Poemas de Dor
"Do viver ao sofrer, o que escolher?
Ti não tens a tal escolha, sempre irá sofrer,
Humano, saibas que a vida é somente dor,
o que ti preenche, é o falso sentimento de alegria,
sentimento tal, que foi criado pela a dor, pois tal
domina o mundo! Mas me perguntas, quem criaste a dor?
Você, você mesmo meu querido Humano."
Saudades dos nossos que se foram..
Eles nos deixam vários sentimentos.... Em geral, os persistentes são; a dor e a saudade.
Esses sentimentos brigam dentro de nós. No início, achamos que essa dor nunca vai passar, mas passa. Passa porque o amor vai tomando seu lugar em forma da saudade.
A saudade é o elo que nos liga pra sempre. Seja com quem se foi pra sempre, seja com aqueles que demoramos reencontrar. A saudade é o elo.
A saudade se instala em nossos corações, tomando todo o espaço da dor. Ela fica. Fica porque o amor verdadeiro não passa, ele fica.
Os nossos que se foram, estão ali do outro lado. La, onde vamos nos encontrar pra sempre. Esse portal será aberto para todos nós, no tempo de Deus, sem a gente entender, mas será o tempo que ELE nos permitiu estar aqui desse lado.
Não somos mais os mesmos todos os dias, todos os dias algo nos muda, mas o luto é avassalador. E requer de nós habilidades extras para vencermos a dor e deixar apenas o elo do amor: a saudade.
À todos que estão sofrendo pela perda de alguém querido, o meu abraço e minhas orações.
Ceci.
Getsêmani
a cruz que mais me dilacera
e que traz maior sofrimento
não é a que o ombro carrega
e sim a que pesa aqui dentro
DESCONSTRUIÇÃO
Quando os pais e os avós
vão aos poucos morrendo
é como um prédio antigo
perdendo os pavimentos.
Mas não é ele que cai:
sou eu
desmoronando
por dentro.
Quando a chuva cai,
o morro desce.
Uns afogam-se na lama de sua própria arrogância.
Outros se afogam na navalha do desespero.
Ela é mar inteiro.
Seus olhos são a comporta, a janela da alma.
Tem dia que ela jorra e noutros ela goteja... letra a letra do seu par de oceanos negros.
Um dia, de tanto jorrar, se afogou no mar de emoções (em si mesma). Era sentimento de não caber mais.
Quem iria represá-la? Quem conteria sua fúria? Seu tsunami interior…
Destino.
O destino é implacável e cruel,
Sua face fria e sem emoção espia meus sentimentos,
A cada passo ao longo do caminho e a cada queda.
Sou apenas um homem em busca da felicidade,
Seguindo livre pelo mundo sozinho,
Quando preste há alcançar, o destino surge novamente.
Não existir lugar para escapar do destino?
Devo desistir da felicidade sem lutar?
Ah!
Essa dor insuportável em meu peito,
Lágrimas rolam por meu rosto,
A sensação sufocante e pesada.
O pensamento perturbado e triste do fim,
Não existir forma de romper o destino?
A vida é uma graça e uma punição divina.
Minhas pernas estão fracas e debilitadas,
As palavras não soam como antes,
O som é como uma marcha fúnebre.
Será que o destino não trás felicidade ?
A crueldade é tocante e verdadeira,
Com um gosto prazeroso e asqueroso.
Meu coração está lentamente me abandonando,
Esse pobre tolo que buscava apenas a felicidade,
O destino sorri como uma bela dama rodeada por flores em belo campo na primavera.
Será que o destino trás felicidade, tristeza, crueldade, frio ou apenas uma diversão?
Um sorriso escapa por meu rosto,
Um aconchegante abraço é concedido.
Sorrisos, lágrimas, dor, destino.
Agora compreendo, a felicidade está sempre acompanhada do destino,
Um belo sorriso o destino apresenta ao se despedir,
Enfim a felicidade consegui.
Mel da paz
Paz, se faz não se desfaz!
Conquista a vida em paz.
Da alma leve que carrega o véu branco da transparência do bem e do amor.
Carregue na consciência a paz do bem que faz,
Não do mal que gera dor e terror.
Quero me lambuzar do néctar do mel da paz
Do gostinho de saborear e partilhar a esperança do amor.
Do véu da paz se vestir e se cobrir
No adocicar com pedras do refinado puro açúcar do mel.
No espelho cristal, refletir
Ao agir...
Do mel da paz quero sentir e transmitir.
