uns quarenta graus na sombra
Cozendo talheres e pratos
O fogo tá se bronzeando
Açudes evaporando
Quentura assando os sapatos!
Alice, essa gangorra te mata lentamente.
Nunca sabes o que pode te esperar.
Um passo de sombra,outro de luar.
Não fere quem te ama.
Por trás do olhar doce e sereno,
Há uma fera pronta ao veneno.
Raiva e ódio, veneno que retorna.
A tempestade vem sem dó e sem aviso, deixa as marcas eternas no corpo e no riso.
O Soneto do Fim
A luz se apaga,
A sombra vaga,
O dia finda,
A alma ainda.
O tempo corre,
A vida morre,
No chão de pedra,
Onde o mal medra.
É o fim da lida,
Noite esquecida,
Sem mais alento.
Na escuridão,
O coração,
Vira só vento.
Quando o primeiro raio de Luz surgiu, veio a sombra.
Somos a reminiscência do início dos Tempos. Luz e Sombra. Temos o Sol e a Lua dentro de nós.Qual escolhes ser ?
João Pestana Dias
RITO PORTUGUÊS
Entre luz e sombra.
A noite, em sua essência, mostra escuridão e anseios; em meio ao caos, deslumbra sua beleza à luz da lua e diante do brilho das estrelas que reluzem, fazendo vislumbrar em cada pensamento nuvens que formam seu olhar.
Em cada anoitecer, ainda que distante, continuo a olhar para o céu antes de me deitar, não ocultando do universo e nem dos céus o amor que eu sinto por ti. Pois nem o tempo, adversidades ou lágrimas serão capazes de apagar o que o coração decidiu eternizar.
Com amor ISA SILVA
🌹 O Caminho Que Você Já Conhece
Você já andou por estradas de sombra,
e mesmo quando o vento soprou frio,
não perdeu o rumo —
porque o seu coração lembrava o caminho da luz.
Há vitórias que deixam marcas,
mas também deixam mapas.
Você aprendeu onde tropeçar,
onde descansar,
e onde respirar fundo antes de seguir.
O que um dia te ergueu,
continua vivo em você —
a coragem não se apaga,
ela apenas descansa entre um desafio e outro.
Se o mundo pesar outra vez,
lembre-se:
você não começa do zero.
Você já venceu antes,
e quem já venceu uma vez
carrega a rota da vitória dentro da alma.
E se em algum momento
quiser um ombro, um abraço, um passeio,
ou apenas silêncio ao lado —
me chama.
Estarei aqui,
rezando, torcendo,
e pronto pra te lembrar
de tudo o que você é:
força, fé e renascimento.
