Poemas de Deuses do Amor
Verei você
Deixe o meu coração de bater
Se não for ele por você,
Ele que lhe deu a minha vida
E se entregou ao teu amor.
Já não desejo mais da vida
De que estar no teu amor,
Ele me faz querer-te em mim
Mesmo ausente de você.
Muda o mundo ao meu redor
Sem mudar o que você mudou em mim
Quando em ti eu me procurei
Nesse amor que eu sonhei.
O tempo e distância entre nós dois
Me aproxima o indesejado fim,
Nesta curta estrada de uma vida
Sem minha vida em tua vida.
Se me verei no teu amor um dia
Eu não sei,
Sei apenas que em mim
Amar-te-ei a cada novo amanhecer.
Edney Valentim Araújo
A mim só compete a tarefa de seguir em frente. A mim só compete a tarefa (a árdua tarefa) de não me perder e de me encontrar quando os labirintos forem difíceis demais. A mim me importa o seu desaparecimento repentino, mas não será mais essa despedida sem sentido que roubará os risos que tenho que dar e os novos riscos que tenho que correr. Sua ida, novamente, não me causará mais o mesmo trauma.
Porque eu também aprendi outra coisa sobre finais: Eles precisam acontecer. Eles são senso comum da vida.
E eu não vou morrer por isso.
Ela amava o mar, o frio, as gaivotas.
Seu sorriso era mais poderoso do que o Sol,
eu sempre estava aquecida em sua presença.
Ela detestava músicas tristes, coloque uma bem alegre!
É o que ela faria se estivesse aqui.
Sem muito duvidar,
Meus limites superar.
Já estou a acreditar,
Que nessa vida de assombrar,
Vem você me ajudar.
"Tendo a Terra chegado ao tempo marcado para que se torne morada de paz e felicidade, Deus não quer que os maus Espíritos encarnados continuem a causar-lhe perturbação, em prejuízo dos bons; é por isso que deverão desaparecer. Irão expiar o endurecimento de seus corações em mundos menos adiantados, onde trabalharão novamente pelo próprio aperfeiçoamento, numa série de existências ainda mais desgraçadas e mais penosas do que na Terra.
Formarão nesses mundos uma nova raça mais esclarecida e cuja tarefa será fazer que progridam os seres atrasados que os habitam, auxiliados pelos conhecimentos que já adquiriram. De lá só sairão para um mundo melhor quando o houverem merecido e assim por diante, até que tenham alcançado a completa purificação. Se a Terra, para eles, era um purgatório, esses mundos serão seus infernos, mas infernos donde a esperança jamais é banida."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
Não podemos ver o espírito
a não ser através do corpo.
Mas seu valor somente se revelará
através das atitudes de um nobre coração,
externando a verdadeira beleza
que reside naquele ser.
AS LETRAS SÃO PAPÉIS ❤
As letras são papéis
Que ignoram os meu gritos
Gume afiado nas horas do desespero
Cortam as palavras escritas em silêncio
Onde perdia a memória no caminho
Que tento percorrer nas fragas de musgo
Noites sentidas na alma quando chegas
E te invento no vento entre os tormentos
Nos despojos quando a chuva aparece
Tu apareces cheio de fogo nos olhos
Nas flores, sardinheiras que nascem
Pelas letras de papel já secas
Tenho um lugar
Onde vivem
Só eu e tu ❤
Um lugar
Sem lamento
Sem tristeza
Chama-se pensamento
Onde neste momento estou
Inundado de amor
Repleto de felicidade.
Adormece em mim ❤
Como o vento que faz lá fora
Nas soltas palavras entre a brisa
Que se sente em pensamento
"Quando a alma está unida ao corpo durante a vida, tem um envoltório duplo: um pesado, grosseiro e destrutível, que é o corpo físico; outro fluídico, leve e indestrutível, chamado perispírito. O perispírito é o laço que une a alma ao corpo; é por seu intermédio que a alma faz o corpo agir e percebe as sensações que este experimenta.
A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o 'homem'. A alma e o perispírito, separados do corpo, constituem o ser chamado 'Espírito'."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"Uma idéia mais ou menos geral entre as pessoas que não conhecem o Espiritismo é crer que os Espíritos, apenas porque estão desprendidos da matéria, devem saber tudo e possuir a soberana sabedoria. Isto é um erro grave.
Não sendo os Espíritos mais que as almas dos homens, não adquiriram a perfeição ao deixarem o seu invólucro terrestre. O progresso do Espírito só se realiza com o tempo e não é senão aos poucos que ele se despoja de suas imperfeições e adquire os conhecimentos que lhe faltam. Seria igualmente ilógico admitir que o Espírito de um selvagem, ou de um criminoso, de repente se tornasse culto e virtuoso, como seria contrário à justiça de Deus imaginar que aquele permanecesse em perpétua inferioridade.
Assim como há homens de todos os graus de saber e de ignorância, de bondade e de malvadez, também os há entre os Espíritos. Existem os que são levianos e brincalhões; os que são mentirosos, velhacos, hipócritas, maus e vingativos; outros, ao contrário, possuem as mais sublimes virtudes e o saber em grau desconhecido na Terra. Essa diversidade na qualidade dos Espíritos é um dos pontos mais importantes a considerar, pois explica a natureza boa ou má das comunicações que se recebem. É sobretudo em distingui-los que nos devemos empenhar. (O Livro dos Espíritos, nº 100, "Escala Espírita". - O Livro dos Médiuns, capítulo XXIV.)"
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"Embora invisível para nós em seu estado normal, o perispírito não deixa de ser matéria etérea. Em certos casos o Espírito pode fazê-lo sofrer uma espécie de modificação molecular, que o torna visível e mesmo tangível; é assim que se produzem as aparições. Esse fenômeno não é mais extraordinário que o do vapor, invisível quando muito rarefeito, e que se torna visível quando condensado.
