Poemas de Janela

Cerca de 3549 poemas de Janela

Pula a janela
Visualiza
no buraco da agulha
o vestido das linhas
Vê no espelho
a falta vazia
de ausência e solidão
Sente o que contagia
Mergulha
receptivo e aberto
à utopia
e e a razão brilha bela
A carga se esvazia
e a alma, liberta,
pula a janela

Nos dias de chuva, há sempre um olhar
perdido à janela. A vida, lá fora, segue
seu ritmo cinzento, mas, por dentro, o
silêncio é a única voz. É o momento em
que a alma chora sem fazer barulho, e
a chuva apenas lava o que já está
quebrado.

⁠Jardim regado

O que eu posso vê em ti?
Me indaga o coração assim,
A contemplar_te da janela por entre as luzes, colorindo as cortinas de cetim.

Águas correm do telhado, irriguindo pelas rosas que florecem no jardim.

És como um jardim bem regado, seu amor bem arraigado vai crescendo dentro em mim.

Vejo rosas com suas cores, de encantos e amores, seu perfume de jasmim.

Já não há como fugir, quero ser seu jardineiro, de janeiro a janeiro, seu amor quero sentir.

Autor. Cícero Macros

⁠⁠Por falta dela,
Não vou á janela
Não a pra que,
Estar nela;

Por falta dela,
Eu sinto saudades
Daquela Claridade,
Espero por ela;

Por falta dela,
Me vejo no escuro
Em cima do muro,
Ansiando por ela;

E nessas rimas roncas,
Amarelas feito ela;
Perco-me cada vez mais
Pensando nela!

Do sol atravessando a janela, do vento no rosto, do riso que nasce do nada, do café que esquenta a alma, dos silêncios que dizem tudo.
Hoje eu pensei na partida, mas foi por amor à vida. Por que quanto mais eu entendo o fim, mais quero estar aqui, sentindo, errando, recomeçando.
Talvez o desejo de viver seja justamente isso:
saber que um dia acaba, e ainda assim querer ficar.

Vidas passadas...


Naquela singela janela,
São tantas as vidas passadas por ela,
E hoje, já nem se notam as flores nela,
Pois secaram, iludidas pela volta dela...


Naquela bendita janela,
Foram se os encontros vistos por ela,
Daqueles perdidos pela beleza dela,
Apaixonados sorrisos lançados à ela,
Levados estes pelo vento.


Encontros, desacertos, paixões e pesadelos,
Não se sabe o que vem, nem para onde se vai,
Só sabes que um dia, em tu, chegarás.


Por este mundo rodei,
Muitas emoções passei,
Por situações me desesperei,
Porém, quando te vi, mudei.


Pelas sintonia do seus lábios me apaixonei,
Pela harmonia dos teus cabelos e olhos claros, me inspirei,
Pirei, surtei?! Respirei...
Não se sabes, mas tu minha vida mudastes.

UM MAR DE POESIA


Abri a minha janela
De longe fiquei admirando
Era o azul mais azul que vi
Ondas indo e voltando
Parecia um lençol estendido
Nas beiradas espumando.


As areias tão branquinhas
A brisa vinha embalar
Pensei, se eu pudesse
Em tuas águas navegar
Desvendaria os mistérios
Guardados no fundo do mar.


Esse teu gosto salgado
Cheirinho de maresia
Sensação de liberdade
Vestida de fantasia
Pelo horizonte sem fim
Era o meu mar de poesia.


Irá Rodrigues

⁠A Janela do Discurso sempre se moveu pelas Mãos Invisíveis das Narrativas.


Se reinventar já era mais do que esperado…


Mas nada foi tão Medonho quanto a vê-la se valer da “Idoneidade Policial” e da “Fé Religiosa”.


A Janela de Overton — esse mecanismo silencioso e traiçoeiro que define os limites do que é socialmente aceitável — sempre se moveu pelas mãos invisíveis das narrativas.


Ideias outrora impensáveis se tornam plausíveis, discutíveis, desejáveis… e até aceitáveis.


Nada disso é novo.


Mas há deslocamentos que ultrapassam o jogo das ideias: eles tocam em pilares que, uma vez manipulados, comprometem a própria estrutura da convivência civilizada.


Nada foi tão medonho quanto assistir a essa janela se valer da “Idoneidade Policial” e da “Fé Religiosa”.


Ambas, por natureza, deveriam inspirar confiança — não manipulação.


Quando começam a ser usadas como régua para definir quem merece voz, respeito ou até mesmo existência, o que está em jogo não é mais apenas a opinião pública: é a própria noção de justiça e espiritualidade.


A confiança na justiça perde o chão quando o discurso sobre “idoneidade” é moldado para blindar abusos e silenciar denúncias.


E a fé, que deveria acolher, se torna instrumento de controle quando usada para validar narrativas de exclusão, discurso de ódio, intolerância ou superioridade moral.


Quando a Janela do Discurso se move por esses vetores, não estamos apenas assistindo a uma mudança de ideias.


Estamos permitindo que conceitos sagrados e instituições essenciais sejam descaradamente arrastados para a seara da manipulação.


Toda e qualquer forma de manipulação é ruim, mas valer-se das autoridades presumidas para inviabilizar o debate e a crítica é de uma sordidez sem precedentes.


E isso, sim, é digno de temor.


