Poemas de Luto
UTOPIA
Ainda pequena, quantas e quantas
vezes aquela crianças, brincava de ser adulta
nesse sonho de brincadeira, se colocava
como dono de império
se vestia de rancor, dava ordens
dava chibatadas, prendia
xingava os ventos
as vezes maldiçoava o momento.
Em meio a essas brincadeira de adulto
... Se colocava como se fosse um tirano,
se maldizia em sentimentos,
e maldiçoava-se por ainda ser pequeno,
mas como pequeno...
Tinha lá suas brincadeira de época
... Bola de gude, amarelinho
sentados em roda com sua pedrinhas
... Cinco marias,
cavalo de cabo de vassoura, peteca.
Como criança... Chorava abertamente
se escangalhava em sorrisos
resmungava por levantar-se sedo
estava sempre aberta,
fazia artes inocente...
Não guardava segredos.
Cresceu... Deixou de brincar
e como adulto, adquiriu vergonha
só chora as escondidas,
deixou de se expressar aos ventos
os risos são minguado, curtos
quase nada carrega em sentimentos
sempre tem segredos em pensamentos
... Um deles é sentir saudade de ser criança
mas com vergonha, deixou de brincar
adquiriu carrancas de verdade,
e com pelos na cara...
Todo tempo, tenta se limpar.
Não é mais criança e tudo em sua volta
é moldado por planos e comando de voz
não leva mais seus passos aos ventos
ao contemplar as margens de sua estrada
tem medo do andar do seu caminho
seus passos, com os anos estão curtos
enquanto seu olhar limita-se ao espelho, ou
através de grades de suas quadradas janelas
suas rugas, te esperam na curva do tempo.
Antonio Montes
QUE BOM TE VER
Primavera, primavera...
quantas cores coloridas!
O mundo sempre te espera
com seu aplaudir de vida.
Suas flores sua época
com aromas e farfalhar
amores alados em festas
propagando vida no ar.
Sempre expande esperança
em sopro Mundo de dor
aos olhos de uma criança
é a rainha do amor.
Primavera, que saudade!
Que faz o teu existir
símbolo da felicidade
te agradeço, por vim
Antonio Montes
QUE CONTA
O cantar de galos das noites escuras
foi substituídos por:
Ladrar de cão
estalos de balas
e silvo de ladrão que:
Pula o muro
corre pela rua...
Ninguém se incomoda!
Ninguém segura!
Não é comigo!
Não é da minha conta!
E nem da conta sua.
Antonio Montes
REGADOR DE VIDAS
Regue de beijo o nosso amor
enquanto a régua do tempo...
Nos régua.
Regue a cor da nossa flor
depois semeie flores e pétalas
pelos jardins dessa nossa terra.
Siga regando a nossa dor
e faça colchão d’água
para os sonhos que nos afaga.
E na calçada da esperança
ande de braços dados com a fé
olhe para o céu?!
E encare essa vida brava de pé.
Antonio Montes
Amor
A solução da minha solidão
O espelho dos meus medos
Te encontro entre toques e beijos
Te sinto te toco
Te amo me sufoco
Me desprezo te venero
Não me vejo e te espero
Fico sem chão e me desespero
A amor quando vem
Te imagino aqui sorrindo
Sem medo de viver entre discos e livros
Quando a lua vem
O que me resta e rezar
E esperar o sol
Pra me fazer lembrar
Hoje cedo
Hoje cedo quando me olhei
Em mim te procurei
Me vi ali com a cara fechada
E com o coração em lágrimas
Te procurei me retirei
Me deitei e te vi ali
Entre pensamentos e reflexões
Nada que se foi
Foi tão grande
Como o que ficou
Tu deixou lembranças
Você levou a paz
O que ficou foi o sentimento
Tatuou em mim seus olhos
Me deixou uma camisa
E alguns dias
Hoje te procuro hoje te venero
Amanhã eu te esqueço
Através de versos.
Oh! Minha bela garota.
Por que está distância?
Não vê?
Que meu amor por ti sempre continuarás
Mesmo que todos os sonhos de amor
Tentem nos distanciar
Meu coração
Por ti bateras
Tu és tão bela
Quanto o luar
Teu sorriso que vale mais que o ouro!
Tua felicidade, vale mais que a minha!
Mas por que se faz tão longe?
Talvez seja melhor sem você.
E isso tudo seja apenas um sonho.
EU-NINHO
Como um ninho de passarinho eu me alojei em tua vida, construindo pela delicadeza dos gestos e palavras. Quantos ovos me habitarão? Um emaranhado de fios de textura gravetosa, um nicho de encantamento para os olhos. Em todas as minhas gestações de eras, meu eu- ninho que te abraça, e te permite voar. Por saber, que a liberdade do nosso amor o sustenta.
grávida a floresta adormece em gestações de eras incontidas
para amanhecer em partos originando as avezinhas e flores
é uma sinfonia de vida que pulsa no afago do orvalho
sob a gentileza do manto das nuvens e do céu
COESÃO
Depois de um certo tempo
entre, capas e cantos...
Reluziram a ti, os encantos...
Foi-se as luvas as capas
ficasse, sob forte chuva de matraca.
Protegido por seus próprio tre, le, le
... Sob seus dedos de segredo
guarda os desafios do degredo...
