Poemas de Janela
O Sol Adormece em Mim
O mar pousa na minha janela
dos olhos
e o sol
adormece em mim.
(Suzete Brainer)
Faço vigília todas as noites,
presa à janela como uma condenada,
olhando um céu que nunca responde,
esperando que uma estrela caia
mas nenhuma tem coragem de despencar.
Meus sonhos são ilusões perdidas,
a esperança já apodreceu no leito.
Não sei se corro contra o tempo
ou se o tempo já riu de mim e partiu.
Os milagres? Covardes!
Dormem como deuses embriagados
enquanto eu grito no escuro.
Do quintal, vejo o firmamento,
e quando uma estrela ousa riscar a noite,
tenho apenas cinco míseros segundos
para vomitar um pedido desesperado.
Cinco segundos!
E depois?
O nada. O mesmo nada de sempre.
Fechei os olhos, menti para mim:
imaginei sonhos voltando à vida,
milagres despertando,
a esperança batendo à minha porta.
Mas era só delírio
a estrela caiu no mar
e afogou minha prece junto.
Agora, só me resta esperar,
presa à vigília de todos os dias,
olhando um céu de silêncio.
E eu, sozinha, amaldiçoo essa esperança,
essa mentira maldita que me mantém viva
apenas para perder mais tempo.
" Sentada no parapeito da janela,
deixo - me levar pela brisa suave
que paira no ar...
Esboço um sorriso, meu coração bate
descompassado, estou pensando
em ti...
O sol ainda não se pôs nem pra mim
nem pra você.
Mesmo há uma hora de diferença,estamos sob o mesmo sol...
Iluminados!
Assim como o nosso amor.
Através do seu olhar vejo
o arco - íris despontar...
Tão lindo!
Como você, que encanta omeu mundo,
faz - me florescer... "
Escrito no verão de 2016, em pleno horário de verão...
Quintal da memória
Uma varanda,
uma vila,
um corredor comprido.
Da janela,
um quintal aberto ao mundo.
Chuva de verão caindo morna,
cheiro de café vindo da cozinha,
o leite crescendo no fogão.
Brinquedos esquecidos pelo chão.
Pai - porto seguro.
Avó - doçura de colo.
Madrinha - mãos cheias de agrados.
Padrinho - passos lentos pelas tardes.
Hoje,
quando a chuva retorna
e o café invade o ar,
fica apenas
a infância
roçando leve
as asas da lembrança.
Aquece
A tarde começa a raiar
O sol lá fora aparece
O frio ainda entra pela janela
Mas é um frio que aquece.
Pela estrada,
sigo no trem vida.
E olhando pela janela,
vejo a asa do Destino me levando
justo quando convencido
de estar indo rumo a ele...
Essa noite estou sentindo a brisa da minha janela tocando meu rosto
E perfeitamente posso sentir que foi você meu anjo que me enviou seu carinho
Seu toque macio
Teu beijo suave nos meus lábios
Ahh noite incrível e fria noite
Onde sinto a vontade queimar dentro de mim
O desejo quase que palpável
Mais um pouco ouço a melodia que é seu coração pulsando
Ahh que noite incrivelmente fria mas com dois corações quentes ,desejando um pelo outro .
Onde dois corpos se encontram em pensamentos profundos de amor
Beijos longos e intensos
Toques fortes e marcantes
Ahhh brisa da minha janela traz esse anjo pra mim
A janela...
Foi exatamente dessa janela
que fiquei olhando quando ela partiu.
Minhas lágrimas misturavam se
com a chuva fina que na tarde fria molhava a vidraça.
Ao mesmo tempo
em que a janela embaçava,
me esvaziava por dentro.
Quando na curva ela sumiu,
um buraco em meu peito se fez.
Hoje nada tenho,
me resta apenas uma cicatriz.
Já olhei pela janela e vi o caos,
já olhei pela mesma janela,
e vi calmaria. Não está fora,
está dentro!
Não era amor
Da janela, olho a praia imensa nesta manhã e ouço conversas, frases sombrias ditas por ti.
Deletei, porque não associei a mim —
ou, pelo menos, não quis acreditar.
Não sofri.
Acho que a praia inteira ouviu,
mas o sentimento dito não era de um amor genuíno.
