Poemas de Janela

Cerca de 3630 poemas de Janela

⁠⁠E se a porta não se abrir, podemos optar pela janela??

Veja, talvez este caminho não é o seu.
O melhor a se fazer é mudar de rota

⁠Quando o sol bater na sua
Janela
E você observar o céu
lembre-se de como admirávamos
as nuvens e os pássaros.

Quando o pôr do Sol
chegar,lembre-se
De como éramos felizes
naquela tarde de outuno.

E ao anoitecer vá
até a mesma janela e
Lembre-se que amávamos
contar as estrelas.

Lembre-se que eu era a sua Lua
E você era o meu Sol

⁠Sonho em prosa...

Sonho estrada no céu...
voo no mar...
mergulho na terra...
Sonho janela sorrindo pro sol...
Suspirando pra lua...
Piscando pra estrela...

Sonho chuva derramando ternura...
Sol esquentando poesia...
Poesia cutucando coração...
Palavras envolvendo pele...
Pele arrepios delírios...
Delírios ao som chuva caindo...

Sonho noite carícia de chuva...
Chuva ternura entre mim e você...
Um rio se abre em nossas bocas...
Bocas caladas... inundadas!
Dadas a encontro nossas almas...

Almas tecendo verso e prosa...
Prosa nossa em versos vivos!

⁠CHUVA CARINHO

A chuva afaga a casa
que se abre janela porta
coração rebentação suave
murmúrio enchente rio
dilúvio lava delírio

carinho princípio
fio a fio caminho
você inunda presença
afago distância

Cheiro molhado
enche de saudade
nossos corações
balões voadores
tocam canções
distância melancolia

(Re)encontro alegria!
principia via rodovia...

⁠AMBROSIA E POESIA

Na cozinha ambrosia
aroma doce canela cravo
Na janela roseira cheira
cheiro saudade
exala jabuticabeira roseira

Mãe estrela doceira
confere se a filha
chegou de suas andanças
pelos quintais e pela vida
percebe calmaria serena

Pela casa poesia
filha protegida e benzida
o “calvário” findou
lágrimas emocionadas
o Rosário contas benditas

(Re)brilha nos olhos mãe filha
Inventário oráculo cumprido!
Amém!

⁠MANIA DE POESIA...

Da janela do meu coração, espreito o mundo...
Com direito à (re)invenção...
à fabulação com ação e direção do coração...

A coloração escolho eu...
quer seja luta ou “luto”
o tom... o meio tom e o
sobre tom é vermelho...

De pôr do sol eu me visto...
e invisto no nunca visto...insisto e persisto...
Na utopia que nunca larga a minha nuca...
quase caduca, ela me empurra para o devir...

vir a ser poesia e profecia... mania minha...

⁠Bordado em esperança

Da janela da esperança
meu coração alcança
a tua chegada
Chegada tão esperada
Chegada tão abençoada

De portas abertas o coração
palpita e apita e repica
o sino que celebra
a tua entrada
entrada bordada na alma

A alma reconhece
Em prece agradece
(re)tece o fio da meada
fio em esperança

Eu só quero ser feliz.
Poder sentar na janela e ver que o horizonte é lindo.
Eu só quero poder acordar sem pensar que estou infeliz, apenas viver e viver.
O que fazer se para muitos é proibido ser feliz?
Só me resta pedir socorro pra vida.

⁠
Vento forte
Bate na janela
Barulho estranho
Vem lá de fora
Desperta o sono
De madrugada
De olhos abertos
Pensando em nada
Um vazio
Se instaurou
Dentro de mim
Não tenho medo
Nem desilusão
Meu coração
Tem proteção
Meu amor
Está em mim
@zeni.poeta
Direitos autorais reservados
Lei 9610/98

Se deixarmos a janela aberta, não adianta culpar o vento pela bagunça.

Culpar os outros só nos faz regredir como seres humanos
Somos os únicos responsáveis pela vida que estamos vivendo hoje.
Cada uma de nossas escolhas e ações nos trouxeram até aqui.

Eu vivo entre as frestas da janela

nas emendas dos meios-fios das calçadas

no emaranhado que sustenta as tranças da menina.


Eu brilho nos olhos alegres da criança sonhadora

na risada escancarada dos meninos na lagoa

na melodia do silencio entoada numa noite de amor.


Sou a saudade, o adeus de um casal enamorado

a despedida num beijo apaixonado

a eternidade num coração dilacerado.


Sou as faces no espelho embaçado

As cantigas de grilo no trabalho

A amizade no meio da multidão.


Eu sou o desejo da mudança

na esperança

na temperança

na criança

que habita em mim.

