Poemas de Deuses do Amor
Perdida
Sem rumo
Sozinha
No escuro
Sofrendo na sanidade
procurando por resquícios
de um lar sem maldades
de um lar sem vícios
Encontrada
no fundo do poço
acompanhada
de desgosto
Catavélica
tão anêmica
cética
tão descrêntica
Almejava demasiado
e desmoronava por entre enganos
eram sonhos alucinados
era a felicidade debaixo dos panos
Sem sentir
sem nenhuma razão
querendo desistir
mas ainda não
Sobre a despedida
Você já sabia que não me queria mais e eu sabia disso também. Sabia tanto que já havia preparado algo pra quando chegasse a hora do nosso ponto final – que você fez questão de dizer que era apenas uma vírgula, mas nós dois sabemos que isso não é verdade. Despojada de mim e envolvida pelo sentimento que eu nutria, te dei uma prova de que amor de verdade não pede nada em troca.
No dia da sua festa eu engoli o choro e sorri porque eu tinha que provar pra alguém que eu sobreviveria a tudo isso, mesmo sem ser capaz de provar isso a mim mesma. Porém, eu não conseguiria esconder nada de você e, sabendo disso, você nem me olhou pra não enxergar e ter que lidar com tudo aquilo. Entreguei-te uma tentativa de transformar o nosso ponto final em reticências...
No dia seguinte, você fez com que essas reticências magicamente se tornassem um ponto de interrogação. Um ponto de interrogação que questionava tudo que havíamos vivido. Eu só não sabia disso na época. Mas se soubesse não faria nada diferente, afinal, meu amor era feito de entrega, e não de negociação.
E no último momento de entrega, um momento forçado, um grito de desespero pra te ter nem que fosse por mais um segundo, eu arranquei uma lagrima tua. Acredito que nunca saberei qual sinal de pontuação atribuir àquela lágrima.
-Todos Os Dias Quando Você Acorda Mande Uma Mensagem Para Sua Amada Sei Que ela Vai Amar.
-Por Que ela Vai Ver Que A Primeira Coisa Que Você Lembro Quando Acordo Foi Dela :D
-Regis Bastos
"Por ela largaria tudo...
e por isso tenho medo...
Ela está comprometida...
a outro prometida...
e eu aqui...
ainda sonhando com esperança..."
.
Devaneios de um amor platônico
As vezes e sem perceber.
Ás vezes,
ficamos cegos
e sem perceber
falamos demais.
Ás vezes,
ficamos surdos
e sem perceber
enxergamos o infinito.
Algumas vezes,
perdemos o olfato
e sem perceber
sufocamos o outrem.
Além disso, as vezes,
perdemos o tato
e sem perceber
machucamos.
Entretanto,
nunca perderemos o paladar
pois o gosto do amor,
seja na dor ou no prazer,
está sempre presente com seus nuances de romance e/ou padecer.
A vida continua...
Faz duas semanas que me afastei de tudo. Por um lado não foi por vontade, no entanto, quando certas coisas me são impostas, simplesmente se convive com a ideia e se deixa levar pela corrente. A verdade é que, embora não queira, necessitava. Necessitava estar sozinha, completamente isolada das chamadas, das mensagens, de todas as redes sociais, dele, dos problemas, do que as pessoas dizem, do prognóstico, das coisas que me oprimem mesmo quando eu não percebo. Estive comigo. Talvez seja por isso que ontem eu chorei como se estivesse passando pelo mesmo inferno; quem sabe chorei, porque me encontrei entre chamas, queimando. Eu tive que ter esse tempo, eu tive que me reconhecer e escutar um pouco a minha mente que às vezes entre o trabalho e a vida cotidiana, permanece ignorada.
Não tenho o que devo ter pra seguir ignorando que não estou bem, que me irrita o fato da solidão comer meus calcanhares e não ter ninguém pra contar o que está acontecendo, não ter alguém em quem confiar; alguém que queira ter tempo, mesmo não tendo, somente pra conversar. A vida está passando, e eu só quero compartilha-la. Eu penso assim todo a momento. Não vou dizer que, de repente a clareza me veio, porque não é verdade. Porém quero corrigir. Quero me sentir bem, linda, agradável, humilde, valente, forte. Como se realmente valesse a pena lutar por mim.
Onecina Alves
E quando te encontrar vou sorrir,
Não porque te amo
Mas porque tenho essa mania de amar cada dia
E querer bem a cada pessoa.
