Poemas e Poesias
O mundo só vai mudar
Quando tivermos a tática
De tudo que nós falarmos
Seja também nossa prática.
Santo Antôniodo Salto da Onça RN
Eu sou feito de pedaços
Sou retalhos de cetim,
Sou uma longa canção
Sou melodia sem fim
Sou verso, sou poesia
Sou algo que contraria
Eu sou o não, sou o sim!
Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/04/2024
Nossa Casa do Cordel
Da Cultura ela faz parte
E em todo o Brasil
Ela é um Baluarte
Uma Casa que tem planos
Com os seus dezoito anos
De muita Poesia & Arte.
Santo Antônio do Salto da Onça RN Terra dos Cordelistas
19 Janeiro 2025
Na incerteza me faço
Onde no saber eu disfarço
Que por linhas ou traços
Escrevo o que sinto
Por mais que menino
Sei bem o que quero
E do amor eu espero
O poema mais lindo
Que por nós seja escrito
OLHAR ATENTO
Amanheceu uma brisa suave invadia todo ambiente, um silêncio que falava muitas coisa.
As folhas das árvores no jardim se soltavam lentamente, um raio de sol tímido querendo mostrar seu brilho.
Um olhar atento observando cada detalhe.
Sem saber o que viria, de um lado para outro carregava seus pertences, simplesmente determinada a prosseguir para novos rumos.
O tom vibrante de sua blusa nova a leveza dos cabelos cuidado com esmero, a dedicação dos detalhes me fazem crer que há esperança.
O coração pulsa, uma vida toda pela frente, Vá prossiga não olhe para traz, porque hoje tens no seu alforje tesouros valiosos que não tem preço.
Um abraço demorado , coração apertado, lágrimas de despedida que caem.
Uma voz que diz: Estarei sempre aqui.
Rosa maria marques Gonçalves.
SINTO FALTA I
Sinto falta de muita coisa ou de quase nada,
Sinto falta do que era simples, inocente,
Sinto falta do que não entendia
e de contos de fada,
Sinto falta da poesia,
Do sol poente.
Sinto falta de Castro Alves a Manoel Bandeira,
Sinto falta de Gonçalves Dias a Tom Jobim,
Sinto falta dos frutos de minha goiabeira,
Sinto falta da inocência que chegou ao fim.
Sinto falta de poemas e versos,
Que um dia fiz e hoje perdidos ou dispersos,
Sinto falta de amigos, de minha mãe e de meu pai,
Sinto falta de sonhos e tenho saudades que do coração não sai.
Autor: Agnaldo Borges
24/04/2005
Fases da Vida-
Olha, que estranho
toda essa luz...
Esse ar que respiro
E essa água que me banho
Queria entender
Por que estou chorando?
Agora, passou tão de pressa
Estou engatinhando
E rápido a beça
Olha esse mundo colorido
E aquele campo florido
O tempo passa rápido
Agora eu ando e falo
Que sentimento é esse no coração
Me disseram que era paixão
Agora tudo está tudo tão chato
Virei adulto e acabam as esperanças
E na minha cabeça passam
Todas as lembranças
Olhe, meus cabelos brancos
E minha pele flácida
Estou berando algo
Que eu nunca esperava
Agora estou tão alto
E essa luz não me parece estranha
E você? Será que se arrepende
De não dizer que me ama?
Eu e Apenas eu-
Sim, este sou eu
Sou eu esse menino frágil
Sou eu esse menino sentimental
Sou eu esse monte de falha
Sou eu, e me sinto mal
Eu não pedi pra nascer
Eu não pedi pra crescer
Eu não peço pra ser julgado
E muito menos mal olhado
Dói ser eu...
Dói ser diferente
Dói ouvir que tudo tudo é drama
Dói não ter ninguém
pra dizer que te ama
Em fim, sou eu e apenas eu
Nunca digo que estou mal
Mas sempre faço o bem
E mesmo quando
me afogo em lágrimas
Não espero a ajuda de ninguém.
Poeta
Um mar estrelado, seus olhos olham abismado.
É tanta luz, é tanta beleza...
Quer colocar tudo em versos, com certeza.
Um murmúrio de águas cristalinas.
Perfeição da vida.
Caminhos que se cruzam.
Vida que encontra vida.
O poeta olha com seus olhos sensíveis...
Coração a tudo perscrutar.
Quantas maravilhas pra ele em versos colocar.
Um mar imenso de água tão salgada.
Um infinito que se perde... parece no nada.
As ondas que não param um instante sequer... a areia vem molhar... depois voltam pro infinito mar...
Vem e vão num bailado cuja música a brisa está sempre a tocar.
Poeta que tudo vê.
Toca com os olhos do coração.
A perfeita natureza a florescer,
O dia que morre na noite... que vê todo dia nascer,
Que se passa na alma do poeta?
Quanta sensibilidade nela há...
Em poucos versos toda a maravilha do mundo consegue ele poetar.
No seu âmago busca esperança.
