Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
O Após
O após.
Ao mesmo tempo que é bom pela lembrança que
deixa, também traz a saudade da ausência .
Após,
A vontade dentro de nós permanece,cresce
o desejo, sente-se a necessidade no interior do
peito de dominar a ação das ideias,que nos
entorpecem os sentidos.
Ideal seria nós termos a todo o momento aquilo
que a ansiedade pede.
Termos a quem amar e deixar essa vontade, essa
chama que queima, tomar conta de nós permitindo
amar a vontade.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Lidar com ausência está sendo cada vez mais dolorido.
Como se meu coração estivesse sendo esmagado.
O tempo é como um torno, a distância é a mão que aperta esse torno.
Cada segundo sem ouvir sua voz é uma tortura, fico imaginando como está, já que perto não posso estar...
Me preocupo com a manutenção de seu sorriso, sinto isso como meu compromisso!
Estou sem argumentos nesse momento, a única coisa que transborda em meu peito é a saudade…
AUSÊNCIA
Uma angústia e a solidão invade o meu ser
Sinto tua presença em todas as partes
A saudade me consome
A intrusa entra sem permissão
A melodia da consciência
Entre soluços doloridos
Contempla tua face
Entre prantos e gemidos
Minha alma solitária
Clama por compaixão
E como acalento
Sinto o aroma do teu perfume
O relógio tic tac tic tac
Revela as marcas da tua ausência
Uma imensa solidão revelada
Entre quatro paredes
E por segundos ouço uma funérea canção.
Metade de Mim
Falar de ti sem das saudades lembrar,
difícil é.
Se de mim, já és mais do que metade
como posso eu, dessa metade não lembrar.
Carinho meu anjo lindo, que em minha
vida tanto sentido faz, acaba com
essa ausência, não consintas que ela
aos poucos venha a se tornar mais presente.
Torna-te uma figura ao meu lado constante.
Que alegria, a mim darás.
Fica perto,não distante.
Não fiques assim tão ausente.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Trespassado...
Já não conto os dias de sua ausência
Dou por certo que nada restou vazio
Sabemos nós que a saudade ainda é boa
E flutua leve, no eu da emoção...
Conta ela, em alegria prestante
Que fomos sim, namorados, não amantes!
Por isso brotam versos falantes
Que viventes, valem mais que diamantes
Olhe só
As lágrima ainda banham lembranças
Afinal, a perda foi por falta de coragem
Não de amor cessante...
Oh vento,
Leve consigo meus pensamentos interruptos
Que traz a ausência de certo alguém.
Oh Chuva
Molhe-me
Envolvendo-se com minhas lagrimas demasiadas
Neste dia vazio e cinza.
Pois quando partistes
Levou a resplandescência da aurora
E o esplendor do pôr-do-sol
Deixando o dia insignificante
E o anoitecer desolado
Anseio que chegará
Um novo dia
Que o sol virá deslumbrativo,
E que me tire do desalento em que
Minh ’alma se deleita
Anseio que chegará
Um novo dia
Que a primavera oferte a formosura
Das flores desabrochadas
Trazendo a tonalidade da bem-aventurança
Pois em mim tudo está cinza
Mas há esperança de
Que o vento, a chuva, o sol e a primavera
Me tragam você.
Venha
Te espero,
Mas só hoje,
não se acostume com minha ausência,
Espero você com um café forte
E um beijo de inocência.
Peço te que não me demores,
A saudade é traiçoeira
O vento que sopra lá fora,
É um grito sem eira nem beira.
Visita me querido,
As portas não vou trancar,
Pelas janelas do teu coração,
Eu sei que posso entrar
Meu choro aperta meu coração, resisto a falta que ela me faz. Disfarço sua ausência, ela me faz muita falta e estou sem lugar.
Depois da última vez que nos vimos, nossos últimos dias de trabalho, algo me falta agora, um pedaço dela em mim, seu toque constante em mim.
Tudo mudou, minha vida mudou, eu mudei, já nem sei quem eu sou. Ela mudou o rumo da minha vida. Feliz por amá-la, porém, triste por ainda não tê-la, o amor verdadeiro faz sofrer, estou sofrendo e ela?
Será que sente minha falta, lembra-se de mim ainda?
Minha menina, como você pode mexer tanto assim comigo e me deixar sem você, assim nesse estado, estado de desespero, querendo fugir do que me cerca e ir ao teu encontro?
Quero te ver mais uma vez, olhar bem no fundo dos seus olhos e enxergar teu coração, pegar seu corpo e delicadamente tocá-lo, amá-lo, fazê-lo meu. Você não imagina como estou desesperado sem você, me faz muita falta.
O último dia que nos vimos, que estivemos juntos, você me sorriu e sem jeito me deu um tchau, um adeus querendo ficar. Eu fui um covarde mesmo, não tive reação e você se foi embora, aqui estou sem você.
Até viajando não foi bom, não te esqueci nenhum segundo, você sempre presente, em minhas músicas, em minhas fotos no telefone. Até os nossos vídeos eu acabei vendo pra relembrar de nós, das nossas juras de amor, fictícias recheadas de realidade.
Te amo muito, nunca desejei ninguém como te desejo, amor, meu amor, minha mulher. Em meus sonhos você está, você e eu formando um só corpo, meu corpo e o seu. Somente, apenas, nosso, seu e meu.
