Poemas do Século XIX
Não há ordenado pequeno ou grande, senão comparado com a soma de trabalho que impõe.
Quando chegamos ao alto da Tijuca, onde era o nosso ninho de noivos, o céu recolheu a chuva e acendeu as estrelas, não só as já conhecidas, mas ainda as que só serão descobertas daqui a muitos
séculos. Foi grande fineza e não foi única. São Pedro, que tem as chaves do céu, abriu-nos as portas dele, fez-nos entrar, e depois de tocar-nos com o báculo, recitou alguns versículos da sua primeira epístola: "As mulheres sejam sujeitas a seus maridos..."
O casamento é justamente isso; acalma os afetos para os tornar mais duradouros.
Quando uma pessoa ou um grupo saem bem, ninguém quer saber do modelo, mas da obra, e a obra é que fica.
Chega a fazer suspeitar que a mentira é, muita vez, tão involuntária como a transpiração.
Cada beleza moral ou mental era atacada no ponto em que a perfeição parecia mais sólida.
Não se nasce patriota, torna se os nascidos em todos os lugares por amor ao lugar, que chama de seu.
LIGA DA DEFESA NACIONAL (1916 - 2016 ) Cem anos de civismo e patriotismo pelo território nacional brasileiro. Que Olavo Bilac, nosso grande patrono, perdoe o esquecimento, a falta de amor à pátria crescente e o não celebrar da liberdade no Brasil de hoje.
No Brasil de hoje não existe patriotismo verdadeiro sem a inclusão do direito das comunidades populares menores, da liberdade das diferenças e do indígena brasileiro.
Parafraseando Olavo Martins Bilac, o príncipe dos poetas brasileiros e meu grande patrono sobre amor cívico das estrelas da cultura do Brasil, exercido ininterrupto pela Liga da Defesa Nacional, desde 1918, o poeta diz em seu soneto - Ora (direis) ouvir estrelas, o soneto de número XIII da coletânea de sonetos Via Láctea. " E eu vos direi: Amai para entendê-las!Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas." Assim também vos digo " Amai para entendê-la. Pois só quem ama pode ter ouvido e olhos, capazes de ouvir e de entender a Amazônia. Ela existirá para sempre, bem mais que um grande punhado de verde, distante de tudo que dizem os teóricos da grande floresta.
O que me consterna às vezes é observar que a genialidade tem limites e a estupidez não.
O casamento é uma cadeia tão pesada que para carregá-la são necessárias duas pessoas, e ás vezes três.
Os gregos, como gente prudente e cautelosa, inventaram unicamente três graças, e consta que viveram sempre muito bem com elas. Nós, de mal avisado que somos, queremos ter em todos os divertimentos uma porção delas, sem refletir que, logo que se ajuntarem muitas, podem formar necessáriamente um grupo de dez graças.
A política e a administração, deixando de ser um sistema, reduz apenas a uma série de fatos que não são a consequência de nenhum princípio, e que derivam apenas das circunstâncias e das necessidades do momento.
O amor, porém, é contagioso, com especialidade na solidão, onde a alma tem necessidade de uma companheira, e quando de todo não a encontra, divide-se ela própria para ser duas: uma, esperança; outra, saudade.
Que pungente colisão! Ou expelir do coração esse amor que tinha decaído, e deixar a vida para sempre erma de um afeto; ou humilhar-se adorando um ente que se aviltara, e associando-se à sua vergonha.
A ofensa grosseira ou caleja a alma, se é infame, ou a indigna se ainda resta algum brio.
A guerra é uma perversidade que apenas o ser humano, adoecido pelo ódio, pela ganância e pela indiferença, é capaz de praticar contra seus semelhantes.
A consciência de um verdadeiro cristão não deveria se preocupar com ganhos terrenos e a opinião dos outros, mas especificamente com o julgamento de Deus. Muitas vezes nos preocupamos demais com uma sociedade que julga com base no egoísmo e acabamos esquecendo dos ensinamentos de Jesus Cristo, que nos chama a agir com generosidade e amor ao próximo.
Quando as nações atingem o escopo de uma perfeita e justa delegação da soberania, será então a democracia uma bela realidade.
