Poemas de Mudança
Sua vida é reflexo de sua mente, de seus pensamentos. Se você reclama há algum tempo que sua vida não muda, reflita há quanto tempo seu pensamento também tem sido inflexível.
Uma vida transformada começa por uma mente renovada, uma mente que é capaz de pensar diferente consequentemente terá uma ação e um comportamento diferente, e aí sim obtém-se um novo resultado que podemos chamar de mudança.
Não há como mudar de vida, tendo os mesmos pensamentos, mudança de vida começa sempre com novos pensamentos, por isso eu digo - Sua vida e sua realidade são tão inflexíveis quanto seus pensamentos.
A realidade é a seguinte, somos sim marionetes,
Somos pobres, somos o povo que sabe a verdade,
Conhece a felicidade e a dor dos Deuses.
Esperanças nos mantêm vivos, a dor nos consome,
Real é apenas cada ar que respiramos,
Tudo além disso é uma caixa misteriosa,
Mas sem mistério, apenas nos recusamos acreditar na informação do rótulo.
O mundo já não é o mesmo, não sei quando foi,
Mas consigo perceber que não é o mesmo,
Consigo chorar por coisas que me alegravam,
Cantar de dor, escrever coisas que lia...
Não existe um padrão de vida, feliz ou triste.
Não existe padrão de vida,
A natureza é aleatória, mas é prevista,
Não caia na ilusão do mundo, não existe algo que o satisfaça.
Todos buscamos aquilo... Sim, aquilo que não existe...
Pobres e ricos choram, pois têm ambos as suas dores,
Suas noites perdidas e manhãs doloridas.
A música, poesia, religião, política, Deus...
A dúvida, a certeza... Tudo isso, o que é senão a poesia já escrita,
Não o passado, o tempo pouco importa.
Toda certeza tem uma interrogação,
Todo incerteza tem uma resposta,
E mesmo assim, Deus insiste em manter-se oculto,
Nenhuma resposta foi encontrada, assim, como toda a pergunta possui uma resposta.
Por isso vivemos, adaptamos, criamos,
Somos e somos...
Viva, Sonhos resolvem...
FOI LÁ
Foi uma viagem muito complicada.
Edifício alto, elevador quebrado, foi pela escada.
Ofegante, lágrimas no rosto, desilusão, desgosto.
Sem perspectiva, sem combustível, parado no posto.
Mar bravio, calos nas mãos,
Pais presentes, barco cheio de irmãos
A força, a garra, o desejo, a vontade.
Sair do bairro, da rua, da cidade.
Na viagem mais difícil da vida, tentando encontrar uma identidade.
Sem malas, sem certezas, sem experiência, só a espiritualidade.
E no meio dos desencantos e do coração quebrado.
O degrau que nunca havia conhecido, nunca havia pisado.
O local mais assustador e mais escuro, mas também reconfortante e iluminado.
Era um convite de dentro, para eu entrar, era em mim mesmo, poço entulhado.
Eu cheguei lá e fui muito sofrido.
Precisei fechar a boca, respirar, abrir os ouvidos.
Na verdade, eu mesmo nunca cheguei,
tenho plena certeza que fui sempre conduzido.
Lá, uma compreensão mais ampla e mais rica me preencheu.
Havia ferida e havia cura, havia o mundo e havia eu.
Havia uma criança suja e empoeirada, com aparência de quem se perdeu.
Havia luta, mas lá havia muita força, a maior de todas era Deus.
Quando tudo deu errado precisei mudar
Transformar as labuta em luta
Por novas ideias na cabeça e aplicar na vida
Marchei avante mesmo sendo fraco na guerra
A vida chacoalhou minhas ideias e me formou poeta
Mudar a humanidade é algo que muitos pensam porque é a melhor forma de se sentirem bem consigo mesma,também para obter um retorno do espelho social, esquecem-se porém de que a verdadeira e mais contundente mudança está simplesmente em si mesmo.
Comece fazendo isso e mude o mundo.
Nessa vida é preciso
Certas vezes alterar
O caminho, a direção
A trilhar por que passar
Visitar novos lugares
Respirar os novos ares
Ter coragem de mudar
Dizem que a gente não muda o outro!
Porém, só não mudamos o outro, se não tivermos trajetória exemplar.
Se tivermos brevê, conhecimento, não só alteramos a vida do outro, como tambéma do entorno.
Para com essa mania de querer me mudar
De querer que eu seja quem você quer
Ah,tem que parar de comer carne, começar a meditar,
Tome chá ao invés de café.
Você faz muito isso, pouco aquilo
Por que não vai na igreja também?
Quem tá tensa é você, eu tô tranquilo.
Cada um tem o seu tipo de amém.
