Poemas de Fantasia
Carnaval?
Vou ver uma vez mais desfilar a minha fantasia preferida.
Guardada na gaveta menos acessível da memória,porta bandeira das minhas lembranças mais presentes,dançará frenética, para ser mais uma vez esquecida na quarta-feira de cinzas.
São assim as lembranças, as boas, as más e as que a gente talvez nem tenha de fato vivido.
Fantasia de Céu
Esse batom rosado escrito em tua boca
Essa sombra cuidadosamente desenhada em teu olhar
Esse esmalte cobrindo a pele das unhas
É o que faz você mulher?
Ou será esse teu afago leve nos cabelos
A mão macia traduzindo a dor
A voz feito brisa numa manhã primaveril?
É com raiva que te observo ficar mais linda
No modo como contorna o dia com as palavras
Cada cena, movimento, ritmo...
Tudo repetidamente belo
No fim, quem conta histórias sou eu!
Carnaval de alegria, vou por minha fantasia
Fazer o que não fazia e jogar com Pelé
Vou procurar Maria e dar-lhe o que queria
Que o velho John dizia: a vida é um cabaré
ALQUIMISTA DA FANTASIA
O poeta é um ser predestinado
Que, no auge da dor, cria seu mundo!
Faz da amargura o amor mais profundo,
E do ser odiado o ser mais amado!
Na magia dos versos, num segundo,
Dá à mentira significado!
Permite ao torpe ser idolatrado
E, até converte o probo em vagabundo!
Por ser alquimista da fantasia,
Transforma a negra procela em aurora,
E, faz de saudade a ilusão que o ronda!
Na desventura de amor ele avia
Um poema que encanta, muito embora
A dor mascare, e a verdade esconda!
Sonho e fantasia
Talvez um dia por um descuido,
a gente se esbarre por aí;
ou não vai saber.
Só o que sei, é que nos meus sonhos;
te vejo todo dia numa linda sintonia.
Meus olhos sorriem de alegria,
é descuido ou poesia?!
Não sei dessa agonia, minha alma te chama,
te clama, te espera em alguma parte dessa vida.
O sonho é meu eu sei,
mas bem que poderia ser teu também.
Um sonho assim, é muito só para mim.
Só te peço que não se assuste, se sentir meus beijos numa noite dessas; pode ser que você perca seu sono, enquanto eu aqui, penso em ti.
Não sei se é sina, destino ou poesia.
Talvez é o universo conspirando ao nosso favor, talvez esteja escrito nas estrelas que eu nasci pra você e você nasceu pra mim.
Mas a única coisa concreta, é que eu já te amava em algum cantinho aqui dentro de mim.
Será que é pedir muito, prá você sonhar comigo e eu poder te roubar pra mim?!
Será?
#Autora #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 11/02/2019 às 14:40
Diga Amore!
Mar
Maravilhoso dia
Fantasia que ia, dizia, fazia
Sem ser proibido
Ousadia!
Vai e vem
Alento de amor
Ai desejo ardente!
Das noites em chama
No irrefletido sentido
Esplendido!
Libido
Exibido
...diga Amore!
Ilusões
Elas me perturbam e me deixam confusa
Sem saber oque é verdade ou oque é fantasia.
Mas ao mesmo tempo, elas me tiram do mundo da tristeza,
Da ansiedade, do medo e da solidão por um breve momento.
Elas me iludem e me machucam,mas também,me salvam e me curam.
A ilusão é a cura que machuca;
A tristeza é a felicidade que deprime;
A ansiedade é a calma perturbada;
A solidão é a companhia vazia,
O medo é a coragem medrosa.
Eu sou...
Eu sou a cura que machuca;
A felicidade que deprime;
A calma perturbada;
A companhia vazia,
A coragem medrosa.
Eu não estou viva, mas também, não estou morta,
Eu apenas estou aqui com a minha companhia vazia,
Esperando que a porta da liberdade se abra.
Eu sou o sol da noite.
FANTASIA ...
Sempre achei que faria versos um dia
E quando, assim, então, me inspirava
Fingia que criava e vestia de fantasia
O motivo, mas, ainda nada inventava
E, notei que até numa lhana poesia
Da palavra o encaixe ali me faltava
Era desbordada, fria, sem a magia
Mesmo privado, insistia e sonhava
Tudo em vão, carente de comunhão
Dispersas as rimas, vazia a sensação
Pois, eu só tinha um mundo genuíno
E, pra se ter poeta tem de ter ilusão
Senão, nenhum verso traz emoção
E nenhum estro poético será hino...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/02/2021, 09’29” – Triângulo Mineiro
Um coração dividido pelo amor, fantasia. Um olhar é composto de brilho e ilusão? Talvez!
O desejo é um segredo cheio de cobiças.
Sonhar é parte da história, o tempo passar, o espelho continua a refletir o que não é verdade, beleza de fatos! Uma foto armazena nosso passado nos deixando um presente sombrio inacreditável, mas em verdades beleza rara. A beleza é ouro, tributo rodeado de lobos gananciosos, a beleza é algo sufocante para os invejosos
Mas divino aos olhos do pai.
