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Poemas de Luto

Cerca de 61448 poemas de Luto

SAUDADE (soneto)

Um segundo, não mais que um segundo
o andamento já vivido, num tal lampejo
derretido na lembrança, passado mundo
do tempo no tempo num sucinto cortejo

E neste breve segundo, e tão profundo
o antigo tornou-se não mais que desejo
duma tal recordação, em que me inundo
numa saudade que fala e na alma arpejo

Neste minuto conciso o suspiro oriundo
traz agridoce eternidade... num ensejo
pra amenizar o ser em ser moribundo

E ao final, nesta saudade em manejo
o que teve de valor foi o amor fecundo
que no sentimento... - palpito e adejo!

Luciano Spagnol
Outubro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

INTEIREZA

Tudo que tenho é por inteiro,
é intenso, completo, certeiro,
nada me preenche na metade,
nem mesmo, medo e saudade,

sou a parte completo do todo,
o visco inteiro e verde do lodo,
peça que fecha quebra cabeça,
o final onde tudo mais começa.

O amor está em mim até o fim,
plantado bem cravado no peito,
arraigado na raiz de meu verso,

se enterra e espalha feito capim
e me serve de estrada e de leito,
é completo, pois é meu universo.

Inserida por PersioMendonca

INSTANTE TRISTE

Hoje está triste a noite, sem lumiar minh’alma,
e mesmo assim uma fagulha de alegria, resiste,
insiste no íntimo, deita a minha dor com calma,
luto contra tal mutante ferida fria, que persiste

Inserida por PersioMendonca

Ah Sou poeta. Ah! Sou poeta
grandes frases na pequena pena
Ah Sou poeta. Ah! Sou poeta
crio tempestades em águas serenas
tenho pena de quem não tem pena

Inserida por PersioMendonca

ATREVIDO

Quanto mais escrevo,
mais me atrevo,
por natureza já sou atrevido,
me jogo nos versos,
e perco todos sentidos,
mas encontro cada sentimento,
nem que seja por um instante,
nem que dure um momento,
me atrevo por qualquer motivo,
não me contenho,
a poesia é que me contém,
mas por favor,
não contem a ninguém.

.

Inserida por PersioMendonca

Me sinto sufocada

O espaço que me dão, é pra respirar, e ainda assim não vem só oxigênio, me sinto sufocada...

Os amigos que eu tenho, são bem poucos, e as vezes me afastam deles, me sinto sufocada...

A felicidade que eu tenho, me tiram, com um olhar, com uma palavra, me sinto sufocada...

E quando me privam de quase tudo, começo a pensar, a pensar em você... E o sufoco acaba.

Inserida por MRSanttos

Me falaram que estava inspirada

Inspirada! Será que estou? E se estiver, quem é essa pessoa maravilhosa, que me deu sentimentos no coração, pensamentos na mente e letras na mão?

Inserida por MRSanttos

Tal Qual Lima Limão

Nesta lida de faz de conta
todo o santo dia escrevo um texto.
E assim ofereço aquém
decerto eu amo.

É a árvore brotando e eu vou
degustando de cada fruto antes que ele
caia ao chão evitando que machuque
ante minha opinião.

O fruto por sua vez doce,
também pode ser agridoce,
ou mesmo azedo tal qual lima limão.

Mas a gente com muito gosto
cultiva o fruto evitando que este caia
e se esparrame pelo chão.

Inserida por arsoliveirapoeta

ASSEAR

Pela rua a água
lava catacumba
e afoga as magoas.

Mareja a saudade
d'aquele sentimento
e da frágil felicidade.

Enxuga as lagrimas
fincada no tempo
rascunho do desalento.

Pela rua a água
vai lavando as calçadas
as favas e as lavras.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

INÉRCIA

Dia de finado
... Flores...
rascunho da calma
... Lagrimas.

Dia para chorar a vida
celebrar a morte
E sentir saudade
... Da partida.

Dia de finado
... Lagrimas...
Água da alma
poesia da existência.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

SONETO MELANCÓLICO

Chove, embrusca o céu do cerrado
o horizonte ribomba em trovoada
nuvens prenhas, parindo gota d'agua
"cachoeirando" o telhado poeirado

Tomba galhos, ventos na esplanada
um cárcere sombrio, espírito calado
a alma com os seus ais embrulhado
contempla os sonhos em disparada

E o tempo a ver, o chão ensopado
escorrendo devaneios pela fachada
dos sonhos, em rodopios atordoado

Salpica na janela, medos em pancada
melancolia, num espanto não desejado
dos meu olhos em pranto, numa cilada...

Luciano Spagnol
Novembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

TRAMONTANA

Ponte aérea,
aponta a fera
globo, atmosfera...
Tantas asas no ar!

Voando a terra
n'essa grande era
qualquer um pode chegar.

Ponta fina
aponta afronta
e por sua conta
não desconta.

Passa da conta
tonta, atonta...
A linha reta da ponta.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Amantes em Liberdade

Sinto a liberdade no olhar dos amantes
Apaixonados e delirantes,
Sonhadores noturnos,
Em dias que se clareiam,
Em faces que se maquiam
Aos sons da poesia.