Vê dias maus... vê sim...
Aceita a dor e cada uma do seu jeito.
Dentro do peito ajeita cada uma de um jeito.
Passos
Meus passos...
Compasso.
Descompasso.
Um som solitário.
Desencontros.
Sem abraços.
Ficou um vazio.
Procuro uma paz...
Que nada nem ninguém de me trazer é capaz.
No passo, passo.
Do sonho à loucura.
Numa eterna procura...
O dia que nasce.
Nova esperança com ele parece que renasce.
A força da porta aberta.
Do meu âmago novos sonhos desperta.
Fonte de louca inspiração.
Respiro a magia...
Com o nascer de um novo dia.
Acalma-se meu coração.
O tempo passa.
O sol pelo céu passa.
O mundo reaparece: mais da metade é só desgraça.
Sim, a mesma paisagem.
O mesmo ar a nos rodear...
Flores... as mesmas pelo caminho continuo a encontrar.
Mas há tantas pedras...
No fim do dia só penso um mundo poderia rodar mais leve... mais devagar...
Mais amor poderiam os homens do seu coração tirar.
E se você olhar bem de perto vai perceber detalhes invisíveis para a maioria dos que nos cercam... só você mesmo conseguirá ver esses detalhes, estão nos entalhes de nossas vidas... foi vida em nossas vida finamente esculpida.
Era um tão grande amor... mas tão grande... que não cabia num espaço do infinito. E era um amor tão bonito... mas tão bonito que nenhum poeta jamais teria conseguido ter em versos escrito. E era um amor tão forte mas tão forte que nem a força da morte poderia pôr fim. E era um amor forte, bonito, infinito... por que teve de terminar assim?
E... só pra você saber... eu já sei o que Irene Peter disse uma vez... agora só falta você saber: “Só porque tudo está diferente não significa que alguma coisa mudou”.
E agora que você já sabe... acho que nem vai precisar chegar bem perto pra perceber que nunca amou como me amou... nunca quis como me quis... e não vai entender por que me deixou.
Prepare seu coração
Prepare seu coração
pras coisas que vou te contar...
o sol se apagou
e a lua parou de brilhar...
O amor que existe em mim
é o mesmo que você viu nascer,
crescer... e mais crescer...
mais amor se fazer.
Por que você não volta?
Não sabe a falta que faz?
Escolheu o caminho errado...
e por isso o sol continua apagado.
Remexo as palavras.
Faço poesia.
Tenho esperança, muita esperança...
De te convencer um dia.
Imenso céu azul
E essas nuvens que vagueiam pelo céu a esconder o imenso e azul véu.
Olho e vejo formas.
Às vezes formas disformes que nada formam ao meu olhar.
Um amontoado a mudar de forma e posição...
Sigo entre esses sentimentos diversos.
Queria colocá-los em versos.
Mas eles vão mudando... se transformando... outras cores tomando.
Nunca chego a um porto.
Não jogo âncora ao mar.
Estou eternamente a navegar.
Ondulante respiração.
Acelerado o bater do coração.
Ondas a me jogar... daqui pra lá... de lá pra cá.
Alternância entre o alto e o baixo.
Alternância entre a paz e o desespero.
Quero um lugar de calma pra minh’alma repousar...
Do lado de lá do mar?
Em outra geografia?
Na poesia?
"seu exterior conduziu minha grande afeição
Trazia consigo carinho no olhar verde realçado
Numa indeterminada vastidão
Amável terno e suave
Com garra e extinto aguçado
E nos meus momentos de tristeza
Me assegura de toda força e compreensão.
Tantos beijos e abraços pendentes
Palavras afáveis graciosas e acolhedoras
E mesmo distante, você nunca está ausente
Permanece aqui junto à minha alma
Perpétua e enaltecedora
O Inferno dos Inquietos
O ser é livre em sua inquietação de desabrochar uma flor
De ser um simples amador contemporâneo do seu cotidiano
Que expõe as suas noites mal adormecidas em pinturas e escrituras
Que destrancam pássaros de prisões e corações trancados dentro de porões
Que condena as suas aflições
O ser humano que não és humano, és apenas ser de sua espécie
Um humano incompleto do mundo e de todo o universo
Que condena a mente para a prisão perpétua do inferno
Rasgando a alma e purificando a áurea desconhecida
Que se esgota de lágrimas e gritos de melancolia de uma jovem menina
O ser deslocado-se de cada espaço do mundo
Traído pelo silêncio de um infinito sem fim
Apodado com padrões e estenótipos dos homens não pensantes
Caminhando-se na estrada do universo dos pobres homens e mulheres
Que pensam em riqueza sem serem nobres e fiéis a sua raiz
Que vomitam esnobações e aberrações de si mesmos
Porém, esquecem que a alma grita depois de rir
A inquietação aflige depois de sorrir como simples apagão
Depois de subir mais um degrau da escada de pensamentos
Que lhes condenam na prisão da inquietação do espírito
Em cada último suspiro saído de dentro de cada indivíduo.
