Poemas sobre o Silêncio

Cerca de 17626 poemas sobre o Silêncio

⁠Embalo as auroras
do amor no peito,
soberana do meu
próprio silêncio.

Enheduanna está
em mim mais
viva do que nunca
sob a divina Lua.

Vestida de poesia,
por ela sou regida,
pela Via Láctea
e seus sons de lira.

O Sol que rege
o seu destino
na minha direção
de mim se aproxima.

As caravanas passam,
as horas seguem,
os rebanhos rumam
e o amor se ergue.

O Universo traça
o trajeto no oculto,
não há nada mais
que adie o quê é absoluto.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Toca o Sino da Igreja Matriz
São Francisco de Assis
rompendo com o silêncio
desta manhãzinha fria
daqui da cidade de Rodeio,
o amor para toda a vida
por aqui ainda não veio.

O galo canta a terça-feira
e como poetisa deste
Vale Europeu Catarinense
poesia tenho sempre feito.

Morar em Rodeio é motivo
de orgulho que neste
poemário tenho o feito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O encontro das Cheganças
vem rompendo o silêncio
desta cidade romântica,
As pessoas pouco a pouco
estão aparecendo acenando
das janelas das suas casas,
Estas Cheganças nascidas
da fé e do nosso inspirado
povo que compõem
saudações ao Padroeiro
trazem o condão e a poética;
Um olhando para o outro
cumprem do mesmo jeito
o gostoso efeito de festa,
porque nossos corações
fazem música de orquestra,
e deixamos nos envolver por
este amor que a gente venera.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Morar no Médio Vale do Itajaí


⁠O privilégio de morar
no Médio Vale do Itajaí
tem o silêncio como
como companheiro que
encoraja a não sair daqui;
porque moro em Rodeio,
pedacinho do céu deste
nosso Brasil Brasileiro.

Da janela do tempo
desenho um coração
onde coloco o nome
do nosso país que é
o meu amor primeiro,
e como me dá orgulho
de morar em Rodeio.

Para ser feliz enquanto
o mundo anda virado,
não deixo de lembrar
que moro em Rodeio
para ficar com o peito
de tudo na vida acalmado.

Busco por memória
afetiva quase todos
os dias o folclore das regiões
para nada a chama do amor
em mim apagar por este
país merecedor e por este rincão
dignos de toda a adoração.

Sou muito feliz morando
em Rodeio quer você acredite ou não,
ser a poetisa desta cidade
sempre me traz grande satisfação,
tenho em mim um coração
entusiasmado e cheio de paixão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para cada Cobra Grande
de duas pernas
vivendo fora d'água
eu respondo
com silêncio e oração,
Tenho mesmo é que
me preparar para receber
o amor no coração:
Deus é meu guardião,
E não vou viver
para alimentar a maldição.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠De mãos dadas com você
caminhando em meio
as Aroeiras-Mansas,
Com apaixonadas ânsias,
silenciosos e orgulhosos
do amor ter nos encontrado
e criado o paraíso habitado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Diante do desprezo e do silêncio
desrespeitosos por parte de alguns,
Aprenda com a sabedoria das flores do Araçá-Amarelo,
Floresça, sê poesia plena
e entregue nas mãos do tempo
a sua vida que é o seu poema:
Porque no final de tudo
sempre será você ou você.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Amendoim-Bravo desponta
na mata em meio aos ventos,
Eu te celebro em silêncio
com os meus poemas de amor
neste mundo que a cada dia
envergonha quem tem sentimento,
Prefiro eu ir contra as correntes
que causam tormentos ao peito,
e cultivar a espera do nosso momento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Com poesia guardo
o quê sinto e deixo
que ela fale por mim
já que o silêncio vale ouro,
Continuo querendo saber
de você o tempo todo,
Quando o assunto é amor,
sou como a Tachã-do-sul:
no território do meu
coração não existe outro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Acropora serrata Lamarck
por cada lugar avistado
no silêncio deste recife,
os meus olhos, os ouvidos
e a atenção não permito afetar
mesmo com esta correnteza
forte na profundeza do mar
da minha poética existência

(o nosso mundo não é
só de quem tem poder,
ele pertence a todos que
buscam cultivar a paciência)

o quê é de poder dura um
tempo e depois se dissolve,
e o quê é de paciência permanece
na vida um dia sempre se resolve.

Inserida por anna_flavia_schmitt

#AS. #BORBOLETAS

O silêncio abre as mãos em meu jardim… Entorna rosas…madressilvas...
Maravilhas de muitas cores...
E perfume de jasmins...

