Poemas famosos de Silêncio
Silêncio
Há um silêncio dentro de mim,
depois de você...
Um silêncio traduzido em inquietação...
Minha vida não pode ser dividida,
quero de volta a parte
que você pra bem longe levou...
Música sem melodia
é assim o meu dia
sem alegria.
É impossível bater pela metade o coração...
Silêncio dentro de mim,
onda suave que me acalma,
eco sereno na alma faz,
refúgio eterno, enfim, quero-lhe, amor meu, volta para ter novamente paz.
Palavras se desfazem no ar,
sussurros mudos a dançar,
no peito, uma paz sem fim,
o silêncio reside em mim...
Traz isso de volta pra mim!
Como brisa leve a tocar,
segredos prontos a revelar,
na quietude, encontro a luz,
silêncio que me conduz.
Você de novo aqui do meu lado... a tristeza que se desfaz...
Volta... eu sei que o caminho você sabe... eu sei que você é capaz!
Ah! Tristes olhos
Por que chora em silêncio a dor que ninguém ver?
Por que deposita tuas lágrimas no oculto do teu vazio?
Por que corre?
Por que foge?
Por que se esconde?
Por que se disfaça?
Quando escuridão cobrir teus olhos e não enxergar mais nada, porque não volta seus olhos ao criador?
Nem toda verdade vem aos gritos.
E nem todo silêncio significa fraqueza.
Às vezes, o homem mais perigoso da sala…
é aquele que parece salvador demais.
Liberta-te das amarras
Em meio ao silêncio pesado,
onde os grilhões sufocam
corações aprisionados,
é hora de romper a forte cerração... transformar em leve bruma...
Espalhar pela a escotilha branca espuma.
Rótulos que nos vestem,
como capas de um conto sem fim,
imposições que nos oprimem,
mas a alma grita: “Vem, sim!”
Quebrar as regras impostas,
um despertar em cada passo,
soltar-se e esvoaçar com as nuvens,
encontrar liberdade no abraço fraterno.
Fazer da vida um bailar eterno.
O vento canta a nossa história,
carrega os medos para longe,
na busca incessante da vitória,
o ser livre é o maior de todos os alvos.
Levanta, oh espírito valente,
revela teu brilho, tua verdade!
Na dança da vida, serás presente,
liberto, pleno de saciedade.
Perguntaram-me o que é arte. Ouviu-se de mim silêncio; não um, mas o silêncio, do tipo que tanto tememos, mas que, por vezes, é a única resposta que temos.
O mesmo silêncio que preenche o universo em que vivemos, que se esconde nas palavras que não dissemos, que, como um véu, cobre a pureza das estrelas. Sim, foi este o meu silêncio.
O mesmo silêncio de uma árvore que tomba no deserto, sem ninguém para escutá-la; o silêncio que faz da arte, arte para nossas almas.
A arte não pode ser definida, deve-se ser contemplada. Por isso, ouviu-se de mim o silêncio, pois...
Como hei de explicar a arte?
Silêncio
O silêncio não é vazio.
É casa cheia de coisa que a gente não fala.
É a noite em Salvador
quando o vento para
e só o mar conversa baixinho.
É o espaço entre uma palavra e outra,
onde a alma respira
e Deus conserta o que quebrou por dentro.
O silêncio cura.
Tira a poeira da mente,
acalma o coração apressado,
ensina a ouvir o que o barulho esconde.
Tem silêncio que pesa,
de solidão.
E tem silêncio que abraça,
de paz.
No silêncio a gente se encontra.
Escuta o próprio pensamento,
escuta o outro sem interromper,
escuta a vida acontecendo mansinha.
Porque às vezes
o que mais precisa ser dito
se diz calado.
“O Amor Que Nasce em Silêncio”
Cresce ao teu lado, invisível flor,
Um sentimento puro, de imensurável ardor,
Como hera que abraça o muro antigo,
Sem que percebas, eu te sigo.
És cega aos passos do meu coração,
Que bate forte nesta doce ilusão,
Como lua que beija o mar adormecido,
Meu amor por ti tem florescido.
Não vês as raízes que plantei,
Neste jardim secreto onde te sonhei,
Cada olhar meu é semente lançada,
Em terra fértil, porém ignorada.
Cresce em mim esta paixão profunda,
Como aurora que a noite fecunda,
E tu segues teu caminho sereno,
Sem sentir este amor tão pleno.
Um dia, talvez, possas despertar,
E este sentimento enfim notar,
Que cresceu paciente, ao teu redor,
Esperando apenas por teu calor.
Pois o amor verdadeiro assim se faz:
Em silêncio cresce, discreto e tenaz,
Até que os olhos consigam, afinal,
Ver o jardim que sempre esteve no quintal.
De que serve a minha poesia
se a sua boca não me diz,
se o silêncio faz sangria
no que eu quiz fazer feliz
de que serve o verso escrito
com o peso da intenção
se o meu grito mais bonito
não alcança o seu perdão .
pois a rima se esvazia
e o papel vira desterro
de que serve minha poesia
se seu beijo é o meu erro.
Eu construí meu castelo com as pedras que atiraram em mim,
fiz do silêncio meu elo,
para um novo e forte motim.
Não serei mais o mesmo que antes
eu juro que não serei,
sou agora as minhas variantes
Em tudo que me tornei.
Me reinventei, sim, me refiz
Com a luz que em mim encontrei,
Enfim, me achei, fui feliz,
E para sempre serei.
Você se sente amada
quando o silêncio não pesa e a presença fala mais alto que promessas?
Você se sente protegida quando o mundo endurece e há um peito firme onde o medo some e você pode descansar?