Tenho medo…

Janela do Tempo
Passei muito tempo da minha vida acreditando que nada estava mudando, que tudo permanecia no mesmo lugar. Mas hoje, ao olhar no espelho, é como se eu tivesse atravessado uma janela temporal que subitamente me trouxe até uma mulher cheia de experiências, capaz de compreender as coisas e de enxergar o mundo com um olhar diferente. Viajei cinquenta anos para chegar até aqui. Não será agora que vou desistir. Diante do espelho, desse espelho que me transportou, vejo o quanto mudei. A pele mudou, o corpo mudou, há marcas que antes não existiam: rugas, cabelos em tons diferentes daqueles da cor original.
E ainda assim, ao olhar com atenção, vejo que, não sendo eu a mesma menina, embora ela continue morando em mim, eu ainda consigo enxergar nos meus olhos o brilho de quem quer mudar o mundo, inclusive o meu.
Nildinha Freitas

Pela fresta da janela
Vejo o dia chegar: poesia.
O primeiro passo
É sempre um recomeço
Em cada amanhecer,
Uma história escrita
Em palavras e atitudes.

VIAGEM INSÓLITA

O vazio era vasto até que o bem-te-vi cantou na janela. A alma errante escapuliu, deixando a matéria trancafiada, mais uma vez, no peso denso da carne. Acordar é a única ilusão!

Lu Lena

ALMA NA JANELA

A cada suspiro, o sangue respinga no abismo de dor onde se encarcerou, tinge de flores rubras a cortina, lúgubre saudade na própria sina. Ouve risos vãos de vultos, por estar só, que rodopiam em zumbidos, formando um nó. Debruça-se à janela, escura como breu, até que o anjo surja e a leve para o céu.

Lu Lena

Existem histórias



Ela chega como luz de fim de tarde,
dessas que atravessam a janela
sem pedir licença
e mudam o clima do dia inteiro.


Nos olhos, mora um silêncio bonito,
daqueles que não afastam,
aproximam.
Um mistério calmo,
que dá vontade de ficar.


O sorriso não grita,
ele sussurra.
E nesse sussurro
existe aconchego,
existem histórias que ainda não foram contadas.


Ela é dessas presenças raras:
não precisa chamar atenção —
ela simplesmente acontece.
E quem vê, sente.

Da janela da minha casa eu vejo a vida passando ...
vejo ela passando devagarinho em cada nuvem q some no horizonte ,
vejo os passarinhos gritando e pulando nos galhos,
vejo o vento tocando de leve as flores do jardim,
vejo o zun zun dos maribondos procurando agua,
vejo o sol sumindo no horizonte,
vejo o ceu ,a luz ,a natureza...
A magia que Deus nos deu a cada dia,
tudo tão lindo ,tudo tão maravilhoso!
Que me pergunto pq que as pessoas não param de cuidar da vida do outro,de discutir por coisas tão pequenas ou reclamar de coisas tão insignificantes e vivam o tempo q Ele nos dá generosamente e de graça , para aproveitar tudo isso!!!

Meu olhar se embriaga
na poesia do pôr do sol,
que irrompe da janela
da minha cozinha
como um poema em chamas.


O céu escreve, em tons alaranjados,
os seus silêncios,
enquanto o dia se retira devagar,
com a serenidade
de quem conhece o próprio tempo.


Sobre a pia,
a louça reflete o esplendor
desse arco-íris poético.


E a minh’alma,
pincelada por essa paleta de cores,
deleita-se
num estado puro de êxtase.


E eu, inspirada,
derramo estes versos
de gratidão à Natureza,
por conceder-me
tamanha bênção.
✍©️ @MiriamDaCosta

Sinfonia Inversa

Feche a porta invisível,
abra a janela já aberta.

Cavalgue um unicórnio lobuno,
voe numa libélula dourada.

Desça a serra de vidro,
suba num trampolim estático.

Nade no rio de lágrimas,
corra pela rua de cera.

Grite em barítono agudo,
cale-se em alto volume.

Leia o pergaminho ágrafo,
escreva com a pena de Roc.

Coma a fruta-bolacha,
beba o drink que evapora.

Durma com o sol na moringa,
acorde com os pés nas nuvens.

Mime um gato alado,
dome uma fera urbana.

Reze com evangelho apócrifo,
peque com um terço ao peito.

Conte uma estória verídica,
narre um crime perfeito.

Dance o tango inglês,
cante a ópera baiana.

"A temporada de compra, troca e venda de jogadores de futebol é agora denominada 'janela'. Sem querer ofender o asno, animal, alguém sabe por que isso? É apenas 'modismo' ou tem mais? Hein?"
Frase Minha 0606, Criada no Ano 2013


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

⁠O meu aroma noturno
de Orquídea Brassavola
misteriosa e cítrica
entra na janela d'alma

Para ter pôr em festa
de gala em companhia
da poética Via Láctea
durante o céu aberto

Você me ama de frente
para trás, de trás para frente,
e sobretudo por dentro.

Por mim tens devoção,
paixão alucinada e amor
de perdição a cada momento.

⁠Um beija-flor passou
na janela,
Foi você que desejou
um bom dia,
Mistério de amor
que chegou
para me fazer sacodida.

"Nunca vi o boi pulando a cerca, mas já vi a vaca pulando a janela."


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