Poemas de Dor e Saudade
E quantas vezes já fomos dormir a soluçar, quantas vezes com o coração apertado de saudade e o pensamento lotado de porquês fomos dormir, desejando talvez não acordar? Afinal que graça há em outro dia sem aquele que amamos tanto. Quantas vezes você somente desejou que tudo não passasse de um pesadelo de um sonho ruim?
Mas acredite em tudo... todo tempo Deus esteve ao seu lado, ele enxugou cada lágrima que você derramou. Não é nosso... nada neste mundo é nosso. Deus nos empresta por tempo indeterminado as pessoas que amamos. De repente... acredito que Deus sinta saudade e recolhe para seu jardim. Quantas vezes em nossa dor e sofrimento julgamos que Deus seria um ser injusto e mesquinho. Pecado? Não! É apenas o momento em que nossa dor nos cega e não enxergamos nada além de saudade. Nossos olhos transbordam de lágrimas e não nos deixam enxergar nada.
Saudade é um sentimento que nos exige por inteiro sem trégua, saudade é um preço caro que o amor cobra quando não se pode tocar, sentir, amar... Amar depois do fim é inevitável. Quando parte alguém o amor fica até depois do fim, pois é impossível esquecer o que é inesquecível.
Meu amor,a cada dia que passa a saudade de você,só aumenta, como eu queria ao menos ter te dito o quanto te amava, Saudades etena de quem te amou muito!
13/04/2015 Anthony
Triste é viver uma saudade calada e solitária que não pode ser compartilhada com ninguém a não ser o seu próprio coração. É conter as lágrimas que saltam dos olhos involuntariamente porque aquilo que vem de dentro é mais forte que não consegue dominar o silêncio incapaz de esconder a tempestade de extremos que parte do lado de dentro. É saber que definitivamente devemos dar um rumo na nossa vida sem aquela pessoa que amamos deliberadamente, ainda que esse sentimento não seja recíproco, e mesmo assim se negar a dar o próximo passo. É sentir-se só quando ao nosso lado estão milhares de pessoas dispostas a nos ver bem, mas que são incapazes de nos fazer o mesmo bem que sentimos quando estamos ao lado de quem hoje está longe.
Triste é ter que ocupar o tempo escrevendo esse tipo de texto para aliviar a dor sendo que na verdade tudo o que queria agora era estar ao seu lado nesse mesmo silêncio, mas que diferentemente de agora, as lágrimas escorreriam movidas pela alegria de estar ao seu lado e não pela tristeza de estar num longe definitivo que hoje me encontro e que no fundo sei que pra sempre continuarei por uma escolha própria...
Dói tanto, mas é difícil dizer o por quê.
Não sei se é saudade, não sei se é nervoso.
Não sei se é ansiedade, apenas é misterioso.
Um dia, quem sabe, eu irei saber.
Quiçá acabe o motivo de doer.
As pessoas dizem que com o tempo melhora. Melhora a saudade e tal.
Não sei. Ainda dói, dói muito. Dói todos os dias. Sei que você não iria me querer triste, mas é inevitável.
Você era o melhor. O mais amigo, carinhoso, brincalhão. Eu te admirava em tudo o que você fazia e eu odeio essa sensação de que falta algo no meu coração e de que eu não aproveitei o tempo que passei contigo.
A Saudade
Talvez a saudade seja uma das dores mais fortes existentes, saber que a pessoa que estava com você até um tempo atrás, agora está longe, talvez a saudade de alguém que já se foi seja bem mais dolorida do que aquela por distância, mas ambas doem, ambas doem na mesma frequência, ambas fazem você chorar desesperadamente, por querer ver a pessoa, e não poder. Quantas vezes você já se pegou pensando em todas as coisas que fizeram juntos e soltou um sorriso, mas logo entristeceu e chorou, por saber que não poderiam fazer mais isso por um certo tempo, ou, nunca mais poderiam fazer? Quantas vezes você pensou em chamar essa pessoa pra sair, mas lembrou que ela não está mais ai? Quantas vezes vocês quis gritar o mais alto possível pra dor passar? Quantas vezes você se perguntou o porque disso tudo? Seria um teste para saber até onde aguentamos e o quanto somos fortes? Talvez seja.
Mas a única coisa que sei, é que a saudade dói, seja ela do que e de quem for, ela sempre vai doer, e o que nos resta, é aprender a conviver com ela.
