Poemas e Poesias

Cerca de 59827 poemas poesias Poemas e Poesias

⁠Saber viver... sem saber como,
sem decifrar o porquê,
apenas sentindo,
apenas sendo — até o fim do viver.

Inserida por ollyescritos

⁠Nada de útil faço,
senão escrever—
e o faço à custa
do meu próprio sofrer.

Inserida por ollyescritos

⁠Ah, pobre criatura,
forjaste em teu peito mil ilusões,
e agora choras tuas perdas.
Mas sabes bem, no fundo do coração:
nada perdeste,
senão os véus que te cegavam.
O vazio não se perde—
apenas se revela.
Oh, pobre criatura!

Inserida por ollyescritos

⁠E assim, as meias palavras,
as meias perguntas,
e as meias respostas
fizeram-me sentir
como se eu fosse uma meia coisa.

Inserida por ollyescritos

⁠É
terrivelmente sufocante
o insuportável fardo
de não poder, sequer,
respirar um instante de si mesmo.

Inserida por ollyescritos

"Poeminha lúbrico"
Imagina que eu sou a manteiga,
E você é o pão quentinho,
Me passo em você,
E me derreto todinho.

Inserida por ademiro_alves

luz lunar
força da noite e da madrugada
em um açoite com o dia
fostes o suor do meio dia
a poesia da pessoa amada.

pingos gélidos de dor
sucumbe a pena em vapor de esperança
da fonte pecaminosa do horror
renasce o amor e jamais se desmancha

pois o cemitério
da ilusão
é o mistério
da noite em oração

Inserida por gnpoesia

fechando os olhos
molhados de lágrimas

batendo o coração
parando com minha alma

em uma noite de horror
perdi meu grande amor

subjuguei meu coração
em doses sondadas

com lágrimas caladas.

Inserida por gnpoesia

retidão e justiça
razão e luz
iluminação da vida
no contestar reluz
na faceira vontade de ser verídica.

Entre os embates revolucionais
nas disputas pelo amor-perfeito
o argumento ideal de forças virginais
perfaz a idiossincrasia do direito.

Inserida por gnpoesia

Passou à época de dá flores, ninguém sente mais o cheiro das rosas, os enamorados não são como antes - românticos, não se presenteiam mais com rosas, as senhoras dormem em silêncio com o caixão com cheiro de flores.

- Quero outro cheiro, cheiro de flor e de rosas, cheiro de amor.

Inserida por gnpoesia

Quanta honra ouvir Manuel Bandeira
Ensina pela nostalgia
Propõe-se com singeleza
Os jovens não escutam Manuel Bandeira
Não sei se já sabia
Ele escreve como ser na vida
E inspirou-nos a revermos o dia
Assim foi Manuel Bandeira.

Inserida por gnpoesia

dentre as mãos - quisto vivente,
nos encalços dos meus passos,
é o amor que ninguém mais sente,

o soluço de um sorriso calado.

é a dor dos torturados
da opressão e do horror
feito escravo que engole sua dor

sobrevivente de um amor açoitado.

Inserida por gnpoesia

vi do horizonte brotar uma rosa
feito arrebol na mansidão da aurora
nas tempestades de onde brotou o sol.

Silêncio, silenciosamente
a vida se cala profundamente

no entreter das horas
no último canto das aves candoras
na desilusão do anoitecer

a vida, simplesmente a vida
um dia irá amanhecer.

Inserida por gnpoesia

Adeus, adeus
vou deixando os meus

sem dor e cicatriz.

Sorrir, sorrir
o bom da vida é não desistir

das pessoas que me fizeram feliz.

se restar ainda uma verdade
será apenas a saudade.

Inserida por gnpoesia

na solidão das desoras,
das dores envoltas de maldades,
vai escurecendo a noite tenebrosa,
e chuvas cálidas,
de lágrimas e saudades.

Inserida por gnpoesia

As lágrimas da escuridão
vagando na vasta imensidão
da solidão.

nada se ouve e se ver
sozinho a se perder
nos intervalos do viver.

o acaso solta rojões
de infindáveis ilusões
que só merece orações.

Inserida por gnpoesia

o amor que dedicastes
no êxtase da mocidade
apenas expressava
o quanto eu amava de verdade.

éramos alegria
a pura nostalgia
de sermos um, paixão das idades,
que hoje só resta, só resta saudades.

Inserida por gnpoesia

as águas que correm do monte se acalantam lentamente entre as pedras e se jogam oferecidas ao infinito.

ainda há sangue nas feridas que causou logo pela manhã o destino, quando cantava o novo dia o assobio de um passarinho.

haverá chuva e sol, assobios e caminho, um dia encontraremos nosso ninho...

Inserida por gnpoesia

o tempo é tão inútil quanto seu penar
e vou ter com esse tempo te esquecer
e com você em minha vida morrer
como se eu nunca tive que te amar

para sempre, não posso te chamar de amor
foi alguém em minha vida que tudo alegrou
a minha vida, minha vida de horror

Inserida por gnpoesia

almas sozinhas vagam e se espraiam
nos vazios das saudades desesperadas.

O sol se agoniza ao se pôr em seu próprio ventre com raios luminosos se envermelhando.

as flores despetaladas no caixão acenando para o fim em lágrimas contidas quando a garganta estava chorando.

o sangue que corre todo ser é algo perplexo que invade o peito quando nada dá jeito e o medo assola volta e meia assobiando.

o girassol se curva à noite na fidelidade espúria da natureza, com a certeza do nascer do sol.

Inserida por gnpoesia