Os Espíritos que se tornam visíveis apresentam-se quase sempre sob a aparência que tinham em vida, o que permite sejam reconhecidos."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"É com o auxílio de seu perispírito que o Espírito agia sobre o seu corpo vivo; e é ainda com esse mesmo fluido que ele se manifesta, agindo sobre a matéria inerte, produzindo ruídos, movimentos das mesas e de outros objetos, que levanta, derruba ou transporta. Esse fenômeno nada tem de surpreendente se considerarmos que, entre nós, os mais potentes motores se acham nos fluidos mais rarefeitos e, mesmo, imponderáveis, como o ar, o vapor e a eletricidade.
É igualmente com o auxílio de seu perispírito que o Espírito faz que os médiuns escrevam, falem ou desenhem. Não tendo corpo tangível para agir ostensivamente quando quer manifestar-se, serve-se do corpo do médium, de cujos órgãos se apodera, fazendo-os agir como se fosse seu próprio corpo, e isto pelo eflúvio fluídico, que sobre ele derrama."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"Há pessoas que obtêm regularmente e, de certo modo, à vontade, a produção de alguns fenômenos. Contudo, é de notar-se que são efeitos puramente físicos, mais curiosos que instrutivos e que se produzem constantemente em condições análogas. As condições nas quais são obtidos são susceptíveis de inspirar dúvidas sobre a sua realidade, tanto mais legítimas quanto em geral são objeto de exploração, sendo difícil, muitas vezes, distinguir-se a mediunidade real da prestidigitação. Fenômenos de tal gênero podem, no entanto, resultar de uma mediunidade verdadeira, porque é possível que Espíritos de baixa categoria, que em vida fizeram disto uma profissão, se deleitem nesses tipos de exibições. Mas seria absurdo pensar que Espíritos de certa elevação se divertissem em ostentar-se.
Isto não infirma absolutamente o princípio de liberdade dos Espíritos. Os que assim vêm o 'fazem porque isto lhes agrada, e não porque sejam constrangidos'. Desde que a sua vinda não mais lhes convenha, nenhum efeito se produzirá, mesmo que o indivíduo seja verdadeiramente médium. Os mais poderosos médiuns de efeitos físicos passam por períodos de interrupção de sua faculdade, independentes de sua vontade. Isto jamais acontece com os charlatães.
Aliás, mesmo supondo reais, esses fenômenos não passam de uma aplicação 'muito parcial' da lei que rege as relações do mundo corporal com o mundo espiritual. Mas, em si mesmos, 'não constituem o Espiritismo', de sorte que a sua negação não invalidaria absolutamente os princípios gerais da Doutrina."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
"Certas manifestações espíritas se prestam mais facilmente a uma imitação mais ou menos grosseira. Mas, por terem sido exploradas, como tantos outros fenômenos, pela astúcia e pela prestidigitação, seria absurdo concluir que não existam. Para quem estudou e conhece as condições normais em que podem produzir-se, é fácil distinguir a imitação da realidade. Aliás, a imitação jamais seria completa e não pode iludir senão o ignorante, incapaz de perceber as nuanças características do fenômeno verdadeiro."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
(O espiritismo em sua expressão mais simples e outros opúsculos de Kardec / por Allan Kardec; [tradução de Evandro Noleto Bezerra]. - Brasília: FEB.)
"As produções de espectros nos teatros foram apresentadas injustamente como tendo relações com a aparição dos Espíritos, dos quais não passam de grosseira e imperfeita imitação. Há que se ignorar os primeiros elementos do Espiritismo para aí ver a menor analogia e crer que é com isto que nos ocupamos nas reuniões espíritas. Os Espíritos não se tornam visíveis à ordem de ninguém, mas por sua própria vontade e em condições especiais, que ninguém tem o poder de provocar."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
(O espiritismo em sua expressão mais simples e outros opúsculos de Kardec / por Allan Kardec; [tradução de Evandro Noleto Bezerra]. - Brasília: FEB.)
"As evocações espíritas não consistem, como alguns imaginam, em fazer que os mortos voltem com o aparato lúgubre do túmulo. Apenas nos romances, nos contos fantásticos de almas do outro mundo e no teatro é que se vêem os mortos enfurecidos saindo de seus sepulcros, enfarpelados de mortalhas, a estalar os ossos. O Espiritismo, que nunca fez milagres, também não faz este e jamais fará reviver um cadáver. O corpo que está na fossa aí permanece definitivamente; mas o ser espiritual, fluídico, inteligente, não foi posto na tumba com o seu envoltório grosseiro; dele se separou no momento da morte. Operada a separação, nada mais tem de comum com o corpo."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
(O espiritismo em sua expressão mais simples e outros opúsculos de Kardec / por Allan Kardec; [tradução de Evandro Noleto Bezerra]. - Brasília: FEB.)
"As comunicações inteligentes recebidas dos Espíritos podem ser boas ou más, justas ou falsas, profundas ou levianas, conforme a natureza dos Espíritos que se manifestam. Os que provam sabedoria e saber são Espíritos adiantados que progrediram; os que demonstram ignorância e más qualidades são Espíritos ainda atrasados, nos quais, entretanto, o progresso se fará com o tempo. Os Espíritos só podem responder sobre o que sabem, de acordo com o progresso de cada um e, além disso, sobre aquilo que lhes é permitido dizer, porquanto há coisas que não podem revelar, uma vez que ainda não é dado aos homens tudo conhecer."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
(O espiritismo em sua expressão mais simples e outros opúsculos de Kardec / por Allan Kardec; [tradução de Evandro Noleto Bezerra]. - Brasília: FEB.)
