Poemas de Compreensão

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Que sejamos fracos apenas para rir das adversidades da vida e fortes o suficiente pra entender e compreender que o que nos mantém em equilíbrio nessa vida é o sorrir para dentro de nós mesmos.

Inserida por Lulena

É fácil apontar erros o difícil e entendê-los, vivemos num mundo de provas e expiações onde a compreensão do ser humano para com seu semelhante é tão metafísico e estupidamente insano...

Inserida por Lulena

⁠O erro, por mais ruim que seja, tem sua funcionalidade. Duas formas básicas de entender o erro, como observador ou como causador. Aprenda com o erro ou aprenda errando.

Inserida por victorcunha

⁠As coisas mais importantes da vida não podem ser entendidas apenas com a mente, mas sim com o coração.

Inserida por Eliell

⁠Um bom amigo vendo o quanto estamos despedaçados, puxa uma cadeira, senta ao nosso lado e nos ouve, sem julgamento, sem pressa e com toda compreensão.

Inserida por JaneSilvva

Ninguém consegue ler pensamentos, portanto, esclareça o que sente e o que deseja para que alguém te compreenda.

Inserida por JaneSilvva

Quer perceber como é uma pessoa?
Ouça o que ela não diz, enxergue o que ela oculta e sinta o que ela guarda.

Inserida por deise_aur

⁠Sei de todas as coisas das quais preciso mudar, mas fico paralisado diante daquilo que não consigo compreender

Inserida por RandersonFigueiredo

⁠Pior do que ter que escrever um 'xaveco' para um invejoso é perceber que ele nem tem capacidade para entender o que foi dito.

Inserida por LeonardoBrelaz

⁠Um grande mal do ser humano é a arrogância de julgar tudo que sua inveja não permite aceitar e sua ignorância é incapaz de compreender.

Inserida por LeonardoBrelaz

Muitas vezes, o sofrimento que enfrentamos é uma oportunidade para nos arrependermos sobre as dores que já causamos a outros.

Inserida por LeonardoBrelaz

"Há muitas formas de se transmitir um sentimento, sem ter que verbalizar uma só palavra. E a melhor, é aquela em que a compreensão é imediata.

Inserida por CarlosDantas

⁠A falta do entendimento histórico e da leitura com reflexão crítica está evidente na simplicidade da argumentação repetitiva e empobrecida daqueles que são facilmente convencidos pelos exploradores de mentes fracas e de mão de obra barata. Acredito que a leitura constante, qualitativa e crítica seria a salvação desses personagens.

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Fernando Pessoa

Nota: Trecho de "O Guardador de Rebanhos", do livro "Poemas de Alberto Caeiro", de Fernando Pessoa (heterônimo Alberto Caeiro).

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Como perdoar aos inimigos

Perdoas... és cristão... bem o compreendo...
E é mais cômodo, em suma.
Não desculpes, porém, coisa nenhuma,
Que eles bem sabem o que estão fazendo...

Meu receio era de que, por impaciência com a lentidão que tenho em me compreender, eu estivesse apressando antes da hora um sentido. (...)
Cada vez mais acho tudo uma questão de paciência, de amor criando paciência, de paciência criando amor. (...)
Esta paciência eu tive: a de suportar, sem nem ao menos o consolo de uma promessa de realização, o grande incômodo da desordem.
Mas também é verdade que a ordem constrange.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trechos da crônica Lembrança da feitura de um romance.

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Você compreende, sem alimento, depois de três dias de marcha, meu coração não devia estar batendo com muita força...
Pois em certo momento, quando eu progredia ao longo de uma encosta vertical, cavando buracos para enfiar as mãos, o coração me caiu em pane...
Hesitou, deu mais uma batida... Uma batida estranha... Senti que se ele hesitasse um segundo mais seria o fim.
Fiquei imóvel, escutando...nunca - está ouvindo? - nunca, num avião, me senti tão preso ao ruído do motor como, naquele momento, às batidas do meu próprio coração.
E eu lhe dizia: Vamos, força! Veja se bate mais... Hesitava mas depois recomeçava, sempre...
Se você soubesse como tive orgulho do meu coração!
(Terra dos Homens)

Capítulo VIII
Razão contra Sandice

Já o leitor compreendeu que era a Razão que voltava à casa, e convidava a Sandice a sair, clamando, e com melhor jus, as palavras de Tartufo:

La maison est à moi, c´est à vous d'en sortir.

Mas é sestro antigo da Sandice criar amor às casas alheias, de modo que, apenas senhora de uma, dificilmente lha farão despejar. É sestro; não se tira daí; há muito que lhe calejou a vergonha. Agora, se advertirmos no imenso número de casas que ocupa, umas de vez, outras durante as suas estações calmosas, concluiremos que esta amável peregrina é o terror dos proprietários. No nosso caso, houve quase um distúrbio à porta do meu cérebro, porque a adventícia não queria entregar a casa, e a dona não cedia da intenção de tomar o que era seu. Afinal, já a Sandice se contentava com um cantinho no sótão.

– Não, senhora, replicou a Razão, estou cansada de lhe ceder sótãos, cansada e experimentada, o que você quer é passar mansamente do sótão à sala de jantar, daí à de visitas e ao resto.

– Está bem, deixe-me ficar algum tempo mais, estou na pista de um mistério...

– Que mistério?

– De dois, emendou a Sandice; o da vida e o da morte; peço-lhe só uns dez minutos.

A Razão pôs-se a rir.

– Hás de ser sempre a mesma coisa... sempre a mesma coisa... sempre a mesma coisa...

E dizendo isto, travou-lhe dos pulsos e arrastou-a para fora; depois entrou e fechou-se. A Sandice ainda gemeu algumas súplicas, grunhiu algumas zangas; mas desenganou-se depressa, deitou a língua de fora, em ar de surriada, e foi andando...

Machado de Assis
Memórias póstumas de Brás Cubas (1881).

Devaneios

Um dia tu compreenderás que não há nenhuma pessoa totalmente má; nenhuma pessoa totalmente boa. Verás que todos nós somos humanos, apenas...

Não penses compreender a vida nos autores.
Nenhum disso é capaz.
Mas, à medida que vivendo fores,
Melhor os compreenderás.

Mario Quintana
O segundo olhar. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018.

Nota: Trecho do poema Da sabedoria dos livros.

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