Poemas sobre o Silêncio
O silêncio tem três funções importantes:
1) Silenciar para não ferir ou magoar alguém.
2) Silenciar por recalque ou inveja de alguém.
3) Silenciar por ciúme, de alguém melhor.
"SILÊNCIO"
O silêncio é como uma brisa mansa
Que suavemente alcança
A profundeza da minha alma
Que lembrança, saudade e nostalgia
Dentro de mim fique calma.
Você acorda em um lugar estranho.
Um labirinto de paredes altas, feito de pedra e silêncio.
Cada corredor é igual ao anterior — frio, escuro, sem fim.
Você caminha.
Cada passo é uma tentativa de entender, mas o chão parece desmoronar sob os pés.
As sombras não são apenas sombras; são memórias.
As palavras ditas por outros — “Você não é o suficiente.”
Os pensamentos que você sussurrou a si mesmo — “Talvez eles tenham razão.”
O labirinto está vivo.
Ele se alimenta do seu cansaço, da sua dúvida.
E quando você acha que não pode continuar, ele ri.
Mas então, algo inesperado.
Você encontra um espelho, velho e empoeirado, encostado numa parede.
Relutante, você olha.
E lá está você. Não a versão que o mundo vê, mas a que você esconde.
Os olhos carregados de histórias não contadas.
As mãos calejadas por batalhas que ninguém percebeu.
O reflexo não é gentil, mas é honesto.
E algo começa a mudar.
Você toca o vidro e percebe: o labirinto não está lá fora. Ele está dentro de você.
Cada corredor é uma crença que você construiu, cada sombra, uma parte de você que precisa ser acolhida.
Você não precisa derrotar o labirinto.
Você precisa conhecê-lo. Abraçar cada parede que construiu, cada canto escuro que evitou.
E, enquanto o faz, as pedras começam a cair.
A luz atravessa as rachaduras, iluminando o caminho.
Você não sai do labirinto.
Você o transforma em um campo aberto.
E ao respirar o ar da liberdade, percebe algo simples, mas poderoso:
Os desafios nunca foram barreiras.
Eram convites para você se tornar quem sempre foi, só que melhor.
Na profundidade de um silêncio sereno, surge uma fonte de sabedoria,
Fluindo incessante, como rio de luz, em busca de verdades etéreas.
Indagações profundas ecoam no vento, perguntando sobre a vida,
E a fonte, sábia e paciente, responde com serenidade e graça.
"O que é a vida?", pergunta uma alma inquieta,
E a fonte murmura, com voz de veludo e mistério:
"A vida é o compasso do tempo no vasto cosmos,
É a dança do acaso e da intenção, entrelaçando destinos."
"De onde viemos?", indaga um espírito curioso,
E a fonte responde, com a calma da eternidade:
"Viemos das estrelas, do pó do infinito,
Semeados pela vontade divina, crescemos como árvores cósmicas."
"Qual o propósito do nosso ser?", questiona o buscador incansável,
E a fonte, sábia como sempre, revela:
"Nosso propósito é descobrir a luz oculta dentro de nós,
Transformar o conhecimento em sabedoria, e a sabedoria em amor."
"Por que sofremos?", sussurra uma voz em meio às lágrimas,
E a fonte responde, como mãe acolhedora:
"O sofrimento é a forja onde se tempera a alma,
É o fogo que purifica e transforma, revelando a essência verdadeira."
A fonte de sabedoria, eterna e imutável,
Reflete as estrelas em suas águas claras,
Cada resposta, um reflexo de verdades antigas,
Cada pergunta, um passo na jornada da alma.
Ao final, a alma compreende que a fonte não está fora,
Mas dentro de cada ser, em cada coração que busca.
A sabedoria é a viagem e o destino, a pergunta e a resposta,
É a chama eterna que ilumina o caminho do autoconhecimento.
E assim, no silêncio da noite, sob o manto das estrelas,
A fonte continua a fluir, incessante e luminosa,
Guiando os buscadores, os curiosos, os aflitos,
Para a verdade suprema: o encontro consigo mesmo.
Orar por alguém em silêncio é a forma mais linda de dizer, eu te amo.
(ver Mateus 6:6, Tiago 5:16 e 2 Coríntios 1:11)
"Sussurros do Savana"
No silêncio da noite,
Onde as estrelas sussurram,
A savana desperta,
Com segredos que murmura.
As árvores dançam,
Ao ritmo do vento,
Folhas que sussurram,
Histórias que não conto.
No horizonte infinito,
O sol se esconde,
Deixando rastros,
De sonhos que se sonham.
Hoje eu diria que choveu em minha alegria
Minhas ideias nubladas, meu silêncio cinzento
Vejo em poças de lama meus sonhos
E em gotas de chuva meus sentimentos.
Nada de vingancinha boba,
Reaja em silêncio.
Sabendo que tem gente que sabe apenas brilhar,
Enquanto outras iluminam.
Não é queda o descer às profundezas,
É encontro com verdades e riquezas.
É ali, no silêncio, no confronto interior,
Que se encontra a raiz do verdadeiro valor.
No silêncio do sepulcro,
entre rochas frias e sombra,
ficou dobrado, com cuidado,
um lenço... mensagem que não se apaga.
As portas estavam fechadas,
o medo fazia morada.
O silêncio era espesso,
a esperança, quase dispersa no ar do avesso.
Tem dias que o coração chora em silêncio,
E os planos parecem folhas ao vento.
A alma se aperta num grito contido,
Mas há um refrão suave no firmamento.
Mesmo que a noite esteja longa,
E o frio toque a alma em silêncio,
Ainda há uma canção guardada
No lugar onde habita o
Espírito Santo.
A alma grita por respostas,
mas meu espírito confia em silêncio.
O meu refúgio não é este mundo,
é o Deus que guerreia e me sustenta por dentro.
Silêncio…
A terra segura a respiração,
os céus se alinham em preparação.
Anjos em prontidão,
os justos em vigilância,
e o trono — em expectativa santa.
