Poemas e Poesias
Eu sou o amor e também sou o ódio
Eu sou a concentração de alguém e a desconcentração , meus pensamentos impulsivos aparecem como um turbilhão, eu sou a culpada eu sou a anciedade mas também a que acalma.
Sim , sou culpada ! Sim , estou cansada , sim sumir seria o melhor pra mim, eu tenho a culpa eu sou a condenada , Deus sabe dos meus pensamentos , mas o ser humano não
Me condenam como se eu fosse o próprio diabo , e os erros deles são os mais "apropriado " .
AS PALAVRAS OCULTAS
Quando passávamos por aquele cortejo
Senti palavras dívididas feito queijo
Eram sentimentos de despojo
As mangas estavam bem arregaçadas
Nas praças desgraçadas
Seus vidraços reflectiam tamboradas
Os ninhos eram estilhaçados
Os discalçados tremiam num só clima
As palavras ocultas eram navalhas multiusos, sandálias inocentes foram vítimas implacáveis.
Nesta incredulidade do meu espírito,
O fim vem adiantado, usurpando o começo, na verdade tudo me é inquieto,
Até na lentidão do camaleão vejo manipulação, tudo me é inquieto, porque a verdade foi desnutrida, e a mentira festeja com os melhores vinhos, até invoca "Dionísio", exibindo suas taças, doando sua cabaça numa hora intermédia aos 0x1.
AMIZADE NÃO RELATIVIZADA
Decidimos juntos está verdade
Porque firmamo-nos na cumplicidade
pactuamos uma amizade não derradeira
lutamos proximidades sem fronteira
Você ficava onde sempre estava
Despertavas meu humor adormecido
Perante seu sorriso rasgado
Não tinha como não estar confortado
Na verdade sempre lá estava
Vejo intelecto como seu baluarte
Não vejo desvinculação nos seus feitos
Sim!!! Nao vejo desvinculação
Seus passos convergem com seu coração
No rítmo da nossa música sempre dançaste indiscriminidamente
Vejo-te uma fortaleza confidente.
Num tempo e mum espaço
Lavramos e cultivamos
Pulverizamos e colhemos
Em sincrónia o Adonai dá-nos frutos, e segrega os joios.
FICO POR AQUI
Dentre tantos crépusculos vespertinos,
O de hoje foi o escolhido,
Escolhido com lágrimas, lágrimas provindas do seu próprio fontenário
Achei oportuno negritar nossa amizade, sublinhar o nosso passado com os marcos interessantes!!!, rabisquei outros marcos a tinta preta. Sim!!! A tinta preta, preta, porque chegou o fim duma bela aventura, foi mesmo oportuno ter-te deixado a beira, não é porque nunca tive paixão da mesma, ao contrário amei-a tão forte, ao ponto de muitos me tratarem por insensato e santo por tantos, portanto chegou, chegou o dia em que o branco tornou-se vermelho coberto dum manto preto. Foi assim que pude rever a nossa querida amizade, que por mim mereceria uma sepultura digna, afinal de conta foram tantos anos de enlance, aliança, cumplicidade, epha!!!, foi muita coisa reinada de ambivalências, equivalências, surtos e paradoxos, mas tudo isso foi necessário ter ocorrido. Nossa amizade já estava disprovida de força vital, decaia cada dia que passava, lentamente partia, pois chegou o dia em que a própria fraqueza ficou mais enfraquecida, e a hipocrisia dispiu-se da verdade, na verdade, foi pela verdade que chegamos a este termo. Bastante lamuriante, mas preferivel, assim atingimos o climax da nossa amizade que deu muitos frutos, porém devorados por depravados.
VISÃO ÚTOPICA SOBRE TI
Num olhar penetrante aos teus, julguei seu olhar como aparente visão sobre mim, condenei-te na primicia do seu comportamento para comigo, deduzi os teus passos pensando que era tudo perfomance do teu bem estar para com tantos partícipes da visivel natureza cujo panaroma é-me maculado, segui um desejo que preciptava-me ver-te discriminadamente diante das circunatâncias maculadas que vivi. Sorri-te porque decidi buscar inodor. Imune do pecado era tão utópico em mim para consigo, desejo um renascimento de ti para mim.
