Poemas de Deuses do Amor
As circunstâncias me fortalecem de algo divino dos Deuses.
Vicia meu corpo e as consequências são meras distrações momentâneas.
Nessa oscilação de prazer e dor que diverge minha vida
aos concelhos de minha mãe.
E me concebe um lugar mais perto do abismo,
onde o fracasso anda abraçado com a oportunidade que hoje tenho
e não sou digno de possuí-la.
Diante de uma razão que só ao meu ver é pura racionalidade.
Só ao meu ver...
Mas penso que não sou fruto dessa vida singular.
E hoje sei o sentido de viver bem, é viver ausente da miséria
de um futuro que ainda não é seu e te prende.
Porque dedicar-se a esperar o tempo que estar por vir são para aqueles
que não habitam no presente.
Por isso minha boemia desvairada.
Interpreta o presente estado de possuir-me feliz.
Todos fomos Deuses, e Anjos
abusamos de nossos poderes
e do nosso Livre arbítrio...
Nossas asas perdemos
Em um pequeno mundo
de Terceira dimensão
nos lançamos presos
em uma roda viva
de vidas consecutivas
Aprendendo e esquecendo
Até quando, até quando?
Refaremos nossas asas
e de novo voaremos?
A bela múmia
Comeu, dormiu, caçou,
adorou vários deuses
e hoje, insepulta,
ri para os turistas.
Nem tão frágeis são os ossos.
Passaram-se milênios
e quem vê quem?
Você tão antiga, acordada,
eu tão moderna,
ainda não fui dormir.
O fio do colar está perfeito.
Em gravuras antigas
aprendo como se adora o deus.
Braços erguidos, as conchas das mãos
voltadas para o alto.
Aplacam-se os neurônios,
fica tudo perfeito novamente:
a batalha contra os ratos,
a angústia de pensamentos
que perturbam o sono,
o que "excede todo entendimento"
e este amarelo radioso
sugerindo que maio está voltando.
Muito cuidado com o recém-nascido.
Os mistérios da magia do mar só são compreendidos quando sentidos e vivenciados…
Os Deuses reconhecem as almas que pertencem às águas e são escolhidas pelo mar. Guiando as que carregam o brilho e a essência de Vênus e a conexão com os oceanos no coração.
Poseidon surgiu das águas calmas, e em silêncio, me ofertou uma concha —
não como simples presente
mas como um selo entre os mundos.
Nesse momento relembrei tudo que fui e tudo que ainda sou.
Sou feita de marés e magia!
Entre as ondas, sinto e me conecto com a energia da força ancestral que me guia.
E em mim mesma, guardo o segredo antigo dos mares e o poder dos oceanos.
Somos Deuses
Somos cinza e fogo no ventre da história,
eco de estrelas na carne que sangra,
nossos passos moldam a glória —
mesmo caídos, a alma não manca.
Erguemos mundos do barro e do sonho,
na palavra, no gesto, na dor que renasce.
Mesmo no abismo mais medonho,
um deus em silêncio ainda se faz.
Não por coroa, nem por trono ou ouro,
mas porque criamos, curamos, amamos...
Somos deuses — de barro e de couro —
mortais... mas imortais quando ousamos.
Patrono: Mateus Sebastião Kilola
então não desperdice seu tempo
nem o dos Deuses
se for pedir algo
peça forca pra seguir
para que você possa realizar
peça forca pra seguir
para que você possa alcançar
peça forca pra seguir
para que a cruz não caia com você no caminho
peça forca pra seguir
pra levantar, quando parecer impossível
mas não esqueça
pra realizar, para caminhar, para chegar lá
só você pode fazer isso por você mesmo...
É Impossível que o Todo (Deus) faça contato, já somos, "Já disse, todos vos sois Deuses", a única coisa a fazer é acordar. "Me segue, deixe os mortos enterrarem os seus mortos".
Kairo Nunes 18/09/2021.
Místicos mitos:
Deuses amorais,
deuses edulcorados,
seres espaciais,
mísseis teleguiados,
tudo, qualquer coisa,
vira mito.
Caixinha
No seu interior os Deuses colocaram
arsenais de desgraças, e ali
dentro selaram.
Pandora a primeira, dada como
punição, portadora, sedutora,
curiosa, dona de muitos
dons.
Zeus de diversas formas te mimou a
contrapartida uma caixa lhe entregou
um só pedido ele fez, não abra essa
caixa em nenhuma ocasião.
Pandora agora mulher de Epimeteu,
que como um presente recebê la
de Zeus, em júbilo viveram até
que pandora não aguentou
tanto mistério em uma caixa
a curiosidade te domou.
Caixa aberta e dentro desaire, maldição miséria,
pobreza, contenda, morte, vírus, vícios,
inveja, solidão, aturdida pandora
a caixa fechou e no fundo solitária
a esperança ficou.
- D é Lopez
Pai e mãe
Benção eterna
Ambos juntos, em prol do filho
São deuses, rei e rainha
Únicos, sem igual, ninguém mais será
Servindo o filho com amor, por amor
Abrace forte e beije da cabeça aos pés
Venera com alegria e gratidão
São seus heróis, te querem o bem, te fazem o bem, te abençoam.
