Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos
Pobre Rio Grande
Pobre Rio Grande...
Despercebido, vem a chuva
Desacordado, chega a tristeza
Desvinculado, vem a nobreza
Pobre Rio Grande...
Chega a noite, e vem o dia
Virado em uma ventania
Ninguém anda, ninguém vai
Pois o mar que antes não havia
Chegou, mas não para a alegria
Na manhã de trabalho
Que era, para alguns
Ao redor, o pessoal, ilhado
Não, pois havia os pães
Que de ontem, não foram entregados
Mas achar que governo ajuda?
Claro, lugar afetado capital não foi
Pois civil ajuda civil, sim
E achar que ajuda, do céu veio
Mas não, matéria para jornal falta
Apesar de ser tosco
Pessoas morrendo salvando outras
Diante daquele dia, nunca mais
Resgate é uma ova!
Dia que se importaram em resgatar
Homem não foi, animal sim!
A nação que antes via como gloriosa
Não passa de uma piada
Motivo de chacota, peixe-palhaço
Tanto, que multam doações
Pobre Rio Grande...
Lutar, foi parar em vão
Afogar, é óbito com razão
Pagar, mão de obra é "lesão"
Pobre Rio Grande...
DAMA DA CHUVA
Uma chuva
Caia sobre nós
Ela contente
Dançava
Feliz em tua
Liberdade
Eu a observa
Junto a ela
A apreciação
De tua dança
Um momento nosso
Momento este imperdível.
O tempo que espere
Porque estou diante
Da maior paixão
Humana, paixão esta
Que não perderia por nada
Deixe-me ver esta linda dama de vestido azul
Ser nesta noite a rainha desta noite chuvosa.
-Bruno
Já tive outros amores..
Paixões como vimos no cinema, beijos na chuva
Reencontros calorosos, que muitos diziam ser loucura tamanha conexão..
Mas não me doeu tanto essa despedida, quando comparada a nossa.
Pois mesmo que doesse cada amor, minha escrita nunca havia sido "tirada", e minha paixão pela arte apenas aumentava.. até então..
Um dia encontrei uma garota cuja presença me chamou a atenção.
Como a Lua, ela possui suas fases, que me trouxe curiosidades sem fim..
Diferente de alguns, não segui a sua presença física (o que sempre atraía os garotos a sua volta..)
Me profundei nos seus olhos, seus sonhos, seus gostos e gestos..
Que curiosamente, era o oposto do que aquela feição contagiante dizia..
Pude realmente conhecê-la, aquilo que sua presença ocultava, afim de não levantar preocupações de terceiros..
(...)
E Eu soube naquele momento, que eu a machucaria.
Por estarmos em caminhos diferentes, mesmo que nossos corpos estivessem em alinhamento (como num eclipse, que tão depressa chegou ao fim)...
(...)
Pude ser quem sempre nasci para ser.
E esse encontro trouxe de volta para a garota, o desejo pela vida..
(...)
Não há fim.
E a continuação
não será possível no momento.
Meus olhos se enchem de lágrimas.
Ao sonhar contigo mais uma vez..
Espero que tenha trazido de volta a sua esperança pela vida..
E que encontre em cada pequeno e delicado detalhe desse universo...A magnífica magia de amar sem limitações..
E que não tenha medo de despertar o brilho que vi unicamente em você..
E lá estava ele sentado a mendigar, sempre com sua bíblia na mão.Enquanto do alto caía forte chuva, enviada, não sei se, para lavar a bíblia ou a alma, ou talvez para ambos, numa tentativa desesperada de purificar um mundo tão bizarro.
Rodrigo Gael
CHUVA SERENA
A chuva cai, suave e serena,
Desce do céu em cortinas pequenas.
Toca o solo com delicadeza,
Espalha frescor e leveza.
As gotas dançam ao vento,
Em um ritmo tranquilo, lento.
O som é como uma canção,
Acalma a alma, traz o coração.
A chuva é vida a renovar,
A terra agradece, a flores brotar.
Com seu abraço, tudo se refaz,
E no silêncio, o mundo se faz paz.