Porque não surrupio?!
Porque não desvio?!
Se por outros oceanos...
Em sua caixa de planos...
tens guardado os anéis e ouros
da sua falta de respeito e coerência.
Terá seus dias de proteção confinado
e com os braços rodeados de devotos
voltarás para desviar a nação
os efeito de Ali Baba, lhes pertence
as lagrimas de novo, são do povo...
O que , que há!
Antonio Montes
ROENDO UNHAS
Em noite escura...
Urro de lobo
olhos de coruja
vulto nas sombras
figuras sujas.
Em mundo surreal
o medo urra.
Revoar de morcego
cochicho nos ouvidos
na bochecha um segredo
que contasse sem duvido
roendo as unhas dos dedos.
Antonio Montes
ROSA DE LATA
Sem cheiro sem suavidade
a rosa de lata...Empaca
e em sua cor opaca não emplaca...
Uma placa com sentimento
um nascimento mecânico
rosa triste sem planto
farfalhar de guizos
e agregação de desencanto.
A menina segue com seus olhos
ao mesmo tempo em que...
Desaba no chão frio o seu terror
e suas pétalas ao chilrear
farfalham mecanicamente seu tilintar.
Rosa de lata, oh rosa de lata!
Visualizam-te com desdém
a sua tímida rigidez
pétalas organizadamente contadas...
Uma, duas, três, e outra vez
todas moldadas a pancadas.
Muitos olhos olham e não vê nada
rosa de lata sem polens
sem fruto sem fada.
Seus orvalhos, sãos óleos
nem vida contem!
Desprovida de alegria...
Não tem ventos, nem partida
nem saudade na despedida.
Antonio Montes
Só o começo sobre mim.
Sem futuro aparente, eu não me sinto tão contente
O quanto venho demonstrado, pois eu, nasci pobre
Em família pobre fui criado, talvez seja este o meu destino
Pois meus sonhos de menino, foram todos dispersados
Eu sonhava em casar ter uma esposa que cuidasse do lar
E com amor por ela, eu pudesse quase sempre, ser abraçado..
Mais então eu fui vendo, demorou um pouquinho
Neste mundo e nas suas coisas, me afoguei nas águas
Por achar que era vinho, num era nada que esperava, e então
Vi do meu lado, o sorriso acompanhado, de quem me acompanhava
Seu nome, era solidão, ela até sorria, mais nos olhos
lágrimas escorriam, e molhava seu coração...
Ou o que deveria ser, pois naquele lado do peito
Mesmo sendo uma bela mulher, havia um defeito
Se via um buraco, que mesmo sendo um buraco, ele era perfeito
Sua forma redonda, parecia o giro do mundo, de tão grande profundo
A tristeza naquele leito..
Esqueça as mágoas, esqueça as tristezas, esqueça as decepções, esqueça quem te deixou pra trás, quem largou a sua mão quando você mais precisava.
Esqueça os desamores, as intrigas, a falta de carinho, o abandono, as mentiras e as falsidades.
Esqueça a falta de motivação, as cobranças, as injustiças, a maldade das pessoas e a falta de oportunidade.
Só não esqueça de Deus, das pessoas que te amam, das pessoas que você ama, de onde você veio, de quem você é e até onde você pode chegar.
Tudo depende de nós ... Sempre devemos estar melhorando nos aperfeiçoando senão seremos esquecidos.
Simplesmente um olhar faz mudar os erros do passado, corrigir o que estava errado, reviver o que estava morto pra você.
Simplesmente um olhar traz de volta sua alegria, a esperança que você não tinha e o que está longe ele traz pra perto de você... simplesmente um olhar.
Não se vive do passado, não se muda o futuro, não se acha um tesouro enchergando no escuro.
Não se se vence sem lutar, não se muda o universo, só se serve a um Deus trilhando o caminho certo.
Me ilude que eu te mostro a realidade.
Mente pra mim que eu te mostro a verdade.
Se afaste de mim que eu me aproximo de você.
Discorde de mim que eu convenço você.
Chega mais perto e olha dentro dos meus olhos.
Encosta teu corpo no meu e sinta o calor do meu corpo e o sabor da minha alma.
Me beija e sinta o gosto dos meus lábios e a minha língua encostar na sua.
Me abraça e sinta o cheiro da minha pele e a maciez das minhas mãos.
Não se iluda com a realidade que mente pra verdade e afasta o que se aproxima e discorda do que te convence.
Porque se Apaixonar é uma iguaria divina.
PERSIGO A FELICIDADE
Em busca da felicidade
Cada momento nos fala
Com gestos e intensidade
Se fragmento, a alma cala
E nesta de inconformidade
O sentimento vira lamento
A felicidade é pela metade
O momento sem sentimento
A afetividade o amor escala
Traz alento e cumplicidade
Ao sentimento embala
Nunca na desigualdade
Pois, a vida não para...
Persigo a felicidade!
Luciano Spagnol
Novembro, 2016
Cerrado goiano
Em busca da felicidade
Cada momento nos fala
Com gestos e intensidade
Se fragmento, a alma cala
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
... inconformidade
O sentimento vira lamento
A felicidade é pela metade
O momento sem sentimento...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
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