Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
Mesmo que como o vento
eu chore minha saudade
Mesmo que meus sonhos
Anoitecidos no medo
Conheça no alvorecer
a solidão, ainda assim...
Vou sentir a emoção
Da magia em que vivi
O perdão em mim
Não deixará de existir
A vida me fez templo
Onde o sagrado é viver
Ainda Ouço... Ainda Sinto
O pulsar da vida
Explodindo lá fora
No perfume das flores
Tecendo o futuro
No jardim da existência...
São meus sonhos
Que fertizam minha alma
Que da cor a toda ternura
Brilhando solta no olhar,
Que seja toda essa vontade
de caminhar de mãos dadas
Que seja toda essa paz
A deixar o sorriso do tempo
trazer todas as certezas
Contidas no verbo amar...
Que fique no passado os lamentos
E somente a esperança reine
Que o tempo não venha corroer
A crença de ser feliz e florescer
Zeni Muniz
E do tamanho do infinito essa saudade
Esse frio na alma e o tempo tentando me convencer que só respiro se for por nós dois
As noites intermináveis com meus pensamentos tropeçando nas estrelas
Que um dia contemplei em seu olhar
Tento viver onde meus sonhos terminam
Uma imensidão de juras sem esperança
Só eu sei o tempo em que passo sonhando
Onde sem brilho o sol insiste em me fazer
Querer o impossível ...Voltas e voltas...
E novamente aqui zelando da minha saudade
Meus únicos momentos nossos.
(Z.M)
A ausência de artimanhas na mente, recebe o que vem do outro
com serenidade, confiança e cortesia.
E fica em paz.
Da Saudades
O vidro
o cristal
a queda
a cola
uma única palavra
trouxe o silencio
mesmo que haja comunicação
dos lábios será
o tempo de cada um
se faz
se refaz
se desfaz
em neblina das palavras que passeiam entre nós.
Hoje eu acordei com saudade do "trem".
Mesmo a estação sendo bela, algo em mim clama por notícias do passageiro.
Será que está bem? Será que as paisagens que agora contempla são tão belas quanto as que um dia dividimos?
Me deu vontade de sentir de novo o abraço, o cheiro, de mergulhar no universo dos seus olhos.
Mas eu choro.
E dói.
Dá vontade de pegar o telefone, de buscar a voz que acalmava, mas não posso.
Na nossa última conversa, algo em mim se quebrou.
Houve um “ponto final” – literal e escrito (ponto final).
Ainda assim, eu não consigo guardar ódio.
Não consigo apagar o brilho do trem que passou por mim, mesmo que tenha partido. Foi lindo.
Foi uma viagem que me ensinou tanto sobre mim, sobre o amor, sobre a vida.
Como eu queria sentir aquele abraço mais uma vez, o carinho que parecia eterno.
Mas o medo me trava.
O medo de me aproximar e ser deixado novamente, despedaçado em pedaços tão pequenos que mal conseguirei recolher.
O medo de expor o que sinto e encontrar do outro lado um silêncio que fere mais do que mil palavras.
O que aconteceu entre nós é grande demais, complicado demais.
Parece que não temos volta.
Parece que esse trem nunca mais parará na estação onde eu estou, mesmo que eu fique esperando, mesmo que eu deseje tanto que o som dos trilhos ecoe novamente.
Eu sinto saudade.
Uma saudade que parece querer explodir meu peito.
Eu sinto sua falta.
Se um dia você ler isso, saiba:
Eu agradeço.
Agradeço por tudo o que fez por mim, por cada instante, por cada ensinamento.
Agradeço até por ter resistido tanto antes de desistir de nós.
E, apesar de tudo, eu não quero dizer adeus.
Eu digo: até breve.
Que saudade de Aruanda,
Mas um dia hei de voltar!
Encontrarei com os amigos
Que daqui vivo a sonhar...
Vovó Santana, Pai Guiné...
Pretinha Doce, Catarina
Seu Tranca Rua e Seu Zé
Que me acompanham em cada esquina
Mulambo,
Araúna,
A baianada que me anima!
Zambi, Pai Maior
Acalanto da família!
Que saudade de Aruanda...
