Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos

ESPETÁCULO DA VIDA

Gosto de ver a chuva caindo
Sentir ela molhando meus cabelos
Escorrendo pela minha face...
Gosto de sentir o cheiro dela.

Gosto do sabor do café
Do pão francês fresquinho e crocante
derretendo a manteiga
Gosto de acordar pelas manhãs.

Estar vivo
Poder respirar
Ouvir música
Poder sonhar.

Gosto de poder sentir o Sol
Brilhando seus raios sobre nós
Das cores e sons que transformam o dia
Gosto de poder sentir calor.

Gosto de admirar as estrelas
Piscando nos céus pras multidões
Enfeitando as noites no escuro
Gosto da energia noturna.

Estar vivo
Poder caminhar
Escrever poesias
Poder descansar.

Gosto.de estar vivo e saber
Que mesmo sendo apenas mais um
Só eu, sou eu dessa forma
Gosto de ser como eu sou.

Gosto.de observar pessoas
Indo e vindo em seu eterno vai e vem
de planos e sonhos
Gosto de saber que eu sou igual.

Estar vivo
Poder respirar
Participar do espetáculo da vida
Poder amar...

Inserida por AlandersonHudson

Lá fora a chuva cai.
Impiedosa e solene.
Intempéries?!
O tempo. A vida.
Um conjuga o outro.
Cai a chuva.
Bate o vento.
As gotículas atrofiam o olhar.
Esse olhar que deixa a chuva cair.
Esse momento que parece um redemoinho.
Tempo! Vida?
Pois...
É Dezembro. É Natal.
É tempo de solenidade.
Traz a vida pura saudade.
Tempo audaz.
Saudade inevitável.
Nascimento do salvador.
Que atenua um pouco a dor.

Inserida por dora_marques_marques

Na noite cai a chuva
Cai lentamente sobre o cinza urbano
No lúgubre cintilar dos faróis acesos
Contorno sombrio e profano

Perdidos na manada de metal
Na incerteza da vida
Na escuridão da noite
Contando cada real

Viajando pelo irreal, o irracional
O consentimento da escravidão
Cravado em cada centímetro moral

A vida acaba, voa passarinho
Voa livre, livre da selva de metal
Voa livre, de volta ao teu ninho

Inserida por jonadabi_ferreira

Acredito nos recomeços e nos fins, acredito nas tempestades e nas bonanças, na chuva que lava e no sol que esquenta.
Acredito no que quando for pra ser será e também que se deu errado é porque era pra ser assim.
Acredito na verdade, mesmo que doa, na coragem de viver e lutar pelo que me faz feliz. Acredito em heróis disfarçados de pessoas comuns e em demônios de anjos. Acredito na ignorância de algumas pessoas pois isso faz bem ao ego delas mas também acredito na força de quem é do bem. E vocês em que acreditam?

Inserida por geraldo_neto

Se esta chuva não parar
durante esta madrugada,
amanhã não faço nada
e tenho a terra pra cavar.

Inserida por AntonioPrates

Destino…

Libertino…

Que brinca comigo,

Eu escolhi estar na chuva.

Mas também pedi abrigo.

Inserida por PoesiaDeTeto

Estou à deriva do céu
Lágrima de chuva cai
Meu silêncio fez morada
Nas estrelas tem sinais…

Inserida por gislainnes

Cada gota que cai
Lava, transforma
Outras lágrimas ao léu
Chuva que não passa
Nem vai embora.

Inserida por gislainnes

Dispenso ensaios
Com você eu danço
Em lentos passos
Faça sol ou chuva
Tanto faz, não importa!
Em acasos me refaço…

Inserida por gislainnes

Ainda lembro do exato momento que me fiz poesia
Foi num fim de tarde, sol e chuva
Ao abrir os olhos eu enxergava e mais sentia.

Inserida por gislainnes

Tão digna quanto a luz que ilumina
Já vem de outros carnavais,
Outras fantasias
Ela é chuva, tempestade e ventania
Se reinventa e acrescenta
Escreve em páginas de metal
Ela não usa folhas finas
À noite ela fecha os olhos
Pertencendo ao mundo
Leva consigo as palavras,
Sabe que para ser feliz
Tem que ir além e desejar profundo.