Você se sente cuidada
nos detalhes invisíveis,
no olhar atento, na palavra que conforta, nos braços que acolhem e na mão que permanece mesmo cansada?
Amor não é só intensidade, é constância.
Não é só desejo, é abrigo.
Amor é ficar quando seria mais fácil desistir.
É escolher todos os dias, mesmo conhecendo falhas, limites e cicatrizes.
Porque quem ama de verdade não apenas diz: "eu te amo"
prova, sustenta e nunca solta a mão.
Algumas pessoas não perguntam porque são covardes e têm medo da verdade..
Preferem o silêncio porque sabem que a resposta pode destruir a fantasia que sustentam.
Outras não perguntam porque são trouxas e acham que já conhecem a verdade.
Confundem amor com posse e confiança com certeza absoluta.
EU E O MAR...
Sol , mar , praia
Tudo é silêncio
Espaço vazio
areia quente ,
mar a me chamar
Prefiro ficar
debaixo do guarda sol
a sós com minha água de coco
Saboreando aquele momento
toque do vento
murmúrio do mar...
Deus a me espreitar
Eu a louvar ..
edite lima , Novembro/2019.
Desejar o bem do todo e em silêncio, codifica e ativa a comunicação direta com a mente universal, conectando no banco de dados cósmicos.
Não é o que se diz ou se faz, mas sim, o que pensa e o que sente.
Os problemas vem quando sente-se bem em pensar mal no sistema espiritual que calcula e fraciona, pois trabalha na compensação. Aí está o valor inestimável da consciência e do alívio interno.
Nem todos recebem o caminho pronto.
Alguns constroem passo a passo, com esforço, silêncio e esperança.
Cada trajetória respeita seu próprio ritmo.
Não abandone aquilo que faz seu coração insistir.
O tempo revela o valor de quem permanece fiel ao que planta.
Às vezes, a gente aprende no silêncio do que não aconteceu.
No intervalo entre o querer e o desistir, mora um tipo de verdade que ninguém ensina,
só se sente.
Tem coisas que não florescem, não por falta de cuidado,
mas porque não eram raízes para o nosso chão.
E tudo bem.
Nem tudo que chega é para ficar,
e nem tudo que vai leva embora o que fomos.
Há partidas que devolvem a gente para si.
No fim, a vida não é sobre segurar tudo,
mas sobre reconhecer o que merece ser permanência dentro da gente.
Os versos dos poetas
são unguentos sagrados
derramados em silêncio
sobre corações cansados
de atravessar o tempo.
Tocam onde as palavras comuns
não alcançam,
curam fendas invisíveis,
acendem pequenas luzes
nos templos da memória.
Ah! As palavras poéticas
das almas aladas
( sacerdotes do indizível )
são sopros de eternidade
emprestados às almas humanas
que ainda creem
no milagre do sentir.
✍©️@MiriamDaCosta
Minhas palavras nascem do nada
e ao nada retornam.
No intervalo entre um silêncio e outro,
você lê os meus versos,
esse espaço nu,
onde, sem defesas,
tudo o que sou se revela.
Minhas palavras rasgam o nada
e sangram até o nada.
No meio do corte,
você lê meus versos,
sangue, suor,
lágrimas, vísceras,
âmago e silêncios
que eu não soube calar.
Ali estou,
eu inteira,
sem pele,
sem metáfora de defesa,
descrita não pelo que digo,
mas pelo que já não consigo esconder.
Minhas palavras não começam,
explodem do nada.
Não terminam,
implodem no nada.
Entre uma explosão e outra,
você lê meus versos
como quem abre um corpo vivo
sem anestesia.
Ali estão meus nervos expostos,
minha carne em estado de verdade,
meus silêncios suplicando forma.
Nada foi poupado,
nada foi simbólico.
Tudo sou eu,
visceral,
em hemorragia
de linguagem.
✍©️@MiriamDaCosta
O mundo carece da fluência do silêncio,
essa língua antiga que não grita,
mas ensina.
Falta-lhe a pausa da fala
onde o sentido aprende a existir.
O mundo é deficiente da fluência do silêncio
porque fala demais para sentir.
Grita certezas ocas, tropeça em ruídos,
e esquece que é no silêncio
que a verdade afia as cordas vocais
e harmoniza os fonemas.
O mundo é carente da fluência do silêncio,
esse oásis onde as palavras descansam
e a alma, enfim, consegue se ouvir.
Dizer:
“Falta-lhe a fluência do silêncio.”
é uma excelente alternativa,
educada e sutil,
para o brutal:
“Cale a boca!”
✍©️@MiriamDaCosta
Oi.
Oi.
Silêncio entre os dois.
Quando eu te vejo, me transformo numa TV.
Com o mute ligado,
Mas também é tudo que eu sei dizer.
Então não culpo você.
Se eu estou bem,
Claro, e você?
Mesmo eu tendo escondido isso para que você não percebesse.
Novidades?
Não tenho
Acabei de lembrar que nunca contei uma para você.
Meu bone relaxa, vou parar de usar.
Já está bastante desbotado com o tempo.
A música está alta, não está dando para te escutar.
Mas é também pela distância que eu estou mantendo de você; daqui é mais seguro.
Mas você me lembra alguém que conheci.
Que espirrava 7 vezes e parava.
Sim, eu contei os espirros dela e montei um padrão.
Se eu vou ficar bem depois que eu partir?
Sim, bom, pelo menos eu espero que sim.
Pelo menos eu nunca tive certeza do que esperar em todas as vezes que coloquei a mochila nas costas.