Adriana C. Benedito
Mentes vazias e pessoas rasas
Sentimentos mentirosos, bem representados no palco de quem
Sabe ouvir a sua dor, depois zombar e transmitir com ecos e egos no circo de palhaços.
Adriana C.Benedito
FELICIDADE REAL
Não é sobre ter títulos, não é sobre morar em mansão, não é sobre ter status, não é sobre ganhar muito, não é sobre coisas que podemos comprar… A felicidade real, é morar no lugar mais simples do mundo, ao lado de um amor e saber que é tudo que precisa pra sobreviver.
Sei de tudo que você sente(quase tudo), eu sei que tenho que te cuidar como ninguém, eu juro fazer meu melhor, cuido de você até mais que cuido de mim, as vezes julgo te amar mais do amo a mim mesma, mas também sei sair como errada
-antes você do que eu.
Posso ser alguém sem medos, posso até nem chorar,
-mas eu também minto muito bem.
Quiçá o silêncio vital que detenho de mim para contigo, se dá ao fato de que minha maior confidência não pode soar aos teus ouvidos.
Trata-se de mistério, ou, o achismo de não obter aptidão suficiente para acreditar que sou capaz?
Diga-me! quem realmente sou?
Sinto em mim o aperto de não compreender, que como consequência faz-me soltar a tua mão, neste lugar desconhecido.
Perdão! talvez eu queira de você a resposta que não encontro quando volto meus olhos para mim.
Sabe aqueles dias que não nos sentimos nós mesmos?
É como se uma parte nossa, nos fosse arrancada a força.
Esses são aqueles dias em que não sabemos quem somos.
Nos sentimos perdidos, frágeis, sensíveis de mais a qualquer coisa.
Os dias em que só queríamos deixar de ser apenas por alguns segundos.
Esses são os piores dias.
Nesse nosso caminhar,
não existe só espinho.
Não dependa de ninguém,
saiba ser feliz sozinho.
Na estrada vai ter dor,
mas também existe flor...
é só ver pelo caminho.
Os meus problemas não são menores que os seus e nem os seus maiores que os dos outros.
Mas a forma como os vemos os tornam gigantes e aterrorizantes ou pequenos e transponíveis.
Podemos ter a mesma dor mas com percepções diferentes.
A forma como encaramos é que vai determinar o quão grandes somos.
A diarreia
Ha um quilômetro da minha casa tem uma barraca de churrasco
Eita coisa boa eu pensei !
Janta eu não farei.
A fome apertava e lá eu ia comer churrasquinho com aipim e a minha barriga encher
Foi assim por uns três dias, até a barriga doer.
Mas eu só pensava em comer.
No primeiro dia foi fácil, só por duas vezes desarranjei
Nem havia pensado que havia sido por causa do danado do churrasco , até de novo ir lá comer e no dia seguinte a barriga voltar a doer.
Foi ai que me ferrei, do banheiro não sai mais.
Por seis vezes me caguei.
E pensa que eu liguei?
No dia seguinte no churrasquinho eu voltei.
24 /01/2022 às 3h
O que é feito no anônimo, é feito com mais dedicação
Pois, se não nos focamos em ser a atenção
Nos focamos no trabalho em questão
E em como será a sua finalização
Não na sua introdução
É notável a necessidade que tenho de olhar no fundo dos teus olhos, como quem cuida de uma flor, e deixar que as lágrimas descrevam em atitudes o que sinto.
Reconheço que as palavras proferidas pela minha boca, não são capazes de minimizar, as atitudes executadas pela obra das minhas mãos... Mesmo sabendo que sobre elas não havia consciência alguma.
Minha vontade é de abraçar-te, nem que seja o nosso último contato... Talvez assim eu encerre a nossa história ou me afunde cada vez mais nesse abismo secreto.
Assim com fujo de um raio, me escondo embaixo de uma árvore de você, e sigo escutando dentro de mim trovões, que com tremores me dizem: "volta!".
Tive o desprazer de ver inúmeras pessoas tirando suas próprias vidas, o grito de discussões soava aterrorizante aos meus ouvidos... como doeu ver o olhar frio dos que matavam uns aos outros a sangue puro.
Tudo isso ocorreu no momento em que a mentira deixou de existir, e a sociedade não obtinha outra opção a não ser, falar a verdade.
Me vejo a todo instante sendo indagado pelos meus próprios pensamentos, que incessantemente me dizem: "E se tivéssemos menos ignorância e mais compaixão e empatia pelo próximo, será que a nossa verdade machucaria tanto assim?"