Inserida por gislainnes

⁠Na chuva da vida,
seja como o arco-íris,
colorindo o dia de todos
em meio a indecisão do dia.

Inserida por vic_karol

⁠...não há ninguém, só o inverno de jardim negro, e a noite, e a chuva, e o vento,
um velho sueter aconchegado ao corpo, uma xícara de chá quente...
Apenas caem as gotas lá fora uma a uma,
dividem o frio de um poema terno,
Poeta e poesia são aconchegos do inverno.

Inserida por Ioneida_Braga

⁠VENTANIAS

Tão fraca essa chuva desacompanhada de vento
Proveio certamente de alguma nuvem dispersa
Fugidia da madrugada de alguma noite sem graça
Estanque sobre o telhado acima da minha cabeça
Não que não mereça que meu derredor se molhe
Com essa calmaria própria dos bem-aventurados
Porem estou acostumado a solavancos constantes
Tanto que me estranha tamanha bonança repentina
Sou eu afeito de trovões e ventanias da montanha
Que sacolejam e soçobram insanos restolhos de asas
Absurdamente inconstantes entre abas e serpentinas
Por isso a minha casa é de pedra incólume e bruta
Plantada sobre sólidos e poderosos alicerces da lida
Mas despreparada à suave nudez de uma brisa

Inserida por psrosseto

⁠INSATISFAÇÃO

Pela manhã o silencio dos homens

Faz frio e a chuva cai

Proporciona prazer o som que

o gotejar produz ao tocar as folhas

das arvores e os telhados das casas

As nuvens no céu são densas

quase não se pode enxergar os montes

O cão ladra, uiva

talvez sentido o cheiro do cio

Os pássaros surpreendem

voam e cantam como se fosse

um dia ensolarado de primavera

E o homem que percebe tudo isso, murmura

Inserida por Le0nard0Batista

⁠Não importa o temporal
O sol nasce mais uma vez
E tantas outras vezes...
Em dias de chuva, ser poesia !

24/06/2020

Inserida por LeoniaTeixeira

⁠De vez em quando
Ao invés de abrir o guarda-chuva
Destine-se a encontrar
Com o que já foi nuvem

Inserida por writer10

⁠já íntimos, sua chuva eu vi
e senti em meus braços
mesmo ao meu lado
me perdi em seus passos

então, senti sua luz me aquecer
apesar da minha noite fria
e... em você eu vivia
o que eu temia viver

no seu pôr do sol
o vento soprou calmo
as pétalas voaram
e as estrelas se aproximaram
e o meu sorriso foi roubado
sob um belo céu rosado

Inserida por Almirante

⁠BARCOS DE PAPEL (soneto)

Na chuva da temporada, pela calçada
A enxurrada era um rio, e o meio fio
O teu leito, com barragem e desafio
Na ingênua diversão da meninada

Bons tempos felizes, farra, mais nada
Ah! Os barcos de papel, inventivo feitio
Cada qual com um sonho e um tal brio
Navegando sem destino, a sua armada

Chuva e vento, aventura e os barquinhos
Tal qual a fado nos mostra os caminhos
E a traçada quimera no destino velejada

Barcos de papel, ah ideais, são poesias
Que nos conduzem nas cheias dos dias
No vem e vai, no balanço, da jornada...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/06/2020, 11’05” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Mais uma noite vem chegando
Nela, o barulho da chuva me trás a sensação de já ter vivido antes esse momento
A solidão da minha sala
Que me acompanha pelo flash da televisão e vozes de dublagens que se fazem presente nesse momento
Penso que poderia estar em outro lugar
Penso que aqui é tão bom também
Se eu fosse mais novo, faria outras coisas nesse momento, mas eu não suporto mais a noite
Não suporto mais bares, festas, aquela gente rindo, bebendo, gritando momentaneamente felizes!
Não suporto eles...
Eu gosto dos gatos que não pedem nada além da comida e um carinho quando se sentem sós.
Gosto da minha avó que fala tudo que gosto
Gosto dos meus amigos que estão nas suas casas com suas esposas e nos vemos quando é possível
Gostava daquela mulher que desejava tanto e que me abraçava
Mas, hoje eu estou só
E na solidão da minha sala, consigo enxergar planos, consigo enxergar o passado, e consigo ver o quanto perco tempo sentado aqui!

Inserida por Sumaki