Poemas de Encontro
PARA QUEM NÃO SABE AMAR
Marcial Salaverry
(Trovinhas Encadeadas...)
Só encontro ouvido surdo,
em quem a arte não quer apreciar,
com este pensar absurdo,
não querer saber de amar...
Não querer saber de amar,
por medo de se envolver,
e assim vivem sem poetar,
por ter medo de se aborrecer...
Por ter medo de se aborrecer,
deixam-se perder na vida,
e ficam assim sem viver
na vida que lhes é devida...
E na vida que lhes é devida,
deixam de viver e amar,
nessa tristeza mantida,
por não querer amar e poetar...
Marcial Salaverry
Quando meu olhar encontro esse seu sorriso lindo minha vida ganhou um novo sentido.
Não, não ganhou eu apenas descobrir o verdadeiro sentido de minha vida
Esses seus olhares, são faróis que me guia para seguir junto com você na mesma estrada
O Ritual da espera
O ritual da espera , você acorda já pensando como será o encontro pensa hoje eu espero encontrá-lo , ele, e pensa preciso me arrumar fica bonita hoje pode ser o dia que vou encontrá-lo na rua , não quero que ele me veja descabelada com o esmalte solto na unha .
Você se arrumar fica cheirosa e sai de casa para ir ao trabalho e pensa posso encontrá-lo , mais meu bem são paulo e imenso como faço para encontrar com aquele fulano , ai você cumpri o ritual de espera encontrá-lo naquele vagão de trem , você espera encontrá-lo na banca de jornal , na padaria do lado , ou até mesmo na porta do pronto Socorro , só por favor não der tanto na cara que você está no ritual da espera , você entra no trabalho já pensando a na volta vou passar por aquele caminho e posso encontrá-lo
O horário acaba você pensa vou pega o trem volta para casa quem sabe ele não se atrasou e pensa amanhã eu vou encontrá lo ..
Sinto que algo me espera.
No momento certo.
Esse encontro não tem pressa.
Não sei o que é, onde está, nem como acontecerá.
Só sei que é pra lá que devo ir.
É na desordem dos meus
cacos internos que me
arrumo e me encontro .
Nunca tive medo e
muito menos
cansaço em insistir nos
meus sonhos.
E quando anoitece ...
Mergulho no meu profundo
e ressurjo olhando a vida e
o mundo
muito mais leve ...
Eu sempre acordo confusão .
Mas adormeço
com minha alma em paz
e meus pés no chão.
Então, sem esperar, encontro-te quando mais preciso e até sonho em ter sua presença ao meu lado, sinto uma segurança de enfrentar minha dor.
Olho para trás por impulso e você está chegando, eu só consigo acreditar que, o que dizem sobre as almas estarem conectadas ser verdade.
Se isso foi o acaso, pelo menos aconteceu na hora certa, pude acreditar que suportaria minha dor, senti-me segura de novo.
Sabe a razão da segurança? A confiança de que poderá doer e não estarei desprotegida, serás a minha voz, como sempre foi.
"Um ser chamado humano"
Por ora, todos os dias o céu e as estrelas vão de encontro ao mar passando pela terra, onde se reúnem para falar das coisas boas como as brisas, o sol que brilha, a lua e seus mistérios, falam também das aves que circulam levadas pelo vento e dos peixes que deslizam sobre as ondas do oceano.
Mas, dos humanos por não conhecerem muito bem, quase nada tem pra dizer, pois só sabem o suficiente para se manter bem longe.
Portanto, só comentam que a terra é grande, linda e ao mesmo tempo sofre pelos danos causados por eles, os tais humanos.
Ora ela sente cólicas sangrentas, ora ela leva sustos tremendos provocando sérias cicatrizes.
As vezes, o mar com suas belas águas e o céu com seus ventos arrasadores invadem a terra para lhe perguntar se precisa de ajuda.
Ao que tudo indica, a terra por ser submissa, não tem muito lá seus luxos e não se reserva no direito de se auto proteger. Pois, os humanos ali habitáveis, nada fazem para lhe ajudar, nada fazem para acabar com suas dores ou suprir suas necessidades, uma vez que só se preocupam consigo mesmo.
