Poemas eu To aqui para te Ajudar
REMENDO
Foi o devaneio que guilhotinou
os sonhos. Os fez sem aparato
E se estão intactos, aqui estou
invisível no evidente anonimato
Desenhei quimeras com giz
sem tronco, cabeça e braços
Colhi amor que ninguém quis
pra remendar os meus pedaços
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
DELÍCIA
Delícia é esse
amor que trago
aqui dentro...
Amor verdadeiro
sem fingimento,
assim feito coisa
de anjo...
Delicia é saber que
o céu mora em meu
pensamento...
Moço, fique atento...
Te amo!
Olha aqui, seu guarda, guarde suas palavras
Porque hoje tu é o pombo, mas amanhã tu pode ser a estátua
Somos um lugar em evidência agora na porra do mapa
Pena que a gente se mata pra ver quem mais destaca
A saudade aperta
Quando as lembranças vem
Choro por não ter vc aqui
Mas me alegro quando te fazia rir
Por que teve que partir?
Um vazio na minha alma
Me faz refletir
O que poderia impedir?
Mas com as forças que ainda me restam
Irei ficar aqui
Fazendo com que a sua essência
Permaneça em mim.
Saudades.
Hoje
Vim aqui dizer...
Que cada minuto segundo
Meu coração bate acelerado
Com saudades de você.
Meire Perola Santos
02/12/2016
11:31
Quando o Facebook acabar, tudo o que escrevi aqui será publicado em livro -- os meus 'Diários', três volumes de mil páginas cada um, até o momento.
(03/12/2018)
Quem acha que veio ao mundo
a passeio está muito
Enganado;
Aqui é difícil mesmo!
Mas não existe nada que
não seja superável.
Declaração
Sentada aqui,
Tomando café,
Escutando Chicão
E com você no coração.
Não posso negar,
Eu amo você.
Você é meu ar,
Minha razão de viver.
Eu tento negar,
Eu tento esconder,
Mas não dá disfarçar,
Eu só penso em você.
Não tenho coragem de te dizer,
Não tenho coragem de me declarar,
Mas esse amor platônico está tão definitivo
Que eu não sei se será capaz de acabar.
Você pode até duvidar,
Mas é a mais pura verdade,
Vou te dizer com todas as letras:
EU TE AMO
E essa é a minha realidade.
Pra ser feliz meu coração depende de você,
Sem voce fico aqui sonfrendo,
Louco pra ti ver,e ti ter aqui comigo.
Sem voce meu coracao chora,
Oque eu fasso si eu nao consigo ti esquecer,
Mim apaixono cada vez mais quando ti vejo,
E nao tem como explicar isso mim acontecer,
Mas so a uma explicacao!
Sinto que foi feita pra mim
Chegamos até aqui tranquilos
Não tenhamos pressa sinta-se calma
Quero apreciar seu olhar afetuoso
Que brilha ternura refletindo entusiasmo
Uma delicia sentir esse seu jeito deleitoso
Esperamos tanto tempo por esse momento
Deixa-me tocá-la suavemente sua anatomia
Cobiço varias primaveras por esse instante
Anseio tracejar de beijos suas costas macia
E mesmo assim pra mim ainda não é o bastante.
Quero senti-la bem devagar milímetros da sua pele
Durante esse percurso embriagar com sua fragrância
E que essa ocasião seja inesquecível que se revele
Nós dois abraçando a eternidade como nossa estância
Enquanto não chega o que almejamos pra nós
Beija-me com seus beijos molhados que partilha
Gozemos da gente quero sentir prazer na sua voz
Arranque de mim meu vigor me prendendo na sua forquilha.
A Louca de 20 minutos...
