Poemas Famosos sobre o Mar
---MUNDO DE MENTIRAS---
Novamente chega a dor
Olho alto e penso
Que mundo tão belo!
Desmoronam minhas esperanças;
Que mundo tão belo
Mas cheio de mentiras
Por que há tanta maldade?
Quero minha inocência de volta
Dos dias de escola
Procurei achar o bem
Afundar o mal
Fazendo-o nalfragar
No oceano do esquecimento;
Porém ele não é tangível.
É como a raposa
Que corre ao perigo próximo
E assim surge com suas garras
Sobre os insensatos ignorantes.
O meu céu está azul
Deveria eu estar alegre?
Ainda assim um frio me cerca
Dentro desse azul.
No céu limpo, ecoa o aflorar
Da tempestade, os ventos
Soam como as ondas inquietas do mar.
Hoje tenho
o que nunca tenho-
Tempo.
é bom sentir
a languidez do pensamento
o entorpecimento dos sentidos
ouvir lá fora as gaivotas
cantando dento de mim
o marulhar do mar
beijando os meus pés
numa praia longe, tão longe
que nunca a visitei….
Porque não tinha tempo.
É que enxergar vai além ver, é a essência.
A essência é o que vem de você desde o princípio.
Navegar mares profundos é para poucos.
Teus olhos denunciam não saber esperar.
As vezes não conseguem ao menos ver.
Que para amar basta apenas saber entender.
Que para molhar apenas os pés em mares calmos, não é sentir o melhor sentimento, mas sim entrar de corpo e alma para que o que tem por vir é só o começo.
E no início vai querer desistir porque é a saída mais fácil, mas Deus te prometeu, e Ele não é homem de uma palavra torta, Ele irá cumprir.
Basta você crer e acreditar.
Olhar com os olhos D'Ele, você vai ter a sua vitória, e neste mar Ele irá te guiar em seu barco.
Noite de melancolia
etéreas nuvens vestindo o infinito
um canto ecoa na imensidão
sombras indefinidas vagando pelo azul
um leve clarão de saudade
devagar a divagar a alma flutua
nos versos translúcidos de céu e mar.
O rio e a flor
Eu sou o rio que passa
Que encantado se espanta
Com a beleza da flor
Que me observa e canta.
Oh não deixes, mim leva!
Não quero ser prisioneira
Do galho que me segura
E me mantém na ribanceira.
Tão livre e solto a passar
Tanto chão a percorrer
O vento te acariciando
E o sol a te aquecer.
E eu aqui vou ficando
De saudades definhando
Vou murchando até morrer.
E como rio que sou
Não posso parar meu curso
Não quero me estagnar
Para não perder o pulso
O meu destino é o mar
Contornar os obstáculos
E adiante passar.
Analogia sem você...
(Nilo Ribeiro)
Peguei a via mental
e me encontrei com você,
sei que não é normal,
mas alivia meu sofrer
sinto imenso vazio
sem você por perto,
soufogo comfrio,
casa sem teto
você está longe,
sinto tua falta,
sou templo sem monge,
caderno sem pauta
saudade que tortura,
noite de solidão,
sou quadro sem pintura,
pecado sem perdão
no escuro do quarto,
sozinho na aldeia,
sou toquesem tato,
praiasem areia
aflição que aguça,
rio de lágrima,
sou caminho sem bússola,
livro sem página
placa sem sinal,
luz sem escuridão,
estória sem final,
clima sem verão
coração sem pulso,
marido sem esposa,
floresta sem urso,
lobo sem a Loba
queimateu gelo,
frustra meu vulcão,
sou homem sem modelo,
cantor sem canção
pedra sem brilho,
árvore sem fruta,
saio do trilho,
perco a conduta
distante do desejo,
atormenta a dor,
sou boca sem beijo
e beijo sem amor
poeta sem rima,
estrofe sem verso,
sou rua sem esquina,
planeta sem universo
navio sem mar,
flor sem perfume,
sou noite sem luar,
sou vela sem lume
pé sem calçado,
andarilho sem caminho,
teatrosem tablado,
afago sem carinho
me tornei um nada,
manhã sem alvorada,
namorado sem namorada,
um ninguém absoluto,
tarde sem crepúsculo,
hora sem minuto
sem a tua presença,
sou visão sem imagem,
diante da tua indiferença
sou correio sem mensagem
urso não foi feito para Loba,
nem pobre para a burguesa,
não há nada que resolva,
basta-me admirar tua beleza
uma viagem de fantasia,
como os versos desta poesia
eu me sinto assim,
comvocêlonge de mim...
O rio tem seu destino...
Pode ser represado mas nunca parado,
Podem mudar seu curso, mas nunca seu discurso ( destino)
Constrói, destrói, alimenta e sustenta a mesma nação que o destrói...
Pode enfrentar a poluição de toda nação, mas o destino não sai de sua mão!
Pode encontrar-se com outros rios, mas nada os tira do caminho...
Passa por barreiras, barrancos, até vira cachoeira, levanta poeira e trás verde de dentro até beira.