PARTIDA
Parte-se sem estilos de despedidas, pois o amor está decorado de negritude, luta-se pelo luto, ama-se até o elogio mais funebre, é a partida sem retorno, vai-se na certeza de nunca mais contemplar a luz do dia nem da noite, chega-se as boa vindas da escuridão do fim, dolores perpetua da existencia, e a certeza dum adeus maior, nem o nada fica, também ele parte na chamada nostalgia conformada duma terra árida sequiosa sem água. De repente um silêncio se perpetua, um grito é encubado com atitude medonha de ser contemplado de impotente neste dissabor, tudo é encubado, até o nome é aniquilado nos sarcofagos sonoros, outrora desejado nos sonhos, posteriormente passar-se-a uma lista de ausência da ex-existência. é o fim duma realidade finita, um adeus maior.
ASSIM É A VIDA, COMO UM CREPÚSCULO...
A vida começa como uma clareza matutina e termina como uma clareza vespertina. Este ciclo, porém, é intermediado por uma clareza tensa, isto é, vida abundante, luminosidade foguenta, em que só se corrompe com uma lei natural: "MORTE". Analogamente falando, cada um é como um crepúsculo.
Recordação
Eu quero recordar,
Recordar aquele lugar
Tao seco e doirado
Tao belo e requintado
Como uma joia qualquer,
No peito de uma mulher.
As planícies de perder de vista
Tao cheias de vida e de alpista
Onde bandos de aves ainda voam
E nelas, azinheiras se amontoam.
Naquela terra esquecida
E de pessoas, desprovida
Separada do centro, pelo rio Tejo
Ai, que saudades, do meu Alentejo!
PARA AMAR COM COR
Pensei que amar era apenas sonhar,
Ansiei pela resposta obter.
Regressei em mim para me encontrar,
Andei à procura de me reconhecer...
Alguém tirano me veio agarrar,
Monstro frio só me fez entristecer!
Agora que, enfim, me pude libertar,
Rio com verdadeiro prazer!
Contudo, vou continuar o caminho,
Olhando para a imensidão...
Meramente espero alcançar carinho.
Concentro-me sozinho,
Orando para o amor chegar à multidão...
Rosa minha, perfumada e sem espinho...
Mulher,
És como flor que perfuma onde passa,
Como sol que ilumina os caminhos.
És como as aguas que modifica o seu redor,
Como o vento que indica a direção.
A mistura de fragilidade e força, com o dom de dar a vida e também de doa-la por quem se ama, dona de si e do seu mundo.
Dom de Deus, abençoada desde o seu nascimento, com sabedoria, graça, beleza e muito mais, que por vezes nos falta, mas que transborda quando temos a sorte encontrá-la.
Esperança e luz, mesmo nos dias nublados nos mostra através do seu sorriso que o sol não brilha somente no céu mas também no seu olhar.
Você me faz falta
Assim como
Não faria sentido
Não existir uma
Gota d’água
Num nimbo de veraneio
Você me faz
Falta,
Em cada sorte
Perdida,
Em cada verso
Desta fala,
Você me faz
Falta,
Pois que teu
Sorriso me
Estremece,
E meu corpo se
Declara,
Sou o corpo que
Fenece
Sentindo a sede
De sua alma.
Você me faz
Falta,
Num nimbo de
Veraneio,
Em cada sorte
Perdida,
Você me faz
Falta
E meu corpo se
Declara
Sentindo a sede
De sua alma...
E de tanto sentir
Estes versos se
Misturam,
Não me sinto
Mais perdida,
Pois me sinto
Verdadeiramente
Amada.
O amor quando é inesquecível
ele acorda sempre mais forte,
valorizando cada segundo
construindo sonhos a cada minuto e
pensamentos a toda hora,
quantas vezes lhe seja preciso.
ALVORADA
A alvorada lembra um linho sem mancha,
aparando a orvalhada.
Há musselinas, contas claras de miçanga
entre as folhas frescas do pomar.
Na meia-luz trêmula, qualquer cousa espera.
O jardim ajoelhou, num misticismo doce.
Incensórios de corolas, folhas que fossem
lábios de seiva, murmurando em prece..
No linho puro, sob o altar da alvorada,
é a missa eterna.
Passarinhos, campainhas vivas...
Toda a alvorada religiosa
adora a luz na lenta elevação do sol.
(Coração verde, 1926.)