Foi naquele dia que vi a fila andar.
“Me mate ou se mate.”
Não era amor.
Sinto muito, você está doente.
Sabe, o sofrimento também é evolução.
Você veio, no final, se redimir,
mas a fila já andou.
E, se dói, desperta,
vai para longe e siga o seu caminho.
Sei que falei que esse amor poderia ser também um rio imenso e lindo.
Mas nem mesmo o rio é sempre beleza:
ele tem barrancos e curvas,
galhos e excrementos.
Menina, olha o rio…
ele já nem corre mais.
Então decidi não entrar em suas águas turvas e profundas.
Sinto muito, mas não doeu.
“Me mate ou se mate.”
Não era amor.
Sinceramente
O mundo é o que eu vejo
Quando abro a janela
O horizonte a fugir de meus olhos
O chão que me convida a andar
A solidão é o que eu não posso tocar
Com o coração
Mesmo abraçando com as mãos
Meu corpo é só um porto no mundo
Onde eu descanso
Ou morro de solidão
Sinceramente
Meu corpo é um mundo vasto
Que minha alma não cansa de explorar
Lua clara e estrelas no céu,
fazendo a noite brilhar.
Pela janela ,
atrevida e aberta,
sopra uma brisa,
que a sua pele esfria,
te fazendo arrepiar!
ALMA NA JANELA
A cada suspiro, o sangue respinga no abismo de dor onde se encarcerou, tinge de flores rubras a cortina, lúgubre saudade na própria sina. Ouve risos vãos de vultos, por estar só, que rodopiam em zumbidos, formando um nó. Debruça-se à janela, escura como breu, até que o anjo surja e a leve para o céu.
Lu Lena
LUMINESCÊNCIA DE MÃE
(O despertar de dois mundos após a tempestade.)
Janela para a vida que se abre. A cortina de voal parece acenar; o passarinho no poste de luz canta uma sinfonia. O dia amanhece.
A noite agitada em mente confusa, dispersa num autismo que agora relaxa e adormece, fica para trás. Olho para o sol que sorri e peço, em silêncio: que sua luz traga o meu mundo e o de meu filho para o lado de fora.
Lu Lena / 2026
VIAGEM INSÓLITA
O vazio era vasto até que o bem-te-vi cantou na janela. A alma errante escapuliu, deixando a matéria trancafiada, mais uma vez, no peso denso da carne. Acordar é a única ilusão!
Lu Lena
JANELAS ABERTAS
Abri a janela e o vento bagunçou meus papéis. Os versos caíram, mas o mofo do passado voou com a correnteza. Respirei o aroma de flores. Juntei as letras e, hoje, a poesia sorri para mim.
Lu Lena / 2026
JANELA DO TEMPO
(A brevidade dos ciclos)
Olho para trás e tenho certeza de que tudo passa; nada é para sempre. O dia pode ter sol, chuva ou ser nublado; são apenas dias que nascem e morrem, em constante metamorfose — ora casulos, ora borboletas. Simplesmente observo, calada, na janela do tempo.
Lu Lena / 2026
Que a luz deste novo dia entre suavemente pela sua janela, trazendo consigo novas oportunidades e razões para sorrir. Que cada momento seja uma doce lembrança de que você é especial e merece todo o carinho que o universo pode oferecer.
Respire fundo, sinta a energia ao seu redor e deixe que as pequenas alegrias façam parte do seu dia. Lembre-se de que cada amanhecer é uma nova chance de se reinventar e de espalhar amor por onde passar.
Desejo que seu dia seja repleto de paz, calor e bênçãos. Carregue sempre no coração a certeza de que você é capaz de conquistar o que desejar. Vamos juntos fazer deste dia algo especial!
Com carinho, um ótimo dia para você!
- Edna de Andrade
Havia um tempo em que bastava encostar o rosto na janela
e acreditar que o amanhã traria algo bonito.
O coração era pequeno, mas cheio de fé.
A gente esperava o inesperado,
ouvia o sussurro dos ventos,
e sorria, mesmo sem saber o motivo.
Porque, no fundo, a alma já sabia:
tudo o que é verdadeiro chega no seu tempo.
— Edna de Andrade
