Poemas de Comida
Poema Lenda do Pescador
No sul da terra, braços colhiam o alimento das águas.
Uma mulher de branco, sempre vinha à porta do pescador.
E lhe pulsava ao acenar e lhe enfeitava em redes de silêncios
Certa hora adentrou-se noite a fora a seguir-lhe.
Nunca mais retornou.
No local ergueram uma torre.
Segredam que desde então,
a luz do farol se encontra com a lua
e que o pescador se faz vento a soprar estrelas
para iluminar quem se fisga no mar, colhido de amor.
Carlos Daniel Dojja
Chocolate
Aos astecas tenho que agradecer
Esse alimento é fonte de prazer
O paladar agradece
O cérebro logo reconhece
Com o tempo só foi melhorando
Suíço, belga, americano
Ao leite, meio amargo
Há quem prefira o branco
Brindo ao cacau e ao leite de qualidade
Essencial para fazer chocolate de verdade
É bom só de falar e quem aprecia sabe
O prazer que pode dar.
Eu resolvi trilhar minha
jornada acompanhada
do que me faz bem.
É assim que alimento minha alma em busca de uma mente sã.
És senhor meu ânimo
O alimento eficaz, o suco da vida, o gozo mais profundo, é verdade que vidas sedentas trafegam em arenas de leões devoradores ferozes, a alma sente calafrio e muito medo, o gosto amargo e severo da dor do pecado, então vidas e vidas passam a ser tragadas devagarzinho produzindo sofrimento, no cume do terror vem no pensar na salvação, o refúgio, o socorro, pra onde devemos chamar, porque o caminho sagrado é luz, é alívio, é misericórdia, é justiça, és senhor meu ânimo, disposição, esperança, a própria fé, desta forma sentimos a vontade de lutar, porém tenho uma palavra a mim e a ti, que cada mensagem alcance o senhor e as bênçãos se expandem, mas é necessário mais que força, é preciso gladiar contra as presas inimigas, é preciso guerrear, colocar vigor, sangue de fé, sangue de entrega, então clamo o altíssimo, para que eu não fracasse, não caia e não desista, revista me com tua espada e escudo, coloque me o adorno de guerra, pois o campo de batalha se abriu, eu não admito perder, para honra do teu nome, da tua criação, do teu filho Jesus, desça fogo e consuma o inimigo, desça fogo e acenda teu espírito em mim, no teu povo que anseio e clama.
Giovane Silva Santos
O ALIMENTO DA ALMA
Saudade sofrida mesmo é a ausência de tudo aquilo que não se teve, com a imprecisa lembrança do que não se fez. Isso sem esquecer a lancinante angústia de uma vida inteira presumida: relembrando as inúmeras promessas solidificadas no desquerer do destino, ou lamuriando por cada desejo não consumado. Entretanto, ainda pior, será a contaminação deturpada para a descrença no novo alvorecer. Porque, somente amanhã, redobra-se o otimismo, recicla-se a força e se torna capaz de sonhar com tudo aquilo novamente.
Pois, quando desistimos de lutar pelos nossos sonhos, nos tornamos mais indiferentes, amoldados e desvidrados. As inolvidáveis frustrações dos sonhos amortecidos permanecem aprisionadas para sempre nos subterrâneos da nossa mente. Onde guardamos um amontoado de coisas preciosas, que se perderam entre a vontade, o medo, o tempo, o acaso, a desmotivação, a desistência, os pretextos, as obrigações, a rotina etc. Enfim! Onde tentamos enterrar dentro de nós mesmos, à ausência de tudo aquilo que não fomos além das expectativas presuntivas dos nossos atulhados anseios.
A pior morte, portanto, é aquilo que deixamos de ser, ainda em vida, quando renunciamos aos nossos sonhos. O conformismo, o contentamento, e a apatia pela ausência de ambição, desnaturaram as almas que vagueiam opacas pela vida sem mais nenhuma fantasia. Os sonhos não são apenas cobiçosos desejos físicos, são os alimentos da alma ante aos anelos do coração. Uma vida sem sonho é como uma praia sem areia, uma primavera sem orvalho, uma flor sem perfume. Os sonhos atribuem novos significados a nossa própria existência, rejuvenescem a alma, regozijam a esperança, e preenchem com encantamentos a languidez do nosso cotidiano. E sem o embevecimento que os sonhos suscitam, a vida se torna austera, os risos sóbrios, e os nossos caminhos entenebrecidos. É quando deixamos de viver, e passamos, simplesmente, a existir.
A petição pelo alimento espiritual
(Salmo 12 de Giovane Silva Santos)
1)
Meus pés vacilaram.
A poeira cobriu meus olhos.
Os ventos sopraram para o norte e sul sem moradia.
Minha inclinação esteve no ímpeto da juventude.
A mocidade vigorosa pela força da malícia.
2)
Oh prudência onde estavas.
O horizonte da disciplina se colidiu com a fraqueza.
Não sabia eu da importância de um dia.
No entanto são décadas de aborrecimento.
3)
Até parece que a manifestação de deuses faraônicos.
