Poemas Famosos sobre o Mar
Leva-me, amor, a este mar
de ondas mornas e discretas,
onde os sentimentos se mesclam
e oscilam entre o mais tranqüilo suspiro
e o mais tresloucado gemido.
Leva-me para além
do que eu possa ver e tocar,
onde a razão me faça vencida,
e a alma, desfalecida,
conheça a bênção dos ventos,
o cheiro das tempestades
e a fúria dos vendavais.
Leva-me
ao delta do insondável,
à confluência dos inverossímeis,
aos jardins negros de Netuno,
aos confins do intangível,
para que eu me guie
pela luz da certeza do impossível
e me faça tua cúmplice
neste destino mais que meritório,
no vale das mais sublimes ousadias,
onde o limite das minhas resistências
seja devorado
pela força das tuas convicções.
Leva-me, amor,
pouco antes que a noite desça
e as estrelas se tornem rivais
neste meu momento de torpor.
Leva-me, amor!
Estradeiro
Parido no cerrado mineiro
Levado pra beira mar
Assim fui estradeiro
No Goiás vim parar
Aqui estrangeiro,
incerto lar...
Sou de nenhum lugar.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Nas asas da imaginação quero estar
Navegando sobre as águas do mar
Andar sobre as ondas sem se afogar
Em tua mente sei que meu amor estar
Se tua terra fosse perto estaria a me agarrar
Mas a distancia nos separa sem nos afastar
Se a saudade de teu coração te agonizar
Diga as lembranças que logo vou chegar
Não deixe tuas lagrimas rolar!
Pois aqui estou triste a ajoelhar
Com este amor a me agonizar
Esta alma grita querendo te ajudar
É esse amor veio nos alimentar
E agora falta pouco para nos amar!!!
Queria viver a beira do mar
Para poder te encantar
Viver no mar e nas areias
Para longe de todos fica
Ficar sempre cantando
E aos seus ouvidos chegar
Você com o meu canto
Irá se apaixonar.
Com meus olhos te hipnotizar
Com minha boca te beber
E assim poder te amar
Para sempre ser seu viver.
Levarei te a um castelo
E assim juntos viveremos
Com todas as noite de luar
Passar a vida a se amar
Se amar de tanto amor
Se amar a beira do mar
Se amar ate morre
Se amar enquanto viver!
Sou Acacio Mossivensa, natural d Terra onde curva o vento perto do mar vermelho do District de Murrupula.
Sendo professor de profissao, gostaria que o mundo recuasse pra o passado.
Eu sempre gostei de amizades fiticias e montadas.
Num barco a vela pus meu sonho e soltei no mar da vida.
Por ventos velejei, sobre ondas naveguei e a terra eu regressei.
Olhando o azul do mar com o real me deparei.
Com as andas indo e vindo,
fazendo chua, chua eu acordei
Plataforma B (Move)
Deveras solto em um mar de sonhos.
Rato corre, corre sonhos.
Limpa, limpa, varre, varre...
Espera, espera, espera, espera...
Espera! Espera.
Cigarro acende, fumaça sobe.
Faz firula no ar
faz firula, falta o ar.
Música rasga o vento
olhares se entrecortam e silenciam.
Se entreolham e silenciam.
Espera...Varre...Limpa o chão.
Rato corre, corre o sonho.
Espera, espera, espera...Espera.
As ondas do mar me levou
Mas elas estão me trazendo de volta
Pois elas sabem, Que um navegador também tem seu grande amor.
Deus criou a Terra, os céus, o mar e toda a natureza
Para resplandecer no mundo toda Sua beleza
Ele nos enviou você, minha princesa!
MAR
A brisa do mar
Tocou em meu rosto
Como um carinho teu
E fez meus cabelos voarem
Como pássaros em bandos
Mar
Praia
Onde me sento e medito
Na minha solidão
Que vai para lá do horizonte
Onde não tem medida
Nem peso
Mas que dói
Dentro do peito
Atiro conchas ao mar
Mas ele devolve-me saudades
Que guardo nas lágrimas que não choro
Nem nas palavras que não digo…
Ser silêncio quando todos gritam
Ser flores, quando te jogam espinhos
Ser mar quando se sentir naufragar
Ser sonhos, viajar nas ondas
Ser borboletas e dançar no ar
Ser rosas e perfumar o mundo
Ser peixes e cantar nos rios
Ser lua e nascer nos montes
Ser sol, iluminar os cantos
Ser pétalas, pássaros...voar,
Um Farol
Meu amor era como um barco navegando
Perdido em um mar de indas e vindas sem fim
Sem destino, sem rumo, as cegas circulando
Mas aí eu te encontrei em um dia afim
O céu se abriu, a luz do sol surgiu
Cada rastro de incerteza não mais aflingiu
Pois era em ti onde sempre quis estar
Você se tornou meu farol, meu lugar de descansar.