Mas quando a chuva vai embora,
Deixa no ar a promessa que aflora:
Após a tempestade, o sol há de brilhar,
E um novo amanhecer irá nos encantar.
seu nome gravado em mim
ainda me lembro do de chuva, numa terça-feira à noite
quando meus olhos olhos faziam o papel das nuvens quando estavam carregadas
ainda me lembro das suas palavras de amor, afeto
lembre-me daquele dia em que você me fez chorar de rir às 3 da manhã
daquele tempo que eu e você éramos apenas um
com pensamentos e destinos tão diferentes
seu nome gravado em meu corpo, alma e coração
s eu nome, que só de pensar, me causa arrepios
A chuva que cai, tão fria, tão densa,
Traz à memória uma dor tão imensa.
Cada gota que toca a terra molhada,
É o pranto de uma alma, tão devastada.
Os céus cinzentos, em luto profundo,
Revelam segredos de um amor vagabundo.
Corações partidos, em silêncio a gritar,
Buscando na chuva um jeito de sarar.
As poças refletem saudades perdidas,
Sombras dançam, memórias esquecidas.
Os trovões ecoam como um grito do peito,
Clamando por algo que nunca foi perfeito.
Mas mesmo na dor, há beleza escondida,
Na chuva que lava, cicatriza a ferida.
Pois cada lágrima, no fim, vai secar,
E um novo sol há de brilhar no lugar.
"Já vai? Tá cedo, fica vai"
Ouvir o som da chuva cair enquanto tomamos café e chocolate quente em frente a TV que mostra um garoto com pé de ferro tentando se aproximar de um dragão banguela.
Pernas entrelaçadas no sofá, conversas paralelas, risadas fáceis no olhar, olhares esse cúmplices, de saber que sua atenção está em todo lugar, menos no treinamento que o Soluço está a ensinar.
A escassa luz que advinha da janela está a se esvair, o horário já deu, o filme já acabou e minha mente diz "a hora chegou, tens de ir", todavia ao olhar as mínimas estrelas no céu rosa e roxo do por do sol, tenho a feliz constatação "a chuva não passou".
Então posso ficar um pouco mais, não sei se será a chuva(meu tempo favorito), o por do sol rosa e roxo(meu por do sol favorito), as estrelas ou a lua(meu astro favorito) que me dará coragem...
Minha pele na sua, sua boca na minha, minha voz abafada pelo tocar das gotas no chão, pelo trovão a estatelar no céu la fora, porém não abafam teus sussurros em meus ouvidos, eles me fazem suspirar teu nome durante a torrente de águas la fora, tão alto que talvez se não fosse a chuva seria um incomodo a vizinhança...
Na madrugada onde o manto azul está completamente pintado de marinho, onde as estrelas disputam espaços entre si e a lua reina serena, deitados na cama ouvindo agora o cantar dos pássaros antes escondidos e o ressoar do vento nas folhas, olho para ti que já me olhando está e penso "Ah, que bom que decidi ficar".
"Hmmm, melhor não, o tempo está fechando... Vai chover".
A vida não é o sonho negro
de uma manhã cinzenta.
A vida é uma flor que floriu
à chuva de um sorriso.
A vida não é nenhuma dor
sem cura, sem remédio…
A vida é uma esperança
que a morte não consegue vencer.
A vida tem olhos e asas
de pontas douradas com que
refaz o caminho do seu céu.
A vida é só e uma só
oportunidade, aproveita a tua
orgulha de ti a tua própria terra criadora.
Bom dia!
O domingo chegou abençoado e acompanhado da senhora chuva,
que continue tranquila e serena.
Feliz domingo!
SONETO PRIVADO
A tarde no cerrado cai, aquosa
Silente, e o pôr do sol rubente
A chuva, em gota lustrosa...
lacrimeja melancolicamente
Nesta languidez, a sensação
Duma aflição, vou suspirando
Enternecido, cheio de ilusão
E, lá fora o pingar em bando
Sinto o coração palpitando
Na solidão, e no devaneio
Assim, o tempo passando
Em um suplicante floreio
Nostálgico sinto arrepio
Demanda o pensamento
E a saudade no seu feitio
Cata poesia pro momento.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 dezembro, 2024, 17’43” – Araguari, MG
E a nossa vida era assim: independentemente de
haver sol, nuvem, chuva, minha mãe sempre fazia
tudo no capricho.
