Poemas de palavras
No coração
Inspiração
Rima repetição
Rima repercussão.
O tempo em palavras
A vida em palavras
A fotógrafia da vida
Presa no tempo da poesia.
Reagir com poesia
Derramando um punhado
De versos de amor
Ou o que seja,
Tenho palavras e ditados
Tenho histórias para contar
Do ontem ao hoje
E ainda sobra espaço
Para imaginar o amanhã.
Palavras dormentes.
Línguas ferventes.
Da mesma boca, maldição!
Da mesma fala, benção!
Eu grito contras as vozes na minha mente
Desejam meu mal de forma intransigente,
Perdido com pensamentos intrusivos
São tão abusivos,
Não posso deixar me dominar
Preciso parar de pensar
Não posso sucumbir
Preciso escrever para me distrair.
Não faltam palavras
Para expressar o tamanho do amor
Que sinto por você,
O universo não tem tantas estrelas
Não cabe no infinito
E aqui em meu ser
Percebo a eternidade
De um sentimento sem fim.
Da leveza
A leveza do ser... = você!
Quando penso nas palavras que acima estão... o que vem à minha imaginação?
As palavras sozinhas lá não estão...
Ligadas à sua imagem vêm e vão.
Palavras que se materializam em uma persona com o mais doce coração.
Então paro pra analisar... por que minha mente à leveza você me faz associar?
Seu toque é suave... é leve.
O seu olhar é delicado... é leve.
A sua presença é afetuosa... é leve
Suas palavras são afáveis... são leves...
Tudo é leve pra onde quer que você me leve.
Tudo é leve na análise racional de um ser tão leve.
Sem meios momentos ou palavras incompletas,
sem meias verdades, ou amor pela metade
O coração intenso se rende, é sincero
E se entrega por completo
Cecilia
Nesse oceano veleja a poesia
O mistério das palavras
O silencio da solidão,
Vagas imensas,
Imensidão...
Arquipélago em mim,
Ilha na sua solidão
BABY
Guarde seu olhar de compaixão,
Cale suas palavras doces,
Já me acostumei com o silencio
E a escuridão...
A solidão me chama de baby...
Baby, baby baby baby...
A lua nos espera na varanda
Onde os fantasmas do passado
Dançam seus boleros,
Onde eu espero o momento que não veio,
Onde eu degolo aquele ser austero
Que da noite só esperava a lua...
Baby... baby..baby...
A solidão me chama de “meu bem,”
As taças tilintam irritantes,
Ao som de ébrias gargalhadas,
Daqueles que profanam a noite...
A lua se insinua na varanda,
Anda pros meus braços,
Pra insanidade inocente dos santos,
Pra ternura piegas e débil dos loucos...
Quem disse que eu não sou Deus?
Se a névoa púrpura e plasmática
Bafeja este deserto de assombrações...
Quem disse que eu não sou Deus?
Se tenho um punhado de estrelas na minha destra
E na minha esquerda
Um coração que pulsa
Ao ritmo de tuas lágrimas e sorrisos...
Quem disse que eu não sou Deus?
Se a emoção que enrubesce sua face
Agita o sangue em suas veias
me faz manter suspensos e brilhantes os astros...
Quem disse que eu não sou Deus???
Gosto do frio que faz ser só,
das palavras perdidas e amargas como jiló
da frieza inesperada de nunca mais
eu gosto de reminiscências
da inconsequência de amores impossíveis...
eu gosto de ficar olhando a chuva
e imaginar que os deuses choram de solidão
eu gosto de ser triste,
de imaginar-me um boneco de neve
perdido numa montanha
depois de uma avalanche...
essa rajada de vento gelada
compõe o meu espírito
eu gosto de ficar olhando o infinito
sempre tive medo
de confissões mais íntimas,
cumplicidade de palavras doces
e acreditar nesse pulsar voraz
deste velho coração ...
PROCISSÃO
Quando eu não tiver nada ainda terei as palavras
Terei o silencio e a virtude de saber não possuir
E as minhas palavras dar-se-ão as mãos
Numa ciranda a cantar poemas a edificar a solidão
E a minha solidão povoa,
Pavão, pavoa, encantos, penas e cantos
Leitos, lagoas, embarcação, canoas
Uma procissão, uma novena,
Meu verso vai de Tóquio a Cartagena
Porque minhalma não é pequena,
Minha estrofe é forte e minha verdade serena
E o meu silencio não dói; não dói quando passa a tarde
Quando passa o rio, quando passa o vento,
O meu silencio só dói quando passa o sentimento
Devo inventar palavras pra te dizer o que sinto
ou mentir muito pra te dizer verdades
na minha idade, na minha idade nada é muito certo
e tudo anda perto da insanidade,
nasci com trinta anos; aos vinte eu já tinha sessenta
agora me encontro adolescente na terceira idade
O SILENCIO
O silencio se impõe
Quando as palavras pensam que foram sucintas
E os sentimentos que fonemas não traduzem,
O silencio conserva...