Você despe a minha alma e cobre o meu corpo.
Não demora, e vai embora.
Quase grito por socorro.
Mas o amor é tanto, que não clamo.
Apenas te chamo.
Apenas te amo...
Olha só, meu bem
A vida está aí,
Não corra, não
Vêm!
Fique aqui
Me dê a mão,
Deixa eu te fazer feliz?
Saudades, pensamentos e atitudes.
Quem disse que forte é o homem que não chora quando está triste com algo é porque não sabe o que realmente vive...
Saudades, essa palavrinha onde só existe no nosso dicionário, é tão complexa, que muitos não a entendem.
Ser feliz só no pensamento, não nos leva a nada, pois você precisa sentir na pele a felicidade, para que naquele momento de solidão, naquele momento de nostalgia, te coloque para rir sozinho, aquelas imagens passando em sua mente, aquelas palhaçadas, onde só seus amigos e você sabe.
Viver não é um mar de rosas, creio nisso, mas o sábio aprende com os espinhos, para que as pétalas sejam mais belas e perfumadas.
Somos o que pensamos, nada esta mais além do que nossos pensamentos, pois eles são o esboço das atitudes, das ações.
Cansamos é verdade, mas essa vida nos dá tantos sinais, que acabamos não observando o quanto podemos ser felizes, somos inúteis com nós mesmos, mas não podemos ser escravos dessa inutilidade.
Levantemos a cabeça, pois o mundo é grande demais para ficarmos presos a uma grande areia movediça. Saibamos enxergar o que está em nossa frente, pois o que está pode, num piscar de olhos, sumir sem deixar rastros.
OS SENTIMENTOS- POR LÉO POETA
O que fazer com os sentimentos quando eles desaparecem? O que fazer com os sentimentos quando eles existem mas não podem mais ser o que já foram? O que fazer com os sentimentos quando os mesmos passos que os impulsionavam outrora, de repente apenas são lembranças doloridos e de saudades apodrecendo? O que será, quando eles não mais existirem? o que substituirá este espaço cheio de tudo e ao mesmo tempo corroído pela certeza do inconcebível? O que fazer com um tempo já perdido e que flutua, que segue, que sabe, que pode e que jamais seria,ou será sentido sentido-se único como fora um dia?O que fazer com um sentimento que se contorce no ser e que deve ser, sem querer ser e sendo a imagem do que precisa ser, já sendo mesmo que desapercebido? Se há dissabor, de certo é decorrente da languidez que no mínimo é desvestido do encargo e da penitencia que só uma razão emergente pode por si só encontrar. Há razão em sentimento? há sentimentos em razão? quais? se há, porque será que eles nunca explicam de verdade o que a gente realmente sente? visto que o que aparentamos está longe do que disemos e o que desejamos passa longe do que dizemos. Não posso aqui diante do exposto mostra efetivamente o que sou e sinto, mas, gostaria! para garantir que não seja eu mal interpretado, desde já retiro tudo que disse no que diz respeito a minha pessoa, que este, jamais será efetivamente exposto além do que a conveniência perita.
Você, minha poesia
Bela e formosa, de encantos mil,
Seus alecrins temperam a emoção,
És o carinho tão doce e sutil,
Que inibe minha raiva e transforma em canção.
Os mais lindos cantos eu posso te dar,
Cantando a essência leal ao teu ser,
Você inocente deixando se amar,
Se entrega de noite e ao amanhecer.
Ó quão pura tú és e ao mesmo tempo prudente,
Deixa o meu intelecto encantado,
Incitando-me a buscar uma forma vertente,
Para tentar por ti ser cada vez mais amado.
Não preciso de espólios ou restos afins,
Pois apenas tua métrica já tudo diz,
Deixando o universo de versos viris,
Rejeitando o pecado que você não quis.
Um momento ao teu lado é inesquecível,
Uma vida ao teu lado, incomparável,
Os versos e prosas demonstram o possível,
Da tua beleza tão incalculável.
Você, ó minha bela poesia delicada,
Me inspira de um jeito tão singelo.
És a minha prometida e amada.
É você que deixa o meu dia mais belo!
Você, minha glória da segunda casa,
É maior que a da primeira com certeza,
Vem de novo com seu toque e me "embraza",
E me consome com a sua graça e beleza.
Seja numa mensagem não respondida,
em uma chamada não atendida,
As pessoas somem pensando que a gente vai
atras,e surte o efeito contrario. A gente acaba esquecendo.
