Poemas eu To aqui para te Ajudar
TUDO DE BOM EU LHE DESEJO
Se quero ouvir você cantar
É pensando no seu bem
Se quero ver você dançar
É pensando no seu bem
Se quero ver você se levantar
E enfrentar as batalhas
É pensando no seu bem
Se quero ver você galgar
Os degraus da vitória
É pensando no seu bem
Tudo de bom eu lhe desejo
Saúde, amor, paz, alegria
Felicidades, concretizações
Carinho, afeto, união e harmonia
Pouco eu tenho a ensinar
Pouco eu tenho a oferecer
Mas o meu coração eu posso lhe dar
Com um desejo ardente de ver você vencer
Não deixe o tempo escorrer em vão
Faça e conquiste o seu lugar
Tempo perdido é um tesouro
Que nem Deus nem Super Herói até hoje encontrou
Oubí Inaê Kibuko. Publicado originalmente em "MERGULHO & SOBREVIVÊNCIA", poemas e pensamentos humanistas, Edição do Autor, 1981, esgotado.
Você era uma ótima marinheira e eu era apenas uma barca furada. Juntos atravessamos vários oceanos. Mas uma hora você pulou, e sem ninguém no comando: eu afundei.
Mas cá entre nós...
Ainda existe vida no fundo do mar
Não se foi
Queria eu poder dizer
Que no passado eu te amei...
O passado me é hoje tão presente
Nesse amor que não se foi,
Agora, pois, que faço eu?
Se de amar-te não deixei,
E o passado tão distante
Deu lugar há esse tempo
Que te amo mais que ontem.
Se de saudade alguém morresse
Eu aqui não estaria,
Mas não te trago do passado
É você que não se foi...
Edney Valentim Araújo
1994...
Foi há muitos e muitos anos já, desde que eu apanhei o meu navio num reino ao pé do mar. Eu disse...
Aquela que eu soube amar e desfrutar e fazermos amor no navio com as estrelas por cima de nós.
E vivia sem outro pensamento porque te admira como pessoa e como mulher que és.
Que amar-me e eu a adorar de poder ver te e beijar-te.
Eu era criança e ela era criança, agora homem e mulher apaixonados pela vida.
Esse vírus é pior do que eu pensava?...
Tá deixando muitas pessoas de miolo mole...
Porque será?...
Será que o covid19 acelera o Alzheimer?...
As pessoas estão esquecendo tudo o que está acontecendo no presente: os roubos, as mentiras e as picaretagens, e
Só se lembram do passado... Só se lembram das atitudes do passado desse mito que chegou...
Porque também não forçar um pouquinho a mente e ver o que estão fazendo com o nosso país?...
Porque esse CARA, chegou para retirar o lixo escondido debaixo do tapete, e jogá_lo na lixeira...
Interessante?... Esse lixo já estava exalando um cheiro insuportável, que vem do passado, mas essas memórias: o covid19, também deletou...
Vem logo croloquina, chega logo placebo sanguíneo, ou que venha um colírio libertador para revelar os inimigos ocultos, que estão negociando com o vírus, para no pico: nunca chegar...
Amor,
Saudade do tempo em que era mais presente.
Pode me prender no seu harém que lá eu era feliz.
Só porque quero acabar com as outras me deixou solta.
Volta logo, traz meu sorriso, traz seu encanto.
Faz meu dia mais feliz.
Foi só para descontrair um pouco, relaxa a vida é curta.
Eu te amo cada dia mais.
Mil beijos em você ainda vou dar.
Te espero, te quero, te desejo.
“Com esses óculos e essa carinha de intelectual;
Tu me deixas numa ‘inquietância’;
E eu não sei se a minha ânsia,
É para o bem ou é para o mal”.
" O SONHO"
Tive um lindo SONHO
Que jamais ninguém sonhou
Pois no SONHO eu te amei
Como jamais ninguém te amou
Te apertei em meus braços
Como jamais ninguém te apertou
Te disse as palavras mais lindas
Que jamais ninguém te falou
Logo depois daquele momento
Comecei loucamente a pensar
No que seria da minha vida
Se você não me amar
E de repente , acordei
Daí chorei de verdade
Porque eu queria tanto
Que este meu SONHO, fosse realidade.