Um coração ardente palpitando…
Vive com as gotas dessa essência divina...
Me fazem companhia as borboletas...
Ao sabor da brisa, tais quais pequenas bailarinas...

Eu acredito nos encontros...
Eu acredito na pureza...
No renascimento, no amor...
Na vida e na singeleza...

Anseio liberdade, beleza e amor...
De ir, vir e sentir...
Que um único segundo tenha valor...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#PLATÔNICO

Eu escolho amar-te em silêncio...
Lançar a ti meus beijos ao vento...
A ti entrego meu coração...
Sendo assim não encontro rejeição...

Eu escolho amar-te a distância...
Que me protege da dor...
Te abraço em meus sonhos...
Onde sei o que é o amor...

Eu escolho amar-te na solidão...
De outra forma não conseguiria...
Amando-te tanto assim...
Serei feliz em meus dias...

Eu escolho amar-te tanto e tanto...
Que este amor tanto tenho medo...
E esse medo que tanto tenho...
Tanto aperta o meu peito...

Minha prisão é minha liberdade...
De outra forma não sei ser...
Amando-te mais que a mim...
Vivendo por sofrer...

Entrego a ti...
E a tudo me abandono...
A tudo quanto espero...
E a tudo que me dedico...

Escolho amar-te assim...
É o que sinto...
Minha vida...
Meu destino...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠O #ACENDEDOR DE #LAMPIÕES

No silêncio do ontem...
Entre ventos a soprar...
Saudoso de tempo que não volta mais...
O acendedor de lampiões vem lá...

Em namoro com a lua...
Em vielas e ruas...
Nos becos mais escuros...
Junto as tabernas ou cafés...
Casarões antigos...
Cabarés...
Em cantos silenciosos...
Entre alguém e ninguém...
Um a um acende...

Tão cedo no céu a fornalha se aurora...
Retorna lentamente...
Vagando entre as sombras...
Que espreitam insatisfeitas...
O adormecer das estrelas...
No baile das horas...

Não sabe ele...
Nada pode testemunhar...
Da vida pulsante oculta...
De madrugadas de luar...

Muitas vezes o tormento...
Incendeia a paixão do tempo...
Quando a alma precisa de um momento...

Em caminho tantas vezes percorrido...
O acendedor sente saudades de abrir a janela do coração...
Bendita, malvada vida...
Em acender e apagar o lampião...

Suas imensas lembranças...
Silenciosamente dentro dele começam a ecoar...
Algumas oprimem seus sonhos...
Outras o fazem sonhar...

Na rotina dos dias, meses e anos...
Deseja prender o tempo...
E do que lhe resta tão pouco...
Sem perceber muito dá...
Em seu passeio noturno...
Ele faz tudo brilhar...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#TANTO...

Calei-me por ti...
Sem poder, sem querer, calei-me...
Perdi-me no mundo...
Em silêncio segui...

De olhos tristes e cansados...
Por tanto por ti chorar...
O grito em meu peito...
Por tanta incompreensão...
Tu me fizeste sufocar...

De ti o tanto que recebi...
Foi mais mal do que bem...
No muito que recebi...
Pouco fui feliz também...

Mas sobrevivi...
Diante de tudo que experimentei e senti...
À sarjeta, ao lôdo que me jogaste...
Tal qual bela flor renasci...

Pode não ser fácil...
Interpretar o amor...
Meu coração é frágil...
Amigo...
De ti vou para bem longe...
Você não sabe...
O que é sentir tamanha dor...

O meu coração que um dia tiveste...
Agora segue por outros ventos...
Foste apenas uma ilusão...
Em algum momento...
Passou...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#DESTERRO

Cada verso que escrevo é uma esfinge a ser decifrada...
É um sussurro que o silêncio contradiz...
Do nada para um nada...
Na busca de um segredo...
Que aflorando o peito...
Vaga no deleito...

Arma-se a fogueira...
Fustiguem minha carne...
Cuspam em minha cara...
Invadam o meu corpo...

O tempo será meu aliado...
Levará meu sofrimento...
Fará jus ao que escrevo...
E até quando me mantenho calado...

Motivo de zombaria...
Dos desgraçados...
Por muitos e muitos poucos amado...

E no vento que sopra...
Levantando a poeira...
De costas para o sol então verei...
O fim de uma era...

De que me serve a razão?
Se não existe o que quero?
Desterro e má sina...
No que traço...
Estúpidos são aplaudidos...
Enquanto eu cá...
Em minha sorte...
Apenas sigo...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠Silêncio...
Hora morta...
Desfolhada...
Quando ouvi de seus lábios que eu não sou nada...

Hora inútil e sombria de abandono...
Um punhal em minhas costas...
A certeza cruel...
Do meu engano...

