Poemas e Poesias

Cerca de 59682 poemas poesias Poemas e Poesias

Sogra e Caprichos

A arte faz parte
do meu dia a dia
Ora faço tricô
Ora teço poesia

Bastidor
Na mão
Agulha
Linha

Inspiração
Criatividade
Esforço
Dedicação

Tecendo
Bordando
Nos bastidores
Da vida

Em cada ponto que eu conto
Há um conto e amor
E de ponto em canto
Eu faço o meu ponto tricô

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⁠Ítacas

Odisseia

Homero

Seu
Poema épico

Odisseu

Heroi arquétipo

Jornada

Um lugar

Algo
A recuperar

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⁠Processos e Minutas


Como passou depressa o tempo
Como mudou a poesia
Uma gota de chuva
A mais,e o ventre grávido
Estremeceu a terra.

Depois foi só. O amor era mais nada
Sentiu-se pobre e triste como Jó
Um cão, sarnento e de rua
Mas não de todas as ruas

Veio lamber-lhe a mão
Espantado, parou.
Depois foi só

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Sincronia

O eu
Lírico
O eu
Do poema

O eu
Que
Não sou
Eu

Intrigante
Instigante

O eu
Do tempo

Singular

Lírico
Eu

O eu
Do poema

Que
Não sou
Eu

Eu
Que não sei
O que sou

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VERSOS DE OBITUÁRIO

Nos versos de um poema
Que não nasceu
Um obituário se faz
Pra morrer outras vezes

Se viver a morte
Num verso controverso
Num pensar disperso
Nos versos feito a corte

Já morri muitas vezes
Parece até controverso
Que não sei dizer
Foi a morte o derradeiro verso
Foi a morte o primeiro verso...

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PRECE POÉTICA (B.A.S)

A poesia é uma prece
Que o poeta eleva ao Criador
No altar da inspiração
Elevo versos e rimas...

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A TRAMA DA POESIA (Bartolomeu Assis Souza)

O filósofo Artur Schopenhaeur, que viveu entre 1788 a 1860, disse: "O poeta é um ser universal. Tudo o que agitou o coração do homem, tudo o que a natureza humana, em todas as circunstâncias, pôde experimentar e reproduzir, tudo o que reside e fermenta no ser mortal, é esse o seu domínio que se estende a toda a natureza."
Assim, toda a poesia é composta da análise do espírito crítico e das observações acuradas daquele que a produz. Todo esse processo é uma manifestação superior do espírito humano, que, por sua vez, se revela de forma peculiar em cada pessoa.

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A TRAMA DA POESIA II (Bartolomeu Assis Souza)

O poeta é um aventureiro, um bandeirante que caça esmeraldas do pensamento, lapidando-as à luz da dialética, da ciência e, principalmente, à luz de sua sensibilidade e de seu olhar profundo. É através dessa sensibilidade que ele pode tratar de elementos universais, como a dor, a paixão, a miséria, a esperança e muito mais...

Jornal Lavoura e Comércio, Uberaba, sábado, 09/06/2001
caderno Especial A-07
B.A.S, é professor, atendente de farmácia e agente funerário

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A TRAMA DA POESIA III (B.A.S)

Alinhavando palavras, o poeta costura versos que entrelaçam temas universais, tornando a trama costurada uma manifestação de vida. Trabalhar com as palavras, transformando-as num encadeamento de versos, é a maneira que o poeta expressa o seu ponto de vista, ou a vista do ponto.
enfim, toda poesia e todo´poema são convites, trilhas à percorrer. Nesse caminho, todos são convidados a descortinar o belo em suas vidas.

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A POESIA E A SOLIDÃO (B.A.S)

A poesia e a solidão sempre tiveram uma certa afinidade. O momento solitário sempre foi rico para o poeta, o filósofo e o místico.

Schopenhauer costumava dizer que a semana tem seis dias de sofrimento e um dia de tédio. As pessoas se escravizam demais no trabalho e terminam aprisionadas no tédio no último dia.

A nossa sociedade moderna perdeu a unidade, a mística, o olhar mais belo. Nos aprisionamos no capitalismo, liberalismo e outros "ismos". Com isso nos afastamos do utópico para reverenciar o "status quo". Como dizia o filósofo alemão Heidegger, nossa época é caracterizada pelo esquecimento do "ser". Nossas aspirações modernas são o "ter". Possuir cada vez mais e mais. Com isso um vazio existencial se instala em nós, destruindo-nos lentamente.

Precisamos acordar rápido para reavivar o Belo em nós. O homem moderno perdeu a capacidade criativa, gerada de si mesmo, perdeu sua identidade, sua singularidade, e mais, perdeu sua liberdade.

Valorizar a cultura, as artes, a criação espontânea, a religiosidade, a poesia são caminhos viáveis e alegres.

Enfim, as grandes mudanças ocorrem no silêncio, no vazio, na simplicidade. É preciso aquietar-se, mesmo que por um breve instante, e ouvir os versos que a vida nos dia. Dizia Rollo May: "Toda história do homem é um esforço para destruir a própria solidão".

