Poemas de Luto
Na estrada dessa vida
É preciso observar
Quando se é um bebê
Só se faz engatinhar
Mas o tempo vai dizer
Que se aprende a correr
E depois a pedalar
Pedalando, vou vivendo
Nas trilhas desse caminho
Não sei onde ele vai dar
Com Deus nunca tô sozinho
Na montanha vejo o mundo
Tiro força lá do fundo
Pra não ter um desalinho
Cai a noite, continuo
Sempre posso pedalar
Vem o frio da madrugada
Então penso em parar
Ouço a voz bradando forte
Só encerro com a morte
Sigo enquanto respirar
Então sigo nessa trilha
Vou curando as feridas
O pedal é que nem vida
A chegada é a partida
Tudo vai se repetindo
Quando chego já vou indo
Não existe despedida
Engoli minhas palavras
A sua arrogância, não.
Guardei-as dentro de mim
E pra não engasgar
Soltei-as nos versos
O linear do querer...
Sois o absurdo...
Parece ser natural...
No limite da devastação.
Sois o início e o fim...
Pedras são o pó
E o homem foi feito do pó...
Somos definidos pela coisificação...
Pelas arestas do consumismo...
Sutilezas... E ... Aplausos
Ainda estamos vivos...
Dentro de tantas contradições...
O clamor sereno e puro malte
Se presenta pela madrugada...
Mar da natureza devastada respira.
O poluído do ar refleti seus pensamentos...
O dito popular morreu em conflitos sociais...
Até amanhã anotamos tudo que se destaca...
Nós laços profundos da perdição somos impuros...
Mesmo assim continuamos a seguir um louco...
Abraços e beijos estamos mais pobres intelectuais...
Mesmo o que vemos nos dá sobre o entendimento de tal relação...
O convívio tornasse o âmbito da moral.
A moral morre nos instantes opacos...
O mar poluído de verdade pede socorro...
Mundo um dia reage a tal desvastação...
O mundo vai continuar mais ser ambíguo existirá...
Muitas vezes difícil sonhar com momentos de lucidez...
Optamos tanto será que felicidades sempre de tanto...
Consumir e ser consumado...
Entre pensamentos o vazio extenso...
Compreensão da convivência tornasse o abraço da solidão...
Sobre tudo sobreviver...
Relacionamentos apenas palavras jogadas na ilusão...
Muitas vezes difícil sonhar...
Mas existe igualdade na verdade que vivemos...
Podemos ter certeza disso...
Embora o mundo seja cruel e amargo...
Muitas vezes a felicidade é viver a liberdade.
Tenho particular gosto por Gente de Quintal,
Enquanto que, ao Quintal de Gente,
Não entendo, nem bocejo tolero.
Às 17horas e 15 minutos,
A National Geographic fala de animais,
Tontos.
GOLPEADO...
Em vão estendo pra saudade os braços
Sem que possa atingir este sentimento
Que julgo padecer-me nos teus traços
De vazio, angustia em cada momento
Cato-te em vão! Nos saudosos espaços
Entre nós a extensão, perdido lamento
Ainda na imaginação ouço teus passos
Onde o som à poética é doce alimento
Este amor é como o meu árido cerrado
Seca as ilusões, tal inverno, uma a uma
E assim mesmo, enamoro na lua cheia
Com o teu silêncio atroador sagrado
Perfura a minha alma, inda escuma
E com tua falta ao meu amor golpeia! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11/02/2021, 14’28” – Triângulo Mineiro
Sou essa dança louca e estranha, que acorda no meio da noite, pedindo para ser ouvida, e dançada, e rodopiada.
Sou o movimento e a pausa.
Sou nuvem, ora colorida, ora acinzentada...
Sou quem sou, e não canso de ser.
Vagas de emprego
Procuramos pessoas carismáticas. Aquela com um sorriso na cara, que fala de amor e que não guarda rancor. Aquela que sabe pedir por favor, que usa o "obrigado" e o "por nada". Aquela pessoa que sabe te animar com uma palavra, que não tem vergonha na cara e fala um “oi” sem te conhecer.
A carga horária é bem pesada, 24 horas por dia, sem dar uma descansada. Não tem folga e nem nada. E férias nem pensar. É obrigatório o uso da educação. Para trabalhar conosco é assim, tem que ter disposição. Como diferencial, vai contar a compaixão. Tem que amar o próximo, de igual para igual.
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Tem que tratar como irmão e saber dividir o pão. Esse é um ensinamento divino, tem que amar ao próximo como a todo ser vivo. O serviço que você vai vender pode ser tangível ou intangível. Pode ser com um abraço, ou até com um sorriso. O que você vai vender é algo de suma importância e indispensável para a sociedade.
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Atenciosamente,
O Próximo.
Em poucas e simples palavras
Você chamou minha atenção
Com seu belo olhar e palavras cordiais
Conquistou meu simples e doce coração
Por ser amigável e bela
Te chamarei de charmosa
Por ser bonita e harmoniosa
Cintilante e a melhor, vulgo airosa
Equilibrada e sempre empática
É a mais pura libriana
Educada e sempre bem trajada
A moça mais bacana
Se um dia eu ficar frente a você
Deixe-me ao menos te admirar
Pois só irei falar lindas palavras
Com uma forma muito peculiar
Para mais cintilante e doce libriana, R.S_822
EM BRANCO ...