Pô, eu sou como sou, vai de você me aceitar
Com minhas escolhas, com a minha fé.
Não precisa insistir, ninguém vai me mudar,
Se tá tão incomoda, se manda, dê no pé.
Não quero chá, eu amo café,
Você reclama de andar, eu gosto de andar a pé.
Sou carnívoro, isso é o que me satisfaz,
Eu escolho o meu caminho, minha paz.
Não leve a mal, não é rebeldia,
É só a minha forma de viver cada dia,
Respeito o seu jeito, sua filosofia,
Mas entenda que o meu é o que me guia.
Cada um tem seu próprio ritmo, seu ideal, Não há um caminho único, afinal,
Então, vamos aceitar, ser tolerante,
Cada um tem o seu tipo de amante.
Eu te aceito desse jeitinho assim
Tirando toda parte que reclama de mim.
Mas se somos incompatíveis, é melhor desatar ...
Antes que a dor nos faça chorar.
(FELIPE REIS)
Será ...
que morreu...
faleceu...
se cansou...
se mudou...
envelheceu...
se convenceu...
Que nada mais somos,
que nada mais seremos
além de pensamentos...
velhos momentos,
velhas lembranças, pouco esperança...
Nossa herança a amizade de infância...
Será que morreu,
faleceu...
Que se mudou, eu sei...
Que envelheceu também...
Que se convenceu não sei...
Que nada mais somos, talvez...
Que nada mais seremos, por quê?
Só sei que além dos pensamentos, junto com o vento, guarda momentos de eu e você...
Eu sempre me senti um pouco fora do lugar. Já morei em diversos lugares, mas nunca me senti realmente conectado com nenhum deles. É como se eu estivesse sempre flutuando no tempo e no espaço, sem encontrar meu lugar no mundo.
Não consigo identificar exatamente o que causa esse sentimento de desconexão. Talvez seja o fato de que nunca passei tempo suficiente em nenhum lugar para me sentir em casa. Ou talvez seja simplesmente uma questão de personalidade, de eu ser uma pessoa mais introspectiva e reflexiva.
Não me entenda mal, eu aprecio as diferentes culturas e estilos de vida que encontrei ao longo do caminho. Cada lugar me ensinou algo valioso e eu me sinto grato por essas experiências. Mas ainda assim, não consigo evitar essa sensação de deslocamento, como se eu estivesse sempre procurando algo que não consigo definir.
Às vezes, me pergunto se sou uma pessoa que está fora do tempo. Será que eu simplesmente não me encaixo nesta era em particular? Talvez haja algo que eu esteja procurando que só existiu em um tempo e lugar diferente.
Mas ao mesmo tempo, acho que essa busca é o que me mantém em movimento. Talvez nunca encontre o lugar ou o momento perfeito para mim, mas o processo de tentar é o que me faz sentir vivo. Talvez eu nunca saiba exatamente onde pertenço, mas isso não significa que não haja valor na jornada.
Então, eu me pergunto: será que é possível estar fora do tempo e ainda assim encontrar um sentido de pertencimento? Talvez a resposta esteja em abraçar essa sensação de desconexão e transformá-la em algo positivo. Talvez, ao invés de procurar um lugar onde me encaixo, eu deva criar esse lugar dentro de mim mesmo.
Enfim, a questão permanece em aberto. Será que estou fora do tempo? Talvez nunca saiba a resposta, mas continuarei explorando essa ideia, enquanto aprendo e cresço ao longo do caminho.
O tempo é uma das mais misteriosas e fascinantes dimensões da existência humana. Ele nos acompanha desde o nascimento até a morte, e nos afeta de maneira profunda e inegável. O tempo é uma das únicas coisas que não podemos controlar, e ainda assim, ele é uma das coisas mais valiosas que possuímos. Ele é como um rio que flui sem parar, levando consigo nossas memórias, nossas experiências e nossas vidas. Ele nos ensina a importância da paciência e da perseverança, da sabedoria e do conhecimento, da renovação e da transformação.
No entanto, ele também pode ser cruel e implacável, nos lembrando de nossa mortalidade e de nossas limitações. Ele pode nos fazer sentir presos, como se estivéssemos em uma corrida contra o relógio. Mas, ao mesmo tempo, ele pode nos oferecer uma oportunidade para crescer e evoluir, para descobrir nossas verdadeiras paixões e propósitos. Sim o tempo é uma dádiva preciosa que devemos valorizar e aproveitar ao máximo. Devemos usá-lo para criar memórias inesquecíveis, dividir com quem quer compartilhar para fortalecer nossos relacionamentos, para buscar a felicidade e o equilíbrio em nossas vidas. E, acima de tudo, devemos nos lembrar que o tempo é um recurso limitado, e que cada momento é único .