Os poemas das dores dormem durante os olhares
Que buscam uma explicação para a emoção
Que as palavras não conseguem explicar,
O silencio conserva essa emoção silenciosamente;
Esse poema de vagalumes, grilos e brisas só a alma percebe;
Os montes se erguem majestosos para colherem ocasos
E o silencio está ali divino e materializado...
É este poema que inspira a todos os poetas: o silêncio.
São tantas palavras que cuspo da minha mente na esperança de aliviar meu pensamento, mas na mesma velocidade que limpo, tudo já se suja.
Palavras me salvam, me contagiam, e o conjunto delas se forma num sentimento que arranquei de mim.
Sim, arranquei. Porque dói.
Tudo dói, e nessa distância da minha sobriedade já perdi o caminho de volta. Existe uma faísca de esperança de ser tão boa quanto já fui um dia, mas algo me diz pra olhar para frente e não para trás.
Porém, o futuro é escuro. Preciso chegar até ele, acender uma luz para descobrir o que ele esconde.
Mas isso não parece conveniente para mim. Temo me tornar alguém pior, ou ficar pior, e ao invés de subir, só descer — andando para frente.
Mas e se eu não andar?
Nunca fui de me arriscar, porque na mesma possibilidade de dar certo, pode dar errado.
Eu sou forte, mas não sei se o peso que a minha mente irá me colocar caso eu saia da linha será algo que posso aguentar. Existe a possibilidade de ser um novo PR que irei bater, ou talvez o peso me esmague de uma vez, e acabe com o sofrimento de vez.
Possibilidades, riscos, e se...
Você seduz só na forma de olhar, com poucas palavras, consegue o que quer, persuasão sempre foi o seu dom, no jogo do amor não faltou sedução.
Na vida sem rumo procurando amor
Caráter em falta, ilusão que sobrou.
Um dia, quem sabe, amanhã talvez
Surja o amor que tanto sonhou
Externato Dom Afonso Henriques.
Aqui eu aprendi as primeiras palavras em francês e em inglês.
Aqui eu aprendi as primeiras fórmulas de matemática, física e química.
Aqui eu aprendi os conceitos fundamentais da botânica, da zoologia, da geologia e da geografia.
Aqui eu aprendi a história da Pré-História, da Idade Antiga, da Idade Média, da Idade Moderna e da Idade Contemporânea .
Aqui, ah! o Externato Dom Afonso Henriques , não existe mais!
Mas daqui eu guardei as melhores histórias, que pra sempre terei pra contar!
Entre o Riso e o Silêncio
Dizem que sou feito de risos soltos,de palavras que dançam sem medo,de uma leveza que não se aprende, de uma luz ímpar.
"Você tem um brilho no olhar", repetem, sem notar, o quanto arde, às vezes, esse brilho.
Eu me identifico com o Chapeleiro maluco, louco aos olhos do mundo, mas lúcido demais por dentro.
Veem loucura no meu sorriso,mas não enxergam a tristeza nos meus olhos.
E talvez nem queiram ver.
Carrego o riso como escudo,a piada como armadura, o exagero como alívio.
Porque mostrar a dor assusta, e calar é mais fácil do que explicar esse nó que a alma não desata.
Dentro de mim mora um vendaval, mas por fora... só o vento suave.
Sou tempestade em corpo de primavera torta.
E mesmo assim sigo,entre gargalhadas e silêncios, dançando com minhas sombras, abraçando minhas fendas, sendo loucura e lucidez, tudo ao mesmo tempo.
Ah! O Sorriso!
Ele é universal!
Ele diz tudo sem palavras!
Ele faz amigos sem abraços!
Cuide do seu e sempre receba um cliente com ele, é o que quem precisa de ajuda mais quer ver em quem vai ajudá-lo!
Não existe saber mais ou saber menos
Quando dizem, são palavras inconsequentes
O saber é uma coisa singular
Com certeza há saberes diferentes.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
05/04/2024
Ou me ama, ou deixa-me
Tu me diriges palavras,
e nelas encontro
o bastante para permanecer,
jamais o suficiente
para descansar.
Não és tu
a origem do meu tormento.
É o silêncio,
esse artífice perverso,
que veste a incerteza
com as vestes da verdade.
Enquanto repousas,
minha alma fabrica espectros,
ergue rivais sem nome,
e concede à sombra
a dignidade do real.
Talvez nada disso exista.
Mas o receio
jamais necessitou de provas
para consumir um coração.
Ah, se me fosse concedida
a misericórdia da clareza!
Ama-me,
e que teu amor seja inteiro.
Ou nega-me,
e que tua negação
tenha a nobreza
que falta à hesitação.
Pois mais cruel
que o abandono
é a esperança suspensa,
esse cárcere invisível
em que o espírito
definha sem morrer.
Não consintas
que eu permaneça
como peregrino
à porta de um templo
que nunca me será aberto.
Se teu afeto me pertence,
acolhe-me.
Se jamais me pertenceu,
concede-me, ao menos,
a graça derradeira
de partir em paz.
Porque há despedidas
que ferem menos
do que uma eternidade
vivida à sombra
de um talvez.
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