Poemas eu To aqui para te Ajudar
A ti
Gostaria tanto de te abraçar
Queria sentir você aqui pertinho
O calor e o seu cheiro ao me abraçar
Sua ternura e atenção
Sentir que nunca mais estará distante
Saber a importância de te ter ao meu lado
Nunca mais ter medo de te perder
Sei que estas longe
Mas assim como o vento toca meu rosto
Uma certeza me bate ao saber que pensa em mim
E saberei que um dia terei você aqui pra me confortar
E nunca mais irá me deixar.
Aqui vem o homem invisível
Que ninguém se vira para ver
Sou apenas outro tolo mudo que nunca vai ficar na história
Sim, você está lá com o rei do baile
Transforma uma colher de prata em um anel de diamante
Ele pode fazer você desaparecer sem que ninguém perceba?
Sim, foda-se o rei do baile
Por que não sai da minha cabeça?
Depois de tudo que me fez passar
Por que ainda está aqui?
Você atormenta meus pensamentos
Faz-me lembrar de ti onde quer que eu esteja
Na rua, na praça, no trabalho
Questiono-me se não achou a saída
Mas como irá achá-la?
Se continuo criando barreiras
Para você não partir
Centro Espírita Jesus de Nazaré
De: Jô Bragança
Poema de gratidão
Aqui Jaz minha dor
Enterrada junto com minha solidão
Dilacerada com as
antes minhas, perturbações.
Aqui vive
Reina minha gratidão
Aquece meu peito
Adoça minh' alma
Resplandece o amor
antes nunca percebido
em meio as batidas
do coração
Aqui jaz
Minha falta de inspiração
Meu gesto triste
Minha desilusão
Aqui vive
Reina e cresce
Todo dia, toda hora
Em toda força divina
Minha vontade de fazer rima
Minha alma poética
meu olhar musical
Minha vontade de fazer alegria
Minha eterna gratidão
Aqui jaz meu egoísmo
Meu orgulho
minha falta
Minhas trevas, escuridão
Aqui vive
Meu cérebro convicto
Minha fé e toda minha mansidão
Depois que aqui entrei
Me resumo em gratidão
Jô Bragança
Saudade
Ainda há a ilusão, não findou a fantasia
A viagem da saudade é tamanha aqui
Que me leva a regiões inexploradas do meu mundo mental onde vivo uma luta travada entre a imaginação e a realidade. Pois no interior do meu eu, o devaneio, os lençóis, o amor.
E no exterior o transito das ruas, o seu carro, o acionar do alarme, seu andar, os cabelos ao vento, você na equina tão linda.
Para mim não sorri, mas vejo seu sorriso do meu casulo escondido, embrulhado
no risso e no sonho, quimera, utopia, não importa, pois te abraço, te beijo e te sinto.
By 2018
Por Carlos Roberto Rocha Rodrigues.
INTERROGAÇÃO (soneto)
Indago se a loucura é traça
Aqui pergunto sem saber
Se sou são ou uma farsa
Quem pode me responder?
Que tenho alguma graça
Lá isto é do meu querer
Finjo fingindo chalaça
No fingimento sem ter
Aqui pergunto aos senhores
Quais são os tais louvores
Do poeta mineiro do cerrado?
Sou Luciano Spagnol, alguém
Trago no olhar: - paz e bem...
Porém, quer só ser amado!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, maio
Cerrado goiano
Parodiando Ana Cristina Cesar
Pequeno Pássaro
"Pequeno que sou
Trago aqui um monte de sonhos gigantes
Desenhados de música
E um horizonte inteiro pra caminhar sorrindo
Pássaro que queria ser
Voei só por respeitar meus limites
Acreditei nas borboletas e fui o amigo mais querido das flores
Cantei pra entender e aceitar todas as tristezas da conta
Menino que sou amava descolorir as palavras com cores de cor bonita
Pequeno que ainda quero ser, quero a pureza pra sempre e a alma inteira de sol
Pássaro que sou, agradeço pela vida plena
E a chance da mesma ser mais uma vez canção
E pela asa, pelo pé, coragem e coração"
Ahh, você?
Está aqui dentro.
Sim, ainda sofro de saudades suas.
Sofro muito meu bem!
Mas minha cara não precisa gritar isso o tempo inteiro, não?
... Esboço um ar de deboche
Um sorriso imenso
e vou.
Porque a vida é feito de palcos.
E a peça tem dia e hora para estrear!