Acordar...
Já é hora de sair desse mundo de fantasia e acordar para a realidade. Nessa vida você só tem duas opções. Ou você é foda, ou você é fodido! Ou você come, ou outro vem e te devora. Nessa mundo onde você é uma opção, se você não escolhe, a vida escolherá por você. Se você acha que eu estou sendo isso cruel... É porque você não viu a selva aqui fora.
uma pena
uma pena que vc so me ache uma fantasia
uma pena que vc so repare no meu decote
uma pena que vc so consiga reparar nas perfeitinhas da escola
uma pena que vc não pense que eu posso ser muito mais que um corpão
uma pena que vc nao consiga perceber o tanto que eu te amo
uma pena que vc me acha descartável
uma pena que vc seja tao infantil ao ponto de nao perceber que esta trocando 12 por 6
uma pena, uma pena mesmo... vc poderia ter tido o amor da sua vida,mas preferiu as festas, os amigos, e as bebidas, que quando acabarem nao vao ficar do seu lado
ta vendo so, uma pena garoto!
Não se engane, talvez a vida te engane.
Não por desejo de lhe prejudicar,
Mais pela fantasia em que torna ela aconchegante.
exposta à violência do vento,
do mar, do homem
e de sua fantasia,
a garça fica nua
para vestir a burguesia
Sei que preciso perder esta louca mania,
pois a vida é bela, mas não é só fantasia,
de sonhar o tempo inteiro e em desalinho.
Deixar de sonhar? Não, não é o que digo!
Só vou desde agora separar o joio do trigo
e de sonhos bons tornar real o meu caminho.
As Crônicas das Estrelas é o nome da coleção de três contos de fantasia que eu, Anderson Seixas Correa (Tim Seixas), irei lançar em 2021.
Se for a vontade de Deus é claro.
25 de Julho de 2020.
Realidade não,Fantasia
Viver em um mundo onde, sua ausência é a minha realidade,
É mergulhar nas sombras, na tristeza que não tem piedade.
Cada dia é um vazio profundo, sem seu toque ou olhar,
Uma ferida aberta, difícil de cicatrizar e suportar.
Nas ruas da solidão, perco-me em pensamentos sombrios,
O eco do silêncio me sufoca, como correntes em meus desafios.
E a cada passo que dou, sinto a falta do seu calor,
A saudade se torna minha companheira, meu único valor.
Viver sem você é como um inverno eterno, sem primavera,
A esperança desvanecendo, levando embora a quimera.
Seu sorriso, outrora meu refúgio, agora é apenas uma lembrança,
Um eco distante de felicidade, que se esvai na bonança.
Em um mundo de ausência, as lágrimas se tornam meu rio,
Minha alma se contorce em tristeza, como um dolorido fio.
E na escuridão da noite, sua presença é minha fantasia,
A única luz que me guia, nesta jornada de agonia.
A arte de ser poeta
O poeta brinca com palavras,
com ilusão,
com fantasia,
com tempo,
com tristeza,
com alegria,
com saudade.
Poeta não tem idade.
O poeta sente.
O poeta é gente.
Gente sente.
Gente é arte.
O poeta é poesia.
Poesia é texto,
poesia é o poeta,
poesia é arte,
o poeta é arte.
Flor da quaresmeira (mística flor)
Quase setembro, o cerrado fantasia
Esplende, num colorido bem vindo
Na ramaria as corolas se abrindo
Compondo singular e bela poesia
A planície de magia vai cobrindo
Monte a monte, em farta quantia
A luz do sol ascende em sinfonia
E os tons violáceos ao céu, lindo!
Quase fim do inverno, a primavera
Surgindo, com toda a sua ternura
Enchendo com cheirosa quimera
Sublime encanto, suspiro e vigor
Da cor ametista, no sertão figura
Flor da quaresmeira, mística flor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23 agosto, 2023, 05’07” – Araguari, MG
FESTIM
Suspiro a fantasia do perfeito
Engasgo-me com as migalhas de axioma que recebo
Exalo utopias vastas, deixadas pelo meu encerramento
Grandiosa é a clausura que envolve meu padecimento
Tenho segredos que escondo até de mim
Verdades que guardo entre as endrôminas da alma
Não respeito minhas cláusulas
Janta comigo as mágoas, e o meu fim
Engulo o que nem deveria mastigar
Me dão de beber minhas próprias razões
Limpo o prato que como com meu cuspe
Preparo meu alimento com os espantos das ilusões
Há de eu vomitar o que não contém em meu exterior
Não suporto mais o que não me cabe
Estou cheio de lástimas e vazio de rancor
Salvo qualquer amparo antes que o Eu me mate
Importuno minha fome a temperando com o feo de minha mente
Não com o fel de minha existência
Existem diversas diferenças,
Que degusto sem sentir o prazer deprimente