E quando chega ao destino ele vira o destino, o rio não só encontra O Mar, mas se torna o Mar
Hoje ao chegar á sua frente pedi licença para estar com você! Respeito sua grandeza; seus mistérios; seus perigos...
Somos parecidos em alguns aspectos, semelhantes
Guardo no meu eu mais profundo alguns segredos
Não permito que naveguem nas minhas lembranças, sonhos ou saudades
Pra te dizer a verdade tenho dificuldade de sentir confiança, talvez por não ser mais criança e não ter mais paciência com as meias
verdades.
Queria ter sua mansidão, sua destreza
Seu som toca suave meu silêncio e cá pra nós eu quero ter sua grandeza
Por ti me apaixonei no primeiro encontro que confesso nem lembro minha idade, que diferença faz se é uma paixão para eternidade.
Ah, não me importa onde eu vá, sonho com seu som a me despertar sussurrando baixinho:
_ Volte logo não podemos nos separar.
ETÉREA BORBOLETA
Eu exalava poesias
Ela nem aprendera a ler
Fui insistindo em prosas
Floreava poemas,
Declamava flores e mares.
E ela, nada.
Naveguei pensamentos e frases
Mergulhei romances e sobrevoei contos.
Ela disse não gostar de histórias e partiu,
Batendo suas lindas asas.
Foi a mais bela e colorida
Borboleta que eu jamais vira.
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Viram-se. e foi de repente.
da poesia fez-se a vontade
do silêncio se fez espanto
e do instante, a eternidade.
e foram sem medo, os laços
no sem cansaço dos dias
e do amor, inesperadamente
a surpresa que não lhes cabia
e de repente a tempestade.
e a poesia foi para sempre
e do espanto se fez pranto
e do instante, a saudade...
O coração é como o amor
de olhos abertos ou fechados
ele vai...
sem saber se é certo, se é errado
ou se um dia, chorará a dor...
Marraro
Minha alma inquieta
por breve momento arrefeceu.
Deu lugar ao ouvido de poeta.
E em meio a um verde óbvio
Ainda se surpreende
Com coloridos hibiscos salpicados pela areia.
Seu corpo e o meu
Mansamente desacelerando em redes amarelas.
Mais regular
Que as batidas do coração
Só mesmo o barulho do mar.
Indo...
Vindo....
Sábio e devagar.....
ela trazia o sol no olhar
e o luar quando sorria.
e eu...
nunca mais soube do chão.
aprendi então, a caminhar
sobre um rio que dela nascia
que se abre sobre o mar...
onde corro e toco salpicos
como se a chuva me tocasse
e como gaiato que vive do ar
espero que me olhe e sorria.
e ganho o dia...
...ganho o sol e o luar.
Quem diria
Brinquei muito e me perdi
Certo ponto não sabia mais
O que era brincadeira ou paixão
A imensidão do mar azul me afogou
Mas me afogando sorri e quis mais
Quis me afogar nos beijos e abraços
Cheios de amor que nunca se puderam dar
A solidão de estar com você me confunde
Não sei se o perigo me ilude
A adrenalina me deixa sem saber
Se navego novamente ou no porto paro de te ver
Não sei se vou navegar novamente
Mas sei que não vou seguir a mente
Vou apenas seguir em frente
Sem olhar pra trás, sem pensar de mais
Areias brancas por baixo do lençol.
Um vasto horizonte diante de nós.
Céu enfeitado por pingos de estrelas.
O reflexo da linda lua beijando o belo mar.
Eu, você e um violão.
Eu não toco violão!
Você também não!
Então, tocaremos os nossos corpos.
Tocaremos as nossas almas.
Faremos uma dança a beira mar.
O fundo musical será as ondas quebrando a nos saudar.
Ali faremos um culto ao amor, um ritual a beira mar.
Cada beijo, ato, gesto e consumação serão oferendas ao amor.
Tudo será imenso, livre e eterno, desde o céu, mar e o nosso amar.
Bipolaridade? Metamorfose!
Fases? Crescente, minguante, revigorante!
Enxaqueca? Que nada, apenas paranóias, ilusões e lembranças!
Expectativa? Big-bang, meteoritos, canabis, inigualáveis madrugadas , aromas, sabores, amores, vida prática, clichês, momentos, anestesias, sol, positividade, mar!! Mar, oh mar....Uma pitada de sal, água, imensidão, lodo, desprezo, mar!! oh mar..
O que separa o inicio da descida
do inicio da subida, é a esperança.
A subida é metade do caminho
a descida é o dobro da distância.
Só sei daquilo que sinto.
no resto não sou, nem existo.
nada sei, do que não sinto
nem dos lugares onde não estou.
há sempre algo, para além do ver-se
o que para além do verde, é espanto
e tanto, que só sentindo pode ter-se.
como se cada cor custasse doer-se...
de que valeria a dor, sem sentirmos
se só sentindo faz do Ser, ser-se...?!
e no entanto, sentir-te é o espanto
o acalanto que de tumulto se veste
esta esperança... este supor-te...!