Olho-te devaneando, arranjando, e aí tento
No vácuo do teu vão, da palidez e alvura fria
A poesia que transvaze do meu pensamento
E, somente rabisco uma fisionomia tão vazia
Mas, insisto no carente, inteirar o anseio lento
Com feito, fantasia: - nessa sensação sombria
E assim, então, criar solenidade no momento
Para ver se abranda a minha solitária melodia
Em branco, a imaginação no papel em agonia
Escreve e apaga, retira e devolve, cria e recria
Que zombaria, e a desordem devora o escrito
Ó solidão, fala alto, deslustrando cada ensejo
Tudo revelado, nada mostrado, e pouco vejo
Neste curto desejo, só um versar mais aflito! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
13/02/2021, 11’42” – Triângulo Mineiro
BAMBO ....
Se o amor bater de novo na sensação
arrependido, para o meu sentimento
hei de dizer-te tudo com cara razão
e poética, quanto rasga o sofrimento
Pouco importa, ter já o entendimento
da dorida dor, sei eu, do luto e paixão
pois bem, nem mesmo o tal momento
do bom, tudo é mais uma recordação
Então, não venha mais virar a tramela
adentrar o meu olhar, e descontrolar
nos caminhos sempre terá outra viela
O amor vezeiro, é amor com alarido
bambo, perdido, tem basta o pesar
(só a morte) e nada mais é sabido! ....
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/01/2021, 09’01” – Triângulo Mineiro
Se ame em primeiro lugar
Tenha amor próprio
Tenha o seu próprio amor
Pra depois amar o próximo
Pense em você primeiro
Pense na sua família
Pense no amor verdadeiro
Sinta o verdadeiro amor
Que está dentro de você mesmo
Camilly Lima
Pra amar não tem desculpa
O amor transforma
O amor cura
O amor liberta
Não tenha a pressa de achar um amor
Ele vai te achar na hora certa
Camilly Lima
O amor é uma essência que contagia
É um sentimento de alegria
Aquele amor que é forte
Não acaba, é pra sempre, mesmo depois da morte
O amor é infinito, sem limites
Não tem fim, é eterno
Eu amo amar alguém
E ser amada também
Quanto mais amor se dá
Mais amor se tem
Camilly Lima
E no momento em que a dor aperta, tudo o que me resta é uma folha em branco.
Sem abraço, sem consolo. Só a dor transposta em letras.
Quem disse que os momentos de alegria resultam nos melhores poemas?
São os momentos de profundo sofrimento, onde não se pode gritar por fora, apenas sufocar por dentro.
Pegar todo esse sofrimento e vomitar em uma folha de papel.
Vou cuspindo as palavras de forma angustiante e assim as ondas vão ficando menos violentas.
Posso respirar novamente.
Na Corda Bamba e de Sombrinha:
Dizem que é na corda-bamba que se enxerga melhor o abismo!
Pois bem, cuidado com a corda bamba: quando alguém só falou mentira da pessoa que descartou, todos ao seu redor acreditarão.
Mas, quando esta pessoa, contou ao descartado, podres (ou não, vai saber né), de todos os seus ouvintes, só precisa que um deles saia da posição de fiel.
E olha que este mundo é pequeno demais e hoje eu confidenciei a um deles tudo o que você contava dos outros.
A pessoa riu de mim: ela também já sabia do teu abismo. E contou que muitos deles também já sabiam...
Segue o baile...
o tempo irá passar
o tempo irá voltar
uma espécie diferente
isso é tão peculiar
memórias irão embora
memórias irão voltar
uma memória estranha
um momento sem meu olhar
Pensamentos longes
pensamentos pertos
pensamento assustado
pensamentos leves.
Se o tempo for escasso,
as essências passam despercebidas,
lições, reações, florescimentos
se perdem nas estradas da vida
Faça do tempo um amigo,
dose tudo para aproveitar,
não é fácil, mas é possível,
viver é isso, a tudo saber administrar
Os projetos não morrem:
São anteriores ao tempo
Existem antes do nascimento
E fenecem depois do fim.
Com eles se pode viver,
Mas não facilmente sem.
Vez ou outra renascem fortuitamente
E então pensamos ouvir os passos distantes de um ser que nunca nos foi
Ouvir a voz que ora nos apazigua
Quando, em verdade, são eles dando-nos asas ilusórias
Que mal dadas, são cortadas rentes
E muito posteriormente dilaceradas
Com a amplitude de inúmeros decibéis.
É tudo tão célere que mal notamos,
Tornamo-nos ao seio da mediocridade e vileza humanas.
Os projetos não morrem:
Pulverizam-nos.
Te deixei livre
Tu e este imenso universo
Tu e tua plena vontade
E por razões que desconheço
Decidiste ficar
Pra me fazer sorrir
Um doce poema
Digno da perfeita sincronia
Que carregas no corpo
Curvas e tons claros
Logo, não menos importante
A sincronia do doce açúcar
Que resulta
Na química distorcida
Que nos une
Química distorcida
Que resulta
No teu nome
O menino fantasiado de realidade vende balinha no farol, a ALEGORIA passa, mas não dá a mínima para o garoto que canta o ENREDO da miséria.
A COMISSÃO DE FRENTE, formada pelos irmãos mais velhos, entoa o SAMBA da sobrevivência.
A batucada no vidro dos carros incomoda os fantasiados de arrogância.
A HARMONIA é quebrada com a chegada da polícia, que ganha DESTAQUE no quesito pancadaria, bate tanto no pequerrucho franzino que a camisa branca fica vermelha, brilhando luzes de sangue, um prato cheio para agradar os espectadores do carnaval do horror.
O CONJUNTO se parte, e o pequeno esquecido continua tirando zero na EVOLUÇÃO educacional e social, enquanto, aguarda o fim do carnaval, para ser mais bem visto pelos integrantes da ESCOLA DE SAMBA do Partido Eleitoral.
