Poemas e Poesias
Ela
Queria a lua
Mais Ele
Só tinha flores para oferece-la!
Enfim...
Ela aceitou
E beijou Ele sob o luar.
Beijos doces
Roubados na sacada do coração.
Olhos enamorados sob o luar
Corpos flutuando...
Dançando aos brilhos das estrelas.
Borboletas no estomago
Sorrisos de amor nos lábios apaixonados.
Noite de encanto e magia.
Perfume de conquista pelos ares embriagando
Duas almas
Que se querem
Se conquistam
Se completam.
Uma na outra.
"Joguei o teu nome
Para o céu e ele devolveu-me: em uma pétala de flor
Aromatizou meu coração e eternizou o teu amor
Em minh'alma saudosa."
Súplica do Natal
Na noite santificada,
Em maravilhas de luz,
Sobem preces, cantam vozes
Lembrando-Te, meu Jesus!
Entre as doces alegrias
De Teu Natal, meu Senhor,
Volve ao mundo escuro e triste
Os olhos cheios de amor.
Repara conosco a Terra,
Angustiada e ferida,
E perdoa, Mestre Amado,
Os erros de nossa vida.
Onde puseste a alegria
Da paz, da misericórdia,
Desabam tormentas rudes
De iniquidade e discórdia.
No lugar, onde plantaste
As árvores da união,
Vivem monstros implacáveis
De dor e separação.
Ao longo de Teus caminhos
Sublimes e abençoados,
Surgem trevas pavorosas
De abismos escancarados.
Ao invés de Teus ensinos
De caridade e perdão,
Predominam sobre os homens
A sombra, o crime, a opressão.
Perdoa, Mestre, aos que vivem
Erguendo-Te a nova cruz!
Dá-nos, ainda, a bonança
De Tua divina luz.
Desculpa mundo infeliz
Distante das leis do bem,
Releva as destruições
Da humana Jerusalém...
Se a inteligência dos homens
Claudicou a recaiu,
A Tua paz não mudou
E ao Teu amor não dormiu.
Por isso, ó Pastor Divino,
Nos júbilos do Natal,
Saudamos a Tua estrela
De vida excelsa e imortal.
Que o mundo Te guarde a lei
Pela fé que nos conduz
Das sombras de nossa vida
Ao reino de Tua luz!...
Natal é o maior dos dons,
Nas celestes alegrias,
Que nos ensina a ser bons
Com Jesus todos os dias.
Natal! Barcarola em prece...
Revelação!... Maravilha!...
Na Manjedoura que brilha
Ganha a paz vida e louvor...
É a glória de Deus que desce
Envolvente, bela e pura...
E a Terra põe-se à procura
Do Reino de Luz e amor.
Sou alma do cerrado, pé no chão, do triângulo, do chapadão... Pão de queijo com café, fogão de lenha, das vilas ricas, arraiais, sou filho de Araguari, das Gerais...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Coração caipira
No meu coração caipira de estuque
Olho a vida e abraço com a tradição
Conto causos, estórias com emoção
Pois sou o cheiro caipira deste chão
Assim vou, assim sou, sou mineirão
Caboclo apreciador de moda de viola
Que não vive sua alma presa em gaiola
Se esbalda no cerrado e na fazendola
Troca o sapato pela botina meia sola
Coração caipira, gabola, sem truque...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Encontro Divino
Na bênção do Natal,
quando o aprendiz desditoso
contemplou toda a luz
que o Mestre lhe trazia
a Terra transformou-se
aos seus olhos em pranto.
Renovado a feliz
reconheceu que a lama
era adubo sublime;
Notou em cada espinho
uma vara de flores
e descobriu que a dor,
em toda parte, é dádiva celeste.
Assombrado,
viu-se, enfim, tal qual era,
um filho de Deus-Pai
ligado em si à Humanidade inteira.
Descortinou mil sendas para o bem
no chão duro que lhe queimava os pés.
Encontrou primaveras
sobre o frio hibernal
e antegozou colheitas multiformes
na sementeira frágil e enfermiça.
Deslumbrado,
sentiu, nas flores, estrelas mudas,
nas fontes, bênçãos do céu exilados no solo,
e nas vozes humildes da natureza
o cântico da vida
a Bondade Imortal.
Abrira-se-lhe n'alma o Grande Entendimento...
Não conseguiu articular palavra
à frente do mistério.
Somente o pranto
de alegria profunda
orvalhou-lhe o semblante em êxtase divino.
E, desde então,
passou a servir sem cessar,
dentro de indevassável silêncio,
qual se o Mestre e ele se bastassem um ao outro,
morando juntos para sempre,
à maneira de duas almas
vivendo num só corpo
ou de dois astros
a brilharem unidos,
em pulsações de luz,
no Coração o Amor.
Cada vez que o Natal volta de novo
A contar e fulgir,
Cristo retorna ao coração do povo,
aclarando o porvir.
Natal!... O mundo é todo um lar festivo!...
Claros guisos no ar vibram em bando...
E Jesus continua procurando
A humildade manjedoura do amor vivo.
Natal! Eis a Divina Redenção!...
Regozija-te e canta renovação,
Mas não negues ao Mestre desprezado
A estalagem do próprio coração.
Zarpar
O cerrado é seco, chove pouco
Vou zarpar pro mar
Sem chuva a gente fica louco
As nuvens de lá tem pingos a gotejar
Levarei somente uma camisa
Deixo aqui meu erário, o poetar
Lá vou viver de brisa
Pois aqui brisa não há
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Espelhado osrev\verso
Verso no osrever
do
odahleps(e)spelhado...
vai no osrevni da mão
inacabada inspiração...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
O meu melhor presente
É ter DEUS em minha vida sempre!
Ter conquistado muitos amigos
E possuir uma Família que enche-me de alegria.
Só tenho à agradecer....
Pois mesmo tendo
Perdas consideráveis em meu viver...
Deus sempre estar ao meu lado
Erguendo-me lindamente.
Sem ELE
Nem sei o que seria de mim!!!
Então esse ano
Só quero dizer: Gratidão Jesus por tudo!
TE AMO
Seja sempre
Bem vindo ao meu lar
Na minha vida e sobretudo em meu coração.
FELIZ NATAL JESUS
TODA HONRA E TODA GLÓRIA SEMPRE A TI SOMENTE.
Tenho
Uma profunda compaixão
Por pessoas que não crescem...
Não fortificam-se e nem florescem
E do canto frio não se aquecem!
Apesar
De dos todos percalços da vida
Ainda tenho fibra para continuar... Vivendo!
Feliz em tempo profundo, no raso de cada um.
Sinto saudades
Que falam em silêncio e gritam em palavras as dores
Que rasgam-se
No tempo da tristeza que veio visitar-me
Trazendo lembranças de quem amo e amei...
Quando estava presente em meus dias.
Se eu fosse metade tua
Juro que dela eu amaria cada vez mais...
E daria a outra metade minha
Para nos tornamos uma só nesse sentimento
Que nos consomem de saudades.
Quando
Meus olhos te observam
Eles se perdem em encantos e beijam silenciosamente
A tu'alma que toca na minha suavemente
Dizendo-me
Em silêncio o quanto me amas...
E eu, lentamente fecho meus olhos
Deleitando-me em tuas carícias sutis que me fazem
Flutuar de amor...
Entre olhares e silêncios
De nossas almas enamoradas.
O recalque
É o veneno das bocas levianas.
E a cada dose uma morte
De sua própria alma que está cheia
De inveja, ódio, e desamor amargoso.
