Poemas de Lembrança
Me dói não ir sua procura.
Mas abdicar do meu orgulho também machuca.
Por que não vem à minha busca?
Ah se soubesse que, para mim, sua voz é musica.
A ausência do teu beijo me perturba.
E o seu corpo? Poesia nua.
Desperta-me aquela paixão crua.
Mas és fria mas também bela, como a Lua.
Jogado na rua, me perco em meus lençóis, à sua procura.
Se sou sua paixão? Assuma.
Nossa distância e sua ausência nos machuca.
A lembrança me conforta.
E a solidão? Surta...
As Cores São Lembranças
E Até Promessas.
Se teus olhos não encontram
se quer uma partícula de esperança.
Veja as Coisas por um Prisma Diferente.
Porque os Acontecimentos
dependem mais do Observador
ao Invés do Observado.
Saudade: a medida secreta do amor
Teus olhos, agora estrelas,
não brilham menos por estarem distantes.
São vigias do meu sono,
um farol que ilumina a noite longa.
Tua voz é sussurro no vento,
um segredo guardado nas folhas secas,
canta memórias nos cantos esquecidos do dia,
um eco que não se apaga,
uma melodia que insiste em ficar.
A saudade não pede licença,
entra sem bater na porta.
Sons, cheiros, risos:
tudo rompe o silêncio da sala.
É o amor que ficou,
pedaços teus que não souberam partir,
estilhaços da tua presença,
que agora moram na ausência.
Sentir saudade é um pacto,
uma entrega,
o ensaio da presença que já não volta.
Dizer "sinto saudades de você"
é confessar: "eu te amo ainda".
A ausência é cheia demais,
carrega teu cheiro, tua risada,
o peso do que não foi embora.
Saudade é régua,
a medida secreta do amor,
o peso e a prova de tudo o que fomos.
Tesouro que o tempo não apaga,
que a ausência não rouba.
Saudade é o amor que persiste,
um grito surdo que ecoa,
buscando-te em cada esquina do tempo.
Se o amor é âncora,
a saudade é barco à deriva.
Navega sempre em busca do que perdeu.
Nem tanto ao mar,
nem tanto à rocha:
foi no equilíbrio das ondas
que minha saudade ancorou
no porto invisível do meu coração.
De como me inventei
Passei meus dias em meio às coisas miúdas.
Aprendi com as borboletas a carregar nas costas o mundo,
e com os pingos da chuva, a fazer serenata no chão.
A torneira aberta dos céus
jorrava horas inteiras de poesia,
e eu, menino sem bicicleta,
inventava que as palavras tinham rodas.
Brincava de crescer pelos olhos,
onde cabia o universo e um pé de grama.
Ensinava o absurdo a se acomodar no meu quintal:
uma pedra virava amiga,
uma nuvem, brincadeira de adivinhar.
Enaltecer os ordinários era meu jeito
de me desconhecer um pouco por dia.
As frustrações, eu punha no varal.
Torcia minhas tristezas até o último soluço
e pedia ao sol que secasse tudo antes da próxima chuva.
Porque a chuva sempre volta,
mas as tristezas, se bem secas, viram outra coisa:
lençol para embalar sonhos
ou sombra fresca para esquecer o calor.
Assim fui me criando,
com as faltas vestidas de beleza
e com os vazios repletos de poesia.
Nunca esperei o fim chegar,
porque quem vive de esperar
não interage com o presente,
nem cresce pelos olhos.
Escolhi viver assim:
de mãos dadas com o invisível,
sendo mais do que sou.
Ou sendo menos.
Afinal, quem precisa de muito
quando tem o céu inteiro dentro de si?
Apetite de Amanhãs
Deus, em sua eternidade, não precisa de lembranças;
Nós é que forçamos o recordar.
O tempo, esse sábio que a tudo cura,
Desenha as marcas de quem somos.
Não há ferida que ele não toque,
E não há memória que ele não visite.
A conferência da saudade não nos deu a dádiva do esquecer.
No ensaio da solidão, guardo algumas dores enquanto ofereço sorrisos.
A saudade vem nostalgiar,
Recorda até as desnecessidades.
Bendito seja o inventor da memória,
Que nos dá o poder de reviver os dias,
De devotar a delicadeza
E discernir que a esperança é diferente da espera.