Vejo os amantes em liberdade
Que soltam em voos longos
Fundo mergulho, profundos gostos,
Em jardins a perfumar.

Tocando em violas,
Falando em prosa,
Pondo o coração em versos,
De quem sabe, oh Deus, amar!

E deles, libertos atos são feitos,
Em tons de regras impunes,
Vão-se enamorando...
Sem pecado e com ardor,
Encobertos de álibis e de presumes
Tirando de si, tudo que dentro sentia.

Inserida por GilBuena

REMINISCÊNCIA

Pagina branca sobre a mesa
... Uma carta ao tempo
uma nuvem ao vento
rascunho dos sentimentos
... Alveja a saudade tesa.

Uma sombra ao chão
Olhos tristes, atentos
feitio de um pensamento
trilhos de contentamento
... Coração moda paixão.


Feito da imaginação
pautas cheias, poemas belo
esquecimento amarelo
passos treloso no castelo
... Mãos sofreguidão.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

E lá estava eu
Na chuva novamente
No silencio de cada gota
Triste e solitário, como sempre

Apenas ouvindo a chuva e a solidão
Cada gota tocando meu rosto
Enquanto lembrava de seu sorriso
Um sorriso tão lindo
Mas que nunca será para mim

Eu te amava de todo o coração...
Cada segundo, cada momento...

Lá estava eu, te olhando
Com ele...

Você nunca se importou comigo
É difícil acreditar que nossa amizade simplesmente acabou de um dia ao outro
Mas não irei desistir de minha vida assim
Irei apenas lhe guardar no coração
E tentar te esquecer
Fugirei por toda eternidade
De tudo que lembre a ti
Adeus...

Inserida por Victorfrei

NADA SERÁ...

Se a vida for um vazio,
um vazio de vida será...
Se o gesto for sem brio,
hostil o gesto será...
Se o ter lhe for tardio,
o possível não lhe será...
Se o existir não for sadio,
a existência nada será!
Pois, ser é tornar o amor luzidio,
aí a vida proverá..

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

IDADE SEM VAIDADE

Aquela casa lá embaixo,
com a árvore na frente,
é a minha casa,
a arvore é da minha infância,
veja as flores violáceas,
estão em botão
e logo florescerão,
e o muro amarelecido
este envelheceu comigo,
é meu amigo tenho histórias,
algumas velhas, outras novas,
feito o sabiá que ali está,
ambos adejamos,
cada qual a sua maneira,
ele alado
eu sem penas
a não ser as da poesia.

Naquele gramado tão verde
era eu a criança que ria
e aquela balança
foi a justiça da minha infância,
feliz infância, muito feliz infância,
hoje estou velho,
demoro mais no meu passeio,
porém ganhei em contemplação
aquela casa lá embaixo
com a árvore na frente,
me ensinou que a vida
é muito mais que uma simples ilusão

Inserida por PersioMendonca

ALMA (soneto)

Tenho idade de um tempo qualquer
Vivo menino, jovem ou sou senhor
Neste olhar, tenho o olhar do amor
Embalado, às vezes, no o que vier

Se não vem, tudo bem, sou o que for
Adiante, radiante, serei o que quiser
Depende de mim e de onde estiver
Então, posso ser razão ou sonhador

A idade em mim nunca será mister
É estado de sentimento, um exterior
Garoto ou velho, vai do que dispuser

Às vezes amador, noutras um jogador
Porém, o corpo, não é o que eu disser
Já a alma, estará ao meu total dispor...

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

É SIMPLES!

Anda!
Vem calar a saudade,
vem encurtar o tempo que foge.

Corre!
Contra os contratempos,
contra o sentido da rosa dos ventos.

Foge!
Deixa o lugar habitual,
deixa pra trás a vida sem sal.

Embarque!
Nas nuvens de minha estação,
nas quimeras dormentes da ilusão.

Anda!
Contra os contratempos,
contra o sentido da rosa dos ventos.

Corre!
Deixa o lugar habitual,
deixa pra trás a vida sem sal.

Foge!
Nas nuvens de minha estação,
nas quimeras dormentes da ilusão.

Embarque!
Vem calar a saudade,
vem encurtar o tempo que foge.

Anda!
Deixa o lugar habitual,
deixa pra trás a vida sem sal.

Corre!
Nas nuvens de minha estação,
nas quimeras dormentes da ilusão.

Foge!
Contra os contratempos,
contra o sentido da rosa dos ventos.

Embarque!
Deixa o lugar habitual,
deixa pra trás a vida sem sal.

Anda!
Nas nuvens de minha estação,
nas quimeras dormentes da ilusão.

Corre!
Contra os contratempos,
contra o sentido da rosa dos ventos.

Foge!
Deixa o lugar habitual,
deixa pra trás a vida sem sal.

Embarque!
Vem calar a saudade,
vem encurtar o tempo que foge.

Inserida por PersioMendonca

Tenho idade de um tempo qualquer
Vivo menino, jovem ou sou senhor
Neste olhar, tenho o olhar do amor
Embalado, às vezes, no o que vier

Luciano Spagnol
cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol