Poemas de ódio
Ódio
O ódio é essa coisa silenciosa, que se esconde nas frestas do que eu fui.
Ele não grita, não pede, não fala. Apenas cresce. Como uma planta amarga, que se enraíza nas profundezas da alma.
E eu? Eu sou só o vaso, a terra que já não floresce, que só sustenta essa sombra que me habita.
Ele corrói, devagar, sem alarde.
Sinto nas mãos, nas pequenas ações, nos olhares que já não sabem mais ser suaves.
O ódio não tem pressa, ele espera. Espera o momento de ser. Porque, no fundo, o que ele quer não é me consumir, mas transformar-me em sua morada.
A verdade é que ninguém te
faz sentir raiva, ódio, tristeza, inveja...
Essas emoções estão dentro
de você.
As pessoas apenas são o gatilho
que faz vir à tona essas emoções.
“Enquanto uma parte estúpida dissemina ódio e preconceito, e outra parte, mesmo sendo minoria avança com violência sobre os mansos; façamos amor e poesia, não seremos poupados pelas duas partes obtusas, mas persistiremos na ilusão de que ser diferente vale a pena.”
―Evan Do Carmo
"Nos dias de hoje, infelizmente, o ódio e a desilusão tomaram conta das pessoas
e elas não conseguem mais nem falar em amor!"
Otávio Bernardes
O homem aprendeu a controlar o fogo.
Mas o fogo se dividiu, amor, ódio, verdades, tempo, medo, curiosidade...
...dominando assim o homem.
Nos resta o balde do reconhecimento e a água do saber.
DA VAIDADE DO HOMEM
Que belo seria o mundo
Se não existisse a maldade
Ódio, ganância e avareza
E ainda tem a falsidade
De um ser insensato
Mergulhado na vaidade.
Um mundo capitalista
Onde o valor está em "ter"
Não importando o preço
Vivendo como se não fosse morrer
Parece o fim dos tempos
Não há para onde correr.
Oh homem, pobrezinho homem!
Já dizia o poema
Parece até especialista
Em corromper sistema
Vive dando jeitinho
Golpes, trapaça e esquema.
É triste a realidade
De onde vem o lamento
O homem de tão mesquinho
Não reparte o alimento
É como se levasse o dinheiro
No dia do sepultamento.
Mas esta é a realidade
De um ser sem valor
Que mata o semelhante
Se preciso for
Pela ganância e olho gordo
Fazendo da terra um horror.
Em meio a este absurdo
Fica a indagação
Onde estão os deuses
Com toda a resolução
Colocar este ser tão cruel
Rumo a aniquilação
Eu até sofro com isso
Mas creio, é a solução!
Na rua,
um barbudo me deu ódio
Ele nem
me via.
- Qualé a sua?
Dei-lhe um tapa no bigode.
Pogonofobia
O ÓDIO possuí um faro
Tão animal
Que, aquele que te ODEIA
Cria uma TEIA
Igual
A da ARANHA,
E quando você menos espera,
Ele fecha o cerco e CRAU ‼️
🧐
***
Ódio,
ódio,
ódio gratuito,
ódio armazenado,
ódio carregado,
ódio que pulsa
ódio que sangra,
ódio que escorre,
ódio que embebeda,
ódio que envenena.
Só ódio, que te mata.
O ódio nunca vai vingar...
A gente pode até brigar,
Mas eu não consigo
Ficar brigado com você
E nem te odiar.
A raiva passa muito
Rápido e eu nem sei
Como explicar!
Enquanto houver amor,
Esse sentimento ruim
No meu coração
Nunca vai vingar.
Poema dedicado a: Juçara Conceição
Edvan Pereira "O Poeta"
Hoje Eu Gritei
(Verso 1)
Hoje eu gritei comigo,
a raiva em cada palavra,
ódio como um castigo,
amor que só desaba.
(Verso 2)
Hoje eu gritei com ele,
em desespero e frustração,
por um pouco de atenção,
mas só ouvi silêncio e desilusão.