Onde o corpo não arria
Esperem-me, Amigos
Tornarei à casa um dia!
Enquanto isso me protejam
Da estrela que alumia,
Que eu siga avante no trabalho
Sustentada na alegria!
Se forem frios fazem poças
De garoa da saudade
Que ressoa em pingos mínimos
Sem saber que é tão grande
Até que alguém se afogue
Até que água bata no peito
E tire fora o ar de dentro
Pra ocupar todo espaço vazio
Da falta,
E talvez isso é definição
Que distingua meu desejo
Dos sussurros
Da saudade
Sou o pedaço de uma saudade
Uma gota de algumas lagrimas
Um conforto pós confrontos
Eu sou a composição de tudo que
me decompos
O quadro, não suas tintas.
O amor, não suas vítimas
A morte é apenas a ausência do pensar.
"Penso logo existo"
Seguir uma única linha de pensamentos não é pensar, é reproduzir. Vivemos em uma sociedade repleta de mortos em corpos vivos
[Verso] Tenho saudade daquela igrejinha, De crentes louvando na simplicidade. Não existia sofisticação, era tudo com muita humildade.
[Verso] Lembro como fosse hoje. As irmãs sempre em oração. E aqueles louvores antigos, Que fazem arder o coração.
[Refrão] E tudo ficou na lembrança, momentos de tanta emoção, de um tempo que a gente louvada a Deus, em fervente devoção.
Tempos que não voltam jamais, saudades de muitos irmãos, que conosco já não estão mais, que guardamos no coração.
[Verso] Tenho saudade daquela igrejinha, De crentes louvando na simplicidade. Não existia sofisticação, era tudo com muita humildade.
[Verso] Lembro como fosse hoje. As irmãs sempre em oração. E aqueles louvores antigos, Que fazem arder o coração.
[Refrão] E tudo ficou na lembrança, momentos de tanta emoção, de um tempo que a gente louvada a Deus, em fervente devoção.
Tempos que não voltam jamais, saudades de muitos irmãos, que conosco já não estão mais, que guardamos no coração.
Espinho na rosa
Sem ter você sou todo pranto
Sou a voz do canto que chora
A ausência da flor
Sem ter você sou qual fevereiro
Sem Carnaval a festa acabou
Sem ter você sou chuva lá fora
Sou o passarinho que não beija flor
Sou a falta de amor
Sou a Bahia sem Alegria
palavras sem poesia
Sem ter você sou seca no chão
Sou dor cortante no coração
Sou a própria solidão
Sem ter você sou a fúria do medo
Sou ser sozinho na multidão
O desafino da canção
Sou nota sem som, música sem tom
Sou o espinho na rosa
Sou o rosa mas tenho espinho
sou um verso ruim
O inverso de mim
Sem ter você sou nada
Sou a estrada sem fim
Oração sem fé
Marcos Decliê
Mane !!!! Saudades !!!!
Mane ,mane só quem viu pode falar
Ele era o terror das defesas adversárias
Chamava todos de Jõao
Não era por maldade irmão
Ele era, uma alma de criança
Maldade nem na Infancia
Era um Botafoguense convicto
Que delícia era vê-lo jogar
A bola era sua sócia amiga
Com ele deslizava redondo
Era um assobro o nosso Mane
Só quem viu pode falar
Que saudades mane
De pernas torcidas
Assombrava as torcidas
Mane vc era o torror das defesas
E uma paixão inobrecida
Pra nós Botafoguenses
Que saudades mane
Nesses 30 anos só quem viu pode falar !!!!!!
Saudades Mane
Saudade
Saudade- vá embora !!!
Saudade -só te quero ver como outrora !!!
Saudade - do primeiro encontro ...
Saudade -do primeiro abraço ..
Saudade -da caminhada escutando o barulho do vento ..
Saudade -daquele evento que foi levado ....pelo próprio vento ....
Saudade- era tudo que não queria sentir ....
Saudade - danada e ingrata ...
Saudade -do beijo não dado ..
Saudade -do amasso que teve ..
Saudade do abraço grudado
Saudade -de tudo que ocorreu....
Saudade -da bola de gude !!!
