Poemas e Poesias

Cerca de 59824 poemas poesias Poemas e Poesias

⁠Entre o céu e a terra, tento começar,
Mas meu pensamento insiste em se espalhar.
Não sei bem o que quero expressar,
Talvez me falte a fé pra acreditar.

Mas uma força interna, que não sei explicar,
Faz meu peito esbravejar, faz palavras voar.
Sentimentos se agitam, uma leve emoção,
Por favor, meu coração, pulsa com paixão!

Nesta manhã sem sol, procuro o brilho no ar,
Mas a angústia vem me ofuscar, me fazer desencantar.
Por mais que as palavras tentem brotar,
A tristeza as veste, como o céu a chorar.

E como ontem, tudo parece sem sentido,
Eu peço a Deus, com o coração partido:
"Permite-me sair desse abismo, Senhor,
Não pulando, mas resgatando o amor,

Aquele que um dia me trouxe tanta alegria,
Delírio, talvez, mas era minha fantasia."
Eu sei que preciso continuar a andar,
Um passo de cada vez, no caminho a trilhar.

Este momento parado me afoga em solidão,
Mas Deus, me permita sonhar outra canção.
E mesmo que a voz emudeça, eu hei de seguir,
Com o céu como guia e a terra a me ouvir.

Que o sol volte a brilhar no meu caminhar,
E que, em cada passo, eu reencontre meu lugar.

⁠A liberdade não é apenas um conceito;
é um espaço que deve ser vivido,
e em Moçambique, ainda estamos a lutar por ela, nas ruas, nos bairros e nos silêncios das casas.
Mas quantos ainda terão de perder a voz
para que a justiça nos alcance? Quantos pescoços serão de ser apertados para que a Justiça nos alcance? E quantas velas serão de ser apagadas para que a justiça nos alcance?

Inserida por Bissueque

⁠Canção do amor impossível

Como não te perderia
se te amei perdidamente
se em teus lábios eu sorvia
néctar quando sorrias
se quando estavas presente
era eu que não me achava
e quando tu não estavas
eu também ficava ausente
se eras minha fantasia
elevada à poesia
se nasceste em meu poente
como não te perderia

Antonio Cicero
A cidade e os livros. Rio de Janeiro: Record, 2002.
Inserida por pensador

⁠As livrarias

Ia ao centro da cidade
e me achava em livrarias,
livros, páginas, Bagdad,
Londres, Rio, Alexandria:
Que cidade foi aquela
em que me sonhei perder
e antes disso acontecer
aconteceu-me perdê-la?

Antonio Cicero
A cidade e os livros. Rio de Janeiro: Record, 2002.
Inserida por pensador

⁠Orelha, ouvido, labirinto:
perdida em mim a voz do outro ecoa.
Minto:
perversamente sou-a.

Antonio Cicero
Guardar: poemas escolhidos. Rio de Janeiro: Record, 1996.
Inserida por pensador

⁠Em cada olhar, um universo se revela,

Teus sorrisos, como estrelas, iluminam a tela.

Teus gestos suaves, um doce encantamento,

Na dança do amor, encontro meu sentimento.
Teus lábios, um verso que eu quero decifrar,
Um poema escrito no vento a soprar.

Teu nome é canção que embala meu ser,

Nas notas da vida, só quero te ter.

Inserida por DouglasKivinny

⁠Um dia, quem sabe, eu encontro

O amor que tanto sonhei,

Aquele que vem com calma,

Que fica, que nunca errei.
Será um amor sem pressa,
Que chega quando o vento parar,

Trazendo nos olhos o brilho

De quem também quer amar.
Um dia, talvez ao acaso,

No meio de um dia comum,

Encontrarei, eu sei,
O amor que tanto sonhei.

Inserida por DouglasKivinny

⁠viva! Viva! Tente! Tente!
Mude!
Apriveite experimente!
Pense repense reflita
Reage age ame!
Desfrute

Desta maravilha
Que é todo sigilo
E perfeição a vida!

A vida! É Boa demais
Para ser desperdiçada.

Inserida por xz_sagaz

⁠Recordo teus dias e
sei que me queres feliz.
A emoção
bate à porta
― disfarço ―
não sou mais aquele menino
que não sabia sorrir.
Olho o céu
onde te imagino
(sem poesia nenhuma)
sinto a tua mão estendida.
Digo que te amo
sei que me ouves
teu carinho invisível
me sustenta no bom caminho.
― Sigo ―
me deste a vida
e mesmo ausente
segues comigo.

Inserida por MoacirLuisAraldi

⁠Dor que retorna


Ferir sem querer é lançar mão
de uma lâmina sem ver o fio,
e, no ato de se proteger,
cravamos cortes que escorrem silêncio.

Há uma tristeza que é faca cega,
um espinho oculto sob a pele.
E é só depois, ao sentir o eco
do que fizemos, que a dor se revela.

Nosso coração sabe o que é errado,
mas às vezes se debate, erra os olhos,
e atinge quem mais amamos,
num reflexo triste de autoproteção.

E então, o peso nos volta —
o corte que causamos abre-se em nós.
É a dor que revira, rasga por dentro,
e ninguém vê, mas em nós lateja.

Quis apenas me defender,
mas na pressa fui flecha cega.
E, agora, o arrependimento sussurra,
ferindo-me na ferida que deixei.

Inserida por samia_lourena

⁠⁠Ressignificar


No fundo do poço, onde a luz se esconde,
onde os dias são sombras e o silêncio responde,
há um chão que parece fim, o último passo,
mas nele, começa a força, o abraço.

Caída ali, conheço as rachaduras,
as que vêm de fora, as que vêm de dentro.
Sou tudo que quebrou, que a dor revelou,
mas sou também a que, ferida, se levantou.