O meu coração pode até ser pequeno
mais aqui cabe tanta coisa bonita
amor, carinho e o mais importante, você.
EJ,
Tu me fizeste sorrir chorando e por isso vou te deixar aqui a minha lágrima maior
Quero que ela sirva para regar o teu caminho
Para que a tua colheita seja mais fértil
Para que, ao pousares do teu vôo e sentires a úmida terra abaixo dos teus pés
Te lembres que houve uma, entre todas, meninas, mulheres e malucas
Uma em quem tu deixaste a tua mais bela fotografia Aquela que nenhuma câmera registra e que só fica na memória
Que foi tua e te amou
Com calma e amizade
Com doçura e sinceridade
Com volúpia e com carinho
Quando entenderes tudo isso
Pega a tua lágrima, com a certeza de que, em algum lugar, eu estarei te esperando.
Fica aqui comigo...
Faça me um carinho ...
A solidão está tomando conta de mim
O coração está doendo
A frustação está atacando
Meu mundo está se despedaçando...
Não quero mais fingir que estou aqui
Se estou em outro lugar,
Se o coração diz não
Não tem quem faça ele mudar...
Se estou aqui, ou se estou aí,
Não importa o que importa é amar,
Não fica assim, vamos sair,
Vamos nos ver e viajar...
SOBRE COISAS BANAIS
E por falar de coisas tão banais
Nada de novo por aqui
Nada de novo
Lugar comum nem sempre satisfaz
Nada de novo por aqui
Nada de novo
Eu sempre disse para você
O quanto custa te querer
Você nunca me deu razão
Amar demais não é a solução
Fazer sofrer machuca o coração
É para você esta canção
A meditação é o caminho do coração.
Uma experiência do eterno.
Uma celebração do aqui agora.
Viver a beleza do inexplicável,
sem perguntar nada.
Vida no sertão!
Viver no sertão não tem
estresse nem ansiedade
aqui todos vivem bem
com vida de qualidade
e a chuva quando vem
a terra vira um harém
que não se vê na cidade.
Sou idiota por estar aqui
Sou idiota por acreditar nas mentiras que contei
Acima de tudo sou idiota por machucar as pessoas que eu amo
"O agente aqui envolvido (*) teria encontrado lassidão em seus freios inibitórios e prosseguiriam aprofundando métodos nefastos de autofinanciamento em troca de algo que não lhe pertence, que é o patrimônio público"
(Edson Fachin, no despacho de prisão)
(*) Rodrigo Rocha Loures - ex-assessor de Temer
JANELA DO EDIFÍCIO
Não sou pássaro...
Não tenho asas, nem sei voar
Mas aqui, no apartamento desse edifício
... Eu pairo sob alturas, e vivo sobre o ar.
Pela janela desse apartamento
meus olhos perambulam o horizonte
e se perdem, pelas ruas, prédios,
luminosos e placas de latas e voltam a vagar
sob o ar, onde o oxigênio do tempo se
mistura com a poluição de fumaça.
Aqui desse apartamento, no meu sedo...
Eu vejo o sol galopando sobre as paredes
dos prédios e o horizonte camuflando-se
sob as sombras do meu tédio...
Eu vejo pássaro vindo da sua mecânica
zumbindo em suas carenagens brancas,
transportando vidas e bombas para
estraçalhar, sua carrancas franca.
Da janela desse edifício...
Eu vejo o transito impedido
Permeando viadutos e pontes
e ao longe, um crepúsculo sob o tempo
de uma tarde sombria, aonde arranha
céus gigantes e casas se camuflam
sob horizonte.
Eu vejo a lua se esgueirando sobre os
telhados, aflorando em seu reinado,
e como se fosse espelho, ela faz
demonstração do São Jorge, dragão
espada e aquele seu cavalo branco.
Aqui de cima, eu fico observando os
mares da vida... Da para ver o semáforo
da encruzilhada assinalando os sonhos
e fazendo do pesadelo, uma parada...
Dá para sentir os pulmões da vida
embebidos pela poluição e stress...
Doentes de bronquites, pneumonia
e outras mazelas clinicas.
Da janela desse edifício...
Dá para ver... Rostos cansados disputando
lugar sob a fila do ônibus e metro, esses
rostos estão voltando do trabalho
da para ver também, rostos apressados e
enfadados correndo para seus empregos.
com medo de perder a hora e embaralhar
seus planos... Da para ver e sentir o mundo
os pergaminhos e os dogmas inventados
por esse ser humano.
Antonio Montes