(Refrão)
Hoje eu gritei com a gente,
promessas que se quebraram,
sonhos que se perderam,
de um "nós" que nunca chegaram.
(Ponte)
Hoje não achei meus sapatos,
não reguei minhas flores,
no espelho não há mais fatos,
a dor me engole em dores.
(Refrão)
Porque me deixaram gritar?
Minhas vozes na tempestade,
cada grito a me cortar,
consumido pela saudade.
(Verso 3)
Hoje eu gritei comigo,
no fim, o grito calou,
morreu uma parte de mim,
que nunca mais encontrou.
(Refrão Final)
Hoje eu gritei com a gente,
promessas que se quebraram,
sonhos que se perderam,
de um "nós" que nunca chegaram.
Por que eu griteei?
Por que eu gritei!
Por que eu griteeeei?
Por que eu gritei!
Por que griiteei?
Por que eu gritei!!!!
Hoje eu gritei,
no fim, o grito me silenciou,
morreu uma parte de mim,
que nunca mais entendeu,
a dor que restou.
No véu da noite, onde a luz não ousa,
cresce o fel que o peito não cala.
Ódio escorre, denso, nas veias,
como veneno que nunca se embala.
Queima lento, sem chama visível,
mas deixa cinzas em cada olhar.
Rancor é corvo de asas negras,
sempre pronto a pousar e ficar.
Não há perdão sob este céu sombrio,
só memórias afiadas como punhal.
O coração, outrora abrigo,
agora é templo do mal.
E o tempo — cúmplice desse tormento —
ri das feridas sem cura ou cor.
Pois onde o ódio finca seu trono,
floresce o império do rancor.
As Corrosivas
Aventuras do
Homem-Sulfúrico
Meu ódio
É tão indispensável,
Quanto meu amor.
Amo e odeio.
Não, não há
Neutralidade aqui,
Não há indiferença,
É nada ou tudo.
Se você vem, fica.
Se vai, jamais retorne.
Acolhimento pleno
Ou desprezo absoluto.
Sem absolvição,
Sem perdão,
Nem arrependimento.
O rancor é nosso por direito,
Bem como o martírio.
Somos ímpares,
A paz é para os incapazes
E seus pares.
Nós somos atrito, conflito,
Confronto, insurreição.
Somos confeitos nucleares.
Denize com Z
A Leoa não é outra coisa
Senão ela mesma.
Ela não mata por ódio
Ou por prazer,
Ela só o faz por necessidade
De sobrevivência.
Ela protege os sentimentos,
Enquanto ataca emoções para viver.
É TEMPO
É tempo, é tempo de esperança
De sentir no coração
De esquecer todo esse ódio
Abraçar, pedir perdão
É tempo de recomeçar
De viver na alegria
De poder acordar
Sentir um novo dia
É tempo de esperança
Tire todo esse rancor
Fortaleça seu coração
Transforme em amor
É tempo de recomeçar.
De seguir e ter fé
Tempo de aprender
Oque de fato conhecer
E sempre alcançar...
Se eu pudesse eu trocaria
O frio pelo calor
Trocaria o ódio de todo mal
Colocava uma pitada de amor
Tira as mentiras e colocava as verdades
Tirava as tristezas, pra vim felicidades..........
Se estiver fraco, se fortaleça
Se estiver ódio na alma, plante
amor no coração.
Se estiver triste desabafe,
pois é chorando que tiramos a solidão!
Se estiver feliz procure sorrir
ainda mais sem ter medo de nada.
Se estiver com dor procure aliviar
haverá sempre um motivo
para atrapalhar a caminhada...
O amor e o ódio
Eles andam lado a lado
Ambos não são iguais
Um nasce amando
E o outro machucando
Ambos são apaixonados
O amor nasci de dentro pra fora
Espalhando alegria
O ódio nasce de fora pra dentro
Causando agonia