(Bartolomeu Assis Souza, Jornal Lavoura e Comércio, Uberaba, 28/07/2001, Caderno Especial A-07)

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POEMA DE MANHÃ (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)

A frágil madrugada de luz da manhã
Vacilante... Trêmula... Contraditória...
Tudo re-nasce...
Tudo nasce...
Traz consigo o destino da semente
Vencendo o medo e a morte
O que nos coube viver
Vamos viver o dia-a-dia
Sem a noção do tempo
Dia e noite...
Vida e morte...
Luta e esperança...

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CORAÇÃO DE POETA (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)

Poesia brota do coração
Fábrica infinita de sonhos
Poesia vem do coração
A arte só produz versos...

Por onde vai o coração
Do poeta sonhador
Chama acesa-perene-de-inspiração
Coração-doação-canção

Na arte do peota somente devaneios
Na arte-sorte do poeta
Forças ocultas do existir
Uma justa medida de poesia...

ISBN: 978-854160-632-5

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POEMA DE PURIFICAÇÃO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)

Sou romeiro nessa estrada
Com os meus irmãos subo a ladeira
Cheia de pedras, cheia de espinhos
Caminho que leva a Deus

A cada passo as culpas ficam no caminho
Os sinos tocam: dim-dlom, dim-dlom
Clamam os romeiros, os carentes
Vindo lavar os vossos pecados

Trazemos flores, prendas e rezas
Já vem chegando à procissão com súplicas
Um cristão empunha o estandarte
Os homens, as mulheres cantam, fazem louvores

Faz tanto calor, é uma loucura, frenesi...
Os santos e beatas choram sangue
É dia de festa, velas e pedidos
Pessoas, imagens, fenômenos, delírios

Meu Bom e Santo Jesus que tudo podeis
Humildemente te peço uma graça
Sarai-me, curai-me totalmente
O corpo, a mente, o coração e a alma

Quero purificar-me por inteiro
Dai-me coragem para seguir em frente
Depois de tantos combates, jaculatórias
Quero fazer uma contrição, uma lamentação...

Aceita "este singelo"" poema de purificação"
Os romeiros pedem com olhos e corações
Pedem com a boca, e com suas vidas
Jesus cansado de tantos pedidos da humanidade

Quero a alma pura, benta, branca, alva
Bem lavada, enxaguada, alvejada...
DESSA VIDA NÃO SE LEVA NADA
Aceita este "poema de purificação"

Amém!

ISBN: 978-85-7893-909-0

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ENCADEAR (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)

Poemas são como convites...
Por eles você passa a percorrer as trilhas
Do pensamento e um novo pensar
Descortina-se em seu viver...

Encadear versos e expressar "um ponto de vista"
Ou, se preferirem "a vista do ponto"
Desta forma, costuro, costuro, costuro...
Costuro palavras formando caminhos, trilhas.
No abscôndito das percepções...
Vou revelando o uni-verso...
Que se faz de VERSOS...

Inserida por bmdfbas

VERSAR
(Bartolomeu Assis Souza)

O verso!
Livre versar
Não é só versar
É tornar-se poema.

Inserida por bmdfbas

⁠SONHE PARA QUE O POEMA ACONTEÇA...

Esse ser estranho, estranhíssimo...
Senhor de um breve Nada filosófico: o homem
Executor de uma equação sinistra
Qual será seu destino?...
O homem vive in-ventando querer ser Deus...
Mas não pode sê-lo...
Do verso que vive em sua cabeça
Dorme... dorme... dorme...
Inventando, criando, fantasiando...
O homem é um im-prudente menino
Versos em sua cabeça, em sua atmosfera...
Dorme... dorme... dorme...
Sonha... sonha... sonha...
Para que o poema aconteça...

Inserida por bmdfbas

poesias são lágrimas, são falas, sussurros de amor,
é autoestima, mas também flagelo,
poesias e você, são sinônimos no meu dicionario, arrancas de mim sorrisos, mas também choros aos bocados,
és a minha glória, mas também o meu declínio,
sinceridade, mas também fingimento. fingimento que dói, que destrói a gente.

Inserida por pensamentolivre

POEMA TRISTE:

Quando me procurar
E não me encontrar
Deveras se fará tarde
Não chores!
Nem muito alarde...
Deixeis que o tempo enterre
As mágoas, as intempéries,
Aos sonhos que não se mede
Risos que antecedem
Soluços que há de vir.
Ah!...
Quando me procurar
E não me encontrar
Verás que a tudo inexiste
E assim eu te escrevi
Esse poema triste.

Inserida por NICOLAVITAL

POETIZANDO:

A poesia não pede palco
Não demanda aplausos
É solidão, intimidade e paixão.
É sentimento que freme
Num turbilhão de emoção.
A poesia é marginal...
O poeta capital.
Não possui ser nem autoral
É abstrata atemporal.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠PELO AVESSO:

Ontem, eu era eu!
Ou quase... Pelo menos
Aos mais íntimos.
Hoje, não há poesia
Apenas angústia
Juízo em demasia.
Afora o surrealismo
Das redes
Existe vida real!
Hoje, sou o que sou
O sonho é que se faz
Real.

Inserida por NICOLAVITAL