Poemas de Lembrança
O brilho longínquo das estrelas é a lembrança constante do esplendor que foi voluntariamente deixado por um amor que não se mede. Que esse sacrifício supremo seja a luz-guia em minhas escolhas, motivando-me a viver com o desprendimento de quem sabe o preço da graça, refletindo a nobreza de quem trocou o trono pelo madeiro.
A meditação sobre a cruz não é a simples lembrança de um patíbulo antigo, mas a revelação mais pungente da lógica divina, que o Amor, para ser completo, precisou do maior dos sacrifícios. Penso nas incontáveis glórias que adornavam a Divindade e na Sua voluntária renúncia a toda majestade, trocando o esplendor eterno pela fragilidade humana e, finalmente, pela dor do lenho ensanguentado, um ato de desprendimento tão radical que redefine o conceito de misericórdia. Não existe medida humana para calcular a profundidade desse abismo de Graça, é um amor que se fez ponte, custando a própria Vida, e que por isso exige, da minha alma resgatada, o tributo eterno.
O passado é uma casa velha que insiste em ranger quando o vento da lembrança passa. Podemos trancar portas, entulhar janelas, mas o eco do que vivemos sempre encontra um jeito de entrar. E talvez não seja para ferir, mas para lembrar que o sobrevivente ainda habita aqui. E isso já é vitória demais para quem quase não existiu.
O coração humano é um campo de batalha onde cada lembrança tenta reivindicar um território. Algumas constroem templos, outras cavam tumbas. E entre fé e desespero, vamos tentando existir nesse terreno instável. Mas é no caos que aprendemos o valor de cada pequeno gesto de paz.
Os dias me ensinaram a carregar o mínimo necessário. Até o excesso de lembrança vira carga insuportável. Por isso guardo poucos objetos e muitas memórias escolhidas. Elas me aquecem como um fogo que não reclama. E me permitem caminhar sem tropeçar nas coisas velhas.
Na madrugada, frequentemente recordo algo ao despertar; contudo, ao retornar ao sono, a lembrança desse exato pensamento se esvai. Com o amanhecer, tudo se desvanece na obscuridade dos meus pensamentos. Coisas da minha mente que se dissipam com a luz do dia.
Saudade sentimento que vive eternamente na lembrança, não obriga a presença, não importa a distância, o tempo afasta, mas não mata a esperança.
Quando nos afastamos fisicamente de alguém, deveria ser natural que qualquer lembrança ou pensamento relacionado à pessoa, também se afastasse.
A vida passa, o tempo passa, a ferida passa, o sentimento passa, a lembrança também passa por todo instante em minha memória
Diz-me que Tu és filho e o prodígio do pródigo se tornará lembrança aos cativos pela libertação das almas.
Quando penso em nois dois me bate uma leve lembrança de tantos momentos bons que vivemos ,assim lembro que eramos puro com a água de uma nascente.
De dia vai ter minha lembrança para confundir e a noite alguma companhia para te consolar, mas nunca serei eu, não por mim, mais por você...
Fecha os olhos, que gostosa lembrança era aquela, tudo cabia, tudo era só o seu mundo, não havia homens, só príncipes.
Talvez a verdadeira herança seja isso: Deixarmos na lembrança o quanto realmente amamos, sorrimos e nos permitimos estar juntos. Deixarmos nos lembrar por todas as vezes que tivemos a oportunidade de olhar para o outro com olhos humanos. Olhos que enxergaram através da alma, sem julgamentos, apegações ou medos; e deixar de si como forma de compensação para tudo aquilo que não fora dito, os sentimentos mais inocentes desse coração, feliz, nobre e ímpido.
