Poemas e Poesias
Chá da tarde
foi um achado,
achar estas letras que se tinham perdido,
achei que era a hora de escrever,
nem sei se as letras queriam que as tivesse escolhido,
fiz de conta que convidado eu tinha sido,
na verdade era um penetra desavergonhado,
me tomaram por um membro habitual,
disfarçando sentei -me ao lado,
dei um sorriso e me servi.
@machado_ac
Quisera o poeta abandonar o seu ofício
Sofrer difícil foi sentir
Transmitir lhe doeu e deu
Rompeu a aurora de sorrisos fáceis
Vulgarizaram suas faces
Transfiguraram seus dizeres
Que seres, seus seres
De infelizes compreenderes
Ofereceu-se esmola em sua arte
E parte a parte
Feneceu a honestidade da esperança
Que outrora velho moço
Hoje é o velho no poço
Silenciar é o presente que o presente traz
Aquele que é capaz de aguardar
A sinfonia certa
De certa sonoridade
Da sonora idade de sua liberdade
(sem título)
Vendo teu rosto
Me doou
Compro tua beleza
Que inspira ação
Te alugo
Rabiscando palavras
Pra roubar
só risos
Sol que me resta
Às sombras
É o desejo
Acordo pegado
Da cor do pecado
Meus Brasis
Teus cabelos
Nós, os sambas,
Teus olhares
Tua voz,
Ainda oculta
Anda tão culta
Que me corta
Me reparas
Quando arraso
Raso
Teu rosto me arrasta
Tua boca é o beco
Que sonho não ter saída
Provo na prova
O ramo do rumo da prosa
Que breve se atreve
E apruma o entrave
É trinca de ais, em cima de trinca de reis
Aprovo, apraz, a proposta
E posto, no post o que é posto
Aposto que posto o oposto, após
A pena da pena
Na bruma do imbróglio
Surgiu na multidão
Furtivo olhar, paixão
Céu negro se encheu de cor
E a lua acendeu o farol
Chama é de queimar
Brilha um pavio
Vela pra saldar
Feitio de oração
Basta a faísca de um só olhar
Queima como veneno
É o que encandeia o nosso altar
Que se revela sereno
Brilho transcendental
A duras penas
Arranco minhas penas
Asas rasas apenas
E peno o penar
Retiro o pano
Planejo pleno
É plano
Plaino
Companheira
Penso em partir
Parte à parte
Há toda parte
Aparte minha parte
Como o parto
Parte a arte
Dá a luz
Em paz o caos
Há paz
Ah a paz...
Quando ela fala
Meu corpo se balança
Até o ouvido dança
Arrepia por inteiro
Pois o tempero
Causador do piripaque
Desse seu belo sotaque
É o bão jeitin mineiro
“Se um dia eu pudesse escolher como morrer
Esperaria que fosse
Sacrificando-me pelo que amo.
Por quem amo.
Pelas divisões da minha alma
Pelos pedaços do meu coração.”
Como pode olhar-me e continuar viva? Toda vez que a olho morro um pouco.
Morro de amor
Morro de vontade de tirar um pedaço dela tanto quanto ela me tira.
Sou abismo, sou humano, sou errado.
Tenho tendência a ser muitas coisas
nenhuma delas agrada-me.
Só sei ser eu quando sou sofrido
quando estou machucado.
Só sei ser eu, quando deito e choro.
Só me encontro na decadência do meu eu humano.
Manhãs de Verão, em que o homem e a mulher acordam todos as manhãs e vivem a vida as vidas deles poeticamente, são pessoas puras e belas que adoram ver o nascer do sol.
O mundo já foi dos poetas e filósofos.
desfrutar de um café à beira mar/rio e no campo e sentirem a pureza da natureza, que até os pássaros e patos caminham e andam à sua volta a cantarem porque têm o prazer de estar ao lado de pessoas puras e únicas, homens e mulheres simples com vida simples são pessoas que amam o por do sol e as estrelas e ficam a beber vinho e a fazer amor à beira rio/mar e vivem a vida com paixão ardente e são insaciáveis na vida com amor e aventura.
Parte que falta
Há uma parte que falta em mim
Espero que um dia a encontre, Porque está em um lugar distante.
Mas com o que eu tenho, já é importante
Se eu fosse encontrar iria demorar, mas vale a pena tentar?
Lamento na presença do luar.
Por intermédio da ansiedade
meus, uivos poéticos ao sereno
Na companhia do Anseio carnívoro De um lobo sedento e lascivo Observando-o com avidez!
Ao Frenesi exalado por tua epiderme.
O som orquestrado por violinos fúnebres.
Colocará um encerramento ao vosso sofrimento.
Tudo se renova ao passar das manhãs
e ha esperança de acordo, como queiras
Ao rever o hoje e se atrever e desafiar
a poesia não sabe a quem toca
nem espera sentimento, passa leve e sutil
Penetra como a água que é
repleta de vida, toca na alma
Sem explicar, afinal não ha ninguém
e alheia, anonima, vibra na pele em arrepios
E com tanto desafiá, pode te lembrar o delicado caminho
encontrar o teu mesmo pensar
Que guardas com bastante desatento
errante e imprevisível nada o define
mais simples é se dar e viver.
2022
Muitas pessoas se foram.
Algumas já estão adiantadas
Em decomposição.
Outras se foram para outros
Lugares e abraços
Buscando nova composição.
Jovem, como uma flor,
ela disse palavras lindas,
fez coisas maravilhosas,
escolheu coisas erradas,
imperfeitamente perfeita,
ela queria chorar,
ela queria amar,
e com as lágrimas que lhe caiam dos olhos,
ela era linda,
poeticamente linda,
brilhante e misteriosa como as noites,
era a velocidade do meu coração
na presença dela,
como podia amar algo tão selvagem e delicado
com as minhas mãos e coração no fogo por ela,
congelei numa destas noites,
sem o calor desta peculiar flor.
“Talvez seria um encaixe perfeito ”
Evitei esses seus olhos castanhos lindos. Eu sabia que se olhasse novamente Ficaria ainda mais fascinado pelo brilho deles, mas eu não consigo evitar seu sorriso, é esse sorriso bobo no canto da boca que chega ser irritante de tão perfeito. Sorriso que me faz arder o peito, pra vc ver passo por isso todo dia que te vejo.
Sua boca se encaixa perfeitamente no meu beijo.
❤️🍃