Aprendo a olhar o escuro sem medo,
a ver que do fundo renasce um enredo.
O peso vira impulso, o breu vira abrigo,
e eu, que me vi perdida, torno-me amiga.

Ressignificar é dar cor ao vazio,
é fazer do cansaço um novo pavio.
É saber que as quedas são caminhos, não perdas,
e que de todo o fim nasce a esperança das veredas.

Então subo, devagar, mas inteira,
um novo olhar, sem pressa, verdadeira.
Do fundo do poço, recrio a saída,
e transformo em luz o sentido da vida.

Inserida por samia_lourena

⁠Toca aqui
Você foi mais um convidado na festa da mentira e da ganância
Na Terra onde a cédula domina a célula
E o cérebro é o celular
Agora você já não sabe o que acredita e em quem confiar
Bem-vindo ao mundo em que não se vive e não queremos mudar

Inserida por pjsales

⁠Até a primavera

Deixo o amor seguir, com sua alquimia e vertigem,
liberto os pássaros, botões do céu com asas à voar.
Renúncio ao fervor de amar sem medida,
e me perco nas linhas da ausência incontida.

Já exaltei o amor, cantei a paixão,
mas dissolvi-me em palavras, sem definição.
Agora despeço-me desse encanto profundo,
abandono o amor e o seu misterioso mundo.

Quem sabe, um dia, ao pulsar renovado,
meu coração encontre um novo chamado.
Quando o inverno ceder à estação primeira,
numa explosão de vida, cor, e primavera.

Até lá, busco-me no vasto vazio,
na imensidão de um silêncio frio.

Inserida por marcoantonio04

Sinto a sua falta,
depois não sinto.

Te amo e não te amo...
Como pode ser possível?
Coisa de momento.

Quanto mais eu penso no que você fez,
pior eu fico.

Ah, como quero ter você!
Desisto.

Não vejo arrependimento,
não vejo sacrifícios,
ninguém abre mão de nada,
ninguém dá o braço a torcer.

Muito, muito difícil...

Perdoar? Quase impossível.
Quase...

Mas outra vez eu penso,
e logo desisto.

Inserida por IsraelCarlito82

⁠Que me falte cãibras
Que me falte sossessogo
Que me falte esperança
Que me falte alimento
Que me falte a paixão
Que me falte o vil metal
Que me falte a felicidade
Que me falte o estar
Que me falte o ser
Que me falte o lugar
Que me falte o amigo
Que me falte a poesia
Que me falte a energia
Que me falte o amanhã
Mas que nunca me falte a ousadia de ter coragem.

Inserida por r_maraja

⁠Rói dentro do mundo
O queimor do sem nem o quê
Rói o ácido espalhado
No mundo interno
Do corpo extenso
Rói o rueiro
Sem medo
Corrói a fome.


*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.

Inserida por r_maraja

⁠Será que não vê mais
Os mais do tempo
Os ais dos casos?
Que não sente mais
A mão que afaga
E apedreja outro olhar?
Não mais está no caso
Pelo ódio desprezar
O ar tirado?


*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.

Inserida por r_maraja

⁠Em meio à devaneios, minha alma pôde descansar em uma praia de ventos álgidos que faziam do meu sangue, gelo.
Meus pés puderam passear pela areia quente e solitária, não havia ninguém ao meu lado.
Era um privilégio escutar a canção das ondas, era um privilégio a ausência de voz que não fosse a minha.
A boa solidão, como eu digo, é um privilégio.

Inserida por lz215

Carta de redenção

Dizem que nenhum homem pode se arrepender de seus pecados
E continuar como se não houvesse acontecido nada
Mas as coisas que ouço são diferentes
E sei que no fundo serve apenas para me lembrar
Que cada um terá seu dia, de glória ou julgamento
Percebo que os espíritos me intoxicam.
Observo-os infiltrarem-se em minha alma sem sucesso
Eles tentam dizer que é tarde demais para mim
Mas sei que todos acreditam que esse é o sinal
De que estou voltando para casa...

Eu juro que vou viver para sempre
Digam ao meu criador que ele pode esperar
Estou cavalgando em vida, para algum lugar ao sul do Céu
Talvez em busca de redenção.
É dia de julgamento lá em casa, por isso volto...

Uma vez me prometeram absolvição
Mas sei que no fundo há somente uma solução para os meus pecados.
Tenho que encarar meus fantasmas
E saber sem nenhuma ilusão
Que somente um de nós vai para casa de novo

E eu culpo este mundo
Por tornar-me um homem pecador, sendo eu um homem bom
Se o demônio fizer o que quiser
Vou acabar entrando no Céu
Por que este mundo é o culpado por me fazer um pecador
Mas juro que vou viver para sempre
Depois que voltar para casa
Por que tenho dívidas a pagar e um julgamento marcado lá em casa.

Peço ao Senhor, tenha misericórdia
E guardo uma prece nessa carta para quando mais precisar dela.

Para o Pai, Filho e o Espírito Santo
E a assino, PECADOR, Sem nome.

Quando eu encontrar meu criador
Será que ele fechará o livro dos corações que parti?
Ou será que ele irá embora e me deixará viver para sempre?

Quem ler amiúdemente essa carta assim, pode até parecer que é uma carta de redenção.
Mas na verdade é o primeiro passo para a transcendência.

Pecador, sem nome(Edgi Carvalho).

Inserida por edgi_carvalho

⁠milímetro de mágoa


foi uma dor cruel
pior que corte feito por papel
pequena, constante
e até revoltante
não era para acontecer.
e a gente vê
que o detalhe pode ser, então
imensidão.

Inserida por leromundointeiro