Semelhante ao esquecimento de um ente querido que se vai, pelo qual só fica a saudade um pouco anestesiada, um "kitsch"(*) compulsório, nosso esquecimento pelos outros passa pelo cansaço que nossa presença causa, pelos traumas e sofrimentos que podemos vir a inspirar. Quando a mente cansa, ela força o kitsch, a banalização dos pesares pelo famoso “eu não tô nem aí” ou por um “não me importo mais”. Se não for um blefe, devemos nos cuidar: pode ser o último perdão e supremo ato de indulgência anteriores ao afastamento da Vida e do Amor.
(*) Kitsch: é uma palavra de origem germânica, utilizada pelo autor checo Milan Kundera para referir-se ao esquecimento compulsório que nossa mente nos impõe, visando evitar o sofrimento por algum fato ou trauma e que geralmente vem em forma de um perdão ou perda de importância dada.
porto
há uma saudade em mim no cerrado
ancorada nos barrancos ressequidos
são arrancos no peito em ronquidos
num espectral sentimento entalado...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
MESSALINA (soneto)
Lembro, ao ter-te, as épocas sombrias
Dum outrora. A saudade se transporta
À tempos de prazer, e não dor à porta
De meninices, abarrotadas de alegrias
E nestas felicidades de glórias luzidias
Que a mostra era viço, não ilusão morta
O pouco era muito, e no pouco importa
O estorvo, a mais valia, eram as orgias
Tolas, e não só imaginação em ruína
De quimeras incolores e, assim impura
Num cortejo de recordação messalina
Ó saudade, acostamento de loucura!
Suspirando nostalgias tão cristalina
Tinta de tristura, que no peito segura...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
"SAUDADE"
É querer reviver a cada minuto o teu amor de filha que partiu precosmente,deixando um gostinho de quero mais.
Saudade é a única coisa que faz parar o tempo.
Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.
Fica a saudade, e nossas orações em um monólogo de fé. Que se
torna um diálogo com Deus.
Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Triângulo Mineiro, novembro de 2020
E, Por Falar de Amor
Hoje acordei com o coração aos espinhos
De uma saudade
Sem os teus carinhos
Imensidade
Esta solidão
Que poeta pela metade
Versos de emoção...
Pelas lágrimas um aroma rijo
Do árido sertão
Um esconderijo
D’Alma na contramão
Do teu olhar...
Me agarrei no timão
E a navegar
No mar de suspiros
Pus-me a chorar!
Hoje acordei com o dia empanado
Escuro
Você não estava ao meu lado
Tudo era vazio, impuro
Coalhado
Duro
Propalado...
Desconjuro!
Eu só queria ser carregado
Dali
Pelo desejo imaculado
Que sempre tive de ti
E não essa dor
Que hoje senti
Ao falar de amor
Aqui!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Cerrado goiano, 10 de dezembro, 2019
Saudade
dá de vez em quando sempre
dá de quando a porta sela
quando dá coração aperta
saudade do cê por perto
não por perto
aperta o peito
já to com saudade dela
Morro de amor, morro de ódio
Morro de medo, morro de saudade
Morro de cansaço, morro de preguiça
Morro de fome, morro de sede
Morro de tristeza, morro de alegria
Morro de calor, morro de dor
Morro de tanta coisa...
E cada vez que morro mais vivo sinto estar
A saudade é uma velha cadeira de balanço
De qualquer idade
A saudade é o pão que eu não fiz
Por você não estar aqui
A saudade é a letra da MPB
E do Jovanotti
A saudade nem nota que eu existo
Habituada em ser ausência
Nunca chega a ser dor
Ela é pior do que isso
Quando eu acordo
Sem te ver de novo.
Saudade - Peixes da Terra
Saudade é estar
sem perceber.
É querer reviver o passado
quando nos marcou..
Saudade é deixar a alma falar ,
quando o coração já não aguenta mais.
Chega mais rápido do
que podemos imaginar...
Meus cacos estão farelos, contrários ao meu questionamento...
Minha saudade dói, meu sossego range os dentes...
O fã da estrela está sem vê-la...
Por ser feito poesia, não me comovo, persisto...
Etcetera pulsa em metade
Armando os céus
Pra tempestade...
Saudade
Ninguém sabe o quanto dói,
Abrindo no peito um tão grande
Buraco que me destrói!
Fico que nem criança,
Esperneando ao pé da cama,
Com a felicidade que me chama
Composta de lembrança!
E me aperta, e me envolve,
Mas não há mão nem braço,
E sim um nó, um laço
De saudade que me revolve...
Aos solavancos vou resistindo,
Com esta bomba sem pino...
Detonada, que vai me consumindo.