Original escrito em 16/07/1987
5 SENTIDOS, 1 INTUITO: EXPLORAR-TE
Me mostra
Eu quero ver
Aquela tua arte
Que ninguém quer saber
Me conta
Eu quero ouvir
Aquela tua história
Importante "só pra ti"
Me apresenta
Eu quero provar
O sabor das tuas ideias
Sejam atuais, sejam velhas
Me permita
Eu quero tocar
Nesse teu mundo
Tão diferente do de "lá"
Me aproxima
Eu quero sentir
A fragrância da tua alma
E o que ela exala por aí
21/04/2020
A lua reinava nos céus e eu reinava na escuridão da floresta. Minhas risadas ecoavam pela floresta como um trovão. No começo eram gargalhadas incontroláveis, então sua intensidade foi reduzindo até finalmente se tornarem apenas um sorriso. Não sei quanto tempo passou até o silêncio se instalar na floresta. Quando tudo se aquietou, pude ouvir os batimentos acelerados do meu coração, o silêncio gritava na mata sem fim, o vento dançava sobre as folhas e cantava uma canção melancólica, senti um desconforto, uma sensação de medo. Olhei para o lado, lá jazia o corpo de uma moribunda, a garota branca como papel, de rosto fino e traços suaves me encarava, seus olhos petrificados e sem vida, eram como a sentença de um juiz. Sentei num pulo, pude jurar que os olhos dela se mexeram.
— Munyke Melo, no livro "Asfixia: A história de um assassino." ( Lançamento em breve.)
ONTEM À NOITE
Te vi tão linda ontem a noite.
Serena estavas, notei que comigo
falavas e eu , em te ver parece que
te sentia.
Mas do que me dizias eu tentava, mas
nada entendia.
Encantavas-me tanto, que perdido em
mim mesmo fiquei.
O tempo passou tão rápido, que
de repente não mais te vi.
Que pena, acordei.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Aida sinto o seu beijo
não consigo te esquecer.
A vida continua,
eu não vivo sem você!
Shirlei Miriam de Souza
"Eu não posso ser só sua, sem palavras ousou falar, logo pra sua alma gêmea.
que azar, perceber que talvez em vidas de procura
resta somente o irônico pesar, que da efêmera felicidade
tomou o lugar, e na memória já se confunde com uma alegria vulgar.
Só serviu pra que a trama pudesse rolar?, Confuso segue a questionar
sente algo vazio e frívolo de alguém que descontente, fraco e sem opção
houve de perder seu seguro lar."
Que confuso se é amar, e ainda sim querer algo mais, respeitar quem é distante
e ainda sim se sentir incapaz, me sinto mal por achar duro, amar alguém que não se tem,
se sentir tão inseguro, por saber que ela não vem.
mas se o amor tem essa face, ingrato seria eu de negar, que um coração que tanto ama
apesar de não poder abraçar, tem de seguir. isso tudo é real?
"As xícaras de café"
Talvez eu leve as xícaras. "Talvez" não. Eu quero as xícaras. Talvez, apenas, seja você que não entenda o porquê. Talvez eu tente explicar. Eu explico. Ainda assim, talvez, você não entenda. E tudo bem. É justamente pelo bem que as escolho. É que nas tardes frias, na dor da sua não-companhia, elas estavam lá. E é tão engraçado pensar nisso... porque você estava quase sempre, mas não estava. O que é apenas o corpo presente? O que é a dor de uma presença ausente? Então, as xícaras... a preferência pelas azuis não era acaso, mas uma tentativa de colorir o cinzento da solidão que me atravessava. E o medo, aquele geladamente sorrateiro, eu afugentava com o calor que nelas colocava. Era ele que me abraçava. O calor, o calor das xícaras de café...
Gosto do abraço dela, gosto de reencostar minha cabeça em seu ombro...
Nesses abraços eu posso descansar o tempo que for necessário.
O corpo,a mente e a alma!
Eu todo confuso,
louco que chegue a noite,
doido que chegue o dia,
que finalmente termine,
essa pandemia,
mas apesar dessa dor,
acredito senhor
que logo vai passar
e de joelhos iremos orar
agradecendo ao meu Deus
mais uma vez salvar os seus!
Sergio Fornasari
Perdoar é difícil
Rasga alma...o orgulho...o eu
Perdoar é quase impossível...
Rasga o amor...e até a submissão...
Perdoar é difícil
Corroe por dentro...até coração..
Perdoar é quase impossível...
É andar na contramão.
AFRICALGIA
eu tinha na carteira os cinquenta centavos que ela me pediu
e eu não dei
menti espontaneamente
disse "não"
nem costumo guardar moeda na carteira
um "não" congênito - este, como se estivesse ali sempre guardado
porra! logo aqueles cinquenta centavos eu neguei à nega
preta como eu
não somos do mesmo Ilê
panafricanismo que eu forço a fórceps(?)
esse tanto de "não" que muito me disseram
seria agora a fartura pra eu distribuir entre os meus
white face xô de mim
y mesmo assim ela começou a dançar pagodão baiano
um swing que jorrava na rua
e ela dançava mesmo sem minha moeda
que não vale a arte
a liberdade
nem vai pagar
meu
poema perdido
(ou perdão)
Em quanto meu colo serve de cama para meus gatos
Fico eu escrevendo poesias refletindo em cada ato
E como um felino bem premeditado fico de olho no passado e faço do futuro como um ataque coordenado
