Poemas de Dor
"fiquei profundamente impressionado: pensei que deixara de ser livre (...) procurei libertar-me desta ideia e não consegui (...) Esperava que ela se dissipasse com as luzes. Mas a ideia ficou onde estava, em mim, pesada e dolorosa."
Enquanto examinava gentilmente seu ferimento, perguntei-lhe, mais para ter algo a dizer do que por qualquer outra coisa, se ele doía muito. Sua resposta, que nunca esquecerei, foi: “Não, senhor, só quando eu rio.”
Um término nunca é fácil. É claro que a separação vai doer, é inevitável. Mas, se não te fazia bem, dificilmente você vai sofrer. Lembre-se, o sofrimento é opcional.
Uma criança não nasce ruim ou com maldade em seu coração, mas a vida faz com que isso aconteça, no fundo, toda pessoa ruim, é apenas uma pessoa com dor.
Há dores que maltratam, depois fortalecem, Há outras que machucam e depois entorpecem, mas nenhuma cicatriza ou arrefece, ao contrario, recrudesce!
Cordas! Cordas em minhas mãos. Seus movimentos têm o monopólio do cadáver. Ande, pule, sinta, quebre seu coração. Apresentando-se para as cadeiras vazias continue seu número. Enrrolado sem cor, sem medo, sem amor. Um homem na mão de outros, um boneco no peito de seu amor. Corte! Corte minhas mãos! Mas não deixe-me terminar o show. O refletor é venda. Onde está? O amor próprio que me salvou?
Há um momento em que para mim nem o escuro parece ser tão escuro. Nem o assassino parece gostar de carnificina. E que nem a morte tem corajem, de roubar vida de um miserável.
Amordaçado ele segue sem se importar com os sentimentos que batem na porta. Imóvel e descrente prossegue sobre as fendas agrurantes do desepero. O barulho! O barulho das batidas me assombra ao mesmo tempo em que cicatrizes traz. Persiste não aceitando o seu destino. Covarde porque não vociferou?! Insisti em condenar o corpo e a mente que lhe derão abrigo? Com essas batidas. Com esse palpitar. Toda vez que ela passar.
Viver é desconstruir o que sabemos e erguer novos edifícios de conhecimento o tempo inteiro. Por vezes, dói demolir e criar algo diferente, mas o que vem sempre é mais bonito, mais maduro. Nunca deixamos de nos transformar. A clareza liberta.
Aprendi a lamentar minhas dores por apenas um ou dois dias antes de seguir em frente sem lhes dar voz. Embora não as esqueça, elas são apenas uma peça importante na construção do meu caráter.
Pássaros em torno de mim,voam como se houvesse encontrado algo interessante, observo mais atentamente, são pássaros negros,oh não!são corvos.
Eles esperam a minha morte insistentemente,eu grito internamente ,vão embora ,ainda estou viva,eles parecem me escutar; então vagarosamente cada um se vai.
Você acha que eu não ligo e que não me importo?
Eu vi você desistir de mim, eu vi você me dar àquelas respostas lentas e secas, eu assisti você me ignorar totalmente por varias vezes, vi você perder o interesse e assisti você sair da minha vida e sim ver você se indo doeu e ainda dói ao lembrar da cena e das ultimas palavras.