Olho para o passado, sim,
Mas tenho apetite de amanhãs.
O esquecimento é um grande aliado da ingratidão.
O antecessor nunca tem valor pouco importa as melhorias que deixou.
Tudo o que se entende como bom será atribuído a um bem aventurado que chegou.
Mas um dia a memória volta numa dessas voltas que o mundo dá ressuscitando quem por ali um dia passou com uma linda lembrança, dessas que não tem como não sorrir ou chorar.
Então na mesma hora um rastro de imagem e odor punirão a parte que não agiu e ficou.
Dentre tantos momento
vividos, tantas lágrimas derramadas...
único objetivo da vida,
é permanecer conectada,
ao medo de amar...
pelo simples fato de um dia
ter sido machucada!
Ás vezes a gente espera tanto de uma relação que quando ela acaba a gente fica destruída. Mas cada homem que passa na nossa vida vem pra ensinar alguma coisa. Não necessariamente ensinar, pode ser que seja só pra apresentar uma música ou aquela banda incrível que virou sua banda favorita.
Teve um cara que eu só fiquei uma vez, amei intensamente e amo até hoje por ter me apresentado duas músicas e dessas duas músicas eu descobri uma infinidade de sons que me fazem bem demais.
Teve um outro cara que foi o mais babaca que um cara pode ser. Sério, tenho nojo só de lembrar. Mas ele me apresentou uma banda que é de longe uma das minhas favoritas há anos. Não lembro dele quando eu ouço, mas quando lembro dele agradeço por ter me apresentado.
São pequenas coisas sabe? Mesmo que não tenha dado certo, valeu por aquela coisinha pequena (ou grande demais) que ele deixou em mim.
Alfredo e Juca eram irmãos.
Alfredo não era de expressar seus afetos, os sentimentos pareciam estar guardados a sete chaves... (coração de manteiga, com capa de ferro).
Lembranças da infância, do lugarejo onde nasceram e cresceram, dos joelhos ralados com as corridas ladeira acima, tombos ladeira abaixo, no patinete de madeira e rodinhas de rolimã que fôra feito por seu pai.
A bola de couro e o caminhão de madeira presentes dos avós
Alfredo era apaixonado por futebol.
Juca gostava de carros e, os puxava fazendo som de motor com a boca...vrum..vrum...
Sua mãe os vestia iguaizinhos, parecerndo gêmeos. Estudavam na mesma escola, seguiam juntos todos os dias.
Juca era mais conversador... tinha mais amigos e fazia sucesso entre as meninas.
Em idade hábil não prestaram serviço militar.
Juca fez o curso técnico, conseguiu trabalho, e logo foi pai.
Alfredo fez faculdade, formou-se engenheiro e mais tarde casou.
Juca teve mais filhos que Alfredo.
Assim seguiram suas vidas, já não saiam mais juntos e os encontros...eram apenas nas festas familiares ou por motivo de doença.
Hoje, Juca se foi...as gavetas onde são guardados os álbuns de fotografias, passaram a ser puxadas com mais frequência...Alfredo se procura ao lado de Juca...saudades da infância, dos dias presentes,dos sentimentos, do amor sem ser dito, da boa lembrança!
Como conquistar algo que sempre te pertenceu?
Como desapegar de algo que nunca teve posse?
O quanto olhamos o mundo com olhar de desejo e repulsa?
Como diria uma amiga:
Quando você quer muito algo,
Renegue.
Pois faz com que aquilo venha até você,
Sem apego ou controle.
Vem só pelo sentido de ir.
Vem só pelo sentido.
Vem só
Sem (ter) tido.
O que possuímos já possuímos, e nunca perdemos.
O resto, todo o resto, é questão de tempo e espaço.
De tempo, pois é temporário, finito.
De espaço, pois existe um espaço entre o Eu e o Outro.
Então, o que é meu, já o possuo,
e não há necessidade de esforço para obter o que sou,
só perceber, lembrar,
e ser.
E o que não é meu, não necessito conquistar ou desapegar,
pois se trata de um com-viver, um relacionar,
que um dia irá embora ou se transformará.
Abra mão de querer controlar, conquistar o seu exterior.
Conquiste a si mesmo aceitando, lembrando quem você é.
O resto, todo o resto, virá no seu devido tempo e lugar.
Queria beijos! Alguém falou.