(Maria Antonieta da serra do Ramalho)
NOSTALGIA (num dia de chuva)
Como a chuva se compõe angustiante
Nublada, penosa e tão cheia de teor
Que torna o céu de acinzentada cor
O fôlego se ausenta por um instante
O chão encharcado e tão ressonante
Causa na sensação pulsação e temor
Na batida da chuva, num tom maior
Pingo a pingo, ela, estronda meliante
Também, ermo, também, n’alma toca
E a emoção relenta e, no peito sufoca
Em um versejar que saudade contém
Junto, pois, o meu pranto, e a agonia
Chove lá fora, respingando na poesia
Nostalgia, é chuvarada, nela alguém!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 janeiro, 2025, 14’08” – Araguari, MG
ASSIM É O TEMPO
Entram as estações
Entre chuva e o vento
Às vezez fico em silêncio
Perdida em pensamento.
Tristezas e alegrias
Fazem parte da vida
O dia pode escurecer
E a noite ser colorida.
Banhada de estrelas
Numa noite de verão
Ou nums tempestade
Turbilhando de emoção.
Assim o corpo envelhece
Sem perder a felicidade
Não importa o tempo
A alma não tem idade.
Autoria Irá Rodrigues.
Nessa noite visitei uma casa
Estava chovendo sentia pouco a chuva me tocar
Eu via rosas
Muitas rosas
E via a chuva
Pouca chuva
Uma luz ligada
Pedi um café
Me sentei
Senti o cheiro da grama molhada
Eu via os pingos da chuva cair
E foi nesse momento no qual o meu pensamento me questionou
Por quantos lugares meus olhos já passaram?
Meus olhos passaram por mil mundos
Meus olhos viajaram universos
Meus olhos nadaram oceanos
Meus olhos secaram por dias e desci
Meus olhos não viam nada dessa vez
Sonhava ser brilhante na escuridão e voar juntos com as estrelas
Lutei é tão ruim viver na escuridão
É ruim, não poder ver e admirar, a beleza, a arte
É ruim, não poder ver o que a vida tem para nos oferecer a escuridão faz você perder o que dinheiro não se compra, não vale apena viver assim
Eu vou subir
E poder ver todas as cores
E poder ver você
Vem comigo?
Meus olhos passaram por mil mundos
Eu desci, meus olhos, não viam nada dessa vez
A escuridão faz você perder o que dinheiro não se compra
Lutei
Venci
E hoje eu vejo a chuva cair sobre meus olhos
ah, se toda pancada fosse de chuva
e a pouca distância, de fato, uma curva...
minha vida envolvida em água tão turva,
tropeçando, caindo, infinitos estorvos.
Um depende do outro!
O amor é como sol e a chuva
para fazer germinar a semente,
depois de germinada dela vem eselentes frutos.
O amor encherga sim, e enchega mais profundo que qualquer olho humano. Ele consegue encontrar qualidades onde ninguém mais consegue.
O amor é infalivel.
Gosto da poça que você se torna quando sou a chuva que cai no fim de tarde
Do som da respiração inundando seus pulmões
E quando me diz que sou o único que deveria estar ali
Porque parecia certo estar, quando o certo era deixar ir
Gosto
Não, na verdade gostava
Gostava dos lençóis bagunçados às seis da manhã
E da voz fraca que dizia me amar
E eu o amava como ninguém
Até o dia que não pareceu certo amar
Porque você era um oceano profundo
E eu um navio prestes a afundar
Gostava da vibração que, de longe, evidenciávamos ter
Éramos capazes de incendiar um prédio inteiro com aquele amor
Mas nos tornarmos pó antes que a chama chegasse ao fim
Hoje você é tempestade
E também a única chuva onde desejo me molhar.
Gosto quando o céu se enubrece,
Aprecio o frio da tarde, o aroma da terra molhada, o som da chuva.
Acredito que essas sutis mudanças surgem para tranquilizar o tumulto dos dias. Os dias de chuva são os melhores. Silenciosos, envoltos na escuridão e sem ninguém. 🌧️💧
Cantar como canta um passarinho
Quando voa livre pelo ar
Se a chuva chega de mansinho
Sempre encontra um lugar para pousar