E assim, o poderoso céu, as milhares de estrelas e o grande mar continuam se encontrando para colocar em dia suas conversas e pouco dão importância à terra, pois já sabem que ela possui um dono, um ser chamado humano.
( Encontro )
Um tão esperado encontro ( .... )
Cada conversa, a cada beijo, a cada abraço a cada brincadeira eu percebo que nossos encontros não foi em vão.
É um sentimento puro e verdadeiro, sabe por quê?
Porque é algo que vem crescendo de maneira natural, e as coisas que acontecem naturalmente são mais prazerosas de serem vividas.
E Assim vamos vivendo e desfrutando dos prazeres da vida .
Diego Bosso
JOGO
Te encontro sempre nos meus sonhos,
ali és minha, por um tempo.
Acordo , vejo ao meu lado a tua ausência,
ela me acompanha pela vida.
Faço das horas, momentos de trabalho,
e nele me escondo de tudo o que no mundo
há.
Das estrelas faço um brinquedo, cada uma
é um ponto que eu tenho que ligar.
Com os olhos ligo uma a outra, como as
crianças fazem nesse jogo.
Depois de terminado, vejo no céu formado
o teu rosto, com esse teu jeito meigo de olhar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Aprecio a solidão
Nela encontro a liberdade
Acalento meus demônios
Instigo minhas fraquezas
Aprecio minha melancolia
Diluo com o café as doses de amargura do mundo
Embriago-me
Diluo-me na chuva e velejo por aí
Sem pressa, sem pressão
Eu, apenas
Velejando com sentimentos expostos ao tempo
Explorando cada um em suas profundezas
Assim, só assim
Nessa solidão libertadora
Permito-me afundar, inspirar e voltar a superfície
E só por isso, sigo!
Reparei nos seus olhos,
Há uma loucura que me cura.
Encontro então, tanta ternura neste olhar que me atura.
Olhos negros, tão castanhos, tenho dó só de pensar.
Quão bonita seria a vida, se eu pudesse te amar.
Epigrama
Sim, ser escravo da Beleza –
mais filho do escuro que encontro
do que escrevo da gente
e da contingência.
Procura-se
a custos exorbitantes
a órbita ao menos
da palavra justa
e resta quitar-se ao lado
do quanto a palavra custa.
Minha melhor companhia sou eu.
Em meu mundo eu me perco e me encontro,
Vasculho cada canto,
Aprendo e desaprendo,
Caio e me levanto.
Sussuros...
Foi o encontro do seu coração
com o meu.
Quando em um abraço você me aqueceu.
__Sophia Vargas ♥
30/12/2009
O SILÊNCIO
POR: José Luiz Mak.
No anoitecer encontro o silêncio das ruas, o barulho tímido das folhas e o som distante da cachoeira, que cobre com um véu de espuma branca as mais escuras pedras do lago.
O silêncio da noite me faz lembrar as muitas em que passei a tua procura, passos largos enfrentando a chuva e o frio.
O vento no rosto corta como uma navalha me tirando a paz, aquele lenço guardado no bolso do jeans molhado com a cor do seu batom, manchado de inúmeras carícias em seus lábios.
As estrelas aparecem tímidas ao céu, um pequeno filete de luz da lua me envolve o rosto tomando a parte mais bela.
Os olhos já encharcados pedem desesperadamente por sua silhueta próxima ao meu peito.
Por dentro meu coração arrebentando, como uma orquestra no auge de sua maior nota em uma sinfonia tocada para uma multidão.
Sentimentos envolvem o encontro das almas frias já decompostas pelo tempo.
Cigarras caluniando o orvalho que toma conta das folhas já cansadas do vento.
Fingindo ter vida, a solidão me toma por completo, olho ao redor vejo o final da rua e você não vem.
Abri mão da própria vida, fui cúmplice de meus próprios erros, doei o que deveria receber.
Fui refém da esperança e percebi que estava cada vez mais distante.
Durmo todas as noites com seu nome em minha mente, esperando acordar e poder sentir o teu perfume em minhas entranhas.
Olho o quarto vazio, meia luz em um tom romântico lembra o suor de nossos corpos.
O silêncio da noite me trás as lágrimas e a certeza do final da música em minha garganta.
Proposital
Me encontro no encalço do delírio. Sou espectador, ator e diretor da minha própria Obra!