Doces ou salgados?
Quentes ou gelados?
Agora ou para sempre?Alguém respondeu .
Em algum lugar, algum dia depois que eu me for, alguém haverá de se lembrar de mim com carinho e sentirá a minha falta. Essa certeza é que me faz ser amável com todos.
꧁ ❤𓊈𒆜🆅🅰🅻𒆜𓊉❤꧂
Dia do Irmão,
Todos os dias são dias comemorados
Eles servem para serem lembrados
Que não somos todos os mesmos
E mesmo assim do outro dependemos
Mesmo que seja para um único abraço
Juntos crescemos e tudo foi dividido
Mesmo que fora um para cada lado
O sangue que nos uniu não separa
Nossas brigas nos fortaleça no amor
Pois o entendimento que tem valor
Um sentimento que ninguém explica
Somente que tem irmão reconhece
Que acontece com um, o outro sente
Um desejo profundo de bem querer
Ter irmãos e ter amizades verdadeiras
Lembranças da infância, consistência
Coisa que seus pais sempre desejam
Que não hajam entre eles diferenças
Como os dedos da mão, desiguais
Unidos agarram com todas forças
Com o amor que os une, nada escapa.
Fantasia
Tudo que lembro de bonito não cabe
dentro de mim, então expando -me
e banho o céu com estrelas.
Márcia A. Prazeres
Singular
"Em sua mente não serei lembrado,
mas revivido!
.
.
.
Não é uma questão de ser o melhor ou
inesquecível, mas sim visceral."
D'Ante
eU sEi
Vê se acorda agora...
e lembra outra vez de nós,
O jeito que eu falo do teu olhar
Já não sei mais, eu sei...
O que eu vou dizer? Já disse
O que eu vou pensar? Eu vejo
To com o meu jeito solto
Espero te agradar...
Como?
Te agradar me faz tão bem
enquanto eu, também
POETA DOIDO
de sonhos loucos
como desafios soltos
Eu realizo todos
enquanto não te ter
é outro...
Deixou de ser sonho
Deixou de ser desafio
O agora é minha realização de ontem
e te ter é a de amanhã.
Quem sabe?!
EU SEI
Pai,
Meu amor pelo senhor, é eterno!
Nunca vou me acostumar com a sua partida... Me ensinaste muitas coisas, menos a despedida!
A saudade vem me visitar todos os dias,
E nem sempre, pai, é fácil não chorar,
São muitas as lembranças ao seu lado...
Sabe, pai, houve muitos momentos marcantes, quando o senhor ainda se fazia presente entre a gente. Que precisaria de muitas páginas para descrevê-los todos...
Adorava ouvir suas histórias: que iam da infância à juventude, dos meus avós, das suas labutas e aventuras na mata, das lendas e crenças... Elas sempre me fascinaram. Desde pequena. Talvez por isso, pai, eu goste tanto de histórias...
Pai, por que a infância corre sem freio?
Pai, por que o senhor partiu tão cedo?
Tudo que o senhor contava me fascinava: ouvidos atentos e olhos compenetrados. Nunca saia do seu lado...
E quando vencida pelo cansaço, o senhor me carregava no colo e logo me agasalhava, com bastante cuidado para não me acordar.
Disso, pai, nunca esquecerei: colo de pai.
Queria que o tempo voltasse,
Queria que minha família nunca se separasse,
Queria que tudo não passasse de um sonho,
Que pela manhã, assim que eu acordasse,
O senhor, conosco, em casa se encontrava.
Não nos conhecemos direito, estamos fisicamente distantes um do outro, mas sinto que estamos pertos, pois de algum jeito nos fazemos presentes por meio de alguns encontros breves durante o nosso valioso tempo.
Existe a possibilidade deste meu sentir imponente não ser correspondido, porém, em todo caso, na minha mente, não és tratada como uma estranha, então, frequentemente, estás felizmente comigo.
Estou certo ao dizer que és bela e inesquecível, marcante que nem beijos ardentes, um tratamento simplesmente aprazível, momentos cativantes, vividos intensamente, uma natureza inconfundível, muito envolvente.
Então, querida, além das nossas conversas, encurto a nossa distância quando penso em ti, se quiseres, podes fazer o mesmo a meu respeito e assim, seremos uma agradável lembrança logo que o outro precisar sorrir.