Sem rumo para os meus passos...
De que me serviram seus abraços?

Desiludido ainda me iludo...
Diante cruel mundo...
A quem devo dizer o contratempo...
Do solavanco desse destino...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Percebo afinal meu pecado...
Em silêncio mais profundo...

Faria piedade a toda a gente...
Esta pena, esta dor...
Este é o preço da vida e todo o seu valor...

Horas que perdemos...
Vão pelo espaço acompanhando os astros...

E todo este feitiço e este enredo...
Na luta dos impossíveis...
Tão profundo meu segredo...

Das profundas paixões...
Dor infinita...
De guerra e amor e ocasos de saudade…
Da alma o profundo e soluçado grito...
De que fui para ti só mais um neste vasto mundo...

Hoje triste ouço a solidão...
Da luz que não chegou a ser lampejo...
Da natureza que parou chorando...
Diante meu descontamento...

A vida é assim, uma ânsia…

Fazes o bem...
Que terás o mal por paga...

E o sonho melhor bem pouco dura...

Por tanto querer-te...
Recebi amarguras...

Pouco antes...
Nada agora...

E a princípio não percebi...

Como chegastes...
Partiste...
Mas levastes um pouco de mim...

Na profundidade dum desencanto...
Fiz-te doçura do meu coração...
Não compreendestes...

Mudarás, todos mudam...

Mais tarde em tua vida, um dia, hás de tentar
revolver da memória este tempo de agora…

E sentindo então o vazio...
Lembrarás do deixado para trás...

Não se vive outra vez...
E o tempo a tudo vence...
Fostes embora...
Mas fiquei em paz...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Antes certo que não se quisera passo, mas o silêncio...
Gente suja...
De pés feios...
Falando alto...

Embriagados com putas velhas...
Roupas surradas...
Cheirando a fumaça...

A noite decreta o cancro...
Qualquer música degredada em pranto...
Gargalhadas torpes...
Viciados da rotina...
Quem diria...

Um pensamento que não se esconde...
Nem mesmo disfarçados pelas bebidas pagas...
Das pedras que colho...
Só gente cambaleando...
Sujos...
Feios...
Excrementos de seres humanos...

Um só destroço...
Corpos fedidos e suados...
Rugas fundas...
Dentes tortos e amarelados...

Esquecendo para sempre as loucuras do vinho atrevido...
Falam cuspindo...
No Português errado...

Buscando distração...
Quem sou eu de fato...
Entre os porcos...
Um diamante jogado...

Meu Deus...
Meu Deus...
Tratar a todos com respeito...
No túmulo não há diferença...
Mas será que de fato..
O céu pertença a essa gente tal como rato?

Recolho-me em sonho e mágoa...
Óh tristeza descendo em meu olhar...
Sonho moribundo...
Gente feia...
Não há como se misturar...

Diz-se que a solidão torna a vida um deserto...
Mas antes só que mal acompanhado...
Posso ter respeito...
Mas amor é negado...

Sei que embora essa luz nem para todos tenha o mesmo brilho...
Tudo o que existe em nós de grande e puro...
Nem sempre esconde o lamento...
Dobrada é minha ventura...
Em poder escolher com quem convivo e me deito...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Não há rumor na terra....
O silêncio se abriu...
As feras se aquietaram...
Em direção ao pó os corações jazem nas sombras...
De mãos em arcos os anjos oram...

Onde estão os inocentes?
Aqueles apontados por dedos tortuosos...
Cadê as flores que foram pisoteadas pelos hipócritas?
Onde estão as vozes que foram silenciadas pelas bocas amaldiçoadas?

Ao levantar do vento...
De ser todo só o meu exterior olho e choro...
Mesmo que eu ouça só esse estranho zumbido...
Vendo cair os pássaros...
Em meu coração emudecido grito...

Nas pessoas que passam na rua...
Com elas não me identifico...
E só lamento...
De ver o amor tornar-se perdido..

Cada um perdido no próprio sonho...
Até no sorriso que vem e que vai...
Todo mundo é convicto...
Dos próprios ais...

E eu, que não sou mais do que eles...
Volto a olhar para tudo...
Como antes do amanhecer...
E faço-me, assim crer...
Que bastaria apenas mostrar...
Minha alma num olhar...
Para tudo diferente acontecer...

E o mais estranho do que todas as estranhezas...
É que as cousas sejam realmente o que parecem ser...

Sandro Paschoal Nogueira

"Cuidado com o que você cala!
Nem sempre o silêncio é ouro,
às vezes é suicídio."
☆Haredita Angel

Inserida por HareditaAngel