Te esperando estou, você vai voltar e eu te verei de novo, vou te amar, nossos olhos se encontrarão e o brilho retornará pra nós.
Porque dói-me tanto?
As ausências e as partidas.
Porque sinto a chuva em mim?
Dos vendavais e dos temporais.
Porque a dor entra em mim?
Instalando-se, enchendo os dias tristes!
Eu vou continuar tentando viver meu sonho,
fingindo que suporto a dor da sua ausência,
vou fazer de conta que nunca nos perdemos.
Babhina
►Linda Estrela
Não estou conseguindo lidar
Sua ausência está me devorando
Meus lábios desejam te beijar
Meus pensamentos almejam te amar.
Tenho escrito tão pouco, linda
Tenho ficado tão cabisbaixo, sem vida
As estrelas perderam o seu brilho
Viver sem você perdeu o sentido
Desculpe se pareço submisso, abatido
Sinto apenas saudade de seu abraço,
De como era a vida sobre seu doce sorriso.
Linda, espero que esteja bem
Não irei procurá-la em outro corpo
Pois sei que jamais haverá alguém,
Que consiga me beijar como você
Que consiga invadir meus sonhos, apenas você
Que dirá palavras belas quando eu estiver prestes a chorar
Eu temo que nunca terei outra chance,
De abraçar um anjo, sentir seu aconchego.
Linda, viva feliz, pois é merecedora
Tentarei viver sem ti, linda Olga
Flora, Aurora, Amora
Deixo neste pequeno papel, meu adeus
Adeus, amor meu,
Em te conhecer, agradecerei sempre a Deus.
privação
a saudade é um ato estranho
se você a mata ela vive
se você vive ela avulta no tamanho
é uma dor em aclive
um suor sem banho
é funesto
invade todo o sentimento
é de vazio gesto
aos olhos abafamento
indigesto
ao desejo recolhimento
solidão
e eis que ela é etc e tal
torpor, paralisia, emoção
retiro
saudade é ausência fatal
suspiro
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Atrevida
A ausência é atrevida
Frívola intrusa
Desmerecida
De mera atenção sequer
Uma pena é espaços
De difícil ocupação
Pois procuramos matérias
Da mesma qualidade
E mesma dimensão
Mas desde que o mundo é mundo
Quando a terra se apaixonou pelo céu
Se sabe
Que até melhor se encontra
Mas nunca igual
Pois a forma feita a ferro
Molda, levada a criar
Volta a esmaecer
E o ferro criador
Com grande potencial
De inúmero valor
Criar, peças únicas faz
Aquece e funde
Para a nova fórmula
Poder, capaz-se tecer
Que sofrimento é esse que não passa!
O vazio da sua ausência me faz querer gritar de desespero.
Não apenas te amo... Preciso sentir sua presença de qualquer maneira para acalmar meu coração.
Quando isso vai passar ...
A cama sente falta do cheiro que nunca sentiu
E com a noite vem a saudade, do alguém que nem partiu
Meu corpo lamenta a ausência do seu calor não emitido
Enquanto pulsa o coração à menção do amor jamais vivido.
A presença da ausência é um sentimento estranho. Ainda mais quando a ausência é mais forte que a presença.
Entenda, não estou falando da palavra 'saudade'. É algo muito mais incompreensível do que sua própria definição.
Nostalgia? Não. Reflete saudade. É muito profundo. Bem mais.
Um sentimento que Nietzsche, quase consegue explicar quando diz que, "como fenômeno estético, a existência é sempre, para nós, suportável ainda."
É como um vazio de algo, um lugar, ou alguém que passou e simplesmente não pode mais preencher a presença com sua ausência, fazendo o verbo estar - e o advérbio ali - serem usados em sua mais nobre essência ao ter presença mais forte do que aquilo, onde ou quem, no exato momento que percebo a ausência da presença, um dia esteve.
Fecho os olhos e vejo o que não mais é visto, sinto o que, de forma inefável, jamais sentirei.
Incompletude. Verbo que me resta para tentar explicar essa presença ausente que jamais existirá novamente.
O que eu tenho é a saudade
E dela não me desfaço,
São marcas dos que me esquecem,
Tesouros, sobras, daqueles que nunca esqueço.
Que a minha ausência seja sentida por você
todos os dias.
E que seja tão amarga quanto o gosto da
saudade dos teus beijos na minha boca.
O teu silêncio
O teu silêncio me ensurdece de saudade.
A memória insiste no perfume de instantes
abreviados por uma fronteira que nunca existiu.
E quanto a mim, perdido estou em sonhos flutuantes,
recostado à cabeceira, numa noite de lua minguante.
Meu coração míngua também, ele apequena
e a saudade só aumenta.
O teu silêncio, eu quereria no instante de um abraço.
Mas o silêncio é a presença de tua ausência.
E eu nada poderei.
Aonde
Por onde andará agora aquela em que
pensamos,
e que de nós se apartou, só saudades
deixando.
Saudades que não vai embora.
Será longa a sua ausência?
Será que ela demora?
O coração se apequena e não vê o momento,
que o telefone toque, que um pequeno recado
até ele chegue.
Poucas palavras, algo com muito afeto que
atinja o coração direto, dando-lhe a paz
que precisa.
Paz que seria tudo, se eu tivesse a tua
presença, em vez desta tua ausência,
que como uma névoa encobre um céu repleto de
estrelas.
Névoa que o torna cinzento e triste.
Volta, fica, para juntos podermos vê-las.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