O Silêncio dos Gritos
O silêncio nem sempre é calmo e quieto
Ele grita como um homem apanhando, levando chicotadas
E sendo o réu dos chicoteadores
Que silencia a voz do homem que grita
Gritos inquietantes, perturbadores do réu daquela noite
Que lagrima-se ao silêncio da meia noite
És mais um inocente sendo morto pelos cafetões delinquentes
Que tira do homem ser, a sua vida, e leva-se consigo um parabéns
Porém, na próxima noite tem, mais um que gritará
Não irá ser salvo por ninguém, apenas pela inquietude
Do silêncio das cordas vocais que fará daquela noite
Uma meia noite, única para aquele réu
Mas, mais uma para os cafetões comprimem as suas missões.
https://esoponovagao.blogspot.com.br
Não sei não, mais toda vez que olho em seus olhos sinto como já te conhecesse anos atrás, sinto uma Paz incrível dentro de mim, uma coisa diferente, sei que é e seria proibido te amar, mais que eu te acho a poesia mais atraente , com seu jeito diferente vem tocando minha mente.
E faz brota em meu coração esses poemas de adolescente.
💓💓💓💓💓💓💓💓💓💓💓💓
Alexsander Nascimento.
No frescor da mente, encontro teu olhar,
Um refúgio de amor que me faz sonhar.
No RESFRIAMENTO MENTAL , nossa conexão se revela,
Um laço eterno de carinho que acalma e consola.
Em cada suspiro, sinto teu calor,
No RESFRIAMENTO MENTAL, és meu melhor sabor.
Teu amor me envolve como um doce afago,
Em cada pensamento, és meu mais puro encanto.
No silêncio da alma, nosso amor floresce,
No RESFRIAMENTO MENTAL, a paixão se aquece.
Teus gestos de carinho são como brisa suave,
Em meio à tempestade, és meu porto seguro, meu enclave.
Na tranquilidade do momento, te encontro em mim,
No RESFRIAMENTO MENTAL, és meu jardim.
Teu amor é a chama que aquece minha alma fria,
Em cada respiração, és minha melodia.
Natalirdes Botelho
Quando o Silêncio Me Abraça
Há dias em que o mundo pesa, mas o céu insiste em ser azul. A alma senta na beira do peito como quem espera o tempo passar. Guardo segredos no bolso da camisa, palavras que nunca disse por medo, e sonhos que dormem dobrados no canto esquerdo da alma. Já amei com os olhos fechados, como quem anda no escuro e ainda assim enxerga a luz de uma voz dizendo: “fica”. O amor, às vezes, é só silêncio — um café que esfria na mesa, um bilhete que nunca foi lido, uma canção que ninguém ouve mais. Mas também é flor nascendo no asfalto, é abraço sem pressa, é vontade de ficar quando tudo quer ir embora. A vida me ensinou a ser abrigo, mesmo quando sou tempestade. E a sorrir por dentro quando a dor bate do lado de fora. Há beleza no que não se diz, há poesia no que se perde. E há esperança naquilo que recomeça sem aviso. Sou feito de ausências e memórias, de encontros que não voltam e de promessas que ficaram no meio do caminho. Mas sigo... leve, como quem dança com o vento. Profundo, como quem já chorou sorrindo. E inteiro, mesmo quando partido.
Somente ignorantes enxergam na violência, uma resposta
Há momentos em que a ignorância e a Intolerância predominam, que a bestialidade humana emerge das profundezas da escuridão, e que ditadores se levantam para liderar a boçalidade e a estupidez, de que em parte somos feitos, ou pelo menos alguns de nós. Há épocas que o medo fantasioso de coisas que nem ao menos são reais, é usado como arma para iludir, alienar boa parte da sociedade. E esse medo se torna aversão, ódio, desprezo e asco, por outros, que não concordam, que veem o mundo de maneira muito mais ampla, do que o rebanho governado por tiranos egoístas e hipócritas. E é assim, que a violência, o derramamento de sangue, a selvageria, e o autoritarismo, é justificado. Mas no fundo todos sabemos que os fins não justificam os meios, que a pátria não é mais importante que vidas, que religião não deve ser usada como desculpa, para proferir preconceitos.
Como pode existir tantos humanos sem humanidade? Tantas pessoas que se consideram boas, incitando a brutalidade, a hostilidade? Será que param para pensar em seus atos? Será que não veem o tamanho da hipocrisia, em que estão imersos? Será que não percebem que opressão, intimidação, e agressão, não são a resposta? Pois, para fazer do mundo um lugar melhor, o diálogo, a autocrítica, o amor, o altruísmo e a lógica, ainda são as ferramentas mais eficazes. Não pode ser tão complicado, entender que a raiva, não nos leva a lugar nenhum, que pontos de vistas opostos, sempre existirão e que é isso que traz luz a escuridão da ignorância e nos torna mais sábios. Somos humanos, cometemos erros, mas não precisamos repeti-los.
