Poemas de Dança
Nos tempos em que quadrilha era só uma dança.
Quando eu tinha uns quinze anos, no mês de junho não se falava em outra coisa a não ser nas festas caipira.
Santo Antônio, São Pedro e São João.
Quermesses, barracas de comidas, dança de quadrilha, faziam com que a gente se aconchegasse numa fogueira, comesse pipoca, pinhão, milho cozido, caldo verde e um sem número de outros quitutes, quase sempre à beira de uma fogueira e olhando os balões que coloriam o céu.Alguns mais ousados tentavam escalar o pau-de-sebo e todo mundo usava fantasia, ou pelo menos algo que estilizasse o tema, como remendos coloridos nas calças de barras viradas e nas saias rendadas. Camisas xadrez, lenços no pescoço, chapéu de palha e botas eram imprescindíveis.
As meninas mais bonitas se fantasiavam de noiva, usavam grandes tranças e espalhafatosa maquiagem vermelha, tudo cobrindo totalmente o corpo, mal se vendo as mãos. O ápice da festa era o casamento caipira.
Não havia celulares, whatsapp, twitter nem Facebook e o negócio era mesmo o correio elegante, com recados inocentes e promessa de beijos que na maioria das vezes não passavam da imaginação.
A dança era a das quadrilhas, sempre bem ensaiadas e nada parecidas com as de agora, que têm uma corrupção que sempre existiu, mas se comparada à do bandidão da época, o Adhemar de Barros e a atual do Lula, poderíamos dizer que ele foi um trombadinha aprendiz do grande ladrão.
As festas terminavam sempre com uma grande queima de fogos de artifício que ou eram mais seguros, ou o pessoal mais cuidadoso, porque pouco me lembro de acidentes com rojões, queimaduras de bombas ou incêndios provocados por balões.
Quem não tem saudades dos seus quinze anos?
Dança das Fadas
No compasso do amor eu sou a canção que toca a melodia da vida ...
O meu canto viaja além dos mundos...
Posto que com a alma entoo a música do coração,
Alcançando á todos os seres;
E eis que ao ouvir a voz do meu canto,
Fadas encantadas bailam delicadamente,
Balançando as folhas e flores,
Trazendo felicidade e sorrisos,
Celebrando a plenitude da existência,
Tão gentilmente nos doada .
Em meio a voos rasantes espalham sua poderosa essência.
É a magia no ar contagiando á tudo e á todos,
E a música ainda está tocando,
E ainda encanta,
E ainda ilumina,
E tudo se torna um misto de êxtase e alegria.
É uma saudade que dança,
lembrança.
Herança de um tempo, feliz.
É uma saudade
que eu chamo de minha,
só minha,
talvez por que eu tinha
a intenção de ficar,
sei lá...
E mesmo que eu saia sozinha,
os sorrisos que fui
ninguém vai me tirar.
É Carnaval! Que agito em Salvador...
Na paz e amor, axé, dança e calor!
Passa a "pipoca", e fica o sentimento:
Bahia não me sai do pensamento!
Escrevo até um soneto solto ao vento.
Nem dá pra demonstrar tudo que tento!
Nem liberando essa energia e dor
Do desconforto ao ver o Sol se pôr,
Da minha lágrima a molhar o chão
Do meu Brasil nesse nordeste lindo!
Na tentativa a descrever "paixão",
O som do Pelourinho já vem vindo -
E essa alegria invade o coração:
Só no gingado eu fico assim sorrindo!
A DANÇA DAS HORAS
Horas que entristecem
que demoram a passar,
no ritmo de uma dança
monótona... que cansa!
Tic- tac... tic-tac
e nunca avança.
A lentidão do ponteiro
quando amantes longe estão.
Novamente o triste esperar
e o ponteiro vencendo mais horas.
Passam-se os segundos
Passam-se os minutos...
Os dias... meses e estações.
Tic-tac... tic-tac...
E as horas vão passando
em ritmo monótono
e ele vai rodando, rodando.
Tic-tac... tic-tac...
no insensível mostrador.
Horas que demoram a passar
paradas no tempo...
No sofrer do não amar.
Horas que não se cansam de passar.
Eu aqui sozinha e insone,
olhando o ponteiro em sua dança
monótona... que cansa!
Tic-tac... tic-tac...
e nunca avança!
...se for saudade, que seja...
...na saudade analisamos a dança, os passos, a melodia...
A saudade é desafiadora e o saldo final é sempre muito positivo.
MUSA!
Tem a beleza de uma musa
o poder de uma Medusa
e a dança de Salomé
a Dalila atrai a caça
e o homem se desgraça
nas armadilhas da mulher!
NA PISTA
Pista de roller, de patinação.
Pista de dança, dança de salão.
Pista de kart ou mais emoção.
Procuro uma pista que me dê solução,
De logo encontrar você, não importa a longidão.
Pista de cooper, de esqui... de avião.
Pista de carro, de moto ou caminhão.
Não importa se é asfalto ou estrada de chão.
Se você me der uma pista, eu te acho.
A DANÇA DA VIDA
Deixei para trás o eterno aroma das primaveras
para viver outras estações e aparar o meu sonho.
Deixei os sóis inquietos e a vida que risca, espreme,
modela, retalha e corta sentimentos para observar o
universo inteiro a minha frente.
Guardei a chama da primeira alegria, a audácia do
primeiro beijo, o alvoroço e a pureza das fantasias,
para buscar no claustro das saudades, o silêncio e o
repouso secreto.
