Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
"Meu sentimento tornou-se como o vento, um impulso encarcerado em gestos imperfeitos. É um sentimento que se desfaz em pó... Havia tanto para ser vivido, mas em um faz-de-conta persistente que não encontra sobrevivência; que começa, mas nunca alcança o fim! Como podemos viver algo que se desfaz a cada palavra impensada, a cada silêncio profundo, a cada fuga de si mesmo? E como se pode extinguir o que é tão vivo por dentro e se transforma em apenas poeira por fora? Nessa busca incessante e inerte, continuo ensaiando sonhos para não te recordar, treinando fantasias para te esquecer... Saudades!"
Quisera roubar um pedaço do crepúsculo e assim tocar o infinito, pois ele sempre existiu e existirá. Sigo então à procura desse âmbar intocável em mais uma tarde que esmorece em direção à noite. Nesses momentos sou uma sombra, perco-me e preciso cantar para saber por onde anda meu coração, pois ao crepúsculo de cada dia - mais um pedaço se vai. Sou finita, jamais saberei as verdades todas. Quem toca-me é a mão de veludo desse entardecer. Junto a ele faço uma prece, agradecendo mais um dia, mesmo que não tenha sido tão bom, mesmo que a esperança tenha vacilado ou que a saudade tenha dado o ar da graça dentro do coração, mas este é forte e tem lugar para muito mais ainda.
Algo não deu certo e foi ruim? Não chore pelo que passou, apenas siga em frente, pois tudo passa e novos caminhos virão.
Vem com dedo de veludo e cutuca a alma, não dói, mas incomoda e não quer parar. De vez em quando chega como espinho açoitando sem dó. O que seria essa sensação estranha? Vai junto a qualquer lugar, não desgruda, impele, as vezes irrita. Se sair um segundo, vem a saudade, o medo de perder, o arrependimento por não ter-lhe dado atenção. Simplesmente tem um nome: inspiração...
O poeta sempre conseguirá captar a voz do vento, seja num murmúrio de amor ou num grito rouco de saudade...
Quando uma lágrima solitária e teimosa,cisma em descerpelo meu rosto, ignoro-a, porque já não tenho mais a ansiedade da espera e nem o temor da ausência !
Não há herança de bens materiais no mundo que substitua o lugar de quem partiu. A riqueza da presença do ente querido é a mais cara que tem no mundo, não há dinheiro que pague a saudade que fica.
Queria que em todas as manhãs ao me despedir de você, pudesse dar um abraço forte, um beijo com gostinho de amor verdadeiro, um sorriso traduzindo: logo mais volte amor, pois, minha saudade já começa agora.
Não há redenção sem culpa, nem luz sem as trevas do que deixamos para trás. E o homem que nega a saudade é um cadáver ambulante; o que se rende a ela, um fantasma. Resta-nos, pois, o caminho estreito: amar o passado como se ama um morto — com devoção, mas sepultando-o. Pois só na aceitação do efêmero descobrimos que a eternidade não está no que perdemos, mas no que ainda podemos perder... e, mesmo assim, seguir.
As pessoas se aproximam e se afastam como lhes convém. Não seja deselegante de ficar onde não o querem ou só quando querem. Opte por ser elegantemente ausente.
O sussurro do vento nas folhas antigas carrega segredos de um tempo que nunca conhecemos, mas sempre sentimos.
(LilloDahlan)
O café esfria na xícara, enquanto o coração aquece com memórias de um lar que já não existe.
(LilloDahlan)
Quando um ente querido parte e voa para o céu, leva junto também teu coração. E tu perdes o chão, paralisa no tempo e tudo toma outro sentido em tua vida. Tu começas a enxergar um mundo intangível, que parece obsoleto, e só tu enxergas agora e que tudo o que era antes também foi embora...
Perder a mãe é perder o chão. A gente continua vivendo, mas sempre buscando a essência desse vazio que ficou no coração...
Como é difícil a gente se conformar com uma situação que sabemos que vamos passar por ela (é inevitável) e a gente fica totalmente sem ação. É como se a gente ficasse anestesiada, todos os músculos do corpo paralisam por segundos. Um vazio como se a gente tivesse oca por dentro e ouvisse somente o eco interminável de nosso suspiro dando um nó apertado em nossa alma... Dor da perda? Sim, uma saudade que fica em letargia no coração da gente.
A rememoração, assim como as telas de Rembrandt, é sombria sem deixar de ser festiva. Os rememorados vestem suas melhores roupas para a ocasião e ficam sentados sem se mexer. A memória é um estúdio fotográfico de luxo numa infinita Quinta Avenida do Poder
Não importa seu status, patente ou posses, isto é só seu…
Mas os prazeres “caliente” que me proporcionar e os bons sentimentos que me acalentar, isto sim é meu… só meu!
O que você viveu ou aprendeu, será sempre seu!
Isto, ninguém te rouba, pois o cofre será a sua memória.