E em meio a essa peça teatral, que é este conceito nato de moral, se formam os algozes, em busca da sentença final!
Pobres carrascos… somente subjugam por obrigação. Porém o fazem com afinco, e imponencia...
Mas o real culpado da desgraça e do fim imoral, é quem perpetra o ato inicial!
Aquele que em primeira instância se julga correto afinal… e assim monta sua estratégia modal.
No mais, o fardo da busca interminável se faz essencial! E agora vem a certeza e a convicção do erro! No entanto, o destino já se fez cabal...
E de fundo se ouve o tilintar do ferro no concreto, os algozes se esvaíram… sobraram só os vestígios… do pobre conceito trivial...
Óh coração adolescente,
procuras amar intensamente.
Por todo horizonte dessa Terra,
encontro-lhe e penso que me levas.
Meu corpo, minha alma, eu sou teu,
sonhei, implorei por beijo seu.
Garota bonita, eu te amo,
conheço-te a pouco, porém anos.
Confuso fiquei, não deu certo,
perder-te me faz te querer perto.
Queria amar-te para sempre,
quem dera eu não fosse adolescente.
Chorei pelo fim, faltei à escola,
pra vida não quis nem dar mais bola.
Contigo partiram meus encantos,
pra sempre ficarei meio aos prantos.
Garota que era alma gêmea,
por ti cantarei meu poema.
Queria amar-te para sempre,
passastes óh amor, adolescente.
Vagas lembranças do que fomos...
O encontro dos nossos olhos já nada diz
e eles quase não se buscam mais.
Nossas bocas já sem juras, sem palavras...
Nenhum gesto... tudo se diluiu.
Nossa história naufragou
nas ondas do silêncio
que se fez escuridão...
E agora só há essa noite
que abafa os sussurros agonizantes
do amor que tenta fazer-se ouvir, em vão.
Cika Parolin
Eu fujo dos meus problemas
E corro para os seus braços
Lá eu encontro abrigo
É lá o meu porto seguro.
Noites em claro
Com você na cabeça
E com uma xícara de café na mão
A madrugada é tão linda
Iluminada pelas estrelas do céu
A rua fica calma
Igual a mim
As crises virão
Mas basta pensar em você
Que eu fico melhor.
Nos arriscamos
Mas está sendo pra valer
Cada dia que passa
Nosso nó fica mais forte
Espero que essa corda não arrebente
Ou que ela não sirva de companheira em nossa morte
As verdades não machucam
Eu serei sua companheira
Mesmo que digam que não é certo
Eu sei o que é certo para mim (você)
Olhando pela janela a chuva
Quando brigamos
Nossos olhos fazem como ela
Eu gosto de chover por você...
Cifra
Como num simples toque, Gerando um singelo som… me encontro em meio a um breve devaneio sob as cordas de um violão.
E neste pouco tempo falando sobre o som, que o próprio vento ecoa… Forma se a melodia! Que faz se do movimento em suas mãos...
Enquanto ao desenvolvimento, a melodia mesmo que tardia, gera em forma de poesia o momento!
E cada corda em sintonia, cada nota em harmonia, diz o real motivo! O temor retraído, a saudade ao relento.
Dentre outros movimentos o dedilhar se perde… e junto a ele vem o sentimento! O entendimento mesmo que por pouco tempo.
De uma nota escondida… ouvida porém não sentida! tocada, escrita, mas nunca redigida!
E em meio a multidão que parece não prestar atenção, nada mais consigo ouvir, além do sol, do lá, do si…
A cada vibração, vem do fundo a noção! Das partes de um inteiro, separadas… esquecidas…
E em mim forma se a empatia! Em forma de utopia! Porém logo vem angústia trazida pela sua avaria…
E agora vai se esvaindo a tal melodia... Pouco a pouco, nota após nota… e das últimas cifras, reduzidas agora a cinzas... Sobram apenas as breves lembranças da sua ousadia...
Enfim o silêncio! Que mesmo ao mais alto som, se faz absoluto…
Percebo então que não estive em mim durante esses minutos...
Volto e revejo… um ambiente agitado, a mesa cheia, o barulho ao meu lado… E eu aqui! Em devaneio, ao o som do seu violão...