Vacilei, muitas vezes, diante das sombras que
toldavam as asas do sonho e faziam desta dança um
efêmero agasalho.
Deixei a estranha rota carregada de amor e de dor e
que de tanto se dar, se perdeu no meio do caminho.
Abracei a vida generosa e, em outro ritmo, outra
harmonia, toquei na essência da alma deixando-me
levar pela bem-aventurança, purificada.
E lá estava você, o tempo não levou o que há de mais precioso,
parecia como o ontem, uma dança em sintonia perfeita.
A chuva caia como uma luva, perfeita sobre a pele,
nossa amizade era como o guarda-chuva, união.
Novas histórias, novos sorrisos e abraços,
servem como para renovar o que temos de melhor.
Não importa onde estamos ou o que passamos
se amamos quem esta do nosso lado,
e quem esta do nosso lado esteja cada vez mais forte como a aurora.
As cores, os rostos, os sons alinhados a melodia do novo
redesenhados com a essência do antigo amanhecer,
desbravaria reinos, enfrentaria a fúria dos mares, mas já tenho meu tesouro.
A noite embala os olhos do mundo
ao ritmo de sua dança macabra.
O silêncio toma conta do cenário
abrem se as cortinas,
pobres almas desenganadas.
Nada mais pode ser tão banal.
Os leões estão famintos,
a plateia está agitada.
Ponha seu melhor vestido,
este será um lindo funeral...
Love dance
E a dança continua viva dentro de mim e para sempre vai continuar.
Em pensar que eu estive tão perto de realizar meu sonho e não sei porque algo deu errado, não entendo o que aconteceu.
O sonho continua vivo, mas não sei se terei outra chance.
La fora tem uma chuva mansa
caindo de pouco em pouco...
Até parece uma dança
deixando o vento louco...
mel - ((*_*))
Tens um olhar lindo enquanto dança,
Não pude deixar de notar
Teus olhos funcionavam como meu eixo
Por mais que tudo girasse,
se desencontrasse e se perdesse,
meus olhos não queriam perder os teus.
Não podiam.
Não deviam.
Sempre atenta, concentrada em mim.
Totalmente tomada,
Não para com os meus hábitos à mesa
Na hora do almoço,
pro carro que dirijo
Ou pro modo como me visto.
Somente pro meu corpo
Pra onde a conduzo,
Pro modo como te desejo
Era como se o mundo
virasse do avesso,
e o palco não fosse mais perante a plateia,
mas sim, atrás das cortinas.
Num lugar só nosso
onde não há uma só crítica,
atenta aos nossos deslizes e gracejos,
um lugar onde exista apenas dois corpos,
suados, envoltos, encaixados
Pulsando, juntos
Sem nenhum repulsa
Sem qualquer pudor
A música termina,
e como um sol se pondo,
as cortinas se erguem
e nos devolvem à realidade.
Beijo seu rosto,
me despeço
e sigo para o outro canto do salão.
Paro por um segundo
para tentar lembrar seu nome,
e tentar me lembrar do aroma
tão adocicado do seu pescoço
Dança, não é só passo.
Talvez seja um universo
que nos devolva tudo aquilo que,
pela vida, nos foi tirado
É caso de amor com o seu outro lado
É aquele braço tão disposto,
firme,
Em que você tantas vezes
quis se deixar levar
É a possibilidade
de se apaixonar
cada vez que a música começa
E, se ela dura tão pouco,
É preciso que seja intenso
É preciso que seja pra sempre,
Até que a música acabe
Mas não há tempo para considerações
nem devaneios
A música vai começar de novo
E eu,
preciso me apaixonar novamente.
Dança...
Dança conforme a música,
dança contrário à música,
dança...
Não para.
Dança...
dança com passos lentos,
dança pulando,
falando
ou
silenciando,
dança.
Faz da melodia
a sintonia do teu dia;
o bálsamo dos instantes,
a paz que conforta,
o amor que se importa,
Ela dança ao som do Jorge
mas não é uma burguesinha
tão independente,
tranquilona ali sozinha
-Tu falou que era o cara
e ó a cara que ela fez!
Ela debocha do Roberto
pois não acredita em Reis
o meu sono e tão pesado,
Que me faz sonhar sempre as mesmas coisas...
Um pássaro que dança sobre um céu azul cristalino que corta ao vento,
Uma criança que se erguem e vê a sua sombra de um tamanho acima de si.
As folhas dançam ciranda no chão.
Os galhos aplaudem a dança
Alegres como criança
Dança, folha, dança
Até que o vento se vá...
SONHO COM UMA DANÇA
QUASE IMPOSSÍVEL
O meu corpo é a embalagem da minha alma e eu sou um presente fácil demais de ser desembrulhado. Se hoje eu tivesse que me dar pra alguém eu me daria inteiramente pra você. Junto você levaria também todo encanto do meu pensamento, o qual te desnuda a todo instante como se despetalasse uma flor cortada para as minhas mãos. A vida é esta valsa que toca neste grande baile onde te convido pra dançar. Às vezes ela se torna uma grande balada quase sempre agitada nos levando a mudar os passos da dança. Sem hesitação e disposto a ser seu par em qualquer ritmo do tempo, quero dançar e girar com você dia e noite numa mistura de sol e lua, capaz de fazer com que o mundo sempre adormeça e amanheça em paz sobre os nossos pés.