Saudade -do campo de terra
Saudade-do doce de leite ...
Saudade -daquela quietude...
Saudade -.saudade ...da juventude ...
Saudade -do namoro arretado
Saudade -do tempo largado !!
Saudade -danada de ruim
Saudade -..porque foi embora !!!
Saudade -saudade -saudade ...
Meu amor abalou tardinha
deixou cheiro e saudade
nas assoalhadas que passou...
encheu de vida e luz
meu corpo e minha alma
as paredes caladas assistia
o amor que não tinha fim...
entre olhares que espeta
como espada afiada
denunciava sentimentos
que sai do peito com desejo
que aquele momento seja eterno...
e que a beleza do reencontro seja breve
aqui te espero e até lá...
estarei desejando-te e amando sem medidas...
A Ausência dos Meus Excessos
Um dia, meus excessos sumiram,
sem alarde, sem vestígio.
Não deixaram saudade,
pois ninguém sente falta
daquilo que nunca coube direito.
Talvez os pássaros saibam,
as aves, sim, talvez cantem baixinho
em algum céu de lembrança,
que um dia eu tive asas
— mas bati demais.
O excesso não pesa como a falta.
O cheio, a gente desvia.
Mas o vazio... ah, o vazio
grita no silêncio do quarto,
dói no espaço onde eu era demais.
Não houve pranto pela minha ausência,
nem uma cadeira vazia no jantar.
A escassez marcou presença
onde o excesso foi apenas visita.
Fui demais nas palavras,
no riso alto, no gesto largo,
na vontade de estar,
na esperança de ficar.
Mas o mundo ama o contido,
o que cabe na medida certa,
o que não transborda.
E eu, feito mar em dia de fúria,
nunca soube ser maré baixa.
Minha presença era tempestade
num copo que só aceitava goles.
Agora sou ausência —
dessas que não incomodam,
dessas que não se nomeiam.
Sou o eco do que fui,
numa sala onde ninguém chama.
Mas ainda há beleza no que sobra,
mesmo quando falta tudo.
E se um dia alguém notar
a ausência dos meus excessos,
que perceba:
era amor, era sede, era alma
em carne viva.
Eu morria a cada dia de saudade de você que nunca havia conhecido.
Percebia que não sabia para onde ir.
Mais eu sabia que lutar sempre, vencer talvez e desistir jamais.
Não podia perder, pois me perdi em mim e senti a solidariedade em você.
Envolvi-me em um sentimento puro que eu acreditava que era um caminho da felicidade.
Vivi intensamente a esperança de tocar, amar, saborear e voar onde ninguém fosse.
Tirei as vendas dos meus olhos e vi que o mundo não era um conto de fadas.
Mais aprendi que não se deve conjugar o verbo amar quando não se conhece uma pessoa inteiramente.
Já me acostumei com o seu calor aquecendo minhas saudades e o meu coração que se faz tão tosco e tão pobre;
Tenho medo da solidão que junto a meu corpo sem presa se aproxima do meu coração;
Nas invenções meus sentimentos busca você e chora das dificuldades que encontra;
Medidas ensandecidas, porém carinhosas requerem palavras errantes ou paixão incontrolável;
Já me acustumei com a saudade que você deixa em mim.
Quando você não está tão proxima de mim eu sinto falta de mim mesmo.
Sem você eu tenho medo de mim mesmo, pois eu não sei esperar e meu coração se perde.
Fico descontente e cabsbaixo sem sentir você.
Saudade é o amor que fica saudade é a lembrança que se justifica, saudade é um coração que chora.
Saudade é um sentimento que aos poucos vão embora, saudade é a esperança que se retoma, saudade é o copo de dor que se toma.
Saudade é a nitidez que se sente e a verdade que se prende aprisionando um sentimento que a distância traz em frente.
Saudade é um sentimento impróprio que dilacera o coração transpondo as devidas razões.
As lembranças exclamativas lembravam-me os carinhos sinceros que compartilhávamos.
Magoas guardada dissipam um coração trancafiado á escuridão, pois o amor retalha a escuridão feito papel.
E restaura o coração rastejante para a felicidade na expansão da sinceridade real.