⁠Pedra

O vento impetuoso fustigou a janela,
as árvores dançaram sob a luz artificial.
Procurei-te na solidão da memória,
templo sagrado em ruínas,
várias pedras já foram roubadas,
lançadas ao rio por crianças,
desapareceram na espiral cristalina,
jazem nas profundezas, ocultas,
mas ainda inquietas.
Guardei uma diferente, é azul,
como o meu sonho,
como os sonhos do mundo,
que são como o Céu e que são
de toda a gente e de ninguém.
Onde te perdeste que não te encontro?
A nuvem onde dormimos desfez-se,
choveu durante estações,
mas, depois, os raios de sol entraram
timidamente,
trazendo o calor da esperança.
As árvores finalmente dormem,
o Homem acorda.
Olho para a pedra,
continua azul...
Enquanto viver, ficarei com ela.
Depois, morrerei, tu também morrerás,
onde não sei,
mas a pedra permanecerá
ainda
azul como o céu...

⁠ponto de transição


da minha janela
observo uma árvore
e por ela sigo as estações.
não pelo Sol
ou pelos casacos.
é a árvore
que entrega todo o seu corpo
ao tempo
sem receio
segura de que a vida
é movimento.

⁠CANTO II

Janela d'alma, visão
Íris líquidas pingantes
Longe, longe, coração
Ah, distâncias distantes.

Na ronda teu juízo
Envolto em madeira e terno
No bosque paraíso?
Na floresta inferno?

Se com luz,
Voo alto
Asas de Ismália.

Se na cruz,
Não falto
Mortalha.

⁠Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.

Fernando Pessoa
Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944.

Nota: Trecho do poema Tacabaria, escrita com o pseudônimo de Álvaro de Campos.

...Mais

⁠Que Saudades de você
Um passarinho chegou
A minha janela.
Quer falar com ela?
Disse-lhe que sim mais
Não podia.
Ele perguntou, :
Porquê??
Disse-lhe..
Ela não me quer....
Ele disse:
Aquiete seu coração
Ela não te merece....
Que pena !!!
Um amor tão lindo e verdadeiro ser recusado.
Realmente ....
Nem todo mundo tem o
Poder de amar..
Graças à Deus...
Eu tenho...

Noite fria
Abro a janela para o vazio .
Saudade pode entrar !
Meus silêncios gritam
Querem naqueles
trejeitos navegar
Deixo estar !
Não há como fugir
Desde que ele se foi
Minhas insônias fazem preces
naquele altar .

JANELA.


Daqui dá para ver o tempo.
Lembre-se que os momentos
Não são vividos em histórias
De duendes e fadas.
E que o tempo
Está nas memórias
Escritas e sem palavras.
Daqui de casa dá para ver
Uma nuvem em forma de gente.
Olhando pela janela a espera do futuro,
E pelo milagre a promessa,
Pois a verdade nunca mente.
Daqui vou ver o tempo.
Daqui vou ouvir o vento.
O céu estava azul, agora nublado,
Quem sabe poderá chover,
Não, o sol abriu as nuvens,
Com o seu jeito bravo.
O tempo vai passar,
O tempo vai melhorar,
Quem sabe amanhã o sol
Nasce; um dia sem sol,
Um sol disposto a amar.
Quem sabe a lágrima
Da chuva, uma gota vai molhar,
Toda esta terra, gente,
Toda esta serra, marrom.
Toda esta floresta, cinza.
Toda esta água, preta.
O tempo do tempo calor,
Não vai passar a dor.
Não vai nascer a flor.
Daqui consigo ouvir o vento.
Pela janela consigo ver o tempo.
Sem chuvas e com lágrimas.
O tempo é seco, o vento é seco.
Pela janela do meu quarto,
Eu vejo as palavras nubladas,
Escritas pelo tempo, quente.
E a janela não está fechada.


Autor: Cássio Charles Borges

Por trás da câmera há uma janela mostrando uma beleza,
Vista pessoalmente, um sentimento indescritível de paz, do sol em seu rosto, de um Deus que nos permite sentir as melhores sensações de sua criação.
Obrigada Deus!!

A verdade do lado de fora da janela é cruel,
só existe solidão a lamentar,
então inventei um mundo,
que minha mente conseguiu habitar.

Minha vida era um livro sem palavras,
era escrito com letras imaginadas,
era a imagem sem cor nos jornais,
eram fatos totalmente artificiais.

Sentia saudades das coisas que nunca fiz,
sentia falta de sabores que nunca provei,
de pessoas que nem conheci
e lugares que nem visitei.

Sentia saudades de olhares que não me viram,
de vozes que não falaram comigo,
de um abraço que nunca me abraçou,
de alguém que nunca me amou.

Fez falta as amizades que não tive,
dos momentos que não vivi,
de superar tombos que nunca levantei,
da alegria que jamais provei.

Sentia falta e não minto,
é uma ilusão que não consigo destruir,
mas na verdade nem era saudade que eu sentia,
era vontade de existir sem você.