Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos

Pingo na Lata

⁠Barulhim
Gostoso
De gotera
De chuva


Lata
De banha
18 litros?
Pra panhá
Água


Nas primeiras
Chuvas não

Tinha
Q’uesperá
Lavá
As telha

Água
De chuva
Pra bebê
Que é
Água
De Deus

Inserida por samuelfortes

O Escorregar de Manejo


⁠Cheiro
De poeira
Molhada
De chuva
Esperta
Em
Caminho
De
De terra

Sensação
De apruveitá
Qui nem
Tempo
De chuva
É

Chuva
Marota
Apertando
Água
De enxurrada
Já cobrindo
O pé

Essa
Outras
Lembranças
Perdidas
No tempo
Na memória
De quando

Nem sabe
Se foi
Se ainda
É

Inserida por samuelfortes

⁠Processos e Minutas


Como passou depressa o tempo
Como mudou a poesia
Uma gota de chuva
A mais,e o ventre grávido
Estremeceu a terra.

Depois foi só. O amor era mais nada
Sentiu-se pobre e triste como Jó
Um cão, sarnento e de rua
Mas não de todas as ruas

Veio lamber-lhe a mão
Espantado, parou.
Depois foi só

Inserida por samuelfortes

Vento do Leste Africano⁠



Um ver
De sentir

Imaginar

Então

Barulhim
De chuva
Criadeira

Inserida por samuelfortes

⁠Tem barulho
Que
A gente

Só escuta
Quando
Faz silencio

Assim

É a água
De chuva

Que se faz
Do
Rio a sua morada

As falhas
Dos homens
Eternizam-se no aço

E
Quanto mais bebemos
Mais sede temos

As suas virtudes
Escrevemos na água

Como um gole d'água
Bebido no escuro

Inserida por samuelfortes


Vitalidade

Simetria
Formal
Bem
Calculada

Suavidade
De jardins
Sob chuva

Amor
Apaixonado
Pelo
Que possa
Existir
De
Mais Belo

Razão
Das
Razões

Inovações
Harmônicas
Ritmo

Falam
Por si

No banco parado
Sentado à assuntá


Inserida por samuelfortes

Chuva


Aos poucos se cresce, ganha forma e tamanho,
Em gotas se vem, em enxurrada se vai.
Apesar da sujeira, as gotas continuam caindo.
A enxurrada continua se formando,
Até que em um ponto a água se mostra límpida,
Ao se secar, cristaliza feito um mosaico,
Tal qual um vitral de uma igreja,
Cuja luz que sai da íris reflete nos fragmentos.
Os cristais se diferem em suas formas,
Seu padrão provém do princípio.
As luzes cristalinas se assemelham com
o raio de sol seguido da nuvem escura.
A umidade, o silêncio, o canto dos pássaros,
o cheiro de terra molhada.

Inserida por alvenascer

⁠Na noite chuvosa, a sonata se dissolve na chuva, um murmúrio que envolve o silêncio onde me escondo. Cada acorde é um suspiro que congela o tempo, abraça a dor calada,
faz da angústia um manto suave
que me protege entre gotas e sombras.

Inserida por TiagoScheimann

⁠Sou mais da chuva… Ela desce como quem lava os silêncios que me habitam, desfaz a poeira invisível que cobre meu espírito.
Enquanto cai, borra as dores, dissolve as arestas do peito.
O sol, ao contrário, me expõe como vitrine vazia: sua luz varre os cantos,
revela rachaduras, escorre sobre minhas lágrimas… as que finjo… não existir.

Inserida por TiagoScheimann

⁠PIERRÔ SEM CARNAVAL:
O bafo da noite em cinzas,
Verticalmente desce e cai,
Quão a chuva oblíqua
Do Pessoa
A correr na diagonal
Confusa
Sobre o relvado e a clorofila
Do poetinha,
Em anunciação ao baio
Do Valença em reboliço
Ante as brumas que embaçam
Meus vitrais
Acho, penso vislumbrar
A última colombina de cristal
Em seu único e derradeiro
Carnaval.
Nicola Vital

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠Minha criança
Eu fui criado menino buchudo.
Não tinha medo de nada
Do escuro, da chuva ou papangu
Cresci assim
Como Deus criou batata
Em meio aos jogos de bola de gude
Futebol, gata maga, enfinca, barra-bandeira
Amarelinha...
Sim, amarelinha!
Qual o problema?
Ouvia Gonzagão de mamãe na vitrola do vinil
Contos que noite a noite conta da saudosa rádio cariri.
Tomando banho nos barreiros de água barrenta e enlameada
Nu, no frescor da inocência.
À noite batia um prato de tambica antes da reza que era irrefutável na cosmo visão de Paim.
No dia seguinte, os pés amanhecia limpos e mamãe dizia que era o capiroto que lambia
Só assim lavamos os pés antes de dormir pelo menos por alguns dias.
Talvez não fosse recomendado para a saúde física.
Mas, de certo, era lenitivo à alma.
Saudade do meu tempo de criança
Passado que não se encontra mais.Nicola Vital

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Série Minicontos

Amor maternal
Em um dia de muita chuva e trovoada, sinhá coruja procurava atônita comida para os seus dois filhotes indefesos e expostos aos perigos da floresta
De repente encontra o gavião faminto que também caçava seu próximo jantar.
Mamãe coruja implora
- Compadre, se encontrares meus filhinhos poupe-os!
- Mas como vou identifica-los em meu a tantos bichos? - perguntou o gavião
- quando encontrares as mais belas criaturas da floresta serão os meus filhinhos.
E nunca mais sinhá coruja os encontrou.

Inserida por NICOLAVITAL

Numa manhã de domingo,
a minha alma se renova
da simplicidade que tanto me agrada
com a chuva caindo lá fora
enquanto sinto o cheiro
de terra molhada
um clima de sossego que conforta
e que meu ânimo restaura.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Poucos conseguem lidar
com a tua intensidade,
teu vento é ventania,
tua chuva é tempestade,
alcançam uma euforia
os que te sentem de verdade,
como um rio, tens correntezas,
tua beleza avassaladora
e o teu jeito de ser,
Mulher sedutora
que facilmente provoca
um intenso prazer.

Inserida por jefferson_freitas_1

Céu que desabafa,
Flor que desabrocha,
Linda simplicidade alcançada
sob uma chuva que transforma.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠⁠Chuva Simples,
algumas gotas
de tranquilidade,
Cheiro da terra molhada,
O desânimo não resiste
a Um afago na Alma.

Inserida por jefferson_freitas_1

Chuva que renova,
que faz florescer,
⁠que a paz retoma,
que não deixa abater.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠A Chuva lá fora
Molha minha janela,
Minha alma conforta,
Meu desgaste aquieta.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠⁠⁠⁠⁠⁠Já parou pra pensar que a chuva
pode ser da Terra o expressar?
Talvez, Chova de felicidade pelos os resquícios
de bondade, raros de encontrar,
Pela maldade recorrente, chuva forte presente
por já não suportar,
Sua esperança não é forasteira,
às vezes, quase sem força, derrama
uma chuva ainda que passageira,
É chovendo que se renova
Tanto a sua fauna, quanto a sua flora
E o ser humano apesar de muito errar,
Pode destas sinceras chuvas desfrutar.

Inserida por jefferson_freitas_1

"O espírito é feito água da chuva:
vem do céu, cai na terra, volta para o céu
e depois cai na terra de novo ou, quem sabe
em outro planeta... "

☆Haredita Angel

Inserida por HareditaAngel