Não sei expressar ainda quão tamanha foi a minha tristeza
Quando descobri que ainda era quarta-feira
A felicidade real sim, eu sei, não consiste nos dias
Em esperar até que a sexta-feira chegue
Ela reside no cotidiano
Quem tem a proeza de viver está descoberta
De acessar a alegria e a liberdade
Na riqueza dos dias, das horas, dos minutos, dos segundos e dos momentos
No aqui e agora
Finalmente encontra o fim do arco-íris
E descobre principalmente que não precisava ter chegado no fim para alcançá-la
Só foi preciso colorir os dias cinzas-nublado
Isso só foi possível com o coração puro cheio de amor, a alma viva e eterna de criança, e a mente firme, porém humilde, com os pés no chão.
Galopa o cavalo, com as crinas ao vento.
Vem a briza, a paz, a vida. A paisagem correndo diante de seus olhos sinceros, cria-se a esperança em seu coração acelerado.
Vem alma de cavalo para dentro de meu ser, para eu entender a sua magnitude de ser.
Deixe me ser seu cavaleiro, confie em mim, e eu confiarei em você.
Galoparei contigo, amigo, até onde o sol nascer.
Doma-te, doma-me, mas nosso amor se torna indomável, e ao seu relinchar me sinto confortável em acreditar que em seu coração é meu lugar.
Uma lava a outra
Falam da reputação
da direita, tão honesta...
Mas, virando situação,
a esquerda faz a festa!
E, assim, de mão em mão,
mostram que a corrupção
no Brasil é ambidestra!
Fome e sede
... e disseram: — foi bem feito!
Quem mandou roubar sua horta?!
Nunca mais esse sujeito
bate aqui na sua porta.
Uma dor me ardeu no peito:
— E do homem, que foi feito?
— Eu não sei, mas... Quem se importa?!
Da escrita somos vozes,
Da fala somos magia,
Dos olhos somos o brilho,
E do sonho a alegria.
Das trevas somos as luzes,
Da noite somos o dia.
E com a graça de Deus,
Da vida, somos poesia.
E ca estamos
Um final de uma pandemia, que abalou não só um país como um mundo inteiro.
A beira de um retorno à normalidade. Uma guerra avistada.
E a todos aqueles que ousarem infiltrar-se para chegar ao fim da guerra, receberá algo em vezes pior.
Não é só um país, é um mundo todo. O mundo não suporta mais tantas perdas, ou se quer um povo aos prantos de uma dor que sabe se la só, quando vai curar.
Feridas que ficaram sempre marcadas, sem a ideia da dor que aquilo um dia a de causar ao lembrar…
E ca estamos nós, não sabemos se oramos, choramos ou se continuamos. E assim eu adoraria dar um Adeus. Um último Adeus a todos que mesmo em complicados momentos ali estavam. As vezes certas perdas não vem ao a caso. As vezes as perdas servem de consolo, para que valorizamos cada dia mais, um dia após o outro, e que viver todos os dias como se fosse último, fosse uma excelente solução….
Para esta minúscula aventura, escolhi Andrés Segovia como pano ou pane de fundo.
Um piano ao cair da tarde, era um programa antigo de rádio.
Procurei uma lapiseira, questão de gosto, compõe o modus operandi do tagarela que não vos fala, mas agora escreve.
A cena é de certa forma bizarra, no mínimo pitoresca
Numa avenida, uma mulher, feliz pelo semblante, humilde pela vestimenta, passa... empurrando um carrinho de supermercado, dentro dele um cachorro, naturalmente pouco a vontade e sem nenhuma ação em comum com quem o carreia mundo afora.
Parou no canteiro entre as duas vias e conversava animada e afetuosamente com um conhecido ou amigo dela sobre o que não imagino, não consegui prestar atenção.
Isso durou alguns minutos, uma dezena de copos de cerveja e uma coleção de interjeições verbalizadas.
A impressão que eu tinha é que ela literalmente não se conectava com o mundo que eu via, era o mundo dela que valia a pena e talvez nem existisse outro...
Sim, foi um alívio ver que não foi xingada nem atropelada, ela continuava feliz...
Me dei por satisfeito.
Sorri como outros tantos que ali estavam.
Não sabia exatamente se podia definir aquela demonstração de afeto e puro “non sense”, acho que continuo sem poder, continuo sorrindo.
Não a vi mais, nem o cachorro...
Preciso fazer umas compras no supermercado.