Olho-te aqui, agora
Com olhar jamais sabido ou tido
Olhos de quem sabe amar
E que aprendeu a desamar
Olho-te aqui, agora
Como quem implora, pelas retinas
Para que fiques um tantin mais
Vinte minutos de atenção, antes de se ir
Olho-te aqui, agora
Com o olhar de quem deseja
Quiçá, até mereça um colo
E acarinhar a dor que rasga a alma
Olho-te aqui, agora
Com íris incolor, sem vida
Mudez a suplicar que fique
Pois a voz já se recusa a pedir
Olho-te aqui, agora
Sentado bem ao seu lado
Com intenção de tocar-te a tez
Sentir o calor de são amor
Olho-te aqui, agora
E o sal de uma lágrima
Insana, toca meus lábios
Coerente, assumida, jamais derradeira
Olho-te aqui, agora
E de ti, sei, tudo o que me restará
Serão parcas lembranças, sinais de geleiras
Sentimentos fantasmas, falas nulas e vazias
Manifesto Liberal
Manifesto' aqui ahshsh
Vamos largar essa mentalidade minúscula de que o governo nos presta algum favor. Perceba, gênio, não existe almoço gratis; quanto maior o tamanho do Estado, mais impostos! Na verdade, o Estado nunca será a solução porque sempre foi o problema. Já "ajudaria" muito se taxasse menos, não atrapalhasse a livre iniciativa e o empreendedorismo. Regulamentar tudo: essa é a verdadeira ditadura contra liberdade dos indivíduos.
Estou aqui pensando:
Qdo nos reunimos tda a magia entra no ar.
Estrelas, lua, céu azul, porque do amor é o que sabemos falar.
Festejamos com alegria esse encontro porque é isso que nos faz vibrar, o amor genuino que um dia vai chegar.
E não venha me dizer que não, porque não estou a acreditar, quem espera sempre alcança e um dia vai festejar.!! Simone Verçosa
Josh: E você continua trabalhando aqui...
Abby: Paga as contas.
Josh: E nutre a alma?
Abby: Não, nutre a minha barriga.
Das flores que colhi
dos ventos que me
Arrastaram até aqui
hoje vivo a refletir tudo
se torna tão distante
para chegar até mim
Meus passarinhos!!
Aqui estou a escutar, os passaros a cantar, é como se eles quisessem me dizer que estão a me alegrar.
Eu tenho que confessar, sem eles eu não sei ficar.
Olho para o céu e agradeço, eles estão a voar fazendo malabarismo a me encantar. Devagarzinho alguns se aproximam, sinto que perto de mim querem ficar, e eu encantada fico a festejar.
Agradeço mais uma vez, e eles ficam a me olhar. !! Paz e luz . Simone Vercosa.
Desfarelo aqui dicções,
neste texto em contrapé,
pra plantar em dois talhões
os da boa e os da má-fé.
I
Ao abrir a minha mão,
saltam letras trepidantes,
as mesmas letras que antes
amanhei com o coração…
pula o Z, todo gingão,
com as suas zorações;
rima fome com cifrões,
mete alhos por bugalhos,
e aqui nestes trabalhos
desfarelo aqui dições…
II
Entretanto, o calmo H
junta dez letras, ou mais;
faz caretas às vogais,
cultivando o seu maná…
diz ser fã do que não há,
é um fã do que não é,
como um vento de maré
duvidosa e bailarina,
apregoa o que imagina,
neste texto em contrapé…
III
Encruzado, bem selecto,
diz-me o X, bem divertido,
quase junto ao meu ouvido,
novidades do alfabeto…
E, então, num tom secreto,
denuncia as inflexões
aplicadas nos chavões
inventados a preceito,
que me dão imenso jeito
pra plantar em dois talhões…
IV
Meto algumas consoantes
no alfobre da direita,
mas a esquerda não aceita
gatafunhos circundantes;
planto versos abundantes
com estâncias de banzé;
curto a letras, e até
meto água nas carreiras,
onde cabem nessas leiras
os da boa e os da má-fé.
A RUA
Não era itinerário nem outra nova direção
Suspiros! Calor no cerrado. Lembrança
Aqui havia uma rua, casa em demolição
O tempo era maior. A nostalgia uma lança
Tantos são os mortos na minha indagação
O tempo roendo a recordação, em dança!
E nas casas, impregnada de tenra poesia
A saudade, e não mais havia vizinhança
Tudo em ruína, mais nada dizia...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, dezembro
Cerrado mineiro