A noite pode ser fria sem você aqui
Escura por não estar contigo ao seu lado
Nessas noites escuras e densas sem ti
É quando o farol brilha mais belo e iluminado
Um barco a deriva em um oceano vazio
Hoje a luz de um farol ilumina meu caminho
Essa luz pode não durar e um dia se apagar
Mas juro-lhe estar lá quando esse dia chegar.
Pois mesmo quando meu farol se apagar
A sua luz a de se manter viva e ainda queimar
Dentro do coração daqueles que a viram raiar
Pois esse amor a de para sempre durar
Meu corpo e como o mar revolto.
Não tenha pressa de navega-lo ou conquista-lo.
As delicias da sedução se escondem
Nos melhores segredos,
Aguçando assim os instintos do prazer
ÁGUAS PROFUNDAS
Nas profundezas silenciosas do mar
Onde param os oceanos de nada para nada
Sem naus de marujos atracados no cais
Apodreciam aos pedaços todos os mastros
Onde dormiam nas mortas ondas dos abismos
Sepulturas de trevas na escuridão dos mares
Chamas quentes que gritavam, morriam com dor
De um inferno de caos de argila, barro seco, duro
Homens desolados, famintos, agonizavam num altar
De objetos santos, para um uso talvez profano
As trêmulas mãos raspam as débeis cinzas quentes
Para não dizer dejetos de um débil corpo ou corpos
Morriam de fome, eram devorados, por feras famintas
Com gemidos comoventes, de longos gritos desesperados
De inglória morte na terra, sovava-se o mal nas profundas águas.
...sou um pescador ...nesse vasto mar.
...minhas redes, joguei no além, onde Deus descansa e eu também, pesquei sonhos pro mundo inteiro, trouxe amor e não havia dinheiro que pudesse pagar !
- Cadê Maria? - Foi pro mar
- Cadê João ? - Foi trabalhar, nos acordes da construção de uma nova canção, sob o sol e o mar, de um dia de verão.
- ... cadê João ? -Foi pro mar.
- cadê Maria ? - Foi buscar, poesias pro jantar.
Amo-te ! Lisboa.
...das colinas de Lisboa
vejo a lua beijando o mar
O Tejo conta as lendas num silêncio
...um barco corre solto, a navegar
No cais um poeta, canta e chora um fado triste
com ciúmes da lua, se torna tão bravio o mar
... enquanto a brisa namora aquela princesa de rara beleza, no seu castelo de areia, a encantar...
Das colinas de Lisboa
Onde o sol se põe, me faz sonhar
uma gaivota paira num silêncio
num imenso firmamento a voar
Nos trilhos a vida passa sem sentir essa magia
enquanto toda uma cidade se prepara para sonhar...
ouvindo o sino das tuas rústicas catedrais
a entoar um canto, de amor e paz.
Amo-te! Lisboa.
Ai quem me dera, na primavera, poder te abraçar!
No Algarve dos sonhos, regar natureza
Nos campos do Alentejo, aventurar.
De aço, são meus amores
Açores, epopeias ! Vou contar para o mundo tua beleza
sem par.
Ao serrar das estrelas
a noite me trás os montes
no frio se aquece a Madeira, uma ilha no mar
Vejo alegre e cantante
O fadista de outrora, tão presente agora,
a te enamorar
Até o Porto eu navego
nas tuas caravelas, que fizeram a história
e novos mundos brotar
Tua juventude renasce, minha querida Lisboa
a cruzar novos mares, a novos rumos tomar
... sem caravelas ! pois hoje, já é nova era
e o futuro de espera numa nave estelar
E o meu coração, continua sendo um Tejo
a desaguar nas estrelas, por entre serras e montes
beijando os teus céus e o teu mar.
Amo-te ! Lisboa.