Sabe aquela historia de quem não é visto não é lembrado?
É mais ou menos isso.
Do riso se fez o pranto.
Hoje poderia ser mais um dia lindo e brilhante.
De repente, não mais que de repente, as plantas parecem murchas e as flores sem perfumes.
O sol escaldante, queimando a alma, ja nem sei mais se alma tenho.
Falta-me forças pra caminhar.
Só me restas banhar-me na lágrimas que ainda insistem em rolar...
Para onde foi? Se perdeu no deserto em meio a variedades.
Desapareceu-se de mim quando o alheio apareceu.
(Kare Santana)
O verdadeiro beijo não se pede. E não se dá. Rouba-se.
Rouba-se ao tempo, ao infinito, à eternidade. Rouba-se ao olhar cúmplice que tenta esconder o grito sôfrego das palavras mudas. Rouba-se para se dar. Dá-se roubado a pedido.
Há coisas que dão. Há coisas que se pedem. Há coisas que se dão sem pedir ou se pedem sem dar. Há coisas que se emprestam, que se ganham, perdem ou desvanecem. E há as coisas que devem ser roubadas. Como o beijo.
Um beijo é um beijo. O beijo é tão melhor quanto mais criminoso e pecador for o seu beijar.
O verdadeiro beijo não se pede. E não se dá. Rouba-se.
Rouba-se ao tempo, ao infinito, à eternidade. Rouba-se ao olhar cúmplice que tenta esconder o grito sôfrego das palavras mudas. Rouba-se para se dar. Dá-se roubado a pedido.
Depois resgata-se à memória para nos lembrar que de todos os beijos, um foi especial: a explosão de uma galáxia, o solstício de Inverno, um Farol que dá esperança a uma embarcação.
O beijo é a recompensa de um crime tão egoísta como legítimo: o de querer todo o tempo do mundo num instante, e o infinito num gesto súbito.
O beijo, o verdadeiro beijo, não é o primeiro. Nem o último. É aquele cuja memória nos despenteia a pele, quando todos os outros parecem iguais.
Pego-me na alta da madrugada, pensamentos a mil,
e todos carregam seu nome.
Não sei o que acontece comigo,
Talvez eu carregue a ilusão em meu peito.
Ilusão de que algo possa vir acontecer.
Porque? Porque ser tola a tal ponto?
Pergunta a razão:
Menina, será que não passastes sofrimentos o suficientes?
Responde o coração:
Ela só quer uma chance de ser feliz.
Pergunta a razão novamente:
Mas, será que vocês não viram que não ia dar certo?
Responde o coração:
Ela sempre ouviu dizer que a esperança é a última que morre.
No final da história, a menina se encontra só, na alta da madrugada se perguntando porque? Porque, passar por tudo isso?
E nesse dilema, ela segue a vida.
Sobre expectativas.
Não é raro nos percebermos esperando...
Um gesto, uma palavra, uma defesa ou um reconhecimento.
Criamos lindas fantasias sobre como o outro deveria ser, sobre os valores que deveria ter, ou sobre as belezas que deveria apreciar. Quanto mais ao outro amamos, mais dele esperamos.
Pois amar, é ansiar pelo amor do outro, e por isso tantas vezes ao outro endereçamos as carências embrulhadas em mimos e presentes.
Nesta doce ciranda, sempre haverá um pedaço amargo, um espaço não preenchido, não correspondido, que assim pode ser lido como não-amado.
O desafio é construir amores, consciente do espaço amargo, com falhas na correspondência, mas que por respeito às diferenças, sabedoria dos limites, amaremos o outro com o reconhecimento de um espaço que não pode ser amado.
Olhar bostejante
o olhar diz tudo
apesar de mudo
muda de lugar.
no dia em que o luar
minguar vai falar
de amor e tudo
o que restar
ao restolhar.
retro olhar,
muda mundana
calada, cigana,
seu olhar
não engana,
cega é a regra
profana
que a vida
a faz rezar.
fácil criticar,
que tal o tal
estar em seu lugar.
boca bostejante
olhe adiante
e pare de falar.
o fogo
flamejante
bota a lebre
num jogo
de saltitar
constante,
em febre,
sem saber
se vai chegar...
ame o semelhante
e pare de falar
pois, essa lebre
pode estar
no seu lugar.
nunca se sabe
quando o sabre
vai cutucar.
jbcampos