Que tal abraçar cada dia como uma nova oportunidade para viver, para aprender e para amar. Devemos nos esforçar para encontrar o equilíbrio entre o passado, o presente e o futuro, para que possamos aproveitar cada momento em sua plenitude. O tempo é um presente precioso, e cabe a cada um de nós decidir como usá-lo da melhor maneira possível.
Mas uma coisa é certa. Aliás, duas coisas são:
– Ninguém muda.
– Quem ama não trai.
Sua opinião contra ou a favor não muda nem mudará a essência dessas afirmações.
Indolentes e preguiçosos, assim temos sido.
Mal acostumáveis à mornidão dos gestos,
Estafermos à paisagem multicolor.
Deixando-te prender ao chão por chumbo,
Não percebes que o tempo vanificado te oprime,
E experimentas o pior dos mundos?!
Quando abandonas a ti mesmo,
Pó e teia logo te amontoam.
Então quebra o teu pendor para a inércia e a letargia!
Interdita em ti a apatia da decisão própria.
Não sejas apenas homem ou mulher de gabinete.
Levanta-te e anda! Dá primazia em ti ao ser de ação.
Sim, eu sei: descansa, alimenta-te, contempla, planeja;
Mas de um pulo, põe-te de pé e afeiçoa-te à ação!
Homenageia enquanto pulsa a vida;
Não esperes o assalto da morte ou do impedimento.
Deve-se fazer, mesmo sem trilha ou ribalta.
Faça por Deus, pela família, pelos amigos,
Por um amor, por um bicho, por ti mesmo,
Mas faça!
Conjuga com o corpo o verbo fazer a qualquer tempo,
Ainda que simples e no singular.
Doravante, que tua divisa seja: fazer, fazer e fazer.
Quando defrontares com a eternidade,
Quando apresentares à contabilidade divina inarredável,
Quando te soar a hora final do teu balanço existencial,
E enfim, a ti for sonegado permanentemente qualquer possibilidade de ação,
Aí saberás, face a face contigo mesmo,
Por que tinhas de fazer algo ainda hoje, já!
“Uma criança sonhou…
Que o seu sonho mudaria o impossível…
Quando se tornou mulher, descobriu que
sonhar nem sempre faz parte da vida.”
Custo de vida básico deveria ser:
Alimentação, luz, água, moradia e transporte que somados seria no máximo 1/4 do salário mínimo local
Lute pela mudança
Receita:
Fazer diferente
2 xic de rotina
1 xic de indignação
1 xic de amor próprio
2 col de criatividade
1 porção de coragem
1 pitada de bom humor
Pimenta a gosto
Cozinha tudo em banho maria até dizer chega!
Revolução não se faz
apenas com aglomeração de pessoas,
mas com pessoas aglomeradas
sob o mesmo propósito
e determinação em lutar
por mudanças.
“Nossa vida é uma verdadeira inconstância e nós também somos uma verdadeira inconstância.
Já imaginou se fossemos o mesmo todos os dias?
Já imaginou se as estações do ano não mudassem?
Que chato seria...
Ainda bem que podemos ser múltiplos e mudar. Mudar como as estações mudam.
Podemos ser o verão, onde tudo fica quente, tão quente quanto ao nosso coração. Ou podemos ser como a primavera, onde as flores nascem em abundância e nos alegra com o seu florir e colorir. Ou podemos ser como o outono, onde as cores das flores já não são mais tão vivas, mas que ainda estão vivas. Ou podemos ser o inverno, onde os nossos dias são mais cinzas, mas que sem eles a primavera não existiria.
Cinza, quente, florir ou colorir, não importa. O que importa é podermos ter a arte de mudar dentro do nosso coração. Afinal de contas, se até as estações do ano mudam por que continuar sempre a mesma?!"
...
Abundância por todos os lados
Vangloriamos nossa cegueira
Plenitude escoando nos ralos
Reduzimos nossas fronteiras
Morremos de sede em certo mar
Águas de indiferença
Perdemos as asas em pleno ar
Céu de pura descrença
Nós, era eu contra você
Tudo sem "quê" nem "porquê"
Pedras formando um buquê
Obrigado, não há de quê
E nesta prosa, perdem todos
Ao escravizarem suas carcaças
E nesta lábia, fracassam os tolos
Ao admitirem suas desgraças
Troquemos nossa cegueira
Pela clarividência
Nossa limitação
Pela nossa abrangência
Nossa denotação
Pela nossa anuência
Saímos da contramão
Pela convergência
Não somos escravos
Desgraçados
Somos filhos de Deus
Não somos bastardos
Toda correção é viável
Enfim, finalmente, afinal
Retificação é fiável
Inoportuno é o ponto final