Quando as pessoas começam a despertar, os deuses fazem terremotos, vírus, ativam os vulcões e criam ondas no mar.
(publicado em 2015)
Sou uma religiosa
Sem religião
Sou uma ateia
Cercada de deuses
Sou uma peregrina
Parada no tempo
Sou uma profana
Que embeleza o templo
Sou o riso puro
Na sordidez desmedida
Sou a palavra dada
No silêncio da noite
Sou a ternura plena
Na entranha do vil
Sou a estranha imagem
Do meu próprio desvario
Os homens, esses que deveriam se esforçar pra resolver os problemas The Word, julgam-se deuses e imortais.
...e lá no final de suas medíocres vidas, doentes e decreptos, fazem doações de alguma soma em dinheiro que no passado remoto deveria ter-se tornado bom além dele mesmo os outros em Humanos construtores e evoluídos.
Afinal Amar é TUDO!
Porém inconscientes jogamos nossa vida na lata do lixo, desprezando aquele algo que o Divino nos concedeu pra só ser Amor.
Não desperdicemos a dádiva de sermos melhores!
Oh poeta
De palavras doces
De alegres fantasias
E gestos precoses
Tivessem os Deuses te enviado
Numa outra altura
Não destilava eu certamente
Agora esta amargura
Oh poeta dos olhos brilhantes
Olhos que falam
Olhos gritantes
Quisera eu perder-me neles um dia
E desde então,
Existo nesta agonia
De não saber existir
Oh poeta, doce poeta
Que em mim vês a salvação
Não vês que minha alma doente
Em busca de absolvição
Renegará mil vezes o prazer
Pois na esperança
De merecer um dia mais conhecer
Este é meu fado
Meu jeito triste de ser...
Se um dos deuses mais belos
For mesmo uma canção
Ela só pode ser escrita por aquele grito
Que não acordaria só a tua casa
Mas o universo inteiro
É uma sinfonia que dança com as chamas
E não te deixa desaparecer aos poucos
Por Boddah
Mas com o fim de mais um chorão
Não de alguém que quer morrer
Mas eu juro
Quando o sol bater na minha janela
A dor já terá ido embora
E dessa vez
Ela não vai voltar
Nunca mais.
Só estaremos nós,
Naquela mesa
Numa foto antiga
Numa memória alegre
Que só resulta em saudade
Estou num lugar melhor
Mas ainda admiro o teu sorriso.
Não é uma despedida, é só paz
Amor
Empatia.
Eu te
??????????????
.
Impersonalidade Contundente
Talvez sejam os falsos deuses e por este motivo não fico perplexo ao apagar a luz, esperarei até você estar mais pronta. Será o mundo com sua impersonalidade soberba versus a minha extrema individualidade de pessoa, mas seremos um só. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos.
Nós vivemos em um mundo onde poucas coisas são tão ultrajantes quanto a inocência. Paramos com a impunidade dor, mas tenho uma procura intensa, estou em plena luta da pobre vitória humana, mas é vitória. Não temos amado acima de todas as coisas, não temos nenhuma alegria que não tenha sido catalogada por temermos serem armadilhas.
Só tem amigo que é bom, se não for bom, terá apenas cúmplices, sendo assim, o fracasso será sempre um quarto suportável e confortável, já o sucesso, será sempre um quarto desafiador.
É no conhecimento que existe a chance de libertação, uma pessoa que decide não se conhecer, aceita sua condição de escravo, aceita sua condição de submissão. Conhecer é a condição para eu me libertar de mim mesmo e deixar menos denso meus etenos grilões.
Torrente
Entrando em regato sou imparcialmente acompanhado:
Por reis e seus doentes, por deuses e semideuses, por virtude e pecado...
Onde uma coisa leva a outra coisa
Numa lenta e cautelosa correnteza
E há todos, fazem de tudo para mostrar de toda sua beleza
Ah, como aqueles miosótis que sempre ali estiveram na encosta, há muito desapareceram
Oh, a alva Ora-pro-nobis, que ali em preces, me lançava a âncora
O solitário ouro, que reluz no arenoso limo, se mostrara sem trabalho e fiel a si mesmo. Como bramai as bocas de bronze...
Qual sentido é este, que tenho falta, que aos poucos minha alma cora ?
Quanto tempo vou titubear nesta barca donde há claro às cortinas mascaram ?
Não vejo meus pés, não vejo o pouco da linhas do trajeto, que obrigar-se-ia decorar
E num açodar caudaloso e convulso, jogar-se-á para o lado rochoso, para além das várzeas e em cascatas. Meu decoro é inútil e vulgar.
Agora seguido, ou atraído pelos vagos pescadores que em mitos me nomeiam.
Pelas senhoras que só molham até os pés, julgam-se de tudo muito frio.
Pelos compositores que decompõe a si mesmos, porque não a lira em meio a afronesia das águas...
As cores, seus animais, sua dose dulcícola.
E assim encontro-me e logo me divirto em
meandros.
Sou tão adepto as suas mudanças, para que quando aportar serei inteiramente outro, se não apenas sórdido de minha última remada...
Kenngy
