Poemas e Poesias
O mundo chora,
A vida chora, tudo lacrimeja!
Mais ...
O céu hoje está em festa!
Muitos ...
Estão chegando para a vida eterna!
A gente
Lastima as perdas, chora a morte, cansa de pensar...
Chocamos,
Perplexos ficamos, olhos perdidos,
Chão sem chão.
A ficha nunca cai...
Mais a gente tenta ser forte, seguir...
E viver os dias sem o sorriso, o carinho, e a presença
D'àqueles que trilharam conosco
Cada passo, cada vitória e derrotas também!
Porém: DEUS se aproxima, fortificá-nos, edificá-nos
E nos dá consolo, paz e calmaria!
Renovando nossa Fé, nosso amor e nosso motivo
De viver...
E graças à ELe somos vencedores...
Agradeçamos essa bênção, essa ressurreição que ELe nos
Trás sempre!
Quando pensávamos que nada mais
Valeria a pena!
A vida passa depressa!
Mais ainda dá tempo viver... Amar...
E sobretudo compartilhar pequenos momentos
Com pessoas que moram em nossos corações.
Ás vezes tenho medo!
Medo de nunca mais sentir...
Por isso: busco cada dia mais...
A sensibilidade de amar...
Amar em demasia!
Quando a vida
Nos dá limões, a gente espreme, adoça e degusta
Lentamente o fresco de viver...
Dias ruins pensando nos bons que virão em breve!
Deus é tão maravilhoso!
Que nos dá presentes com laços de fitas.
Sem menos esperarmos.
E quando abrimos o mesmo sorrisos soltos se vão pelos ares....
Numa euforia sem fim...
Galpão Fronteira.
Velho galpão de madeira
Aonde canta o Bem-te-vi
Rude construção campeira
Na margem do Rio Vacacaí.
Foste meu primeiro abrigo
No aconchego com meus amigos.
Rodeado pelo Arvoredo
A beira dos areais
Estou sob seu teto
E não esquecerei jamais.
Nas sombras dos Angicais
Saudades guardo de ti
Lembranças de outrora
Dos tempos de guri.
Grande galpão fincado
Já com portas e janelas
Ainda ouço o burilar
Do vento na batida das tramelas.
Chuva caindo do alto
Vento minuano ou geada
De longe vejo teu vulto
Assentado na beira da estrada.
Que Nossa Senhora permita
E que nosso Deus queira
Que sempre posso estar junto à ti
Grande Galpão Fronteira!
VELHICE
Aos poucos a velhinha foi sendo jogada par um canto do mundo
e foi se apequenando cada vez mais
humilde
para caber nele
e não incomodar a ninguém
com o que resta da sua presença.
TARUMÃ
Não me sangrem
por favor
as sangas
da minha infância.
Deixem que sigam
seu rumo
vadio e vário
de rio avulso.
Que ora esparrama
por sobre as pedras
espuma branca
e ora em derramas
de sede ardente
ao sol se entrega.
Vai sanga avulsa
vai rio menino
ao teu destino.
ADEUS ANO VELHO
Adeus ano velho, expirou a validade
Voam esperanças em papel picado
Brinda presságio de boa verdade
O amor flutua querendo ser amado
Busca van da chave do tempo, vaidade
Lembranças empacotadas no passado
O hoje já é ontem, numa total rapidez
A vida na estupidez buscando culpado
De novo, e novo, o novo, assim outra vez...
Luciano Spagnol
Dezembro, 2016
00'01"
Cerrado goiano
Felicidade é ser, não apenas estar.
Independentemente de ter, é.
Felicidade não se subtrai,
é adição quando inteiros se encontram.
Felicidade é um mistério, ao se dividir
multiplica, sobeja.
Felicidade não deixa de ser
quando passa de plural pra singular.
Eu sou. Tu és. Nós somos.
E, por esse motivo “seremos”.
Felicidade é estar... sem deixar de ser!
Perispírito
Presbito da arte das palavras
Incorporado pelo teu amor
Do tempo que hoje prescindo
Habitas no meu perispírito
abnegado da tua presença
Abismal dor em mim descambou
propagada pela tua ausencia
presciente da tua existencia
esperarei incorrendo em demencia
na deletéria esperança de te ter
de preciosa que és minha flor.
Gratificante és na tua essência
Sinto-me ungido em complacencia
Na marcha ascencional desta paixão
purgando-me as impurezas da alma
Das causas perniciosas do passado
subvertido por falsas virtudes
profundamente exilado na calma
encarnando teu perdão fraterno
reconsolidado pelo teu amor
latente pela eternidade.
Resplandece o principe poeta
Magnanimo por entre as chamas
perdido nas asas da paixão
lutando por sua cinderela
entre as belas a mais bela
Como um guerreiro sagrado
rumando contra o passado
No cavalo alado do amor
desaimando sua espada
dissertando sua amada
firmando a sua verdade
rompantemente cantando
vibrantemente entoando
perene em sua vontade
poemas do seu coração.
Bela que tu és em teus encantos
ao som da tua voz dançam os anjos
é como uma melodia sem sentido
é como um soneto ao meu ouvido
e agora deixaste-me a pensar...
será que contigo irei ficar?
é mesmo a história da minha vida
leva-me contigo minha querida...
deste coração nasce o sentimento
e fico contigo no pensamento...
Poeta do reino dos sonhos
Que hoje vive incongruente
Pulsando um coração fulgente
Nas apocalipticas fronteiras
Acompanhado pelas guerreiras
Da orgulhosa temeridade
Combatendo eternamente
os fantasmas do passado
perdidamente apaixonado
levando espadas de amor
rompantes de tanto calor
luta nos mares da paixão
a catastrófica solidão
la vai o poeta guerreiro
grão sucessor e herdeiro
da odalisca perdida
que um dia lhe será querida.
No final do arco-iris
nascem dálias de luz
com pétalas delicadas
e folhinhas perfumadas
d'um aroma que se seduz
No final do arco-iris
nasce o sol devagarinho
crescem flores amarelas
como lindas cinderelas
contempladas com carinho.
Estas palavras de sonho
foram escritas para ti
saidas do meu coração
bem bonitas que elas são
os poemas de um verão
foram cartas que escrevi.
Solta o tempo um beijo sagrado
no pensamento de estar a teu lado
campos de lirios por entre delirios
flores ao vento e amores perdidos
ficam os prados com trevos deitados
e as estrelas brilhantes e belas.