Desejoso da escravidão.
Meu sangue foi esculpido em pedras.
Meus ombros calejados e minha mão latente.
4)
Não, não, apenas uma simetria entre o abstrato e concreto.
De fato minha mente arde pelos calos.
Muito mais forte é a dor da decepção e arrependimento.
Mais profundo que aquela chibata.
Ou não.
Pelo peso nas costas ou pelo pecado da consciência.
És tu dor, és morte, és demência.
5)
Somente tu és Deus senhor.
Em nome de Jesus.
Que justificou esse meu rebento oriundo de fraqueza.
Na pesada cruz.
Bato incessantemente na tua porta.
Que o penhor do meu declínio seja ancorado.
Simplesmente clamo pela tua misericórdia.
A que eu seja consolado.
Não me alimento de realidade.
Eu vivo do amor, apenas o amor.
Essa doce ilusão.
Essa mania de achar que tudo o mais é possível,
que tudo o mais é real.
Espero
Que a liberdade seja o seu alimento.
Que a felicidade sacie a sua sede.
Que o perdão seja a sua voz.
Que a paz permeie o seu ar.
E que o Amor seja a sua razão.
Um fio de esperança e um fiapo de Amor tecem qualquer coisa.
BAGUNÇADO CORAÇÃO
No meu oculto pensamento,
deixo claro que alimento.
A esperança do amor,
que noutrora fôra vento.
A saudade dos sorrisos,
trás a tona o clarão.
Das expressões de ansiedade,
Ao furor d’minha paixão.
Na alegria do poema,
paira a paz da emoção.
Conto de fadas não existe,
Mas vai dizer pro coração.
Do silêncio que ouço
Da paz que transmite ao meu corpo
Mas nenhum alimento para a alma
Minha mente inquieta
Procurando algo que acalma
Das lembranças de um dia cruel
Inocência sem razão perdida
Dos céus lágrimas caíam
O dia mais triste se mostrava
Marcado pelas cinzas
Ao ver meu corpo tomado por chamas
Meu ser inundado pelo medo
Lutando para ter novamente sossego
A morte me acolhe de bom grado
E minha alma aflita vagando
Aos poucos se apagando
Procurando a esperança
Que um dia se perdeu
Num sopro da escuridão
por vista, enfim, se acendeu.
O alimento que sustenta o homem
È o amor Divino
Porque ele só cresce
Quando ama o seu semelhante
Como a si mesmo.
{Rio da Vida}
Roda a roda da vida,
no rio das águas da dor,
roda e traz-me alimento
que trazes da força do amor.
Corre e que corra o rio,
conduz labuta e ardor,
faz-me fazer uma ponte,
que leve-me à o transpor.
Quando além deste rio,
estou e não há aflições,
lembro-me de seu curso,
das dores e falsas paixões.
Quando enfim retornar,
aquele que fora fechar,
as fontes das impurezas,
que ao rio vem macular,
terei paz e alegria,
e eterna companhia,
daquele que faz o rio,
faz a roda e a calmaria.
Verei que não foi em vão,
me abster de mergulhar,
nas águas que trazem beleza,
e que em correntes me tendem levar.
Recordarei por que passei,
daqueles que encontrei,
das vezes que à margem fui,
e que sempre retornei.
Hipocrisia não é meu forte,
é doce o sabor da morte,
mas quero o que é amargo,
pois do rio é triste a sorte.
Quero a ponte estreita,
quero a roda do trigo,
quero trabalho e luta,
quero batalha e guerra.
Não hei de descansar,
tampouco hesitar,
vou transpor este rio,
é o meu sentido em viver,
e tu virás comigo,
se aquilo que digo entender.
O PÃO
O pão é alimento
Símbolo do compartilhar
Da multiplicação que integra
Da divisão que une
Da interação que harmoniza
Alimentando nosso espírito de paz!
Luiza Ricotta
penso
como vai minha vida
alimento todos os desejos
exorciso as minhas fantasias
todo mundo tem um pouco
de medo da vida
pra que perder tempo
desperdiçando emoções
grilar com pequenas provocações
ataco se isso for preciso
sou eu quem escolho e faço
os meus inimigos
"saudações a quem tem coragem"
aos que tão aqui pra qualquer viagem
não fique esperando a vida passar tão rápido
a felicidade é um estado imaginário
não penso
em tudo que já fiz
e não esqueço
de quem um dia amei
desprezo
os dias cinzentos
eu aproveito pra sonhar enquanto é tempo
eu rasgo o couro com os dentes
beijo uma flor sem machucar
as minhas verdades
eu invento sem medo
eu faço de tudo
pelos meus desejos
Oração
A oração é o alimento da alma e nesse momento precisamos nos alimentar
Muitas vezes nos perdemos
e perdemos a fé
Não encontramos o caminho
A mão que nos apoiava
Mas tenha fé, nunca desista
por mais que você viva a vida toda
Amando uma única mulher
Assim como o alimento é essencial ao nosso corpo fisico.
As lembranças serve como um palhativo para preencher o
vazio quando perdemos um ente querido.
