Poemas de Janela
Quer saber!
Da janela, a vista do crepúsculo é insana,
A noite foi de sonhos aventureiros, agora os pensamentos são selvagens,
Uma queima de fogos refletem as margens do rio imaginário,
Alheio as ausências os olhos sabem brindar com os sentimentos levando os dramas na brincadeira,
Quer saber!
No fundo, no fundo o destino pode pegar leve se a saudade virar liquido de vez em quando, ou se na escala richter a magnitude do impacto de amor integral for 9,5.
Livro aberto é janela a brilhar,
leva a gente pra longe, sem precisar viajar.
Tem aventura, sonho e emoção,
cada página é um mundo na palma da mão.
Quem lê descobre, imagina e cria,
faz do saber uma doce magia.
No livro mora um amigo fiel,
que ensina a voar sem sair do papel.
Já olhei pela janela e vi o caos,
já olhei pela mesma janela,
e vi calmaria. Não está fora,
está dentro!
A Melodia que vem do Caos
Tenho a oportunidade, nos dias chuvosos, de ir até a janela e desfrutar um pouco de um momento de simplicidade: olhar para o céu e assistir a um lindo espetáculo celeste.
Nesse cenário, os relâmpagos são as luzes — uma iluminação poderosa —, os trovões são os instrumentos, a forte emoção fica por conta da chuva, juntos, estranhamente, numa espécie de sincronia caótica
É uma estrutura sonora perfeita, mesmo sem palavras, letras ou partituras por ser orquestrada por Deus, uma das suas bênçãos que mais se nota — uma apresentação divina, uma das óticas para colorir o céu quando o dia estiver cinza.
Não era amor
Da janela, olho a praia imensa nesta manhã e ouço conversas, frases sombrias ditas por ti.
Deletei, porque não associei a mim —
ou, pelo menos, não quis acreditar.
Não sofri.
Acho que a praia inteira ouviu,
mas o sentimento dito não era de um amor genuíno.
Foi naquele dia que vi a fila andar.
“Me mate ou se mate.”
Não era amor.
Sinto muito, você está doente.
Sabe, o sofrimento também é evolução.
Você veio, no final, se redimir,
mas a fila já andou.
E, se dói, desperta,
vai para longe e siga o seu caminho.
Sei que falei que esse amor poderia ser também um rio imenso e lindo.
Mas nem mesmo o rio é sempre beleza:
ele tem barrancos e curvas,
galhos e excrementos.
Menina, olha o rio…
ele já nem corre mais.
Então decidi não entrar em suas águas turvas e profundas.
Sinto muito, mas não doeu.
“Me mate ou se mate.”
Não era amor.
Não é brinquedo não,
não é brinquedo não!
Políticos na janela,
sorrindo em época de eleição…
promessas voam como vento,
mas somem depois do aperto de mão.
Helaine machado
Não é brinquedo não…
não é brinquedo não…
isso aqui é vida real.
Político na janela sorrindo na eleição,
promessa é leve, voa igual papel na mão.
Mas quando a chuva cai, cadê solução?
É água dentro de casa, desespero no chão.
Helaine machado
Quantas vezes assistimos a vida passar,
como quem olha pela janela,
sem tocar, sem sentir,
sem realmente viver?
Memórias não nascem do acaso,
elas florescem
onde houve entrega,
onde houve tentativa,
onde houve verdade.
Helaine machado
Sinceramente
O mundo é o que eu vejo
Quando abro a janela
O horizonte a fugir de meus olhos
O chão que me convida a andar
A solidão é o que eu não posso tocar
Com o coração
Mesmo abraçando com as mãos
Meu corpo é só um porto no mundo
Onde eu descanso
Ou morro de solidão
Sinceramente
Meu corpo é um mundo vasto
Que minha alma não cansa de explorar
Lua clara e estrelas no céu,
fazendo a noite brilhar.
Pela janela ,
atrevida e aberta,
sopra uma brisa,
que a sua pele esfria,
te fazendo arrepiar!
A chance
A janela aberta no amanhecer,
O café quente descendo quente a cada gole,
No olhar para dentro uma divisão de sentimentos,
Nas nuvens passageiras o recado foi dado,
Na revisão das atitudes e do comportamento, a chance de evoluir sem errar novamente.
ALMA NA JANELA
A cada suspiro, o sangue respinga no abismo de dor onde se encarcerou, tinge de flores rubras a cortina, lúgubre saudade na própria sina. Ouve risos vãos de vultos, por estar só, que rodopiam em zumbidos, formando um nó. Debruça-se à janela, escura como breu, até que o anjo surja e a leve para o céu.
Lu Lena
LUMINESCÊNCIA DE MÃE
(O despertar de dois mundos após a tempestade.)
Janela para a vida que se abre. A cortina de voal parece acenar; o passarinho no poste de luz canta uma sinfonia. O dia amanhece.
A noite agitada em mente confusa, dispersa num autismo que agora relaxa e adormece, fica para trás. Olho para o sol que sorri e peço, em silêncio: que sua luz traga o meu mundo e o de meu filho para o lado de fora.
Lu Lena / 2026
VIAGEM INSÓLITA
O vazio era vasto até que o bem-te-vi cantou na janela. A alma errante escapuliu, deixando a matéria trancafiada, mais uma vez, no peso denso da carne. Acordar é a única ilusão!
Lu Lena
JANELAS ABERTAS
Abri a janela e o vento bagunçou meus papéis. Os versos caíram, mas o mofo do passado voou com a correnteza. Respirei o aroma de flores. Juntei as letras e, hoje, a poesia sorri para mim.
Lu Lena / 2026
JANELA DO TEMPO
(A brevidade dos ciclos)
Olho para trás e tenho certeza de que tudo passa; nada é para sempre. O dia pode ter sol, chuva ou ser nublado; são apenas dias que nascem e morrem, em constante metamorfose — ora casulos, ora borboletas. Simplesmente observo, calada, na janela do tempo.
Lu Lena / 2026
Que a luz deste novo dia entre suavemente pela sua janela, trazendo consigo novas oportunidades e razões para sorrir. Que cada momento seja uma doce lembrança de que você é especial e merece todo o carinho que o universo pode oferecer.
Respire fundo, sinta a energia ao seu redor e deixe que as pequenas alegrias façam parte do seu dia. Lembre-se de que cada amanhecer é uma nova chance de se reinventar e de espalhar amor por onde passar.
Desejo que seu dia seja repleto de paz, calor e bênçãos. Carregue sempre no coração a certeza de que você é capaz de conquistar o que desejar. Vamos juntos fazer deste dia algo especial!
Com carinho, um ótimo dia para você!
- Edna de Andrade
Havia um tempo em que bastava encostar o rosto na janela
e acreditar que o amanhã traria algo bonito.
O coração era pequeno, mas cheio de fé.
A gente esperava o inesperado,
ouvia o sussurro dos ventos,
e sorria, mesmo sem saber o motivo.
Porque, no fundo, a alma já sabia:
tudo o que é verdadeiro chega no seu tempo.
— Edna de Andrade
Na infância, a janela era o nosso mundo inteiro.
Ali, entre sonhos e silêncios,
a gente esperava a vida acontecer...
Sem pressa, sem medo,
só com o coração aberto para o que viesse,
como quem acredita que até o vento carrega promessas.
— Edna de Andrade
